O deputado estadual Adailton Cruz (PSB) denunciou em entrevista ao programa Boa Conversa, Edição Aleac, nesta terça-feira, 16, a informação recebida de trabalhadores sobre um possível processo de terceirização integral do Hospital Regional do Alto Acre, em Brasileia (AC).
“Realmente é uma denúncia, eu não constatei ainda, mas recebi a informação dos trabalhadores do Hospital Regional do Alto Acre de que está aberto um processo para terceirizar integralmente a unidade. O que seria isso? Entregar para a empresa que ganhar, ou para a OSC que ganhar o processo, toda a unidade com leis, com enfermaria, com trabalhadores, inclusive receber os recursos que hoje são destinados para lá em torno de quase R$ 60 milhões de reais por ano”, afirmou.
Para o parlamentar, o hospital é uma estrutura de grande porte que precisa ser fortalecido nas especialidades médicas, e não entregue à iniciativa privada. “É uma situação que para mim é preocupante. O Hospital Regional de Brasileia é um baita hospital, precisa ser implementado nas especialidades de neurocirurgia, cirurgia geral, pediatria, cardiologia, anestesiologia, ortopedia e oftalmo, para que a população de lá não tenha que vir para cá. Mas isso pode ser feito de forma individualizada e não entregar a unidade para uma empresa junto com os trabalhadores. Então eu já afirmo aos trabalhadores do Hospital Regional do Alto Acre que eu sou contra esse processo de terceirização integral, não apoiaremos e já solicitamos esclarecimento da Secretaria de Estado de Saúde”, disse.
Cruz destacou ainda que qualquer medida dessa natureza precisa passar por critérios legais e instâncias de controle. “Caso isso esteja aberto, vou verificar se o Conselho Estadual tem conhecimento, porque tem que ter o plano de viabilidade econômica, tem que ter o aval do Conselho Estadual e também o acompanhamento do Ministério Público. Mas o que eu puder fazer para que esse processo, se for verdadeiro, não ocorra, nós vamos fazer. A gente tem que apoiar a contratação das especialidades que lá sim se precisa”, reforçou.
Questionado se a terceirização poderia ser uma saída para colocar o hospital em pleno funcionamento, o deputado rejeitou a ideia. “Uma coisa eu concordo, o Hospital do Alto Acre é um baita hospital, eu conheço todas as estruturas e é um hospital onde dá para se criar uma estrutura de referência integral para a população de lá, inclusive com UTI, fisioterapia e cirurgia de alta complexidade. Agora, o processo de terceirização, você entregar o bem público, estrutura, trabalhador, repasse para uma empresa privada, aplicar o seu regime, isso para mim é incompetência. A gestão precisa ter competência suficiente para suprir as necessidades, porque recursos tem”, declarou.
Segundo ele, os números do orçamento da saúde confirmam que não falta investimento. “Inclusive eu fiz um levantamento agora recentemente, para você ter uma ideia: de 2023 para cá, o orçamento anual da saúde saiu de 700 milhões para 1 bilhão e 800 milhões. Então, a gente precisa acompanhar de fato. Não sou contra a contratação das especialidades, porque precisa de cardiologia, como eu já falei em todos, mas entregar a estrutura, o hospital, os trabalhadores, o repasse financeiro para uma empresa particular, privada, visando ao lucro, o resultado disso no Brasil inteiro só foi um blackout do sistema de saúde e escândalos de desvio de recursos”, completou.
O deputado informou que apresentou um requerimento solicitando explicações formais da Secretaria de Estado de Saúde. “Exato, eu fiz o requerimento, que vai entrar na ordem do dia, pedindo todos os esclarecimentos. Repito: a informação é extraoficial, porque eu recebi dos trabalhadores, oficialmente não tenho nada. Então estou solicitando para a gente tomar a par da situação e tomar as devidas providências que forem necessárias”, concluiu.
“A parte mais difícil é lidar com os sintomas. É preciso um esforço extra para conviver com as dores e com a dificuldade de manter um estilo de vida que ajude a amenizar tudo isso”, relata Beatriz Mendonça, de 23 anos. Seu depoimento traduz a realidade de muitas mulheres que enfrentam a endometriose — uma condição ginecológica inflamatória e crônica caracterizada pelo crescimento do tecido que reveste o útero fora da cavidade uterina.
Estima-se que cerca de oito milhões de mulheres no Brasil convivam com a endometriose, o que reforça a importância de dar visibilidade ao tema. Neste 13 de março, é celebrado o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, data que integra o “Março Amarelo”, mês dedicado à conscientização sobre a doença.
Secretaria de Estado de Saúde tem intensificado a atenção às políticas públicas e às ações voltadas para amenizar os impactos da endometriose na vida feminina. Foto: cedida
Pensando nas mulheres que enfrentam essa condição, a Secretaria de Estado de Saúde tem intensificado a atenção às políticas públicas e às ações voltadas para amenizar os impactos da endometriose na vida feminina.
Como parte desse compromisso, em abril do ano passado, o governo do Acre inaugurou um ambulatório exclusivo para diagnóstico e tratamento da doença. A iniciativa representa um avanço significativo na política estadual de atenção à saúde da mulher, garantindo acolhimento e cuidado especializado a quem mais precisa.
De abril do ano passado até fevereiro deste ano, o ambulatório realizou 162 atendimentos a mulheres que convivem com a endometriose, uma condição frequentemente subdiagnosticada ou identificada tardiamente.
Estima-se que cerca de oito milhões de mulheres no Brasil convivam com a endometriose. Foto: internet
‘Doença invisível’
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva em todo o mundo, o que representa mais de 190 milhões de pessoas. No Brasil, o SUS oferece atendimento integral às pacientes com a doença e registrou um aumento de 30% nos diagnósticos na Atenção Primária, passando de 115.131 atendimentos em 2022 para 144.971 em 2024. Somente nos dois últimos anos (2023 e 2024), foram realizados mais de 260 mil atendimentos.
Na Atenção Especializada, o SUS contabilizou um crescimento de 70% nos atendimentos por endometriose, que saltaram de 31.729 em 2022 para 53.793 em 2024. Entre 2023 e 2024, foram registrados 85,5 mil atendimentos. Também houve aumento de 32% nas internações, passando de 14.795 em 2022 para 19.554 em 2024. No mesmo período (2023 e 2024), o total chegou a 34,3 mil internações.
Beatriz buscou atendimento especializado privado e comemora os avanços do debate sobre a doença nos últimos anos. Foto: cedida
Ampliação do diálogo
Beatriz de Souza Mendonça descobriu a endometriose aos 21 anos, mantendo sua rotina de exames em dia, já que sua mãe também convive com a doença. Assim como acontece com muitas mulheres, o primeiro desafio foi obter o diagnóstico.
“Só fui descobrir que tinha mesmo quando procurei uma médica diferente, que solicitou uma ressonância magnética. Um dos sintomas que mais me afeta é a fadiga e o cansaço constante. Mesmo com exames mostrando vitaminas e hormônios equilibrados, ainda sinto muita indisposição”, relata.
O depoimento da jovem escancara a realidade de milhares de mulheres que convivem com dores incapacitantes e de difícil compreensão. O impacto não se limita à saúde física: muitas vezes atinge também a vida social e profissional.
“A endometriose, por ser uma doença crônica e dolorosa, traz efeitos psicológicos que nem sempre são considerados. A dor e o cansaço excessivo afetam o emocional e, consequentemente, a vida social e afetiva. Muitas vezes não tenho disposição para ver meus amigos; às vezes as dores surgem de repente e tudo que eu quero é deitar na minha cama”, desabafa.
Equidade
Beatriz recorreu ao atendimento privado para conseguir um diagnóstico mais rápido, mas a realidade de muitas mulheres é diferente: há pacientes que esperam mais de sete anos por respostas, tornando o processo ainda mais doloroso e desgastante.
É nesse ponto que o poder público atua para ampliar o acesso e garantir que o serviço chegue ao maior número possível de mulheres.
“Acho que a ampliação do atendimento especializado pelo SUS é essencial. O tratamento da endometriose deve ser encarado como prioridade, tanto pela quantidade de pessoas que sofrem com ela quanto pelo impacto profundo que causa na vida dessas mulheres”, reforça.
Ginecologista Fernanda Bardi está à frente do atendimento. Foto: Luanna Lins/Fundhacre
Cirurgias futuras
A ginecologista Fernanda Bardi, responsável pelo atendimento no ambulatório, explica que as pacientes são acompanhadas semanalmente e, aquelas que necessitam de intervenção cirúrgica, entram em uma fila específica.
“Nas próximas semanas vamos iniciar as cirurgias de endometriose pelo SUS. O tratamento cirúrgico adequado é realizado por via minimamente invasiva, seja videolaparoscópica ou robótica. A videolaparoscópica já está disponível na Fundação Hospitalar e, futuramente, teremos também a robótica. Assim, poderemos tratar cada vez mais mulheres que sofrem com dor pélvica crônica, dor menstrual, dor durante a relação sexual e infertilidade”, esclarece.
No ambulatório, as pacientes recebem orientação sobre a doença e os próximos passos do tratamento.
“O tratamento clínico começa já no ambulatório, com prescrição de medicamentos, encaminhamento para fisioterapia pélvica e acompanhamento com coloproctologista, quando indicado”, acrescenta.
Sinais de alerta
Entre os principais sintomas da endometriose estão: cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, infertilidade e queixas intestinais ou urinárias com padrão cíclico.
Para ter acesso ao Ambulatório de Endometriose da Fundação Hospitalar, a paciente deve primeiro procurar à atenção básica nas UBS, onde o médico fará o encaminhamento para a Fundação Hospitalar, referenciando-a para o ambulatório.
No ambulatório, as pacientes recebem orientação sobre a doença e os próximos passos do tratamento. Foto: cedida
Saiba o que o SUS já oferece
Na rede pública de saúde, as mulheres contam com tratamento clínico e cirúrgico.
No primeiro caso, é ofertada terapia hormonal, como o uso de progestágenos e medicamentos hormonais, como contraceptivos orais combinados (COCs) e análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados para controle da dor. Vale destacar que as mulheres também contam com acompanhamento multidisciplinar.
Nos casos em que a cirurgia é indicada, estão disponíveis procedimentos como videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva para a remoção de focos de endometriose, também usada para diagnóstico quando necessário; a laparotomia, cirurgia aberta para casos mais complexos; e a histerectomia, que consiste na remoção do útero, sendo recomendada apenas em situações específicas e após avaliação criteriosa.
Nas mulheres que têm a doença, o tecido semelhante ao endométrio (que reveste o útero) cresce fora do útero em órgãos como ovários, intestino e bexiga, o que causa reações inflamatórias.
Para Beatriz, que luta contra a doença há anos, a ampliação desse atendimento cobre uma necessidade que garante dignidade à mulher que precisa viver com a condição.
“Espero que futuramente se amplie o diálogo e conscientização sobre a endometriose porque é uma doença que afeta muitas mulheres, que às vezes nem chegam a receber o diagnóstico. Também tenho esperança que haja um aumento no número de pesquisas e que seja possível melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com essa doença”, relata.
Principais Avanços e Propostas Legislativas:
Conscientização: A Lei 14.324/2022 visa informar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento;
Licença Menstrual/Trabalho (PL 1.919/2025): Em tramitação, propõe licença de até 3 dias por mês para estudantes com dores graves, e projetos similares buscam garantir direitos trabalhistas.
Prioridade e Acesso (PL 762/2025): Busca garantir atendimento rápido no SUS e início do tratamento em até 30 dias após diagnóstico. PL ainda está em andamento na Câmara Federal.
A Prefeitura de Rio Branco concluiu nesta semana, a instalação dos equipamentos da fábrica de leite de soja, que será utilizada para fortalecer a segurança alimentar de crianças da rede municipal de ensino e de famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas no Cadastro único, atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do município. A expectativa da gestão municipal é ampliar o acesso a um alimento nutritivo e de qualidade para estudantes e famílias assistidas por programas sociais.
O prefeito visitou as instalações da unidade e comemorou a conclusão do projeto, que, segundo ele, já foi alvo de críticas e dúvidas no passado. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Na manhã desta sexta-feira (13), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom visitou as instalações da unidade e comemorou a conclusão do projeto, que, segundo ele, já foi alvo de críticas e dúvidas no passado. O gestor relembrou que a proposta da chamada “vaca mecânica” chegou a ser questionada por parte da população. De acordo com Bocalom, a produção do leite de soja representa uma alternativa importante para garantir alimentação de qualidade para crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Quando eu falava da vaca mecânica, muita gente fazia gozação porque não conhecia o projeto. Hoje mostramos, na prática, o que sempre defendemos. Essa estrutura vai produzir leite de soja enriquecido, garantindo segurança alimentar para nossas crianças, idosos e pessoas acamadas que precisam de uma alimentação adequada”, afirmou.
Atendimento as famílias vulneráveis
“Nossa equipe vai fazer um levantamento nos oito CRAS para identificar as famílias que mais precisam. Além das crianças, também vamos atender idosos e participantes de grupos de convivência”, destacou o secretário. (Foto: Val Fernandes/Secom)
O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcus Luz, explicou que a produção da fábrica poderá chegar a 200 litros de leite de soja por hora.
Segundo ele, o alimento será distribuído prioritariamente para famílias em situação de vulnerabilidade social, cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da capital.
“Nós temos cerca de 45 mil crianças em Rio Branco inscritas no Cadastro Único. Nossa equipe técnica vai fazer um levantamento nos oito CRAS do município para identificar as famílias que mais precisam. Além das crianças, também vamos atender idosos e participantes de grupos de convivência e centros de atendimento”, destacou o secretário.
De acordo com o gestor, a produção do leite de soja representa uma alternativa importante para garantir alimentação de qualidade para crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Início da produção
Com a instalação dos equipamentos já concluída, a prefeitura aguarda apenas a aquisição da matéria-prima para iniciar a produção.
A previsão é que a fábrica comece a operar plenamente até o final do mês de março. A expectativa da administração municipal é que a nova estrutura fortaleça as políticas públicas de assistência social e amplie o acesso a alimentos nutritivos para a população em situação de vulnerabilidade em Rio Branco.
Miriam Hadassa decidiu transformar aniversário de 15 anos em tributo ao pai que morreu em 2024 após diagnóstico de câncer no estômago. Ambos comemoravam e compartilhavam juntos a mesma data.
Por Renato Menezes
A celebração dos 15 anos da estudante Miriam Hadassa Freitas da Costa ganhou um significado diferente neste ano, em Rio Branco. Para homenagear o pai, que morreu em 2024, a adolescente decidiu fazer um ensaio fotográfico dentro do cemitério onde ele está enterrado.
Sebastião Mendes da Costa tinha 65 anos, era tenente-coronel e ficou conhecido no Acre por ser fundador e primeiro comandante da Companhia de Operações Especiais (COE). Ele morreu no dia 26 de outubro de 2024, vítima de câncer de estômago, oito meses após receber o diagnóstico.
O aniversário de Miriam foi no dia 25 de fevereiro, a mesma data em que o pai também comemorava mais um ano de vida. A festa, portanto, ocorreu três dias depois, com a exibição dos registros fotográficos e vídeos feitos no dia 13 do mesmo mês.
A estudante disse que todo o ensaio foi planejado para simbolizar a presença do pai e a relação que tinham. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal
A ideia, segundo a adolescente, surgiu após ver nas redes sociais uma homenagem semelhante feita por outra jovem. “Quando eu vi as fotos, tive a certeza que era isso o que eu queria para poder homenagear o meu pai, pois eu e ele fazíamos aniversário no mesmo dia”, falou.
A mãe de Miriam, Luana Freitas de Souza Costa, de 32 anos, complementou que a família sempre celebrou a data de forma conjunta. “Durante toda a vida, a gente sempre comemorou o aniversário deles dois juntos. Era uma festa muito grande, para muita gente, porque o pai dela era uma pessoa muito conhecida e muito querida”, contou.
Foco nos detalhes
A estudante disse que todo o ensaio foi planejado para simbolizar a presença do pai e a relação que tinham. Entre os elementos escolhidos estão as cores presentes nas fotos e objetos simbólicos.
“O azul representa a tranquilidade e a confiança dele, e o branco porque era a sua cor favorita e também porque significa paz. O urso simboliza o afeto, a segurança e as memórias da minha infância com ele”, frisou.
Miriam Hadassa tem 15 anos e resolveu homenagear o pai que morreu de câncer no Acre. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal
Para Miriam, fazer o ensaio justamente no cemitério despertou nela um sentimento diferente do que as pessoas poderiam imaginar.
“Me trouxe um sentimento de tranquilidade, pois eu sabia que era a melhor forma de trazer a essência do meu pai. O cemitério é o melhor lugar para fazer as pessoas refletirem sobre a vida. É muito importante saber que a pessoa nunca morre quando sempre é lembrada pelas boas memórias do tempo em que se encontrava conosco”, completou.
A valsa
Um dos momentos mais aguardados das festas de debutante é a tradicional valsa com o pai. Miriam diz que sempre sonhou com esse momento, mas precisou ressignificá-lo após a morte dele.
Durante a cerimônia, as imagens do ensaio foram exibidas pouco antes da valsa da adolescente que dançou sozinha segurando um ursinho e uma borboleta azul, símbolos escolhidos para representar a presença do pai.
“A vida tinha outros planos e eu não pude realizar esse momento. Mas, mesmo assim, eu não queria deixar passar em branco esse significado tão especial e, por isso, fiz questão das fotos”, acrescentou.
Miriam Hadassa e o pai, Sebastião Costa, comemorando juntos o primeiro ano da menina em Rio Branco. Foto: Arquivo pessoal
O luto
Para lidar com a dor da perda, a família tem buscado seguir a rotina e se concentrar em outras atividades. Segundo a mãe, Miriam tem se dedicado aos estudos. “A gente aprende a lidar com a dor. O luto não é passageiro, ele é eterno. Eles sempre tiveram uma conexão muito linda”, disse.
As fotos da homenagem chamaram atenção nas redes sociais e entre conhecidos da família. Para a jovem, a mensagem por trás das fotos é simples, mas profunda.
“O que eu quero que as pessoas sintam ao ver as fotos é que o amor de um pai nunca morre, apenas muda de forma e segue brilhando nos olhos de sua filha”, finalizou.
Miriam Hadassa tem 15 anos e resolveu homenagear o pai que morreu de câncer no Acre. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal
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