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Acre

Com mais de 900 imigrantes, Acre quer que governo federal assuma abrigo em Rio Branco

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O secretário Nilson Mourão reconheceu que o abrigo “está em uma situação insustentável”.

Altino Machado, para o Blog da Amazônia

O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Nilson Mourão, declarou nesta sexta-feira (26) que o abrigo de imigrantes em Rio Branco (AC), gerenciado pelo governo do Acre com apoio do governo federal, “saturou e atingiu uma situação insustentável, de caos”. Desde dezembro de 2010, quando começou o fluxo migratório, mais de 31 mil imigrantes africanos e caribenhos, sobretudo haitianos, já passaram pelo Estado em busca de emprego em outras regiões do país.

O governo do Acre quer que o governo federal assuma, a partir de 2015, a gestão do abrigo, que funciona atualmente, de forma improvisada, na Chácara Aliança, desde abril. Há dez dias, por falta de verba, o governo do Acre teve que interromper o transporte de imigrantes para outros Estados e o abrigo, com capacidade para 100 pessoas, está com mais de 900 pessoas, incluindo 756 haitianos, 83 senegaleses, seis cubanos e um mauritano. O abrigo funcionou dentro da capacidade apenas durante os quatro primeiros meses de existência.

Abrigo em Rio Branco está com mais de 900 imigrantes/Foto: Altino Machado

Abrigo em Rio Branco está com mais de 900 imigrantes/Foto: Altino Machado

O secretário Nilson Mourão reconheceu que o abrigo “está em uma situação insustentável” e criticou a dificuldade do governo federal em repassar permanentemente a verba necessária para acolhimento e transporte dos imigrantes para outros estados.

– O governo federal tem repassado verba exclusivamente para alimentação. Para transporte, foi feito um convênio, que já foi executado. Como não podíamos parar o seguimento de viagem dos imigrantes, foi acumulada uma dívida de R$ 1,7 milhão. A empresa de ônibus cancelou o transporte dos imigrantes por causa disso. Temos dificuldade de gestão, mas não abrimos mão de cuidar das mulheres grávidas e das crianças, que receberão nossa máxima atenção, independente do apoio do governo federal – disse Mourão.

Segundo o secretário, o governo federal precisa assumir a gestão do abrigo porque o mesmo é parte da política migratória na medida em que a União trabalha com a visão de fronteira aberta para o ingresso de imigrantes irregulares no país.

– Portanto, o governo federal deve assumir a gestão diretamente ou através de alguma ONG ou qualquer outra instituição com experiência nesse tipo de atendimento. Nós reconhecemos que não temos condições de continuar prestando essa assistência. O governo do Acre já gastou alguns milhões de reais e constatamos que não temos mais condições de fazer gestão de uma política tão complexa. Como é de responsabilidade do governo federal, nos colocamos à disposição para cooperar, mas queremos que ele dirija o abrigo.

Mourão assinalou que é final de ano, de mandatos de governo, e que o governo estadual não dispõe sequer de verba para manter a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.

– Não dispomos mais nem de material de limpeza para o abrigo. Só estamos conseguindo manter a alimentação. Nós não temos condições de fazer a gestão desse processo. Fizemos até aqui numa atitude de cooperação ao governo federal. Já estamos nessa situação há quatro anos e estamos querendo que seja estabelecido um outro formato – acrescentou.

O secretário avaliou que nos últimos quaro anos o governo estadual não teve escolha entre estender a mão para oferecer as mínimas condições a imigrantes negros e pobres, africanos ou caribenhos, ou deixá-los vagando pelas ruas do Acre.

– Nós não temos escolha que não seja estender a mão, às vezes em melhor ou pior condição, ou em em condição de caos, como a que estamos vivendo agora. Vamos dar atenção especial às mulheres grávidas e crianças. Os demais imigrantes, vamos nos limitar a servir a alimentação. Depois de quatro anos, como o governo federal não criou uma política para o fluxo migratório, com recursos regulares, e vai manter sua política de fronteira aberta, para o governo do Acre saturou. Não temos medidas da transição e estamos lidando aqui com uma agonia diária. Isso é insuportável – concluiu o Mourão.

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Acre

Tião Bocalom convoca coletiva para anunciar possível candidatura ao governo do Acre na próxima segunda-feira (19)

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Prefeito de Rio Branco convocou imprensa para evento na Acisa; decisão pode gerar “fogo amigo” no PL e afetar aliança de Márcio Bittar com Gladson Cameli

Prefeito de Rio Branco se reúne com imprensa na segunda-feira (19); decisão deve impactar alianças e forçar escolha de Márcio Bittar entre partido e acordo com Cameli. Foto: captada 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), anunciará oficialmente possível pré-candidatura ao governo do Acre na próxima segunda-feira (19), em entrevista coletiva marcada para as 9h no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa). A decisão é aguardada com expectativa por aliados e opositores e deve reconfigurar o cenário político estadual.

Na última terça (13), Bocalom já havia adiantado em entrevista exclusiva à GAZETA que o anúncio ocorreria em breve. Agora, a confirmação oficial poderá criar um “fogo amigo” dentro do PL, já que o senador Márcio Bittar, em busca da reeleição, pretende manter aliança com o governador Gladson Cameli (PP), que apoia a vice-governadora Mailza Assis como candidata ao governo.

O movimento do prefeito também abre incógnitas sobre a viabilidade do apoio formal do partido a sua candidatura majoritária, em um ano em que a disputa estadual promete ser marcada por divisões dentro da própria base aliada ao governo atual.

A pré-candidatura de Bocalom (PL) ao governo do Acre coloca o senador Márcio Bittar (PL) em um dilema político: manter a aliança com o governador Gladson Cameli (PP). Foto: captada 

A pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom (PL) ao governo do Acre coloca o senador Márcio Bittar (PL) em um dilema político: manter a aliança com o governador Gladson Cameli (PP), que apoia a vice-governadora Mailza Assis para o Palácio Rio Branco e busca eleger-se ao Senado, ou seguir a orientação do partido e apoiar o chefe do Executivo municipal.

Nos bastidores, cogita-se que Bittar poderia, alternativamente, apoiar a candidatura de Alan Rick (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto. Diante da indefinição, representantes do PL não devem comparecer à coletiva de Bocalom na segunda-feira (19).

Se confirmada a candidatura, Bocalom precisará deixar a prefeitura de Rio Branco, passando o cargo ao vice Alysson Bestene (PP), e reorganizar sua base para disputar o governo em um cenário já marcado por divisões dentro da atual aliança governista.

A decisão de Bocalom coloca o senador Márcio Bittar (PL) em uma encruzilhada: manter a aliança com o governador Gladson Cameli (PP), que apoia a vice-governadora Mailza Assis ao governo. Foto: captada 

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Acre

Diretoria do Sinjac visita repórter cinematográfico Jailson Fernandes após alta médica

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A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac) realizou, na tarde desta quinta-feira, 15, uma visita ao repórter cinematográfico Jailson Fernandes, em sua residência, em Rio Branco. O encontro teve caráter solidário e marcou o retorno do profissional para casa após receber alta médica na última terça-feira, 13, quando deixou o Pronto-Socorro depois de um período de internação que mobilizou amigos, colegas de profissão e a sociedade.

O presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro, destacou a importância do apoio coletivo no momento delicado enfrentado por Jailson. Segundo ele, a mobilização em torno do profissional demonstra a força da categoria e o espírito de união entre os trabalhadores da Comunicação. Cordeiro ressaltou ainda que o sindicato acompanha de perto situações como essa e reforçou o compromisso da entidade com a valorização e o bem-estar dos jornalistas e profissionais da área.

Visivelmente emocionado, Jailson Fernandes agradeceu o carinho recebido desde o início do problema de saúde. Logo após sair da unidade hospitalar, ele gravou um vídeo no qual fez questão de agradecer pelas orações, mensagens de apoio e, principalmente, pelas doações de sangue, que foram fundamentais para o sucesso do tratamento.

O repórter cinematográfico destacou que a corrente de solidariedade formada em seu favor acabou beneficiando também outros pacientes atendidos pelo sistema de saúde. “Esse gesto não foi só por mim, ajudou muita gente que também precisava”, enfatizou.

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Acre

Inmet emite alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta

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Previsão inclui até 50 mm de chuva e ventos de 60 km/h; estado pode ter alagamentos, quedas de árvores e interrupções de energia

O alerta, classificado como Perigo Potencial, começou a valer às 9h15 e segue até 23h59. De acordo com o Inmet, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Foto: captada 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta-feira (16). O aviso, válido das 9h15 até 23h59, prevê precipitações entre 20 e 30 mm por hora, podendo acumular 50 mm ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h.

Embora classificado como perigo potencial de baixo a moderado, o órgão alerta para risco de alagamentos pontuais, queda de galhos, descargas elétricas e interrupção no fornecimento de energia, especialmente em áreas mais vulneráveis.

O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres ou placas de propaganda e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades. Em caso de emergência, o contato deve ser feito com a Defesa Civil (193) ou Corpo de Bombeiros.

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