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Conselho Federal da OAB decide apoiar pedido de impeachment de Dilma

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Agência Brasil

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu acompanhar o voto do relator e aderir ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff por 26 votos a 2. A maior parte das bancadas regionais da OAB votou unanimimente com o relator. Agora, caberá à diretoria do Conselho da Ordem definir a forma técnica de fazer o apoio, se será se juntando ao pedido em curso ou se entrarão com novo pedido de impedimento da presidenta. Não há prazo defido para tomar essa decisão.

“Este não é um momento de alegria. Nós gostariamos de estar aqui a comemorar o sucesso de um governo. Por isso, quero que fique claro que não estamos aqui a comemorar”, disse o presidente nacional da OAB,  Claudio Lamachia.

O presidente da OAB explicou que os conselheiros entenderam que há elemento jurídico para o impeachment. Segundo ele, pesaram vários elementos, entre eles a delação do senador Delcídio do Amaral (Sem Partido-MS), os grampos telefônicos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras provas coletadas na Operação Lava Jato. “A Ordem dos Advogados do Brasil não tomou uma decisão com base apenas em notícias de revistas e jornais, tomou a decisão com base em elementos técnicos, com base em provas que foram coletadas e que nos levaram a esta conclusão neste momento”, disse.

Alguns conselheiros chegaram a pedir a retirada do texto da parte que se refere aos grampos do ex-presidente, por considerar que há dúvidas sobre eventuais irregularidades relacionadas a eles. Entretanto, o relator explicou que eles, embora tenham contribuído para a conclusão a favor de que a OAB apoie o impeachment, não foram decisivos.

Grampos envolvendo advogados

Nesse contexto também, o conselho voltou a se queixar de grampos que envolveram advogados. “A OAB considera absolutamente ilegais as interceptações telefônicas de advogados com clientes. Nós vamos apurar isso também. Porque nós entendemos que temos que combater o crime, mas para isso não podemos cometer outro crime. A OAB vai apurar todas as interceptações que envolvam escritórios da advocacia ou advogados que tenham tido as suas conversas com seus clientes em algum momento interceptadas”, disse o presidente.

Lamachia também ressaltou a importância de que o pedido de impeachment seja resolvido com celeridade. Ele se declarou preocupado com o que vem acontecendo nas ruas, com partidários favoráveis e contrários ao governo promovendo manifestações cada vez maiores e, em alguns casos, até com enfrentamentos entre as duas partes.

“O que nós temos como preocupação é tudo isso que está acontecendo hoje, com manifestações dos dois lados, com os ânimos se acirrando muito. Nós entendemos que o Poder Judiciário tem que dar celeridade também a todos esses processos que têm sido noticiados. Todos os processos que envolvem desvios de recursos públicos, de corrupção, mas notadamente este precisa ter sim uma celeridade maior, porque a sociedade brasileira espera resposta, a sociedade vê hoje que nós chegarmos ao ápice de uma crise”, afirmou.

Na mesma reunião, os conselheiros da OAB decidiram também reforçar o repúdio a atitudes do Ministério Público e do próprio juiz Sérgio Moro que consideram terem violado o direito de defesa dos investigados da Operação Lava Jato. Eles criaram uma comissão que irá analisar cada caso e definir sobre as medidas judiciais cabíveis, inclusive com a possibilidade de representações no Conselho Nacional de Justiça e no Conselho Nacional do Ministério Público.

Análise adiada
Em novembro do ano passado, uma comissão da OAB avaliou que a reprovação das contas de 2014 do governo federal pelo Tribunal de Contas da União (TCU) não seria suficiente para apoiar o pedido de impeachment. De acordo com a comissão, por se tratar de práticas ocorridas em mandato anterior, as irregularidades nas contas não poderiam justificar o processo.

Ainda no ano passado o parecer da comissão foi submetido ao Conselho Federal da OAB, que decidiu adiar a análise, porque novos fatos estavam surgindo.  Hoje o processo foi retomado e Venâncio fez a leitura do relatório durante a reunião extraordinária do Conselho Pleno da OAB em Brasília.

A reunião extraordinária do conselho foi convocada pelo presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia para decidir o posicionamento da Ordem com relação ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

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Apoio da direita a Flávio não está certo, diz líder dos Republicanos

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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos

O deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos-SP)(foto em destaque), afirmou, na sexta-feira (23/1), que o apoio da direita ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ainda é incerto.

“Quando você diz que a direita fecha com o Bolsonaro, com o Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda. O Caiado, o governador de Goiás, tem dito que vai ser candidato, o Romeu Zema, de Minas, tem dito que vai ser candidato, o Ratinho está sinalizando que pode ser candidato. Eu acho que ainda não está fechado; pelo contrário, está dividido”, avaliou o republicano.

A declaração é feita em meio a ataques de figuras da direita, como o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao partido de centro e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Na semana passada, Cavalcante chegou a dizer que Tarcísio não é o sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer à vaga mais alta do Executivo e criticou a falta de apoio público do governador de SP ao senador Flávio.

Flávio Bolsonaro afirmou, em pronunciamentos recentes, que deve buscar apoio do Centrão nos próximos meses para dar força à candidatura. Até o momento, o único apoio público que o senador tem é o da própria sigla, o Partido Liberal.

Resposta a Eduardo

Pereira também rebateu uma fala de Eduardo Bolsonaro referente ao chefe do Executivo estadual de São Paulo. “O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e, depois, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”, afirmou Eduardo.

O deputado federal Marcos Pereira respondeu com a seguinte declaração: “Achei uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele disse que Tarcísio é apenas um servidor público, e ele também é apenas um escrivão da Polícia Federal fugitivo, está foragido nos Estados Unidos”.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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“Basta de ordens de Washington”, diz presidente interina da Venezuela

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Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela, disse durante um evento neste domingo (25) com petroleiros que não deseja mais receber ordens do governo norte-americano.

“Já basta de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política Venezuelana que resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Já basta de potências estrangeiras”. Esta declaração de Rodriguez foi registrada e transmitida também pela Telesur, TV estatal venezuelana.

A reunião com os trabalhadores aconteceu no estado de Anzoátegui.

Delcy afirmou ainda que “já custou muito caro à República ter que encarar as consequências do fascismo e extremismo em nosso país”.

Desde que sequestrou o presidente Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, o governo dos Estados Unidos, através de Donald Trump, vem afirmando que está no controle da Venezuela. Os EUA também passaram a gerenciam o petróleo produzido pelo país sul-americano.

Desde que Delcy assumiu a presidência houve uma cooperação com o governo Trump, que decidiu manter no poder a vice-presidente de Maduro. A atual mandatária da Venezuela já foi ameaçada por Trump, que afirmou que “se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto”.

Mas o líder norte-americano também já elogiou a presidente venezuelana e até a convidou para uma visita à Casa Branca.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL

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País tem maior déficit em contas externas em 11 anos: US$ 68,8 bilhões

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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Fachada do prédio do Banco Central BACEN MetrópolesA

O déficit das contas externas do Brasil foi de US$ 68,8 bilhões em 2025, conforme dados do Banco Central (BC). O resultado foi o maior em 11 anos. O balanço do ano passado representa 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB).

O número de 2025 foi alcançado diante de um crescimento de 3,92% ante 2024. Naquele ano o déficit somou US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB).

As informações fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo, publicado nesta segunda-feira (26/1) pelo Banco Central. O documento reúne os valores desses tipos de movimentações financeiras mês a mês.


Entenda as contas externas

  • As contas externas (ou transações correntes) são um dos principais indicadores sobre o setor externo do Brasil.
  • O resultado das transações correntes é formado pelo balanço de pagamentos da compra e venda de mercadorias, balança de serviços e as transferências unilaterais.
  • Um saldo negativo (déficit) nas contas externas significa que o país enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu. Enquanto um saldo positivo (superávit) indica que o Brasil recebeu mais dinheiro do que transferiu para outros países.
  • Em 2024, o saldo negativo somou quase US$ 66,2 bilhões — o equivalente a 3,04% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado anual de 2025 foi fechado com os números de dezembro, quando houve um déficit de US$ 3,4 bilhões ante um déficit de US$ 10,2 bilhões no mesmo mês de 2024. Os valores indicam que o Brasil gasta mais do que recebe do exterior.

Para o cálculo mensal das transações correntes, o Banco Central considera o saldo da balança comercial (diferença entre os valores das importações e das exportações), os serviços e a movimentação de renda para outros países.

A balança comercial foi superavitária em US$ 60 bilhões em 2025. O resultado do ano passado representa uma redução de 8,9% em relação ao apurado em 2024. As exportações totalizaram US$ 350,9 bilhões (+3,2%), enquanto as importações somaram US$ 290,9 bilhões (6,2%).

Investimentos e reserva internacional

Os investimentos diretos no país registraram saídas líquidas de US$5,2 bilhões em dezembro de 2025. No mesmo mês de 2024, o valor apurado foi de US$ 160 milhões.

O Banco Central também informou que o saldo das reservas internacionais do país aumentou US$ 28,5 bilhões de 2024 para 2025, resultando em US$ 358,2 bilhões. O valor tem a função de proteger o país contra crises externas.

Os destaques foram as contribuições positivas de variações por paridades, US$12,9 bilhões, receita de juros, US$8,9 bilhões, e variações por preço, US$6,8 bilhões.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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