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Conselheira do CFM defende exame de proficiência e alerta para riscos da má formação médica

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Foto: Iago Nascimento/ac24horas

A defesa da criação de um exame nacional de proficiência médica – frequentemente comparado ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – foi o ponto central da entrevista concedida pela médica pediatra e doutora em bioética Dra. Dilza Teresinha Ambros Ribeiro ao programa Médico 24 Horas, apresentado pelo médico Fabrício Lemos e exibido nesta segunda-feira (22) no ac24horas.com e nas redes sociais oficiais do jornal. Conselheira federal do Conselho Federal de Medicina (CFM) pelo Acre, a médica afirmou que a medida é necessária diante da expansão desordenada de cursos de medicina e da queda na qualidade da formação profissional.

Durante a entrevista, Dra. Dilza explicou que o Conselho passou a defender a prova de proficiência após constatar que muitos cursos foram autorizados sem critérios técnicos adequados. “Com o aumento exagerado de cursos de medicina, com abertura sem critérios, porque hoje os critérios são muito mais políticos do que técnicos, o Conselho se viu na obrigação de fazer alguma coisa”, afirmou. Segundo ela, a ausência de infraestrutura mínima compromete a formação e coloca em risco a assistência à população.

A conselheira detalhou que o exame não tem caráter punitivo nem objetivo de proibir faculdades, mas sim de garantir um padrão mínimo de competência profissional. “Não se trata de proibir faculdade de medicina, nem de prejudicar ninguém. É uma forma de selecionar, de melhorar a qualidade do médico no Brasil, porque estão formando profissionais sem condições adequadas de atuação”, destacou. Para ela, o exame seria uma ferramenta de proteção tanto para o paciente quanto para o próprio médico recém-formado.

Foto: Iago Nascimento/ac24horas

Ao comparar a proposta com o exame da OAB, Dra. Dilza afirmou que a medicina chegou a um ponto semelhante ao vivido pelo Direito no passado. “Assim como aconteceu no Direito, que precisou criar uma prova para controlar a atuação profissional, infelizmente na medicina vai ter que ser a mesma situação”, declarou. Segundo a médica, a proliferação de cursos sem estrutura levou a uma formação desigual, em que alguns egressos chegam ao mercado sem prática clínica suficiente.

A conselheira trouxe exemplos concretos da realidade encontrada pelo CFM em diferentes regiões do país. “Tem faculdade que não tem hospital, não tem posto de saúde, não tem preceptor. Às vezes, nem médico existe na cidade para dar aula, e quem está formando o aluno são outras profissões que não têm conhecimento da medicina”, relatou. Ela ressaltou que, nessas condições, o estudante não desenvolve as competências mínimas exigidas para o exercício seguro da profissão.

Segundo Dra. Dilza, o debate sobre o exame de proficiência está em andamento no Congresso Nacional, mas enfrenta entraves políticos. “A gente participa de todas as reuniões no Senado, muitas vezes ganha na votação, mas quando ganha pedem vistas, tiram de pauta. Mesmo assim, eu acredito que a gente vai conseguir”, afirmou. Para ela, a resistência não anula a urgência da medida, já que o impacto da má formação recai diretamente sobre a população.

Foto: Iago Nascimento/ac24horas

A médica também chamou atenção para o fato de que o recém-formado acaba sendo vítima desse modelo de ensino. “Esse médico pagou para a faculdade por um serviço e não recebeu a formação adequada. Ele não tem culpa, mas vai sofrer depois no mercado de trabalho e quem mais sofre é o paciente”, disse. Segundo ela, a prova de proficiência também funcionaria como um mecanismo de valorização do profissional bem formado.

Ao final da entrevista, Dra. Dilza reforçou que a defesa do exame é uma questão ética e de responsabilidade social. “Quem está sofrendo com essa formação sem qualidade é a população, e é obrigação do Conselho controlar isso. O que nós queremos é qualidade, dignidade humana e segurança na assistência médica”, concluiu.

Dilza Ribeiro é membro da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação e da Academia Acreana de Medicina, doutora em Bioética pela Universidade do Porto, especialista em pediatria e administração hospitalar, assessora técnica do Hospital Regional do Juruá e médica da Universidade Federal do Acre. No Conselho Federal de Medicina, ela é secretária-geral, coordenadora da Comissão de Integração de Médicos de Fronteira, membro da Câmara Técnica de Pediatria e das Comissões de Humanidades Médicas e de Bioética.

Veja a entrevista completa:

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Estado apresenta avanços da indústria acreana em encontro com líderes do setor

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*Com colaboração de Emely Azevedo

O governo do Acre e a Federação das Indústrias (Fieac) apresentaram um panorama consolidado dos avanços da política industrial no estado durante encontro com a imprensa na sexta-feira, 30, em Rio Branco. A Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) detalhou resultados de programas de incentivos, instrumentos fiscais e ações de infraestrutura econômica para a área.

De acordo com a secretaria, somente o Programa de Compras Governamentais de Incentivo às Indústrias do Acre (Comprac) movimentou, em 2025, mais de R$47 milhões em contratações. Já entre 2021 e o ano passado, a iniciativa alcançou aproximadamente R$ 166 milhões em contratos com 85 empresas dos setores gráfico, confecções e malharias, moveleiro, alimentação e construção civil.

O Estado também já destinou um total de 103 terrenos para instalação e regularização de plantas industriais nos polos e parques industriais em todo o estado. Além disso, 138 indústrias utilizam atualmente incentivos fiscais com redução de ICMS entre 85% e 95%. A estratégia governamental combina estímulo à demanda, estruturação da base física e ganho de competitividade econômica.

Dados econômicos foram expostos pelo titular da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanípal Mesquita. Foto: Sérgio Vale/cedida

O debate contou com a presença de empresários, dirigentes e representantes de 13 sindicatos do segmento. Na ocasião, estratégias e perspectivas previstas em 2026, como os R$ 46 milhões do Comprac ao longo do ano, foram analisados pelos participantes. O objetivo central do encontro foi traçar um plano estratégico para alcançar uma maior expansão estruturada da base produtiva.

Outro eixo destacado foi a reestruturação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em processo de modernização de modelo e adequação operacional para atuação. A nova configuração prioriza segurança jurídica, ambiente regulatório funcional e integração logística para atrair empreendimentos de exportação. A proposta é transformar a ZPE em plataforma de inserção industrial do Acre no comércio exterior. O projeto integra a política de diversificação produtiva do Acre e amplia a capacidade de investimentos em grande escala com maior valor agregado.

Exposição dos dados foi feita em encontro com a imprensa acreana e líderes do setor. Foto: Sérgio Val/cedida

O que disseram

De acordo com titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, a política industrial do Acre está ancorada em instrumentos permanentes e planejamento de longo prazo. “Temos resultados concretos em incentivos, áreas industriais e benefícios fiscais. Agora, avançamos com uma ZPE redesenhada para operar de forma competitiva. Isso reduz custo de entrada, amplia previsibilidade e melhora o ambiente de investimento. Política industrial se faz com instrumento técnico, base legal e execução. O Acre já possui esse conjunto estruturado para sustentar expansão produtiva”, disse.

Ainda conforme o secretário, o desafio de 2026 é fazer com que a tecnologia seja aplicada com infraestrutura adequada no setor industrial para que se tenha maiores resultados e mais eficiência. “Investimento precisa ser técnico, não especulativo”, afirmou. Ele destacou ainda que a meta é consolidar base industrial sustentável de longo prazo.

José Adriano, presidente da Fieac e deputado federal, falou sobre importância dos números para alcançar mais resultados. Foto: Sérgio Vale/cedida

Já o presidente da Fieac e deputado federal, José Adriano, destacou que o planejamento para 2026 está ancorado em dados comparativos e orientação estratégica de investimentos. “Estamos estruturando um observatório econômico integrado para orientar onde investir, quais cadeias priorizar e como aumentar retorno produtivo. A industrialização com matéria-prima local tem mostrado melhor desempenho e payback [prazo de retorno de investimentos] mais consistente”.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Vice-prefeito de Brasiléia, Amaral do Gelo, recebe Tião Bocalom e reforça apoio do PL à candidatura ao governo

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Encontro reuniu lideranças partidárias e familiares; Bocalom destacou que Brasiléia foi a primeira cidade a manifestar apoio à sua pré-candidatura

Ao abrir o encontro, Amaral destacou o momento político vivido pelo Partido Liberal no estado e declarou apoio ao projeto liderado por Bocalom. Foto: captada 

O vice-prefeito de Brasiléia e presidente municipal do Partido Liberal (PL), Amaral do Gelo, recebeu em sua residência no sábado, dia 31, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), em um encontro que reforçou e selou o apoio da legenda local à sua pré-candidatura ao governo do Acre. Amaral e o PL de Brasiléia reforçou ainda o apoio às pré-candidaturas de Presidente, Senador, além de deputados federais e estaduais. O evento reuniu amigos, familiares e lideranças partidárias.

Amaral destacou o momento de crescimento do PL no estado e afirmou não hesitar em apoiar o projeto liderado por Bocalom. “Quando o Bocalom decidiu colocar seu nome à disposição, não hesitei em declarar apoio”, disse. O prefeito agradeceu e ressaltou que Brasiléia foi o primeiro município a se manifestar publicamente a seu favor.

O ex-secretário de Bocalom e atual diretor do Consórcio Intermunicipal de Coleta, Destinação e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos das Regionais do Acre (CINRESOAC), Emerson Leão, fez um histórico das lideranças presentes e enalteceu a trajetória de Bocalom. Além do apoio ao governo, o PL de Brasiléia também reforçou apoio às pré-candidaturas do partido a presidente, senador, deputados federais e estaduais. O encontro fortalece a articulação de Bocalom na regional do Alto Acre depois da oficialização de sua candidatura que aconteceu em Rio Branco na última segunda-feira, dia 19.

Bocalom agradeceu a recepção e apoio vindo de Brasiléia. “Fico feliz em contar com o apoio do PL de Brasiléia, o primeiro município que se manifestou em nosso favor e também a primeira cidade que visito”. Foto: captada 

Declarações no evento:
  • Amaral do Gelo: “O PL é um partido grande e precisa crescer no Acre. Quando o Bocalom decidiu colocar seu nome à disposição, não hesitei em declarar apoio”;

  • Tião Bocalom: Agradeceu o “primeiro município a se manifestar” a seu favor e destacou a importância da união regional;

  • Emerson Leão (presidente da CINRESOAC): Enalteceu a trajetória humilde de Bocalom e o orgulho que sua gestão tem gerado.

O encontro sinaliza a consolidação de Bocalom como candidato do PL no estado. Bocalom percorrerá outros municípios nas próximas semanas para fechar apoios regionais. A convenção estadual do PL está marcada para agosto, quando será oficializada a candidatura.

O endosso de Brasiléia é estratégico por vir de um município-chave na fronteira (divisa com departamento de Pando/Bolívia) e por ser a base política tradicional dos bolsonarismo na região, com influência em vários setores do Alto Acre.

O encontro reforçou a união partidária no Alto Acre e chancelou o alinhamento de lideranças locais em torno de um projeto que busca fortalecer o partido na fronteira. Foto: captada 

Veja vídeo entrevista:

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Nível do Rio Acre segue em elevação e permanece acima da cota de transbordo em Rio Branco

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A Defesa Civil Municipal de Rio Branco divulgou, neste sábado, 31 de janeiro de 2026, novo boletim com a atualização do nível do Rio Acre, que segue em elevação e permanece acima da cota de transbordo.

De acordo com o monitoramento realizado ao longo do dia, o nível do manancial apresentou elevação gradual, conforme os dados abaixo:

  • 05h20 – 14,99m⬆
  • 09h    –  14,99m↔
  • 12h    –  15,09m⬆
  • 15h    –  15,14m⬆
  • 18h    –  15,16m⬆
  • 21h    –  15,17m⬆

A cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros, o que confirma que o rio segue acima do nível considerado crítico. Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado foi de 0,40 milímetros.

Até as 6 horas deste domingo, 1º de fevereiro, a Defesa Civil Municipal já havia conduzido 12 famílias para o abrigo público instalado no Parque de Exposições Wildy Viana, como medida preventiva diante da elevação do rio.

Visita aos abrigados Fotos Val Fernandes 14

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, destacou que a gestão municipal segue atuando de forma preventiva e integrada para garantir a segurança da população. (Foto: Val Fernandes/Secom)

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, destacou que a gestão municipal segue atuando de forma preventiva e integrada para garantir a segurança da população.

“Desde o início do período chuvoso, nossas equipes estão em alerta máximo, acompanhando de perto o nível do Rio Acre. A prioridade da Prefeitura é proteger vidas, oferecer assistência às famílias que precisam deixar suas casas e garantir que todos sejam acolhidos com dignidade e segurança”, afirmou o prefeito.

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil segue monitorando a situação de forma contínua e mantém equipes de prontidão para atender possíveis ocorrências, acompanhando de perto as áreas de risco e prestando assistência às famílias que possam ser afetadas pela cheia.

A Prefeitura de Rio Branco reforça que a população deve permanecer atenta às orientações da Defesa Civil e, em caso de necessidade, acionar os canais oficiais de atendimento.

<p>The post Nível do Rio Acre segue em elevação e permanece acima da cota de transbordo em Rio Branco first appeared on Prefeitura de Rio Branco.</p>

Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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