Brasil
Coordenador do MTST afirma que protestos serão intensificados durante a Copa
Principal porta-voz do grupo, Guilherme Boulos só descarta manifestações caso reivindicações em pauta sejam atendidas: “O movimento que estamos puxando tem cor, é vermelho”
Um dos grandes temores de governos e da própria Fifa para 2014 deve ser concretizado nas próximas semanas. Depois do ato que reuniu mais de 15 mil pessoas em São Paulo e paralisou diversas vias da cidade na última quinta-feira (20), os protestos contra a Copa do Mundo prosseguirão com a periodicidade semanal atual e, a menos que as demandas do movimento “Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo” sejam atendidas, elas se manterão nas ruas de forma ainda mais intensa ao longo do Mundial.
Leia também: Protesto contra a Copa do Mundo reúne 15 mil pessoas em São Paulo
A promessa é de Guilherme Boulos, um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), grupo atualmente composto por 20 mil famílias em áreas ocupadas só na Grande São Paulo que se tornou o protagonista dos atuais protestos devido ao seu crescimento junto às classes de menor poder aquisitivo de um ano para cá.

Manifestantes caminham à Marginal Pinheiros em protesto convocado pelo MTST, na quinta-feira (22). Foto: Futura Press
“Temos realizado reuniões com os três níveis de governo – municipal, estadual e federal. Tivemos uma na semana passada e teremos outra nesta semana, mas ambas foram para tratar especificamente da Copa do Povo (área na zona leste da cidade em que o MTST organizou uma ocupação no início do mês). No entanto, do ponto de vista geral da nossa pauta, ainda não há nada de concreto”, diz ele em entrevista ao iG.
A ameaça de grandes protestos, no entanto, sequer existiria se não fossem as manifestações de junho passado, que criaram uma nova consciência de luta de rua na população brasileira após ser aprovada a redução da tarifa de ônibus exigida pelo Movimento Passe Livre (MPL). Mas faltou organização para se exigir novas demandas – e, com habilidade, organização e crescimento, o MTST ocupou esse espaço.
Atualmente, o grupo é o principal representante da Frente de Resistência Urbana, organização de diversos movimentos sociais que criou o “Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo”, com reivindicações que passam por questões como moradia, saúde, segurança, educação, transporte e até desmilitarização das polícias no País. E Boulos acredita em um crescimento vertiginoso na adesão popular às suas demandas, muito embora não haja a intenção de repetir em 2014 o número de pessoas registrado nos protestos do ano passado.
“Em algumas manifestações havia sujeitinho com cartaz pedindo pela redução da maioridade penal, exigindo a volta da Ditadura Militar… Isso não cabe na nossa manifestação. O movimento que estamos puxando tem cor, é vermelho; e a pauta tem lado. Que isso fique muito claro. Nós não vamos abrir mão da nossa pauta para abranger novos setores sociais com reivindicações difusas e que só interessam a setores da mídia e da própria elite do País”, resume ele.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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