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Covid: por que ventilar ambientes é mais importante do que limpar compras

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A chance de o contato com uma superfície contaminada levar a uma infecção é de 1 em 10 mil, segundo artigo do CDC, dos Estados Unidos. Especialistas vêm destacando desde o ano passado a necessidade maior foco nas condições de ventilação dos ambientes.

Lavar as mãos com água e sabão é uma das recomendações para evitar a contaminação pelo coronavírus — Foto: ivabalk/Pixabay

Por Laís Alegretti, BBC

A chance de o contato de uma pessoa com uma superfície contaminada pelo coronavírus resultar em uma infecção é menor que 1 em 10 mil, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência de saúde pública dos Estados Unidos.

O órgão atualizou neste mês (05/04) as informações sobre transmissão do coronavírus por superfícies e reconheceu que o risco é baixo — uma constatação que alguns pesquisadores vêm apontando desde o ano passado.

“É possível que as pessoas sejam infectadas pelo contato com superfícies ou objetos contaminados, mas o risco é geralmente considerado baixo.”

Segundo o CDC, o risco relativo de transmissão do SARS-CoV-2 por superfície “é considerado baixo em comparação com contato direto, transmissão por gotículas ou transmissão aérea”.

O risco de contágio pelo ar varia muito, dependendo de fatores como quantidade de pessoas, ventilação, tempo de exposição e uso de máscaras adequadas. Veja os graus de risco de contágio em atividades cotidianas, segundo a Associação Médica do Texas (TMA, na sigla em inglês).

A atualização da agência dos EUA é o mais recente episódio do debate sobre o grau de importância dado à higienização de superfícies durante a pandemia, em comparação a outras medidas preventivas.

Em 2020, ao mesmo tempo em que o coronavírus começou a se espalhar, o hábito de lavar todas as embalagens logo depois de fazer as compras no mercado se popularizou. A orientação de limpeza dos produtos reflete a tentativa de evitar a contaminação quando alguém toca uma área ou objeto contaminados e depois leva a mão ao rosto.

No entanto, conforme os cientistas foram conhecendo melhor o comportamento do vírus, muitos especialistas começaram, ainda em meados de 2020, a alertar sobre o que consideravam um foco exagerado na transmissão por superfície contaminada, enquanto os cuidados com transmissão pelo ar ficavam em segundo plano.

A epidemiologista Adélia Marçal dos Santos, especialista na dinâmica de transmissão de doenças infecciosas e professora de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, diz que “uma coisa que dificultou muito a contenção da doença no mundo inteiro foi a dificuldade de admitir a transmissão aérea do vírus”.

INFOGRÁFICO – Transmissão por gotículas e por ar — Foto: BBC

Foi em julho de 2020 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que havia evidências de que o coronavírus podia se espalhar por minúsculas partículas suspensas no ar e que a transmissão aérea não podia ser descartada em ambientes lotados, fechados ou mal ventilados.

O CDC atualizou em outubro de 2020 suas diretrizes sobre os tipos de transmissão do coronavírus e passou a incluir os aerossóis, considerando que a transmissão pode ocorrer pelo ar. Esse entendimento é importante, segundo os especialistas, exatamente para destacar a importância de evitar locais com ventilação ruim ou com muitas pessoas aglomeradas.

No Brasil, a página do Ministério da Saúde atualizada em abril de 2021 menciona, sem entrar em muitos detalhes, que o coronavírus “é transmitido principalmente por três modos: contato, gotículas ou por aerossol”.

‘Teatro da higiene’

A expressão teatro da higiene (usada primeiro em inglês: hygiene theater) virou o símbolo das situações em que medidas insuficientes ou ineficazes dão uma falsa sensação de segurança em relação ao combate ao coronavírus.

O termo foi usado em um artigo do jornalista Derek Thompson, na revista The Atlantic, em julho de 2020, no qual o autor argumenta que “o teatro de higiene pode retirar recursos limitados de objetivos mais importantes”. A matéria descreve ações como a simples limpeza de cardápios em restaurantes e a desinfecção de assentos e paredes no metrô de Nova York.

Imagine um estabelecimento com funcionários fazendo a desinfecção de superfícies com alguma frequência, mas sem medida alguma para garantir uma boa ventilação do local ou para exigir o uso de máscaras apropriadas. Essa é a descrição de uma situação que poderia dar a falsa sensação de segurança, segundo o engenheiro biomédico Vitor Mori, membro do grupo de pesquisadores Observatório Covid-19 BR.

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“O teatro da higiene é o ato de desinfetar tudo o tempo todo. Porque é algo mais concreto, visual… Vemos que algo está sendo feito e isso nos dá uma falsa sensação de conforto e de segurança”, diz Mori.

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O que ele recomenda, no entanto (depois da dica número um, que é “fique em casa o máximo que conseguir”), é que as pessoas prestem mais atenção em medidas como: priorizar ambientes ao ar livre (ou com a maior ventilação possível), fazer distanciamento físico e usar boas máscaras, bem ajustadas ao rosto.

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DNIT executa prolongamento de 70 metros em ponte sobre o Rio Tarauacá na BR-364

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Obra responde a mudanças no curso do rio e deve garantir estabilidade da estrutura; previsão é liberar um lado da ponte em meados de abril

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) executa, nesta quarta-feira (25), obras de prolongamento da ponte sobre o Rio Tarauacá, localizada no km 535 da BR-364/AC, no município de Tarauacá, no interior do Acre. A intervenção tem caráter estratégico para assegurar a estabilidade da estrutura diante das mudanças no curso do rio.

Segundo a equipe técnica do DNIT, a obra responde às características naturais dos rios da região, que apresentam constantes mudanças de traçado. Com o deslocamento do leito do Rio Tarauacá ao longo dos anos, o aterro de encabeçamento da ponte passou a ser atingido, o que exigiu uma solução definitiva de engenharia para garantir a continuidade do tráfego.

A analista de infraestrutura e fiscal do contrato, engenheira Karla Costa Alves, explicou a situação:

“Estamos em uma região onde os rios ainda estão em formação e os meandros mudam com frequência. Nesse caso, o rio deixou de fazer a curva e passou a seguir em linha mais reta, atingindo o aterro da cabeceira. Ao longo dos anos foram adotadas soluções paliativas, mas chegou um momento em que foi necessário intervir de forma definitiva. O prolongamento da ponte permite acompanhar essa nova configuração do rio e garantir a segurança da estrutura.”

A solução técnica adotada prevê o prolongamento da ponte em 70 metros, divididos em dois segmentos de 35 metros cada. A execução inclui a implantação de novos pilares, execução de laje de transição e recomposição do aterro.

As etapas de fundação e superestrutura já foram concluídas. Atualmente, a obra está na fase de mesoestrutura, com a concretagem do tabuleiro em andamento.

Os serviços seguem o planejamento executivo com controle tecnológico rigoroso. O processo inclui verificação do abatimento do concreto, moldagem de corpos de prova para ensaios de resistência e acompanhamento contínuo das equipes técnicas.

A previsão é de que um dos lados da ponte seja liberado ao tráfego até meados de abril, em substituição à travessia provisória, que opera com passagem alternada de veículos. A conclusão total da obra está prevista para o final de maio, conforme as condições logísticas e operacionais da região.

Importância estratégica

O superintendente regional do DNIT no Acre, engenheiro Ricardo Araújo, destacou a importância da intervenção:

“Essa ponte é fundamental para a integração do Acre. Estamos falando de um ponto essencial da BR-364, que garante a ligação do Vale do Juruá com a capital, Rio Branco, e com o restante do país. A integração do estado passa diretamente por essa rodovia, e assegurar a estabilidade dessa travessia significa manter o fluxo de pessoas e da produção regional. É uma obra que vai além da engenharia, é uma garantia de mobilidade e desenvolvimento para toda a região.”

O processo inclui verificação do abatimento do concreto, moldagem de corpos de prova para ensaios de resistência e acompanhamento contínuo das equipes técnicas. Foto: captadas 

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Manutenção no sistema pode afetar abastecimento de água em Brasiléia e Epitaciolândia

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A Coordenação do Serviço de Água e Esgoto do Acre (SANEACRE) de Brasileia e Epitaciolândia informou que o sistema de abastecimento de água nos municípios da fronteira está passando por um período de manutenção.

De acordo com o órgão, os serviços têm como objetivo corrigir falhas e melhorar a eficiência da rede, evitando novas interrupções no fornecimento.

Por conta dos trabalhos, o abastecimento poderá sofrer interrupções temporárias, com alguns bairros podendo ficar sem água por até dois ou três dias. A orientação é para que a população faça uso consciente da água e adote medidas de racionamento durante a execução dos serviços.

Segundo o coordenador regional do Saneacre, Jorge Saady, a intervenção é necessária para garantir melhorias no sistema.

“Esse é um período necessário de manutenção no sistema de abastecimento. A gente sabe dos transtornos que podem acontecer, inclusive com a possibilidade de alguns bairros ficarem até dois ou três dias sem água, e por isso pedimos a compreensão da população. É importante que cada morador faça o uso consciente da água e adote medidas de racionamento durante esse período. Essas intervenções estão sendo realizadas justamente para melhorar a qualidade do abastecimento, ampliar a capacidade do sistema e evitar interrupções inesperadas no futuro. A nossa equipe está trabalhando para que tudo seja normalizado o mais breve possível”, destacou.

Os trabalhos devem seguir até a primeira semana de abril, com equipes atuando nos dois municípios.

A expectativa é que, após a conclusão das intervenções, o sistema opere com mais estabilidade e ofereça um abastecimento mais eficiente para a população.

Coordenador regional do Saneacre, Jorge Saady – Foto: Eldson Júnior

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Rogério Pina fecha ciclo e deixa o comando do Humaitá

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A derrota por 3 a 1 para o Galvez no sábado, 21, no Tonicão, na disputa do 3º lugar no Campeonato Estadual, marcou a despedida do técnico Rogério Pina do comando do Humaitá. O treinador se reuniu nesta terça, 24, com dirigentes do Tourão, no Rio de Janeiro, e o trabalho não terá sequência no Campeonato Brasileiro da Série D.

“Poderíamos ter ido mais longe no Estadual. Tínhamos uma equipe para lutar pelo título e infelizmente não conseguimos”, declarou o treinador.

Boa campanha

Rogério Pina destacou a boa campanha do Humaitá na 1ª fase e lamentou a penalidade não marcada no segundo jogo da semifinal contra o Santa Cruz.

“Nossa equipe foi no limite. Fizemos uma grande primeira fase e na semifinal o resultado da segunda partida foi bastante questionado. Preciso agradecer a diretoria do Humaitá pela oportunidade de trabalhar no clube e participar de uma competição muito disputada, como é o Campeonato Acreano”, afirmou Rogério Pina.

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