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Acre

Como o tráfico transformou a Amazônia na principal rota de exportação de cocaína

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Explorado pelos maiores cartéis do Hemisfério Sul, o negócio envolve bilhões de dólares e conta com a parceria de facções nacionais

Vigilância: a mata fechada e rios com seus milhares de braços dificultam o patrulhamento e facilitam o crime. Foto: Bruno Kelly/

Por Laryssa Borges, de Tabatinga (Rrevista/Veja)

Lago Sacambu, Amazônia peruana, março de 2025. Uma gigantesca lona azul protege das rajadas de chuva típicas do inverno na região uma carga preciosa. Lado a lado, em montes, folhas de coca são preparadas para o início do processo de maceração.

Enquanto isso, homens armados escoltam uma estufa improvisada e posam para fotos com o símbolo da facção que tomou de assalto a chamada Rota Solimões, um emaranhado de rios navegáveis em terras brasileiras que transformou a maior floresta tropical do mundo numa imensa trilha de passagem das drogas produzidas pelos grandes cartéis da Colômbia.

À espera de ordens superiores, o bando, formado em sua maioria por rapazes que não aparentam mais que 20 anos de idade, treina tiro ao alvo entre as árvores. Um deles aparece ostentando um fuzil. O laboratório de refino está em pleno funcionamento.

NA LINHA DE FRENTE - Almeida: “Precisamos de uma ação nacional para enfrentar essas quadrilhas”. Foto: Bruno Kelly/

Ao lado dele, há plantações de coca a perder de vista, como mostram imagens captadas por um drone. Em breve, toneladas de cocaína vão sair dessa “fazenda” e ingressar no Brasil em pequenos aviões, escondidas em fundos falsos de barcos ou disfarçadas, por exemplo, em botijões de gás.

A droga vai percorrer grandes distâncias até chegar aos portos e aeroportos, de onde, sem maiores problemas, embarcará para seu destino final, a Europa, fechando o ciclo de uma das atividades mais lucrativas do planeta.

Localizado no chamado Vale do Javari, Sacambu, onde ocorreu o flagrante do drone de uma autoridade local de segurança, é um dos inúmeros entrepostos dominados pelo narcotráfico na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru, a chamada tríplice fronteira amazônica, um território de proporções gigantescas, coberto por vegetação densa, desabitado e inóspito.

Veja vídeo:

A fragilidade da vigilância e fiscalização das forças de segurança transformou a região na rota perfeita para os grandes cartéis escoarem sua produção com o mínimo risco. Os números deixam isso bem evidente. As autoridades estimam que as apreensões de droga na região representam apenas 10% do que é efetivamente traficado.

Ou seja: se essa projeção estiver correta, o que é impossível saber, passaram pela floresta brasileira somente no ano passado nada menos que 430 toneladas de cocaína. Se levado em consideração que 1 quilo da droga custa, em média, aos compradores europeus o equivalente a 260 000 reais, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o faturamento dos cartéis ultrapassou os 110 bilhões de reais.

Essa cifra impressionante uniu na Amazônia brasileira poderosos cartéis colombianos, organizações mafiosas europeias e o que hoje existe de mais deletério no submundo do crime nacional: as facções. É um novo desafio que precisa ser urgentemente enfrentado.

Posto de fiscalização: as paredes das palafitas estão cravejadas de balas disparadas pelos bandidos. Foto: Bruno Kelly/.

Vistos de cima, o tapete verde formado pela copa das árvores da floresta às vezes não permite avistar um único centímetro do solo e muito menos antever o fluxo de pessoas e embarcações que trafegam pelos rios, incluindo as que são usadas para transportar madeira, ouro, animais em extinção e, nos últimos anos, principalmente cocaína.

Apenas o Alto Solimões, que reúne as fronteiras seca e fluvial do Brasil com os vizinhos Colômbia e Peru, é duas vezes maior que Portugal. Fiscalizar uma área tão imensa parece impossível. Responsável pela vigilância na divisa, o Exército se desdobra com 9 500 soldados na região.

A proporção é de um homem para cada 72 quilômetros quadrados de área de fronteira. A situação é ainda mais crítica quando se observam outros números. As sete cidades que ficam na fronteira contam com inacreditáveis 150 policiais militares para cuidar da segurança de uma área de 213 000 quilômetros quadrados — uma região do tamanho da Inglaterra e da Escócia somadas. É impossível.

No período de seca (julho a novembro), os pequenos aviões respondem pelos grandes carregamentos que cruzam a fronteira. Por 60 gramas de ouro, equivalentes a 20 000 reais, é possível contratar uma aeronave para transportar qualquer coisa. Elas voam baixo e pousam em pistas clandestinas que, sem nenhuma vigilância ostensiva, são abertas na floresta da noite para o dia.

Carregamento: a polícia apreendeu 5 toneladas de cocaína que estavam escondidas no meio da floresta. Foto: Polícia Militar do Amazonas/Divulgação

É em terra firme, porém, que se tem a exata dimensão do desafio de combater o tráfico na região. Por segurança — ou ausência dela —, os traficantes preferem usar as estradas pluviais para entrar no Brasil. Alguns dos afluentes dos rios navegáveis nascem na Colômbia e no Peru e chegam aos estados do Amazonas e do Acre. Além disso, no período das chuvas (dezembro a junho), as cheias produzem ramificações que ficam completamente cobertas pela vegetação. Elas são usadas pelas quadrilhas como rotas alternativas. São milhares de pequenas estradas que nem sequer constam nos levantamentos cartográficos, o que dificulta a vigilância que já inexiste.

Para patrulhar a tríplice fronteira, a PM que cuida da fronteira, além dos míseros 150 homens, conta com uma única lancha blindada (que, há duas semanas, estava estragada), uma cota mínima de combustível e um estoque de munição que não resiste a um rápido tiroteio. Pelo lado dos traficantes, a situação é oposta. Eles usam armas capazes de abater um helicóptero, dispõem de embarcações à prova de balas, fuzis de última geração e até submarinos improvisados. VEJA visitou o Vale do Javari e as cidades de Tabatinga, Atalaia do Norte, Benjamin Constant e Letícia — os principais municípios da fronteira.

No trajeto, não é raro detectar drones dos grupos criminosos sobrevoando e mapeando a movimentação das forças de segurança, inclusive do Exército. “Precisamos de uma ação nacional para enfrentar essas quadrilhas”, diz Vinicius Almeida, secretário de Segurança Pública do Amazonas. “O que o governo do estado pode fazer tem feito, mas nós somos muito pequenos em relação ao crime”, completa.

Tabatinga, na divisa com a Colômbia, é um exemplo das mudanças provocadas na região pela cocaína. Por mais que incomode, a cidade não consegue se livrar do estigma de capital do narcotráfico amazônico. Há olheiros de facções criminosas em cada esquina. No movimentado porto do município, a fiscalização das embarcações e dos transeuntes é praticamente nula.

Não existem rodovias. Por isso, as lanchas e canoas são responsáveis pelo transporte de suprimentos oriundos de Manaus e dos países vizinhos. O movimento é frenético. As autoridades sabem que grandes quantidades de drogas passam por ali, mas falta braço para a polícia reprimir de forma séria o negócio. “Em uma cebola pequena, cabem 50 ou 60 gramas de droga, mas imagina num saco de 20 quilos de cebola.

Agora estão também recheando tambaqui com cocaína e armazenando em frigoríficos. Congelado, não tem cão farejador que descubra”, explica um policial. Também não há cães farejadores para tanta demanda. As vistorias, quando ocorrem, são apenas por amostragem.

Até pouco tempo atrás, o município de 70 000 habitantes era palco de uma violenta disputa pela exclusividade do transporte de drogas na região. Execuções de rivais faziam parte da rotina da cidade. “Nas brigas de facções, os mortos acabavam desmembrados e jogados no rio para apagar os vestígios”, diz Jonatas Soares, comandante do 8º Batalhão da PM em Tabatinga.

Tabatinga: a “capital” da tríplice fronteira vive rotina de medo com a presença das facções. Foto: Bruno Kelly/

Em 2020, o Comando Vermelho assumiu o controle das rotas fluviais da Amazônia depois de uma guerra sangrenta com outras organizações. Com a consolidação do monopólio, as mortes violentas em Tabatinga, que atingiram o índice de 74 para cada 100 000 habitantes, uma das mais altas do país, diminuíram.

Em contrapartida, o tráfico explodiu. Em uma das dezenas de ruas esburacadas e malcuidadas da cidade, delegados, policiais militares, o juiz e o chefe do Ministério Público moram todos em um único condomínio de muros altos e monitorado por câmeras. Questão de segurança. Na esquina do endereço mais sensível do município, porém, uma pichação com o símbolo do “CV” deixa claro quem dá as cartas na região. A facção, aliás, tem seu próprio capo na fronteira. Trata-se de Kellison Rego da Silva, conhecido como “Loirinho” ou “Itália”. Reza a lenda que foi ele quem comandou o extermínio dos grupos rivais há alguns anos.

Jurado de morte, o traficante usa o nome falso de Emilio Gonzales da Silva e se esconde em Letícia, cidade colombiana separada de Tabatinga apenas por uma rua. Os inimigos — os que restaram — oferecem uma recompensa de 500 000 reais por informações sobre o paradeiro dele. O prêmio também será pago, diz o cartaz, se alguém entregá-lo morto.

Garavito: “Antes, tínhamos Pablo Escobar. Hoje os chefes são mais discretos”. Foto: Bruno Kelly

O que se passa em Tabatinga, hoje, Letícia já experimentou há mais de três décadas. A cidade colombiana também abrigou um cartel que usava os rios brasileiros como corredor para levar cocaína à Europa.

A diferença agora é que naquela época eram carregamentos esporádicos, em volumes menores e os personagens que comandavam as operações eram outros. Chamava a atenção na cidade as dezenas de casas de câmbio e o sofisticado comércio de bebidas importadas e produtos eletrônicos que destoavam do perfil de pobreza dos moradores.

Em Tabatinga, esse consumo sofisticado ainda não é tão nítido, mas, recentemente, foi percebido um crescimento fora do normal de grandes lojas varejistas. No ano passado, a polícia prendeu empresários da cidade por suspeitas de lavar dinheiro do tráfico para o Comando Vermelho.

Os novos comandantes vêm ampliando suas conexões. Nos arquivos da polícia colombiana há registros de que a facção brasileira estabeleceu uma parceria com dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que abandonaram a guerrilha, se juntaram aos cartéis e atualmente administram plantações de coca na fronteira.

“Os traficantes em geral não ficam aqui na região da tríplice fronteira. Eles vêm, fecham os negócios e vão embora”, diz Santiago Garavito, comandante da Polícia Nacional da Colômbia em Letícia. “Antes, tínhamos personalidades como Pablo Escobar. Hoje, os chefes têm perfil mais discreto”, acrescenta. Uma curiosidade: no auge do poderio do cartel de Medellín, nos anos 1980, Letícia chegou a abrigar duas casas usadas pelo próprio Escobar. Trinta anos depois de sua morte, ainda é possível identificar as ruínas de uma delas, curiosamente instalada próxima ao prédio da Polícia Nacional.

PROCURA-SE - Kellison: o traficante é apontado como o capo do Comando Vermelho na fronteira com a Colômbia. Foto Art

Sem condições de se contrapor aos novos comandantes que vêm ampliando suas conexões e poderio, as autoridades, às vezes, precisam contar com a sorte. Em agosto do ano passado, os cartéis sofreram um duro golpe. Em Benjamin Constant, cidade a 20 quilômetros de Tabatinga, a polícia apreendeu numa única tacada 5 toneladas de cocaína pura.

A droga pertencia a um grupo colombiano e estava no fundo falso de embarcações construídas no meio da floresta. Em uma situação normal, ninguém encontraria o local no meio da selva. O ruidoso barraco provocado por um desentendimento amoroso entre os traficantes, no entanto, levou a polícia amazonense até onde os barcos estavam sendo preparados. Lá, para surpresa geral, encontraram 3 toneladas de cocaína.

Já seria uma das maiores apreensões de todos os tempos no estado, mas havia mais. A equipe se preparava para retornar quando um dos policiais resolveu se afastar do grupo, à procura de lugar mais reservado, uma moita. No caminho, viu o que parecia ser uma caixa coberta por uma lona. Havia lá mais 2 toneladas da droga.

A maior carga de cocaína já apreendida na selva abalou os alicerces da quadrilha. “Combater o crime na floresta é um desafio. Como é impossível colocar um policial em cada metro da fronteira, enfrentamos os criminosos com inteligência”, diz Humberto Freire, diretor da Amazônia e do Meio Ambiente da Polícia Federal, que trabalha para tirar do papel o Centro de Cooperação Policial Internacional, que reunirá em Manaus investigadores dos nove países que compõem a Amazônia Legal.

Pichação do CV: para deixar claro quem dá as cartas em Tabatinga. Foto: Silvia Izquierdo/AP/Imageplus

A PF, por questões de segurança, não revela o tamanho de seu efetivo na Amazônia. Os federais têm uma delegacia em Tabatinga, usam informações de satélite para tentar localizar laboratórios, acionam as Forças Armadas para, se preciso, abater aviões de traficantes e dar apoio logístico às operações, mas também não têm estrutura suficiente para fazer frente aos bandidos. O tráfico, o contrabando, o garimpo, a exploração clandestina de madeira e a pesca ilegal se misturam na floresta.

O Lago Sacambu, na Amazônia peruana, por exemplo, está na região onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados, em junho de 2022, enquanto investigavam crimes ambientais. A poucos quilômetros do local da tragédia fica um dos quatro postos de fiscalização fluvial que existem ao longo do Rio Javari. É uma palafita cravejada de balas que não deixa os fiscais da Funai, os policiais e os soldados do Exército esquecerem que os criminosos que cruzam o rio costumam atirar primeiro.Continua após a publicidade

A expansão do grande tráfico na floresta tem produzido sequelas visíveis e invisíveis. A mais notória é o fortalecimento do Comando Vermelho. Com ramificações em 24 estados da federação, estima-se que a facção movimente algo em torno de 30 bilhões de reais por ano. Além de partilhar os rendimentos do tráfico internacional, ela recolhe pedágios das embarcações, alicia indígenas e comunidades ribeirinhas e não hesita em eliminar quem atravessar seu caminho.

INTELIGÊNCIA - Em breve: Centro Internacional vai reunir em Manaus investigadores de nove países. Foto: Polícia Federal/Divulgação

Os métodos que estão dando certo na floresta foram importados do Rio de Janeiro e se alastram pelo país. No Amazonas, as autoridades identificaram uma comunidade indígena que foi escravizada pela facção. Os índios fazem pequenos trabalhos para os traficantes em troca do oxi, um subproduto da cocaína com poder de destruição superior ao crack. Quase 80% de todos os 1 049 homicídios registrados no estado têm relação com o comércio de drogas. Para que as engrenagens funcionem em benefício das quadrilhas, a corrupção também marca presença.

Recentemente, a Polícia Federal prendeu um agente da própria instituição que facilitava a passagem dos carregamentos no aeroporto de Manaus. “A droga por onde passa vai deixando um rastro de destruição. A tríplice fronteira vive uma realidade que nós todos brasileiros olhamos de costas”, adverte Vinicius Almeida.

Veja vídeo:

O caso é reconhecido como de altíssima gravidade também entre as autoridades do Ministério da Justiça em Brasília. A droga transportada pela chamada “hidrovia do crime” na Amazônia atravessa o país em direção aos portos e gera lucros estratosféricos para as facções organizadas, as mesmas que espalham o terror hoje pelas grandes metrópoles do Brasil.

A omissão do poder público durante anos a esse movimento vai cobrar um preço caro: será preciso um esforço inédito para enfrentar de verdade essa chaga no meio da floresta. Não vai ser à base de um soldado para cada 72 quilômetros quadrados de área de fronteira que a guerra contra o crime será vencida.

ISFARCE - Flagrante: os botijões de gás escondiam tabletes de cocaína. Foto: Polícia Militar do Amazonas/Divulgação

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Acre

Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Acre

Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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