Brasil
Confira o perfil dos brasileiros convocados para a Copa do Mundo
Os nomes foram divulgados durante entrevista na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O treinador Tite, da seleção brasileira de futebol, anunciou hoje (14) os nomes dos 23 jogadores que deverão disputar a Copa do Mundo Rússia 2018. Os nomes foram divulgados durante entrevista na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sem Daniel Alves, afastado da lista por causa de uma lesão no joelho direito, Tite escolheu Danilo e Fágner para a lateral direita.
Conheça os jogadores escolhidos por Tite:
Goleiros
Alisson (Roma)
Alisson Becker nasceu em Novo Hamburgo (RS), tem 25 anos e 1,93 m de altura.
Começou a carreira no Internacional de Porto Alegre, onde jogou de 2013 a 2016, quando foi vendido para o Roma, da Itália.
Ainda pelo time gaúcho chamou a atenção do então técnico da seleção brasileira, Dunga, e foi convocado pela primeira vez em 2015.
Seu primeiro jogo pelo Brasil foi contra a Venezuela, em partida válida pelas eliminatórias da Copa.
No prêmio The Best, concedido pela Federação Internacional de Futebo (Fifa) em setembro do ano passado, Alisson foi considerado o oitavo melhor goleiro do mundo.
Ederson (Manchester City)
Ederson Santana de Moraes era, até pouco tempo, desconhecido dos torcedores brasileiros que não acompanham o futebol em outros países. Isso porque só atuou profissionalmente na Europa.
No Brasil, Ederson passou pelas divisões de base do São Paulo, mas não foi aproveitado pelo clube. Ele então decidiu tentar a sorte em Portugal, onde foi contratado pelo Benfica, em 2009.
No time português, mostrou qualidade no gol e passou a interessar a vários clubes, entre eles, o Manchester City, da Inglaterra, que pagou cerca de 40 milhões de euros.
O paulista é considerado o segundo goleiro mais caro da história do futebol, perdendo apenas para o italiano Gianluigi Buffon. Atualmente, Ederson é titular absoluto e muito celebrado pela torcida do City.
Ederson nasceu em Osasco (SP), tem 24 anos e 1,88 m de altura. No prêmio The Best, ficou entre os 15 melhores goleiros do mundo, empatado com outros seis goleiros na nona posição.
Cássio (Corinthians)
Cássio Ramos, de 30 anos e 1,95 m de altura, nasceu em Veranópolis (RS). Iniciou a carreira profissional no Grêmio, em 2005, mas teve poucas oportunidades no time titular, e acabou vendido para o PSV, da Holanda, em 2007, com 20 anos.
No país europeu, jogou também no Sparta Rotterdam, mas não se firmou como titular em nenhuma das duas equipes.
Em 2012, voltou para o Brasil, contratado pelo Corinthians. Foi no clube paulista que se destacou. Na Libertadores daquele ano fez defesas fundamentais, que ajudaram a garantir o título da competição, sob o comando de Tite. Também foi destaque no Mundial Interclubes de 2012, quando o clube de São Paulo venceu o Chelsea por 1×0.
Laterais
Fagner (Corinthians)
Fagner Lemos, de 28 anos, nasceu em São Paulo. Começou no Corinthians em 2006, mas em 2007 deixou o clube e passou pelo Vitória, da Bahia, e o PSV, da Holanda, mas sem sucesso.
Quando chegou ao Vasco, em 2009, foi conquistando a confiança do treinador e da torcida. Em 2011, foi campeão da Copa do Brasil pelo clube carioca.
Em 2012, deixou o Vasco e foi para o Wolfsburg, da Alemanha. Passou dois anos no clube e retornou ao Brasil, para o Vasco.
Em 2014, voltou ao Corinthians e foi campeão brasileiro no ano seguinte. Ganhou novamente a competição em 2017, quando foi eleito, em várias premiações, o melhor lateral-direito do país.
Danilo (Manchester City)
Danilo Luiz da Silva tem 26 anos e nasceu em Bicas (MG). No América de Belo Horizonte iniciou a carreira e se transferiu para o Santos em 2010.
Em 2011, foi campeão da Libertadores pelo time paulista, jogando ao lado de Neymar e Paulo Henrique Ganso.
No ano seguinte, foi para o Porto, de Portugal, onde se destacou na posição e chamou atenção do Real Madrid, que o contratou em 2015. Em julho de 2017, foi vendido ao Manchester City, da Inglaterra.
Marcelo (Real Madrid)
Considerado pela imprensa especializada como o melhor lateral-esquerdo do mundo na atualidade, Marcelo Vieira da Silva Júnior foi revelado pelo Fluminense.
Ele começou nas categorias de base do tricolor e subiu para o time profissional em 2005. Em 2007, se transferiu para o Real Madrid.
No clube madrilenho, foi se destacando pouco a pouco e hoje é um dos pilares da equipe, com Cristiano Ronaldo (Portugal) e Toni Kroos (Alemanha).
No prêmio The Best, Marcelo foi escolhido lateral-esquerdo do “time ideal”, composto por jogadores de vários países.
É a quarta vez que ele é eleito para o time ideal. Marcelo nasceu no Rio de Janeiro (RJ), tem 29 anos e vai para sua segunda Copa do Mundo.
Filipe Luís (Atlético de Madrid)
Filipe Luís é mais um dos casos de jogadores que só ficaram conhecidos pela maioria dos brasileiros após uma sequência de boas atuações na Europa.
Nasceu em Jaraguá do Sul (SC) e tem 32 anos. Começou no Figueirense em 2003, mas no ano seguinte foi para a Holanda, onde jogou pelo Ajax.
Em 2005, foi para a Espanha. Depois de uma passagem pelo Real Madrid B, foi contratado pelo La Coruña. Depois de quatro anos, passou a jogar pelo Atlético de Madrid.
Teve bom desempenho na capital espanhola e chamou a atenção do Chelsea, da Inglaterra, que o contratou em 2014.
No entanto, ficou só um ano no clube londrino e voltou para o Atlético de Madrid. Pela seleção brasileira, Filipe Luís teve um período de titularidade quando Dunga era o treinador, em 2015 e 2016.
Zagueiros
Miranda (Internazionale)
João Miranda de Souza Filho nasceu em Paranavaí (PR), tem 33 anos e foi revelado pelo Coritiba. Logo, foi jogar no Sochaux, da França, e no ano seguinte, em 2005, foi adquirido pelo São Paulo.
Pelo tricolor paulistano, conquistou o tricampeonato brasileiro. Em 2011, mudou-se para o Atlético de Madrid, da Espanha.
Foi campeão espanhol na temporada 2013/2014 e começou a ser chamado com mais frequência nas convocações para a seleção. Atualmente, Miranda joga na Internazionale, da Itália.
Marquinhos (PSG)
Marcos Aoás Corrêa nasceu em São Paulo (SP), tem 23 anos e foi revelado pelo Corinthians. Jogou no clube paulista em 2011 e parte de 2012.
No segundo semestre de 2012, ainda com 18 anos, foi para o Roma, da Itália. Teve uma ascensão rápida que, em julho do ano seguinte, foi vendido para o Paris Saint-German, da França.
No time francês, apesar de zagueiro, tem jogado com mais frequência como lateral-direito. Estreou pela seleção brasileira em 2013 e foi titular do time campeão olímpico, nos jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Thiago Silva (PSG)
Thiago Silva nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e está com 33 anos de idade. No início da carreira passou por clubes como Palmeiras, de São Paulo; Juventude, do Rio Grande do Sul e Dínamo Moscou, da Rússia.
Na Rússia, teve um problema grave de saúde e retornou ao Brasil, em 2006, sendo contratado pelo Fluminense.
Foi no Rio de Janeiro que se destacou e, no fim de 2008, foi vendido para o Milan, da Itália, onde se consolidou como um dos melhores zagueiros do mundo. Em 2012, foi para o Paris Saint-Germain.
Foi convocado para a Copa de 2010, mas não chegou a entrar em campo. Em 2014, foi titular e capitão do time.
Após a vitória nos pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final, foi criticado por ser considerado emocionalmente instável para um capitão.
Pedro Geromel (Grêmio)
Chamado de “Geromito” pela torcida do Grêmio, Pedro Geromel foi eleito melhor zagueiro em atividade no futebol brasileiro.
Nasceu em São Paulo, tem 32 anos e 1,90 m. Jogou na divisão de base em clubes de São Paulo, mas estreou profissionalmente em Portugal, no Desportivo de Chaves, time da segunda divisão do país.
Na metade de 2005, foi contratado pelo Vitória de Guimarães, time da primeira divisão do campeonato português.
Geromel jogou também pelo Colônia, da Alemanha, e pelo Mallorca, da Espanha, até chegar ao Grêmio, em 2014. É o pilar da defesa do time campeão da Libertadores do ano passado e jogará sua primeira Copa do Mundo.
Meio-campistas
Casemiro (Real Madrid)
Carlos Henrique Casemiro nasceu em São José dos Campos (SP) e tem 26 anos. Foi revelado pelo São Paulo em 2010 e destaque na seleção brasileira de base, na mesma geração de Neymar e Phillipe Coutinho.
O Real Madrid comprou em 2013. O time espanhol, no entanto, o emprestou para o Porto, de Portugal.
Em junho de 2015, o Real Madrid trouxe Casemiro de volta ao elenco e atualmente é titular da equipe, considerada uma das mais fortes do mundo.
Fernandinho (Manchester City)
Fernando Luiz Roza é paranaense de Londrina e tem 33 anos. Iniciou sua trajetória profissional no Atlético Paranaense, em 2001.
Em 2005, foi transferido para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Ganhou projeção internacional quando passou a jogar pelo Manchester City, da Inglaterra, em 2013.
Fernandinho parte do grupo que disputou a Copa do Mundo de 2014. Começou a competição como reserva, mas ganhou a vaga de titular a partir das oitavas-de-final, após entrar no segundo tempo do jogo contra Camarões, ainda pela primeira fase, e deixar o meio-campo mais dinâmico e ofensivo.
Paulinho (Barcelona)
José Paulo Bezerra Maciel Júnior, ou apenas Paulinho, nasceu em São Paulo (SP) e tem 29 anos. Despontou nacionalmente no Corinthians, em 2010.
Paulinho fez parte do time campeão brasileiro em 2011 e campeão da Libertadores em 2012 e campeão mundial de clubes no mesmo ano.
Em 2013, Paulinho foi para Totenham, da Inglaterra. E de lá, em 2015, conseguiu ser transferido para o Guangzhou Evergrande, da China.
Dois anos depois, foi jogar no Barcelona. Paulinho esteve no grupo que disputou a Copa de 2014, tendo sido titular em cinco dos sete jogos da seleção no torneio.
Fred (Shakhtar Donestk)
Frederico Rodrigues Santos, de 25 anos, nasceu em Belo Horizonte. Jogou nas divisões de base do Atlético Mineiro, mas começou profissionalmente no Internacional de Porto Alegre.
Um ano e meio depois, foi contratado pelo Shakhtar Donestk. Está no time ucraniano desde então. Foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez em 2014, para amistosos em novembro.
Fred esteve no elenco da seleção que disputoua Copa América de 2015, no Chile, quando o time foi eliminado pelo Paraguai nas quartas-de-final.
Renato Augusto (Beijing Guoan)
Renato Augusto tem 30 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Foi revelado no Flamengo, onde se destacou no time profissional como um camisa 10 clássico.
Ele logo chamou a atenção do mercado europeu e foi vendido para o Bayer Leverkusen, da Alemanha, em 2008.
Ficou na Alemanha por quatro anos, onde teve bom desempenho e passou a ser convocado para a seleção brasileira.
No final de 2012 decidiu voltar para o Brasil e assinou com o Corinthians, onde ficou até o fim de 2015. No ano seguinte, foi para o Beijing Guoan, da China.
Pela seleção, fez parte do time campeão olímpico de futebol, nos jogos de 2016.
Philippe Coutinho (Barcelona)
Philippe Coutinho, 25 anos, nasceu no Rio de Janeiro. Foi revelado pelo Vasco da Gama, onde se destacou ainda nas categorias de base.
A qualidade do jovem jogador despertou o interesse da Internazionale, da Itália, que o adquiriu antes mesmo dele passar a jogar pelo time principal do Vasco. Como era menor de idade, Coutinho continuou no clube carioca.
Ele jogou no time principal do Vasco um ano, de 2009 a 2010. Em julho de 2010, quando completou 18 anos, foi para a Itália.
Depois de passar pela Espanha, Coutinho, no início de 2013 foi vendido ao Liverpool, da Inglaterra, e virou ídolo da torcida inglesa e peça-chave do time. No início de 2018 foi vendido por cifras milionárias ao Barcelona, da Espanha.
Willian (Chelsea)
Willian Borges da Silva começou sua carreira no Corinthians e foi vendido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, na metade do ano de 2007. Jogou seis anos no país e foi um dos destaques.
Depois de uma rápida passagem pelo Anzhi, da Rússia, foi para o Chelsea, da Inglaterra. No clube inglês, atua com regularidade e foi um dos destaques do time na conquista do campeonato nacional, na temporada 2016-2017.
Pela Seleção Brasileira, foi convocado pela primeira vez em 2011. Fez parte do grupo que disputou a Copa de 2014 e a Copa América em 2015. Willian nasceu em Ribeirão Pires (SP) e tem 29 anos.
Atacantes
Douglas Costa (Juventus)
Douglas Costa, de 27 anos, e nasceu em Sapucaia do Sul (RS). Começou sua trajetória no Grêmio, onde jogou até 2009.
No início de 2010 foi para o Shakhtar Donetsk. Ficou quatro anos e meio na Ucrânia, até se transferir para o Bayern de Munique, da Alemanha.
Atualmente, Douglas Costa joga na Juventus, da Itália, após dois anos na Alemanha. Chegou a ser convocado para os Jogos Olímpicos de 2016, mas se lesionou e foi cortado da equipe.
Taison (Shakhtar Donetsk)
Taison Barcellos Freda tem 30 anos e nasceu em Pelotas (RS). Chamou atenção pela habilidade no primeiro clube que defendeu profissionalmente, o Internacional.
Em 2010, foi para o futebol ucraniano. Primeiro, defendeu o Metalist e, dois anos depois, foi para o Shakhtar Donetsk, onde permanece até hoje.
Taison teve poucas oportunidades na seleção brasileira, sendo convocado pela primeira vez em 2016, para disputa de jogos das eliminatórias da Copa.
Roberto Firmino (Liverpool)
Roberto Firmino, 26 anos, nasceu em Maceió (AL). Jogou nas categorias de base do CRB, mas iniciou sua trajetória profissional pelo Figueirense, de Santa Catarina.
Jogando pelo time catarinense chamou a atenção do Hoffenheim, clube da Alemanha. Transferiu-se para lá no início de 2011 onde jogou até a metade de 2015.
Seu futebol chamou a atenção de Dunga, então técnico da seleção brasileira. Foi convocado para amistosos em novembro de 2014 e, no ano seguinte, fez parte do elenco que ficou em quinto lugar na Copa América 2015.
Gabriel Jesus (Manchester City)
Gabriel Jesus, de 21 anos, nasceu na cidade de São Paulo (SP). Iniciou a carreira profissional no Palmeiras, em 2015.
Foi destaque da equipe no ano seguinte, quando o Palmeiras conquistou o campeonato brasileiro.
Em 2017, foi para o Manchester City, da Inglaterra. No clube inglês, se destacou logo na chegada, com boas atuações e gols importantes.
Passou ser convocado frequentemente para a seleção brasileira em 2016. Fez parte da equipe campeã olímpica nos jogos do Rio de Janeiro.
Neymar (PSG)
Considerado a maior revelação do futebol brasileiro da última década e um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, Neymar da Silva Júnior surgiu como uma promessa de craque ainda aos 16 anos, no Santos.
Em 2009, com 17 anos, era o principal jogador do time. O Santos conseguiu manter o jogador no país até a metade de 2013, mesmo ele já sendo um destaque mundial.
Naquele ano foi vendido ao Barcelona, onde ficou por quatro anos. Conquistou títulos importantes no time catalão, como a Uefa Champions League e o Mundial Interclubes.
Em 2017, o Paris Saint-Germain pagou o equivalente a R$ 821 milhões para tirá-lo da Espanha.
Pela seleção brasileira, jogou a Copa de 2014 até se lesionar nas quartas-de-final contra a Colômbia. Fez parte da equipe campeã olímpica nos jogos do Rio de Janeiro. Nasceu em Mogi das Cruzes (SP) e tem 26 anos.
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Eduardo acusa Moraes de perseguição após ida de Bolsonaro à Papudinha. Vídeo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu a transferência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília (DF), conhecida como “Papudinha”, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (15/1).
Em vídeo, Eduardo Bolsonaro criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes e classificou a transferência como perseguição política.
“Alexandre de Moraes acaba de ordenar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o presídio comum, a Papudinha. Isso demonstra, mais uma vez, a sua total insensibilidade, a sua psicopatia. A gente sabe que Bolsonaro não cometeu crime algum, que não houve tentativa de golpe no Brasil, e que a prisão dele só serve para tirá-lo da corrida presidencial”, afirmou.
Segundo o ex-deputado, a decisão teria motivação eleitoral. “A todo custo, Alexandre de Moraes quer impedir que Bolsonaro tenha influência sobre as eleições deste ano. Esse é o motivo real, o motivo político pelo qual ele não cede em enviar Bolsonaro para uma prisão domiciliar, o que já seria injusto por si só”, disse.
Eduardo também comparou o caso com decisões anteriores do STF. “Em outros casos muito mais leves, como o do ex-presidente Fernando Collor, houve concessão de prisão domiciliar por decisão do próprio Alexandre de Moraes”, declarou.
Ao final, o ex-deputado fez um apelo político. “Este ano é crucial para reverter tudo o que está acontecendo no Brasil. Todos nós podemos fazer alguma coisa: eleger senadores comprometidos com a causa da liberdade e apoiar um presidente que não compactue com esse sistema. Se Deus quiser, o Brasil vai sair dessa ainda mais forte”, concluiu.
Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e, por determinação de Moraes, passará a cumprir sua pena no batalhão da PM, onde também estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Segundo a decisão judicial, o ex-presidente ficará em uma cela separada dos demais.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Motivações para a decisão
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o sistema prisional brasileiro enfrenta, há anos, um cenário de elevada população encarcerada e déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais, especialmente no regime fechado.
O ministro usou dados do sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apontam 941.752 pessoas sob custódia penal no primeiro semestre de 2025.
Frisou que a realidade do sistema carcerário brasileiro revela, ainda, que, historicamente, a execução da pena privativa de liberdade não ocorre de maneira uniforme para todos os indivíduos submetidos ao regime fechado, pois a maioria das pessoas privadas de liberdade enfrenta estabelecimentos marcados por superlotação, precariedade estrutural e restrição severa de direitos básicos.
Moraes, no entanto, ressaltou que Bolsonaro, por ser ex-presidente, estava em cela especial, na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Condição diferente de todos os demais réus condenados à penas privativas de liberdade pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito e Tentativa de Golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023, dos quais 145 réus estão presos, sendo 131 presos definitivos.
Ainda assim, diversas reclamações chegaram ao STF acerca da cela onde Bolsonaro estava até esta quinta-feira (15/1). Moraes listou todas as reclamações da defesa e afirmou que mesmo diante da cela especial, a prisão não é “uma colônia de férias”.
“As medias não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado Maior a um “cativeiro”, ao apresentar reclamações do “tamanho das dependências”, do “banho de sol”, do “ar-condicionado”, do “horário de visitas”, ao se desconfiar da “origem da comida” fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da “televisão por uma SMART TV”, para, inclusive, “ter acesso ao YOUTUBE”, diz Moraes.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Papudinha: Bolsonaro está sozinho em cela para 4 pessoas

Uma cela com capacidade para até quatro detentos na Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda, está sendo utilizada de forma exclusiva pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme a definição do modelo de custódia adotado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-presidente foi transferido para a penitenciária federal nesta quinta-feira (15/1), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a saída de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ele estava preso desde novembro do ano passado.
Em contraste, outros dois condenados pela trama golpista, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, dividem juntos uma unidade semelhante à reservada ao ex-presidente. Ambos também estão na Papudinha.
Torres foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro e recebeu condenação do STF a 24 anos por participação nos atos que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. Já Vasques também foi condenado pela mesma trama, a 24 anos e seis meses, e acabou preso no Paraguai após a decisão judicial.
Privilégios a Bolsonaro
Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes pontou que, embora houvesse uma série de críticas às condições do pai, os filhos de Bolsonaro, como o senador Flávio, Bolsonaro tinha umasituação cercada de privilégios na carceragem da PF.
Moraes citou desde a presença de frigobar e ar-condicionado, dentre um total de 13 privilégios, que o diferenciavam de outros quase 4 mil detentos que cumprem pena em regime fechado atualmente e precisam enfrentar superlotação dos espaços.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Michelle busca apoio de Gilmar Mendes para domiciliar de Bolsonaro

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) buscou apoio em Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar interceder por Jair Bolsonaro (PL).
Michelle relatou ao ministro as condições de saúde do marido, preso após condenação de 27 anos e 3 meses de prisão, e tentou uma sensibilização por prisão humanitária domiciliar.
A informação foi dada pela jornalista Andrea Sadi, do G1, e confirmada pelo Metrópoles.
As intenções de Michelle seriam de que o decano da Corte conversasse com os outros ministros.
Em especial, a conversa deveria ocorrer com Alexandre de Moraes, que já negou a prisão domiciliar de Bolsonaro por diversas vezes devido às possibilidades de fuga.
Em 1º/1, Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro de prisão domiciliar humanitária, após o ex-presidente deixar o Hospital DF Star, onde estava internado desde a véspera do Natal para série de procedimentos médicos.
Na decisão, Moraes citou a ausência de requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar e o risco concreto de fuga.
“Há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga”, detalha a decisão.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL




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