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Brasil

Com império do ouro, Príncipe do Garimpo recebeu auxílio emergencial

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A Polícia Federal (PF) identificou que ele possuía um veículo de luxo, uma Toyota Hilux, avaliada em mais de R$ 300 mil. Além disso, em suas postagens nas redes sociais, Pablo frequentemente exibia fotos com armas de fogo

Irismar e Pablo Machado comandam um império de garimpo ilegal na região norte do Brasil, com foco na Terra Indígena Yanomami, área conhecida por sua rica biodiversidade e reservas minerais

Metrópolis 

Em uma das maiores contradições envolvendo a exploração ilegal de recursos naturais no Brasil, Pablo Severo Machado, conhecido como o Príncipe do Garimpo, recebeu entre abril e dezembro de 2020 auxílio emergencial do governo federal, mesmo estando envolvido em atividades criminosas de grande escala.

Ele é sócio de sua mãe, Irismar Cruz Machado, a Rainha do Garimpo, em uma organização que controla garimpos ilegais na Terra Indígena Yanomami, no estado de Roraima.

A informação de que ele recebeu o benefício, destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia de Covid, foi confirmada pela consulta ao Portal da Transparência, que revela um valor total de R$ 4,2 mil.

Enquanto o governo fornecia auxílio a milhões de brasileiros em dificuldades financeiras, Pablo Severo Machado se destacava pelas ostentações nas redes sociais, onde exibia uma vida de luxo e riqueza.

A Polícia Federal (PF) identificou que ele possuía um veículo de luxo, uma Toyota Hilux, avaliada em mais de R$ 300 mil. Além disso, em suas postagens nas redes sociais, Pablo frequentemente exibia fotos com armas de fogo, incluindo fuzis e pistolas.

Essas postagens eram acompanhadas de declarações sobre sua empresa, seus negócios internacionais e sua suposta riqueza, tudo em contraste com sua situação financeira declarada e sua condição de beneficiário de um programa assistencial.

Pablo, por meio dessas publicações, projetava a imagem de uma pessoa bem-sucedida e influente, ao mesmo tempo em que, por trás das câmeras, estava envolvido em um esquema de exploração ilegal de minérios, extorsão e até violência contra indígenas e outros garimpeiros.

Prisão e liberdade

Em outubro, Irismar e Pablo foram presos pela Polícia Federal, acusados de envolvimento em uma organização criminosa que controla garimpos ilegais e realiza atividades de lavagem de dinheiro, usurpação de bens da União, crimes ambientais e porte ilegal de armas.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Corça de Cerineia, que visava desmantelar o esquema criminoso da dupla, envolvida na exploração de ouro e cassiterita na Terra Indígena Yanomami.

No entanto, após um mês de prisão, a Justiça decidiu libertá-los, em novembro, por meio de uma decisão controversa que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.

Império

Irismar e Pablo Machado comandam um império de garimpo ilegal na região norte do Brasil, com foco na Terra Indígena Yanomami, área conhecida por sua rica biodiversidade e reservas minerais.

O garimpo ilegal, além de devastar o meio ambiente, tem causado imensos danos sociais aos povos indígenas, forçados a lidar com a violência e a destruição de suas terras. O “Garimpo da Iris”, nome dado ao complexo garimpeiro sob o controle de Irismar e Pablo, é um dos maiores da região.

Segundo as investigações da Polícia Federal, a dupla acumulou riquezas extraordinárias com a exploração ilegal dos recursos minerais, incluindo a extração de 200 kg de ouro em um curto período de tempo.

Para garantir seu domínio sobre os garimpos, Pablo e sua mãe não hesitam em usar a violência e a intimidação, contando com um exército de seguranças armados e mercenários para subjugar os trabalhadores e outros garimpeiros.

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Brasil

Ipem divulga calendário de verificação de taxímetros em Rio Branco com mudança na periodicidade

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Procedimento passa a ser bienal e profissionais terão isenção da taxa por cinco anos; prazos variam conforme final da permissão e vão até outubro

O Ipem reforça que o controle dos instrumentos de medição é essencial em cidades com mais de 50 mil habitantes

Ipem define cronograma para verificação de taxímetros e mototaxímetros na capital

O Instituto de Pesos e Medidas do Acre (Ipem) divulgou nesta terça-feira (31) o calendário anual de renovação e verificação de taxímetros e mototaxímetros para condutores que atuam em Rio Branco. A medida segue determinação da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), conforme a Portaria nº 003/2026, publicada em 13 de janeiro no Diário Oficial.

De acordo com o cronograma, os prazos de regularização variam conforme o número final da permissão ou autorização dos profissionais. Taxistas com finais 1 e 2 devem realizar a verificação até 31 de março, enquanto os de finais 3 e 4 têm prazo até 30 de abril. O processo segue até outubro, encerrando com os permissionários de final 0, cujo prazo termina em 30 de outubro. Todos os procedimentos são regulamentados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Verificação bienal e isenção de taxas

Uma mudança importante foi introduzida pela Medida Provisória nº 1.305, de 2025, que alterou a periodicidade da verificação: antes anual, o procedimento passa a ser realizado a cada dois anos. Apesar da alteração, a obrigatoriedade continua para profissionais com certificados vencidos ou próximos do vencimento.

Além disso, a norma prevê isenção da taxa de verificação inicial e das subsequentes por cinco anos, visando reduzir custos para os condutores sem comprometer a fiscalização e a qualidade do serviço prestado.

O Ipem reforça que o controle dos instrumentos de medição é essencial em cidades com mais de 50 mil habitantes, como Rio Branco, para garantir o equilíbrio nas relações de consumo. A sede do órgão está localizada na Rua Major Gesner, nº 177, bairro Distrito Industrial, próximo ao Posto Tucumã, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h30.

Para esclarecimentos, os condutores podem entrar em contato com a Ouvidoria Nacional do Inmetro pelo telefone 0800 285 1818.

Taxistas com finais 1 e 2 devem realizar a verificação até 31 de março, enquanto os de finais 3 e 4 têm prazo até 30 de abril

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Brasil

Alan Rick afirma que vice na chapa ao governo será escolhido na reta final e confirma conversas com grupo de Sena Madureira

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Senador citou o deputado Gene Diniz como um dos nomes em análise, mas destacou que a definição deve ocorrer próximo às convenções; composição envolve articulações com o MDB e outras regiões do estado

Além de Gene Diniz, Alan Rick mencionou que o leque de opções é amplo e inclui figuras de diferentes regiões e setores

Alan Rick diz que vice será definido como “última escolha” e confirma diálogo com grupo de Sena Madureira

O senador Alan Rick (Republicanos) detalhou, em entrevista à imprensa de Rio Branco, como tem sido o diálogo com aliados para a escolha do nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa ao governo do Acre. Entre os nomes citados, o senador confirmou a possibilidade do deputado Gene Diniz, irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz.

Ao ser questionado se a vaga de vice teria sido oferecida ao grupo de Sena Madureira, Alan confirmou as conversas:

“O nome do Gene foi colocado na mesa. E como eu te falei, o vice a gente não escolhe agora, né? O vice é uma das últimas escolhas que a gente faz”.

A informação gera um contraponto porque o prefeito de Sena também articula a indicação de um dos nomes da sua base para disputar as eleições pelo MDB, partido que está na base da atual vice-governadora Mailza. A informação foi confirmada pelo presidente do diretório municipal, Vagner Sales.

“O Gerlen é um cara maduro na política, sabe que existem composições que não podem ser feitas de forma intempestiva. A gente tem que olhar para todo o cenário político”, disse o senador.

Opções amplas e decisão estratégica

Além de Gene Diniz, Alan Rick mencionou que o leque de opções é amplo e inclui figuras de diferentes regiões e setores: “Tem o nome da querida Ana Paula [Correa], tem outros nomes… esses dias já citaram o nome do empresário Rico Leite”. Ele também não descartou uma composição com o Juruá: “Mas o vice também pode vir do Juruá, viu? Por que não? […] Vamos deixar as coisas acontecerem”.

Alan Rick foi enfático ao dizer que não pretende apressar a decisão, tratando-a como um movimento estratégico de última hora: “O vice é a última escolha. É lá já pertinho ou no meio das convenções que a gente, diante de todo o cenário criado, faz a escolha”.

Alan Rick (Republicanos) em entrevista para a imprensa de Rio Branco, tem diálogado com aliados para a escolha do nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa ao Governo do Estado. Foto: captada 

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Luiz Gonzaga condiciona permanência no PSDB à formação de chapa competitiva e sinaliza apoio a Bocalom

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Primeiro-secretário da Aleac afirma que aguarda definição dos nomes da chapa proporcional; parlamentar diz que, se ficar, apoiará a pré-candidatura de Tião Bocalom ao governo do Acre

Luiz Gonzaga, afirmou a possibilidade de permanecer no PSDB para disputar a reeleição. Foto: captada 

Luiz Gonzaga avalia ficar no PSDB para reeleição, mas aguarda definição de chapa

O deputado estadual e primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Luiz Gonzaga, afirmou na manhã desta terça-feira (31) que avalia a possibilidade de permanecer no PSDB para disputar a reeleição, condicionando a decisão à formação de uma chapa competitiva no partido. Gonzaga frisou que ficar na sigla implicaria no apoio a Tião Bocalom, presidente do partido e pré-candidato ao governo do Acre em 2026.

Em conversa com a imprensa, Gonzaga destacou que aguarda a definição dos nomes que irão compor a chapa proporcional da legenda antes de bater o martelo sobre seu futuro político.

“O presidente do partido ficou de me apresentar uma lista com os nomes dos pré-candidatos. Estou esperando isso para poder decidir. Sou do PSDB, já disputei mais de oito mandatos pelo partido. Se tiver chapa, possivelmente eu vou ficar e apoiar o Bocalom”, declarou.

 

Gonzaga foi presidente da Aleac e atualmente é o primeiro-secretário da Casa. O parlamentar sempre integrou a base de apoio ao governador Gladson Cameli.

Apesar das sinalizações, Gonzaga reforçou que ainda não há decisão definitiva e que o cenário político segue em construção.

Gonzaga destacou que aguarda a definição dos nomes que irão compor a chapa proporcional da sigla antes de bater o martelo sobre seu futuro político. Foto: captada 

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