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Denúncia: Estudantes usam transporte escolar precários na zona rural de Brasiléia

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Só em Brasiléia, estima-se que mais de 10 ‘paus de arara’ façam transporte escolar só na escola rural Valério Bispo Sabala.

O representante das Associações Unificadas e Presidente da Associação União Paraná – Linha 12 do Ramal do km 19 na Estrada do Pacífico, que representa a unificação de 10 Associações de Pequenos Produtores Rurais de Brasiléia, o senhor João Baiano, está denunciando mais uma vez, em nome dos pais de alunos da Escola Valéria Bispo Sabala localizada km 26, sentido Brasiléia/Assis Brasil, o descaso por alguns donos de caminhões que transportam alunos na zona rural do Município.

Alguns veículos estariam apresentando problemas nos freios e motoristas usam freio do motor nos ramais - Foto: Captura

Alguns veículos estariam apresentando problemas nos freios e motoristas usam freio do motor nos ramais – Foto: Captura

João Baiano, juntamente com os pais e associados estão preocupados com a situação dos caminhões que prestam serviços para o Núcleo de Educação de Brasiléia, onde chama a atenção para uma prática comum no interior do Acre, que seria o transporte escolar irregular.

Diariamente, estudantes da zona rural de Brasiléia, cidade localizada a 240 km da Capital, enfrentam o perigo e a falta de segurança dos caminhões, conhecidos como ‘pau de arara’, para chegarem à escola.

Esse tipo de transporte é proibido para estudantes, mas para os alunos da zona rural de Brasiléia não há alternativas. Só na região, estima-se que para atender a demanda de alunos, circulem cerca de 30 caminhões fazendo este tipo de transporte ilegal.

Pedaços de panos são usados para segurar parte das carrocerias - Foto: captura

Pedaços de panos são usados para segurar parte das carrocerias – Foto: captura

“Eu me seguro no banco”, diz a estudante M.G.L, de apenas nove anos, que explica como viaja até a escola. Muitas vezes, os alunos são levados pelos caminhões que não tem mais bancos disponíveis. E por falta de opção, os estudantes enfrentam o perigo de ir em pé até a escola.

Por causa dos buracos na estrada, o perigo de cair fora da proteção de madeira do caminhão, aumenta. “Uma menina machucou o braço, uma vez. Quando ela estava descendo, acabou caindo”, conta o estudante F.S.L de 14 anos”.

Disse mais, “quando chove, quem usa o pau de arara como transporte só chega à escola molhado. Manter-se na escola, nestas condições, é muito mais difícil. Eu gostaria de ter um transporte melhor. No inverno, é lama e no verão, poeira. Seria bom um ônibus, para a gente ter mais segurança”, lamenta o estudante R. da Silva.

Super lotação seriam outra preocupação por parte dos pais - Foto: Captura

Super lotação seriam outra preocupação por parte dos pais – Foto: Captura

Uma média de mais de 150 passageiros são transportados diariamente na zona rural de Brasiléia, em carrocerias de caminhonetes e caminhões, segundo dados levantados pelo presidente das Associações Unificadas de Brasiléia.

Esse tipo de transporte é permitido a título precário, devido à ausência de linhas de ônibus. Porém, cada vez é mais comum a superlotação nos caminhões, também conhecidos como ‘pau de arara’.

O Jornal O Alto Acre.com, flagrou um dos veículos superlotado enquanto saía do pátio da escola Rural Valéria Bispo Sabala localizada na BR 317 no km 26, retornando aos ramais. Segundo o órgão (Ciretran/Brasiléia/), os caminhão tem capacidade para 26 passageiros sentados, sendo 13 de cada lado, mas vem transportando mais que o dobro do recomendado, segundo o presidente João.

“Os ocupantes desse veículo deveriam estar todos sentados em bancos anexados na lateral da carroceria, aliás, os bancos, assim como a cobertura e outras adequações, estão entre as condições de segurança exigidas no artigo 108 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para permitir que esses veículos de carga transportem pessoas”, disse.

João Baiano (de boné a direita), está denunciando mais uma vez, em nome dos pais, o descaso por alguns donos de caminhões que transportam alunos na zona rural do Município. - Foto:Alexandre Lima

João Baiano (de boné a direita), está denunciando mais uma vez, em nome dos pais, o descaso por alguns donos de caminhões que transportam alunos na zona rural do Município. – Foto:Alexandre Lima

As concessões que autorizaram os caminhões a transportar passageiros e cargas são emitidas pelo Núcleo da Secretaria de Estado de Educação em Brasiléia e tem duração de um ano. De acordo com senhor Mário, responsável do setor de transporte dos alunos da zona rural de Brasiléia. Mas, segundo João Paraná, as permissões são concedidas apenas para estradas não pavimentadas onde não existem linhas regulares de ônibus, principalmente escolar.

Durante a semana, João esteve reunido com gestores do Núcleo da Secretaria de Estado de Educação em Brasiléia, estiveram no Órgão para buscar soluções perante o caso, já que pedidos teriam sido feitos a mais de um ano e nada fora feito.

Fora prometido que o Denatran em Brasiléia seria contatado para que realizasse uma vistoria nos veículos e outros sejam analisados para novas contratações e sigam as normas exigidas.

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Escola de Educação Ambiental inicia ações em alusão ao Dia Mundial da Água em Rio Branco

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Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal, já deu início à programação especial voltada à conscientização e à preservação dos recursos hídricos no município.

Nesta terça-feira (3), a equipe de educadores ambientais realizou visitas técnicas qualificadas no bairro Joarez Távora, onde existe uma Área de Preservação Permanente (APP) que, apesar de sua importância ambiental, também tem sido alvo de denúncias relacionadas ao descarte inadequado de resíduos.

Foto de ação
Durante a ação, os educadores orientaram os moradores sobre a importância da preservação das áreas protegidas, os impactos do descarte irregular de lixo sobre igarapés e nascentes. (Foto: Secom)

Durante a ação, os educadores orientaram os moradores sobre a importância da preservação das áreas protegidas, os impactos do descarte irregular de lixo sobre igarapés e nascentes, e as responsabilidades coletivas no cuidado com os espaços naturais da cidade. A atividade integra um conjunto de ações educativas que buscam fortalecer o sentimento de pertencimento e corresponsabilidade da comunidade na proteção dos recursos hídricos.

Foto da ação
A gestora da Escola de Educação Ambiental, Luzimar Oliveira, destacou o papel estratégico da educação ambiental nesse processo. (Foto: Secom)

A gestora da Escola de Educação Ambiental, Luzimar Oliveira, destacou o papel estratégico da educação ambiental nesse processo: “Cuidar da água é cuidar da vida. Nosso trabalho vai além de uma data específica. Queremos fortalecer, junto à comunidade, a compreensão de que as Áreas de Preservação Permanente são essenciais para manter a qualidade da água, prevenir enchentes e garantir o equilíbrio ambiental. A conscientização é o primeiro passo para a transformação”, frisou.

Foto de ação de educação ambiental
A programação em alusão ao Dia Mundial da Água seguirá ao longo do mês, com atividades educativas, visitas orientadas, palestras e ações de mobilização comunitária. (Foto: Secom)

A programação em alusão ao Dia Mundial da Água seguirá ao longo do mês, com atividades educativas, visitas orientadas, palestras e ações de mobilização comunitária. Em breve, a Prefeitura de Rio Branco divulgará a programação completa das atividades do mês, convidando a população a participar e a contribuir com a preservação dos recursos hídricos da capital acreana.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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VÍDEO: Alcolumbre mantém quebra dos sigilos de Lulinha

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Davi Alcolumbre estampa adesivo com a frase Criança é prioridade absoluta - PL 2628 já. Projeto ECA Digital, proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Adultização infantil Felca

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3/3) manter a decisão da CPMI do INSS que quebrou os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A decisão foi anunciada durante uma sessão do Senado. A medida foi embasada em um parecer da Advocacia do Senado e rejeitou um recurso apresentado pela base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para anular as quebras contra o filho do petista.

Segundo Alcolumbre, os argumentos apresentados pelos governistas não foram suficientes para confirmar a “suposta violação das normas regimentais e constitucionais” da CPMI do INSS.

As quebras foram aprovadas na quinta-feira (26/2), em uma sessão marcada por tumultos. Os pedidos haviam sido apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.

  • Ao abrir a deliberação, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) pediu que os parlamentares contrários se manifestassem. Ele contabilizou sete votos contra os requerimento — afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes — e declarou que os pedidos estavam aprovados.
  • O governo defende que a contagem foi feita de forma incorreta e que eles tinham 14 votos contrários à quebra dos sigilos.

No recurso, os parlamentares da base de Lula criticaram a condução dos trabalhos de Viana e argumentaram que as medidas aprovadas na última quinta deveriam ser suspensas. Viana negou qualquer irregularidade.

Ao analisar o pedido dos governistas, Davi Alcolumbre afirmou que, ainda que fossem considerados os parlamentares apontados pelo governo, não haveria maioria para rejeitar a quebra dos sigilos.

“O número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Isso porque o quórum de presença do momento, mostrado no painel e verificado na votação anterior, era de 31 parlamentares. A maioria, com esse quórum, portanto, equivale a 16 parlamentares”, disse.

“Diante desse quadro e considerando o parecer da Advocacia do Senado, esta Presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI do INSS não se mostra evidente e inequívoca, razão pela qual — em respeito aos precedentes — não se faz necessário, no presente momento, uma intervenção da Presidência da Mesa do Congresso na reunião de 26 de fevereiro de 2026”, acrescentou Davi Alcolumbre.

Lulinha passou a ser alvo da CPMI após investigados por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Como revelou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, o filho de Lula é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde junto ao governo federal. Uma das iniciativas mencionadas previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.

Questionamento durante a sessão

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou, ainda durante a sessão que quebrou os sigilos de Lulinha, a condução dos trabalhos de Viana. E afirmou que houve erro na contagem.

Logo após o resultado, ele chegou a pedir que o senador anulasse a deliberação, mas teve o pleito rejeitado pelo presidente da CPMI.

“No momento da votação, 14 parlamentares votaram contrários aos requerimentos. Há um contraste visual entre os que estavam de pé e os que permaneciam sentados”, argumentou Pimenta.

No recurso apresentado a Alcolumbre, o grupo afirma que Carlos Viana desempenhou a sua função de forma “acerba e antidemocrática”.

“O senador incorreu, em tese, em violação a tais deveres, ofendendo não apenas a Constituição da República e a normativa interna do Senado Federal, mas também os princípios estruturantes do regime democrático e representativo”, dizem os parlamentares.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Acre recebe gestores de ensino de São Paulo para conhecer modelo de prevenção à violência nas escolas

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Representantes da rede estadual de ensino de São Paulo estão no Acre para conhecer de perto as estratégias desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) voltadas à prevenção da violência e à promoção de uma convivência mais segura nas escolas da rede estadual.

Equipe visita Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Sebastião Pedrosa. Foto: Mardilson Gomes

A visita ocorre após um encontro realizado em Brasília, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reuniu representantes de diferentes estados para discutir políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar no ambiente escolar. Durante o evento, as iniciativas desenvolvidas pelo Acre chamaram a atenção da equipe paulista, especialmente pela forma como o estado articula diferentes instituições da rede de proteção para atuar de maneira integrada com as escolas.

Uma das unidades visitadas nesta terça-feira, 3, foi a Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Sebastião Pedrosa, localizada no Segundo Distrito de Rio Branco. A escola atende estudantes de diversos bairros da região e tem se destacado por experiências bem-sucedidas na prevenção da violência e na promoção de um ambiente escolar baseado no diálogo e na convivência.

Durante visita, gestora da unidade compartilhou experiências bem-sucedidas na escola. Foto: Mardilson Gomes/SEE

De acordo com Daniele Quirino, diretora de Clima, Convivência e Proteção Escolar da rede estadual de São Paulo (DiCLIP), a forma como o Acre organiza essa articulação institucional foi um dos pontos que mais despertou o interesse da equipe.

“A gente ficou muito impressionado com a maneira como o Acre faz a articulação da rede de proteção. Estamos falando da integração entre diferentes instituições, como assistência social, saúde, conselho tutelar e Ministério Público, para garantir que os estudantes estejam protegidos e seguros no ambiente escolar”, destacou.

Daniele Quirino, diretora de Clima, Convivência e Proteção Escolar da rede estadual de São Paulo afirma que a forma como o Acre organiza a articulação institucional despertou o interesse da equipe. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo ela, estudos apontam que um ambiente escolar seguro e acolhedor é fundamental para o processo de aprendizagem.

“Hoje já sabemos que a convivência e a proteção escolar são fatores essenciais para a aprendizagem. Não há aprendizagem se o estudante não se sentir seguro e acolhido dentro da escola”, acrescentou.

Acre adequa ações ao programa Escola que Protege

Assim como São Paulo e outras redes de ensino do país, o Acre aderiu ao Escola que Protege, programa do governo federal voltado à prevenção da violência nas escolas e ao fortalecimento da convivência escolar.

Mylla Almeida de Oliveira, chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, relata que o estado já desenvolvia ações semelhantes por meio do Observatório de Segurança Escolar. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo Mylla Almeida de Oliveira, chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, o estado já desenvolvia ações semelhantes por meio do Observatório de Segurança Escolar, iniciativa que articula diferentes instituições da rede de proteção.

“Sabemos que a escola tem limites enquanto espaço pedagógico e não consegue lidar sozinha com todas as situações. Por isso, temos uma articulação muito organizada entre a rede de proteção e instituições como Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho Tutelar, CRAS, CREAS e a área da saúde”, explicou.

Com a adesão ao programa federal, a rede estadual passa a alinhar e adequar as estratégias já existentes às diretrizes nacionais.

“No Acre, muitas dessas ações já aconteciam por meio do Observatório de Segurança Escolar. Agora, com a adesão ao programa Escola que Protege, vamos adequar e fortalecer essas iniciativas dentro das orientações do Ministério da Educação”, acrescentou Mylla.

Escola que fortalece o diálogo com a comunidade

Na Escola Sebastião Pedrosa, o trabalho desenvolvido tem como base a aproximação entre escola, estudantes e comunidade. A gestora da unidade, Sandy Guedes, destaca que o diálogo e a transparência são fundamentais para fortalecer essa relação.

Gestora Sandy Guedes afirma que diálogo e transparência são fundamentais para fortalecer a relação entre escola e comunidade. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Acredito que o principal fator é a transparência. Precisamos conversar com todos, manter a comunidade informada sobre o que acontece na escola. Isso faz com que todos se sintam mais seguros e confiantes no trabalho que está sendo desenvolvido”, explicou.

Atualmente, a escola atende cerca de 490 estudantes matriculados e também oferece cursos técnicos. A procura por vagas é grande e há inclusive lista de espera para ingresso na unidade.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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