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Acre

Comissão de Saúde se reúne para debater problemas na Oficina Ortopédica da Fundhacre

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Na manhã desta quarta-feira (22), a Comissão de Saúde Pública e Assistência Social da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) se reuniu para debater a situação da Oficina Ortopédica no Estado e sua possível terceirização. A reunião foi conduzida pelo presidente do grupo, deputado Adailton Cruz (PSB).

O deputado Adailton Cruz iniciou a sessão dando boas-vindas a todos os presentes e destacando a importância do encontro: “Quero dar as boas-vindas aos nossos aspirantes a servidores efetivos da saúde, que também estão aqui presentes, que querem informações acerca do concurso público com relação à convocação. E a gente vai inclusive dar um espaço aqui para eles exporem a demanda deles e a gente também ouvir um pouco da Secretaria sobre essa questão.”

Adailton Cruz enfatizou a gravidade dos problemas enfrentados pela Oficina Ortopédica e a necessidade de soluções urgentes: “A nossa reunião da Comissão de Saúde, foi convocada para discutirmos especificamente essa questão, foi uma situação que os servidores nos procuraram e alguns pacientes também. Estamos tendo muitos problemas com relação principalmente ao fornecimento de órteses e próteses para os pacientes que necessitam. E a informação que temos é que esse processo na oficina ortopédica está com muita deficiência, principalmente a falta de estrutura, falta de insumos e equipamentos para confecção.”

O deputado também mencionou a possível terceirização da oficina, uma questão que precisa ser esclarecida: “A gente precisa ver se de fato foi aberto um processo para terceirizar a oficina ortopédica, eu não sei se procede, mas é uma situação que a gente precisa discutir com quem de fato está conduzindo e ver como é que a gente faz para levar o melhor caminho para todos.”

Em seguida, Adailton Cruz passou a palavra para Alesta Amâncio, representante dos profissionais auxiliares e técnicos de enfermagem. A profissional, que reconheceu o esforço dos trabalhadores que, ao longo dos anos, têm mantido a qualidade do serviço mesmo sem a devida assistência. Ela agradeceu ao parlamentar e demais deputados pelo espaço concedido aos sindicatos e destacou o apoio contínuo da Secretaria de Saúde.

“Estou muito tranquila em relação à terceirização, pois sei que não é uma prioridade do secretário Pedro Pascoal e sua equipe. Na Oficina Ortopédica, o problema não são os profissionais. Não precisamos de ninguém de fora para fazer o serviço. Temos colegas que carregaram a oficina nas costas por anos, fazendo o melhor trabalho possível, mesmo sem a assistência adequada. A situação tem melhorado, mas ainda há muito a ser feito. Somos contrários a qualquer tipo de terceirização na questão assistencial dos nossos colegas. Precisamos discutir e respeitar os trabalhadores que estão ali, e estou confiante de que isso será feito”, pontuou.

Ivo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac), e funcionário da Oficina Ortopédica do Estado, demonstrou preocupação sobre a possível terceirização do setor. Segundo ele, o ex-presidente da Fundação Hospitalar, João Paulo, apresentou um projeto na Aleac para terceirizar a oficina, alegando que “não tínhamos no Estado mão de obra especializada para fazer o serviço de ortopedia técnica”.

Esta justificativa, conforme Ivo, é infundada, já que “todos os técnicos da oficina ortopédica possuem capacitação e formação reconhecida pelo SUS e pelo Ministério da Educação”. Ele ressaltou ainda que a oficina, com mais de 45 anos de história, tem sido mantida por profissionais dedicados, alguns com até quatro décadas de serviço. “A decisão de terceirizar a oficina, justificada pela suposta falta de mão de obra qualificada, foi um equívoco muito grande”, complementou. 

Em sua fala, a gerente-geral da Oficina Ortopédica e funcionário há 31 anos da Fundhacre, Wanderleia Barbosa, destacou a eficiência e a necessidade urgente de insumos para a continuidade dos serviços. Segundo ela, desde fevereiro do ano passado, a oficina produziu 2.319 itens, mesmo enfrentando a falta de materiais essenciais. “Nós não recebemos insumos do governo há um ano e meio”, afirmou Wanderléa, ressaltando que a oficina tem sobrevivido graças a doações de particulares e reaproveitamento de materiais. Ela enfatizou a dedicação da equipe técnica, descrevendo-os como “artistas” que fazem “mágica” com os poucos recursos disponíveis.

Ela também relatou que o recadastramento dos pacientes através do Sistema de Regulação (SISREG) permitiu a atualização dos dados e a inclusão de 1.239 pacientes na fila de espera. “Hoje, se você quiser consultar tudo que a oficina ortopédica está produzindo, você pode acessar através do programa SISREG”, explicou. Ela finalizou seu discurso com um apelo ao governo por mais apoio: “Só um olhar carinho e nosso do governo fará as coisas acontecerem “.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), aproveitou a oportunidade para abordar a urgência na convocação dos aprovados em concursos para cargos na área de saúde, destacando a “ansiedade” e “expectativa” dos que aguardam a convocação prometida para janeiro, mas que até agora não se concretizou. Magalhães informou que há uma previsão para a convocação de “aproximadamente 137 a 140 pessoas” na primeira quinta-feira de junho. 

O parlamentar também levantou uma discussão sobre o conceito de “vaga” e “vacância”, argumentando que cargos ocupados por contratos temporários há décadas devem ser considerados como vagas permanentes. O deputado enfatizou a necessidade de substituir “contratos precários por contratações permanentes” e se comprometeu a continuar o debate para ampliar essas convocações de forma imediata.

Posicionamento do secretário Pedro Pascoal

O secretário de Saúde, Dr. Pedro Pascoal, contextualizou a gestão administrativa do processo de Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde, a vinculação das unidades demandantes e os processos licitatórios. Ele destacou duas portarias, uma de 2013 e outra de 2016, que regulamentam e habilitam o serviço da Oficina Ortopédica em Rio Branco. Também explicou que a portaria de 2013 que vincula a oficina à Fundação Hospitalar, destinando um orçamento anual de R$ 648 mil.

O secretário mencionou a experiência em Cruzeiro do Sul, onde a Oficina Ortopédica foi integrada ao organograma da Secretaria de Saúde, resultando na habilitação da oficina e na rápida conclusão de um processo licitatório para adquirir equipamentos necessários. “Em quatro meses, rodamos um processo licitatório e fizemos a aquisição de equipamentos para dar condições de trabalho aos técnicos da oficina de Cruzeiro do Sul”, disse Pascoal. Ele comparou essa eficiência com a situação em Rio Branco, onde um processo licitatório iniciado em julho de 2022 só foi concluído em março de 2024, atribuindo a demora a uma “instrução malfeita”.

Pedro Pascoal enfatizou o compromisso da gestão unificada para melhorar a situação atual. “Nos comprometemos a dar toda a atenção necessária, como foi feita na oficina de Cruzeiro do Sul”, afirmou. Também mencionou planos de curto, médio e longo prazo para melhorar as condições de trabalho, incluindo a adaptação do espaço no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (INTO), para acolher a Oficina Ortopédica e vinculá-la ao serviço de fisioterapia. “Vamos colocar um prazo curto, 60 a 90 dias, para trazer todos esses profissionais para dentro do INTO, garantindo condições adequadas de trabalho”, concluiu, ressaltando que a regulação continuará sendo uma prioridade em sua gestão.

Encaminhamento:

O deputado Adailton Cruz finalizou a reunião destacando avanços significativos na área de saúde em Rio Branco, ele comemorou a informação de que o processo licitatório para aquisição de insumos para a oficina ortopédica foi iniciado, com previsão de normalização do atendimento nos próximos 90 dias.

“Finalizo esse encontro com essa boa notícia de que a previsão é que nos próximos 90 dias a oficina ortopédica já tenha o devido insumo para atender quem precisa de órteses e próteses, porque a demanda é grande, mais de 400 pacientes por mês”, afirmou. Além disso, ele comemorou a convocação de “123 personagens cadastros de reserva da saúde” no dia 15 de junho e a divulgação do “resultado do concurso simplificado para o serviço da saúde” em 25 de maio, ressaltando uma agenda positiva para o setor.

Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães

Fotos: Ismael Medeiros

      

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Acre

Acre ocupa 7ª posição no Norte e 26º lugar nacional em Sustentabilidade Ambiental, aponta ranking do CLP

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Estado caiu três posições no pilar em 2025 e ficou à frente apenas do Maranhão; Amazonas lidera regionalmente

O Acre ocupa a 7ª posição na Região Norte no pilar de Sustentabilidade Ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, levantamento elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Foto: captada 

O Acre figura na 7ª posição entre os estados da Região Norte no pilar de Sustentabilidade Ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No resultado nacional, o estado ocupa a 26ª colocação geral entre as 27 unidades da federação, à frente apenas do Maranhão.

O indicador mede o desempenho das políticas de preservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais, considerando critérios como emissões de gases poluentes, níveis de desmatamento, tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos, transparência no combate ao desmatamento e manejo de recursos hídricos.

No recorte regional, o ranking é liderado pelo Amazonas (8º nacional), seguido por Amapá (12º), Roraima (13º), Rondônia (20º), Tocantins (23º) e Pará (24º). O Acre fecha a lista dos estados do Norte avaliados no indicador.

De acordo com o levantamento, o estado registrou queda de três posições em relação a 2024, influenciada principalmente pelo recuo de seis posições no subindicador “Transparência das Ações de Combate ao Desmatamento”. Apesar do resultado negativo, o Acre apresentou avanços pontuais em emissão de CO₂ (+4 posições), tratamento de esgoto (+6), reciclagem de lixo (+2) e recuperação de áreas degradadas (+2).

O pilar de Sustentabilidade Ambiental tem peso de 9,2% na composição do Ranking de Competitividade dos Estados e avalia a capacidade das unidades federativas de conciliar crescimento econômico com preservação ambiental.

Posição do Acre no Pilar de Sustentabilidade Ambiental

Conforme os dados oficiais do CLP e corroborado por múltiplas fontes, a posição do Acre é a seguinte:

Recorte Geográfico Posição Observação
Região Norte 7º lugar À frente apenas do Amapá (8º)
Brasil 26º lugar Entre 27 unidades da federação.
Sobre o pilar:
  • Peso no ranking geral: 9,2%.

  • O que mede: Emissões de poluentes, níveis de desmatamento, tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e manejo de recursos hídricos.

O Acre no Ranking de Competitividade 2025

Os resultados do pilar ambiental não podem ser vistos isoladamente. Eles refletem uma tendência de fragilidade institucional e de gestão que o CLP identificou no estado.

Ranking Geral:
  • O Acre é o 26º estado mais competitivo do Brasil, à frente apenas do Amapá (27º).

O Acre, de fato, ocupa as últimas posições nacionais no pilar ambiental, um reflexo direto de défices históricos em saneamento básico e da dificuldade de conciliar a fronteira agrícola com políticas de preservação efetivas. Foto: captada 

Desempenho nos 10 Pilares (Destaques Críticos e Positivos):
Pilar Posição (BR) Análise
Educação 27º (último) Ponto de colapso. Nota zero na metodologia do ranking. Crise agravada desde 2022.
Sustentabilidade Ambiental 26º Crítico. Reflete problemas históricos em saneamento e pressão sobre biomas.
Infraestrutura 26º Deficiências em logística, energia e saneamento.
Sustentabilidade Social 23º Desafios em indicadores de saúde e desigualdade.
Solidez Fiscal 23º Equilíbrio fiscal delicado.
Eficiência da Máq. Pública 22º Necessidade de modernização da gestão.
Inovação 20º Posição mediana, mas insuficiente para transformação.
Capital Humano 15º Positivo. Qualificação da força de trabalho em evolução.
Segurança Pública 12º Melhor desempenho do estado.
Potencial de Mercado Destaque nacional. Capacidade de expansão econômica e atração de negócios.
Análise e Interpretação dos Dados
1. O contraste interno do Acre

O dado mais relevante para a sua análise é o contraste entre o fraco desempenho ambiental (26º) e o excelente Potencial de Mercado (6º). O CLP aponta que o Acre tem alta capacidade de crescimento econômico e demográfico, mas não consegue converter esse potencial em políticas efetivas de preservação e infraestrutura.

2. O peso do saneamento

Embora o pilar ambiental englobe diversos fatores, os dados do IBGE/PNAD (também mencionados nas análises do CLP) indicam que o Acre tem um dos piores índices de tratamento de esgoto do país. Em 2024, 57,4% dos domicílios não tinham ligação com a rede geral de esgoto. Este é um fator determinante para a baixa pontuação.

3. O que explica a 7ª posição no Norte?

A região Norte sofre com problemas ambientais e de infraestrutura generalizados. O Acre fica à frente do Amapá (27º geral), que enfrenta desafios ainda mais severos de isolamento e gestão. Lideram a região: Amazonas (1º no Norte; 17º no BR) e Rondônia (13º no BR).

4. Comparativo Regional (Norte) no Ranking Geral:
  1. Rondônia (13º BR)

  2. Amazonas (17º BR)

  3. Tocantins (19º BR)

  4. Roraima (24º BR)

  5. Pará (25º BR)

  6. Acre (26º BR)

  7. Amapá (27º BR)

Diagnóstico
Afirmação Verificação
Acre é 7º no Norte em Sustentabilidade Ambiental? VERDADEIRO.
Acre é 26º no Brasil em Sustentabilidade Ambiental? VERDADEIRO.
O pilar tem peso de 9,2%? VERDADEIRO.
Existem dados sobre esgoto que explicam o resultado? SIM. 57,4% dos domicílios sem rede de esgoto em 2024.

O Acre, de fato, ocupa as últimas posições nacionais no pilar ambiental, um reflexo direto de défices históricos em saneamento básico e da dificuldade de conciliar a fronteira agrícola com políticas de preservação efetivas, apesar de um mercado interno em expansão.

Entre os critérios considerados estão emissões de gases poluentes, níveis de desmatamento, tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e manejo de recursos hídricos. Foto:captada 

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Acre

Empreendedores do Acre podem levar suas criações para o Paraguai e a Colômbia em jornada internacional 

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Com o apoio da ApexBrasil e Sebrae, iniciativa prevê treinamentos e consultorias especializadas sobre o mercado internacional

Empreendedores acreanos do setor de bijuterias e joias folheadas têm uma grande oportunidade de conquistar o mercado internacional. Estão abertas, até 18 de fevereiro, as inscrições para a Jornada Exportadora Bijuterias e Joias Folheadas – Paraguai e Colômbia 2026, iniciativa que vai preparar e levar micro, pequenas e médias empresas para rodadas de negócios e agendas técnicas em Assunção (Paraguai) e Bogotá (Colômbia), entre os dias 6 e 10 de abril de 2026.

A ação é organizada pela ApexBrasil, em parceria com o Sebrae e com apoio do Instituto Brasileiro de Gemas & Metais Preciosos (IBGM), e tem como foco empresas que ainda não exportam ou que estão dando os primeiros passos no comércio exterior. Ao todo, são 20 vagas, com inscrições gratuitas e seleção baseada em critérios técnicos.
Além da missão internacional, os participantes terão acesso a uma preparação completa, que inclui encontros técnicos online, curso de negociação e aspectos culturais em espanhol, seminários, visitas técnicas e rodadas de negócios nos países-alvo.
De acordo com o gestor do Projeto de Internacionalização do Sebrae no Acre, Aldemar Maciel, a jornada representa uma chance estratégica de mostrar ao mundo a criatividade e a identidade do estado. O Acre se destaca pela produção artesanal que une design, cultura, sustentabilidade e o uso consciente de insumos da floresta, como sementes, fibras e materiais naturais, transformados em verdadeiras joias.
“O Acre é um verdadeiro celeiro de talentos. Cada peça carrega história, tradição, cultura e, principalmente, respeito à sustentabilidade. Essa é a oportunidade de transformar o talento local em negócio global e colocar o Acre no mapa da moda e do design internacional”, frisou.

Confira o edital completo e acesse o formulário para inscrição no link: https://click.apexbrasil.us/FP1MO

 

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Acre

Governo estabelece pontos facultativos no período de Carnaval e mantém serviços essenciais

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PCAC reforça efetivo para garantir segurança durante o Carnaval 2026 na capital e no interior do Acre. Foto: arquivo/ PCAC

Por Aniely Cordeiro

O governo do Estado do Acre estabeleceu pontos facultativos nas repartições públicas estaduais durante o período de Carnaval, conforme calendário divulgado no Diário Oficial do Estado (DOE) referente ao mês de fevereiro de 2026. A medida abrange os órgãos da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual.

De acordo com o calendário, os pontos facultativos ocorrerão nos dias 16 (segunda-feira), 17 (terça-feira) e 18 de fevereiro (quarta-feira). Durante esse período, o funcionamento das secretarias estaduais e demais órgãos administrativos permanecerá suspenso.

Mesmo com a suspensão do expediente nas repartições administrativas, os serviços públicos considerados essenciais continuarão sendo ofertados normalmente à população. Permanecem em funcionamento as unidades de Saúde, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), além das delegacias em todo o estado, garantindo a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência.

O atendimento regular nas secretarias estaduais e demais órgãos do Poder Executivo será retomado na quinta-feira, 19 de fevereiro.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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