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Denarc apreende cerca de 10kg de maconha após denúncia via WhatsApp
Agentes da Delegacia de Combate ao Narcotráfico (Denarc) apreenderam na tarde de quarta-feira, 4, um carregamento de maconha que estava em poder de uma adolescente de 17 anos. O entorpecente estava sendo levado para o município de Tarauacá (distante mais 400 km de Rio Branco), onde seria distribuído nas áreas de tráfico da cidade.
A abordagem aconteceu em um posto de gasolina na região do bairro São Francisco no momento do abastecimento do carro onde estava a adolescente.
De acordo com o delegado Pedro Resende, titular da Denarc, os investigadores receberam a denúncia anônima através do WhatsApp da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) sobre uma mulher que levava um carregamento de drogas para município acreano em um carro de frete. Os policiais passaram a percorrer os pontos de locação de frete na tentativa de localizar a pessoa indicada na denúncia.
No período da tarde eles receberam novas informações sobre as características do veículo em que estava a jovem e a localização. Os investigadores seguiram até o posto de combustíveis na entrada do conjunto Jardim Tropical onde realizaram a abordagem e o flagrante.
Na mala da jovem, além de suas roupas, os policiais encontraram o entorpecente (pouco mais de 10kg) avaliado em mais de R$40 mil.
Ainda de acordo com a autoridade policial, em depoimento, a jovem revelou que faz parte da organização criminosa Bonde dos 13 (B13) e que foi contratada para buscar a droga em Rio Branco e transporta-la até Tarauacá.
“A adolescente confessou que foi contratada para buscar a droga em Rio Branco e leva-la para Tarauacá. Ela disse ainda que integra a facção B13 e que o entorpecente era para abastecer as bocas de fumo no município. Ela já passou cerca de 45 dias internada pelo crime de tráfico de drogas quando foi flagrada pela polícia no município”, explicou Resende.
Pedro Resende ressaltou também que a Denarc está investigando quem enviou e quem receberia a droga encontrada com a jovem.
“Já temos alguns suspeitos e estamos investigado para identificar quem estava enviando e que iria receber a droga”, disse.
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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Foragido do presídio Manoel Neri é recapturado em Cruzeiro do Sul
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