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Cotidiano

Corpos de motoristas estão há quase 20h dentro de caminhões que explodiram na BR-364

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Colisão ocorreu na tarde de terça-feira (23) na BR-364. — Foto: Claudinei Sorce/Radio Suprema

Quase 20 horas depois de uma colisão entre dois caminhões, que resultou em uma grande explosão, a equipe de resgate tenta retirar os corpos dos dois motoristas de dentro dos veículos. O acidente foi na tarde de terça-feira (23), na BR-364, a 15 quilômetros de Cacoal (RO). Um dos caminhões transportava tanques com combustível.

Segundo a equipe dos bombeiros que está no local, há risco de novas explosões e, por isso, a rodovia segue interditada e os corpos não puderam ser retirados das ferragens carbonizadas.

Desde o momento da colisão, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interditou ambos os lados da pista, o que provou cerca de 15 quilômetros de congestionamento.

A situação no local requer cuidado, já houve uma explosão em um dos tanques de combustível e o etanol continua vazando.

Equipes tentam retirar corpos das ferragens — Foto: Magda Oliveira/G1

“Nesse momento ainda está vazando produto. O Corpo de Bombeiros está resfriando o caminhão novamente, para que possamos tampar o vazamento, fazer o transbordo da carga e liberar o local para a perícia fazer o trabalho necessário. Depois disso, vamos retirar os veículos, liberar a pista e fazer um novo processo de despoluição ambiental, já que o produto correu para as margens da pista”, explicou o coordenador de emergência, Júnior Evangelista.

A PRF acredita que o acidente tenha vitimado pelo menos duas pessoas. Os corpos continuam dentro dos veículos e só serão retirados, após o transbordo do combustível. Não há previsão do horário em que a pista será liberada.

Júnior acredita que ainda há no caminhão-tanque cerca de 10 mil litros de etanol para ser transbordado. Por volta das 10h de quarta-feira (24) o Corpo de Bombeiros iniciou novamente o trabalho de resfriamento dos veículos, para que a empresa pudesse dar início ao trabalho.

“Para fazermos a retirada do combustível e tirar os veículos da pista em segurança, primeiro precisamos resfriar o tanque que está com a temperatura elevada. Agora vamos tentar chegar a uma temperatura ambiente e dar início ao transbordo do produto. Dessa forma também conseguiremos retirar as vítimas dos veículos e confirmar quem são. Nós daremos todo esse apoio”, afirmou o sargento do Corpo de Bombeiros, Roberto Elias da Silva.

Congestionamento na BR-364 após colisão de veículos — Foto: Magda Oliveira/G1

Congestionamento na BR-364 após colisão de veículos — Foto: Magda Oliveira/G1

Ainda não há horário definido para que as pistas sejam liberadas. A PRF acredita que, pelo menos, duas pessoas tenham morrido na colisão.

Acidente

A colisão ocorreu na altura do Castanhal, sentido Presidente Médici (RO). Na noite de terça-feira uma equipe do Corpo de Bombeiros de Cacoal esteve no local resfriando o caminhão para que novas explosões não ocorressem, o que não está descartado, já que há o vazamento constante de etanol em um dos tanques de combustível.

No momento ainda tem muita fumaça saindo do local e a temperatura dos tanques está alta, o que faz com que a empresa particular responsável por fazer o transbordo do combustível e a desintoxicação da área acredite no risco de nova explosão.

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Cotidiano

PRF flagra caminhão sem silenciador e com ocupantes na carroceria durante fiscalização em Feijó

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Veículo trafegava na BR-364 com ruído acima do permitido e pessoas em partes externas, configurando infrações de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora

Os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases. Foto: captada

Durante patrulhamento de rotina no km 490 da BR-364, no município de Feijó, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um caminhão M.Benz/L 1313, de cor azul, que apresentava diversas irregularidades.

Segundo a corporação, o veículo trafegava com duas pessoas posicionadas em partes externas da carroceria, expondo os ocupantes a risco iminente de acidentes. Além disso, o caminhão emitia ruídos muito acima dos limites permitidos, o que chamou a atenção da equipe e motivou a interceptação para uma fiscalização mais detalhada.

Durante a inspeção, os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases, configurando infração de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora.

A conduta foi inicialmente enquadrada com base no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, que trata de causar poluição em níveis que possam resultar em danos à saúde humana.

A PRF reforçou que o uso do silenciador é obrigatório, conforme normas do Conselho Nacional de Trânsito, sendo essencial para reduzir impactos ambientais e riscos à saúde, como danos auditivos causados pela exposição prolongada a ruídos excessivos.

O caso será encaminhado ao Ministério Público Estadual e aos órgãos ambientais competentes para apuração das responsabilidades administrativas e criminais. Os dados pessoais dos envolvidos não foram divulgados.

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STF barra emendas parlamentares para obras que causam degradação ambiental após série do jornal Folha

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Ministro Flávio Dino acolhe pedido de ONGs e determina que ilícito ambiental comprovado impeça liberação de recursos; decisão atinge casos como o ramal Barbary, no Acre, que invadiu terra indígena

A produção jornalística investiga como a atuação de representantes do poder público pode contribuir para a degradação ambiental na Amazônia. Foto: captada 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, acolheu o pedido de entidades de defesa da transparência e barrou a liberação de emendas parlamentares para obras que causam degradação ambiental. A decisão foi publicada nesta terça-feira (3).

A petição das ONGs Transparência Internacional, Transparência Brasil e Contas Abertas teve como base a série “Poder e Devastação”, da Folha de S. Paulo, que revelou pavimentação e abertura de estradas resultando em desmatamento ilegal e invasão de territórios indígenas. As reportagens “Congresso privilegia máquinas e destina menos de 1% das emendas para proteger ambiente” e “Máquinas compradas com emendas abriram estrada com desmate ilegal”, publicadas em outubro de 2025, serviram de fundamento para a ação.

O ministro Flávio Dino justificou a decisão argumentando que emendas parlamentares financiadoras de crimes ambientais violam os princípios da moralidade administrativa e da eficiência do gasto público previstos no artigo 37 da Constituição. Em sua determinação, estabeleceu que a ocorrência de “ilícito ambiental comprovado por auto de infração lavrado por órgão ambiental competente e/ou decisão judicial” deve ser considerada como impeditiva à liberação de recursos ou à aprovação de prestação de contas de emendas parlamentares.

Esta é a segunda vez que as ONGs recorreram ao STF com base nas reportagens da série. Em outubro de 2025, Dino já havia atendido a pedido semelhante e determinado que a Polícia Federal investigasse o caso de máquinas compradas com emendas parlamentares que abriram estrada no interior do Acre. Em fevereiro deste ano, as entidades apresentaram novos fatos mostrados na série e solicitaram medidas mais amplas para que as emendas não impulsionem a degradação ambiental.

Reportagem no Acre

Segundo a Folha de S. Paulo, o ramal Barbary, que liga Porto Walter a Cruzeiro do Sul, foi construído com recursos de emendas parlamentares sem o devido licenciamento ambiental e chegou a invadir a Terra Indígena Jaminawa do Igarapé Preto. A estrada, que tem o deputado federal Zezinho Barbary (PP-AC) como principal padrinho político, teria sido aberta quando ele ainda exercia o cargo de prefeito de Porto Walter.

Investigações do Ibama em 2015 documentaram desmatamento ilegal na região, resultando em multa e embargo das obras, que prosseguiram mesmo com as restrições. Em 2019, o traçado do ramal invadiu a terra indígena, causando danos sociais e ambientais, incluindo o assoreamento de igarapés e prejuízos à comunidade Jaminawa.

Em entrevista à Folha, Zezinho Barbary afirmou que “faria tudo de novo” e qualificou as exigências da lei ambiental como “burocracia”. O deputado negou ter realizado qualquer ato em benefício próprio e disse que sua conduta buscou atender ao clamor da população local para tirar a cidade do isolamento.

Na decisão desta semana, além da questão ambiental, Flávio Dino também proibiu o saque em dinheiro em espécie de valores oriundos de emendas parlamentares, determinando que pagamentos sejam feitos exclusivamente por transferências eletrônicas, inclusive Pix. O ministro deu prazo de 60 dias para o Banco Central e o Coaf regulamentarem a medida.

Por fim, Dino determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) seja intimada sobre a decisão e oficiou os presidentes das Assembleias Legislativas dos estados e do Distrito Federal para que adaptem seus processos legislativos orçamentários ao modelo federal.

O ministro Flávio Dino justificou a decisão com argumento de que as emendas parlamentares financiadoras de crimes ambientais violam os princípios da moralidade administrativa. Foto: captadas 

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PRF apreende 20 metros cúbicos de madeira nativa transportada sem DOF na BR-364, em Tarauacá

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Documento de origem florestal foi apresentado três horas após abordagem, levantando suspeita de tentativa de regularização irregular da carga; veículo também levava passageiros na carroceria

O condutor apresentou, por meio do celular, um documento emitido após as 20h, mais de três horas depois da abordagem inicial, que ocorreu por volta das 16h40. Foto: captada 

Uma carga de aproximadamente 20 metros cúbicos de madeira nativa serrada foi interceptada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde do dia 24 de fevereiro, no km 530 da BR-364, nas proximidades de Tarauacá. A ocorrência levanta suspeita de crime ambiental e possível tentativa de regularização irregular da carga após a fiscalização.

Durante ronda preventiva, os policiais avistaram um caminhão modelo M.Benz L1318 transportando madeira com altura considerada excessiva, o que representava risco de tombamento. Além disso, o veículo levava passageiros na carroceria, fora do compartimento adequado, aumentando o risco de acidente.

Ao ser questionado, o motorista informou não possuir, no momento da abordagem, o Documento de Origem Florestal (DOF) – autorização obrigatória para transporte de produtos florestais. O caminhão foi então acompanhado até Feijó, onde passaria por fiscalização junto ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

No município, o condutor apresentou, por meio do celular, um documento emitido após as 20h, mais de três horas depois da abordagem inicial, que ocorreu por volta das 16h40. A emissão tardia do DOF pode indicar tentativa de “esquentar” a carga, prática usada para dar aparência de legalidade a madeira transportada irregularmente. Pelas normas ambientais, o documento deve acompanhar o produto desde a origem, de forma impressa ou oficialmente validada no momento do transporte.

Rota sensível para fiscalização

A BR-364 é uma das principais rotas logísticas do Acre e já foi alvo de diversas apreensões relacionadas ao transporte irregular de madeira. A fiscalização do escoamento de produtos florestais é considerada estratégica para combater a exploração ilegal no bioma amazônico.

A ocorrência foi formalizada e a carga ficou sob responsabilidade do órgão ambiental para as providências administrativas e possíveis desdobramentos criminais. A identidade dos envolvidos não foi divulgada.

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