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Contrastes no Rio Acre: De cheia a seca em apenas 5 meses

Rio Acre – Divisa entre Brasiléia e Epitaciolândia | Foto: Jonys David
Neste mês de agosto, um cenário de contrastes se desenha ao longo do Rio Acre, na região da divisa entre Brasiléia e Epitaciolândia, no Acre. Há apenas cinco meses, em março, o rio transbordou de suas margens e trouxe inundações que afetaram severamente a região, atingindo diversas famílias e causando desalojamentos. Agora, a realidade é completamente diferente, com o nível das águas extremamente baixo e o rio mostrando uma face de seca preocupante.

Rua Olegário França – Brasiléia – Acre | Março de 2023
A transformação no estado do Rio Acre é notável e ilustra a intensidade das mudanças sazonais que afetam a região. Enquanto no início do ano as chuvas e a cheia causaram inundações e deslocamentos, hoje a seca predomina, trazendo consigo desafios igualmente complexos para as comunidades ribeirinhas.

Ponte que interliga Brasiléia a Epitaciolândia – Foto: Jonys David
No mês de março, muitos moradores tiveram que deixar suas casas e buscar abrigo em áreas mais altas devido à inundação das margens do Rio Acre. O transbordamento afetou casas, escolas e vias de acesso, deixando marcas visíveis na paisagem e na memória das pessoas que vivenciaram a cheia.
Agora, o cenário é oposto. O nível baixo do rio expõe o leito de areia e pedras que antes estavam submersos. O que era antes navegável com facilidade tornou-se uma paisagem de dificuldades para as atividades cotidianas das comunidades que dependem do rio.
As pessoas que enfrentaram as inundações recentes agora se deparam com a necessidade de lidar com a seca e suas implicações. A redução drástica no nível da água afeta a navegação, a pesca, o abastecimento de água e a própria paisagem ribeirinha.
A adaptação constante é uma realidade principalmente para os ribeirinhos. As estações do ano trazem consigo diferentes desafios, e os moradores precisam se ajustar rapidamente às mudanças para garantir sua subsistência. A seca atual traz preocupações com o aumento da presença de arraias e com a possibilidade de escassez de água.
O Rio Acre, com suas variações extremas entre cheia e seca, é um símbolo da resiliência das comunidades que vivem às suas margens. A capacidade de se adaptar a essas mudanças e continuar a vida diante dos contrastes extremos é uma marca das pessoas que chamam essa região de lar.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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