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Como o acordo Mercosul-UE vai impactar setor automotivo do Brasil
O pré-acordo adotado em 2019 proibia qualquer incidência de direito às exportações no comércio entre Brasil e União Europeia

Fabricação de automóveis no Brasil terá impactos positivos com o acordo Mercosul-União Europeia, diz governo. Foto: Divulgação
O calendário de eliminação tarifária e salvaguardas específicos para o setor automotivo dentro do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia permite que a indústria brasileira se prepare para as transformações em curso no mercado e preserva os investimentos automotivos já anunciados no País. A avaliação é da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Tatiana Prazeres.
Ela conversou com o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) do Uruguai, onde aconteceu a cúpula do Mercosul que foi palco para o anúncio da conclusão do acordo com os europeus.
A negociação de proteções específicas para o setor automotivo dentro do tratado se deu num momento em que diversas montadoras anunciaram investimentos no Brasil que, somados, ultrapassam os R$ 100 bilhões. A preocupação era de que a exportação de veículos europeus para cá, com tarifas menores, prejudicasse o crescimento dessa indústria – que já reclama do excesso de importações de carros eletrificados da China.
“Ou seja, a ideia não é substituir investimentos europeus no Brasil no setor automotivo por importações da União Europeia. Então o que a gente fez foi criar um mecanismo novo”, explicou Prazeres.
O texto negociado entre os países do Mercosul e da União Europeia prevê que alguns veículos – eletrificados e com novas tecnologias – sofrerão com eliminação tarifária num período maior que 15 anos. Para veículos eletrificados, isso passará a se dar em 18 anos. Para veículos a hidrogênio o período será de 25 anos, com seis anos de carência. Para novas tecnologias, 30 anos, com seis anos de carência. Até esta etapa negociadora, nenhum cronograma de desgravação (redução tarifária) era superior a 15 anos.
Além disso, foi criado um mecanismo de salvaguarda específico para o setor. Caso ocorra um aumento de importações europeias que causem dano à indústria, o Brasil pode suspender o cronograma de desgravação de todo o setor ou retomar a alíquota aplicável às demais origens (hoje, de 35%) por um período de três anos, renovável por mais dois anos, sem necessidade de oferecer compensação à União Europeia.
Segundo a secretária, o Brasil está satisfeito com esse arranjo.
“Entendemos que nessas condições a indústria brasileira tem plenas capacidades para lidar com a concorrência que advirá a implementação do acordo”, afirmou Prazeres.
A auxiliar do ministro Geraldo Alckmin também destacou outro ponto negociado no “Pacote de Brasília”, que permitirá que o Brasil aplique, se achar necessário, restrição às exportações de minerais críticos. A ideia, com isso, é que o País não seja um mero exportador dessas matérias, mas, a partir de sua exploração, agregue valor à cadeia.
Caso o Brasil venha a adotar imposto de exportação a esses produtos, a alíquota aplicável à UE deverá ser mais baixa do que a incidente sobre outros destinos, não podendo ultrapassar 25%. O pré-acordo adotado em 2019 proibia qualquer incidência de direito às exportações no comércio entre Brasil e União Europeia
Essa não é a única forma de estimular a agregação de valor no Brasil, apontou Prazeres, ressaltando, contudo, a importância de o acordo prever essa possibilidade. “Tem várias maneiras de estimular a agregação de valor no Brasil, o processamento, o desenvolvimento de tecnologias verdes a partir dessa dotação mineral de que o Brasil dispõe. Restrição às exportações certamente não é a única medida, não é necessariamente a melhor. O tema está em evolução”, afirmou.
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Itamaraty diz que assessor de Trump deu informações falsas ao solicitar visto

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, nesta sexta-feira (13/3), que o visto do assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, Darren Beattie, foi revogado. Segundo o Itamaraty, o norte-americano apresentou “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita” ao Brasil.
“O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou a pasta.
Nesta sexta-feira (13/3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que Beattie estava proibido de vir ao Brasil e citou a suspensão do visto por parte dos Estados Unidos de ministros brasileiros e seus familiares.
“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que está bloqueado”, disse Lula.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Corretora de imóveis desaparecida é encontrada morta em Florianópolis

em Major Gercinono, Vale do Rio Tijucas, na Grande Florianópolis. A vítima foi vista pela última vez pela família em 4 de março na praia dos Ingleses, no norte da Ilha.
A confirmação da morte veio após um corpo ser encontrado esquartejado. O cadáver estava sem cabeça, pés e braços e foi encontrado por moradores, que viram um saco suspeito dentro de um córrego e chamaram a polícia.
A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) confirmou em nota ao Metrópoles que o corpo encontrado é de Luciane.
O trabalho da PC-SC permitiu identificar até o momento que Luciani teria sido morta entre 4 e 5 de março, e o corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado.
Entenda o caso
Segundo o irmão da corretora, após um período sem conseguir qualquer tipo de comunicação com a irmã, a família começou a desconfiar se era realmente ela quem estava enviando os textos, diante dos erros de ortografia que Luciani não costumava cometer.
Em uma das mensagens, constam palavras erradas, como: “pesso”, “respentem” “precionando” e “persiguindo”, confira:

O carro da corretora foi visto pela última vez em São João Batista (SC) por uma câmera de monitoramento da rodovia. Além das movimentações do veículo, os cartões de crédito de Luciani foram utilizados em compras on-line.
A polícia identificou, ainda, um empréstimo de R$ 20 mil no nome da corretora.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Lula anuncia revogação do visto de assessor de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (13/3), que o assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, Darren Beattie, está proibido de entrar no Brasil. O Metrópoles confirmou que o visto do norte-americano foi revogado pelo Itamaraty.
Segundo o petista, funcionário de Trump para assuntos relacionados ao Brasil só entrará no país quando os EUA revogarem a sanção ao visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A declaração foi dada durante inauguração do Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro. Padilha e Eduardo Paes também participaram da agenda.
Nessa quinta-feira (12/3), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reformou a decisão que havia autorizado a visita de Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. A mudança ocorre após Moraes receber do Itamaraty a informação de que Beattie não tem agenda diplomática no Brasil e que seu visto de entrada foi concedido apenas para um compromisso privado.
Quem é o assessor de Donald Trump
Darren Beattie é um escritor conservador, com formação em ciência política. No primeiro mandato de Trump, era um dos responsáveis por escrever os discursos do republicano. Desde fevereiro, é o responsável pela política do Departamento de Estado para o Brasil — ele foi nomeado no Departamento em outubro passado.
Apesar disso, Beattie já exercia influência sobre a política do governo Trump para o Brasil desde o começo do atual mandato do republicano, em janeiro de 2025.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, Beattie é um dos principais envolvidos nas discussões dentro da administração Trump sobre a possibilidade de voltar a sancionar Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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