Acre
Com homenagens e helicóptero sobrevoando cemitério, Fares Feghali é sepultado em Rio Branco
O sepultamento foi marcado por homenagens de colegas da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, amigos e familiares

Muitas pessoas se reuniram para se despedir pela última vez de Fares/Foto: ContilNet
O corpo do delegado da Polícia Federal, Fares Antoine Feghali, de 35 anos, foi sepultado na tarde desta quarta-feira (16), no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco. Fares foi encontrado morto em um banheiro de uma das salas do Centro Empresarial da capital.
O sepultamento foi marcado por homenagens de colegas da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, amigos e familiares.
O delegado foi sepultado sob palmas de uma multidão que estava no local para se despedir pela última vez. Um helicóptero da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) pairou no ar durante praticamente toda a cerimônia.
Os amigos e familiares ainda ecoaram o hino ‘Noites Traiçoeiras’ do padre Marcelo Rossi. “Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo”, cantavam.
Em seu perfil no X, o antigo Twitter, Fares se identificava como “escritor-amador; ex-advogado, filho de pais dedicados e só mais um cara tentando ser bom”.

Os amigos e familiares ainda ecoaram o hino ‘Noites Traiçoeiras’ do padre Marcelo Rossi.
Quem é Fares Feghali?
Graduado em Direito em 2012, Fares Feghali era delegado da PF-AC desde 2015, tinha especialização em Advocacia Contratual e Responsabilidade Civil, Direito Internacional Aplicado e em Direito Penal e Processo Penal Aplicados.
Um ano após ter sido aprovado como delegado da PF, Feghali foi empossado como titular da fronteira do Acre em Epitaciolândia, no interior do estado. Ele foi ainda vice-diretor regional no Acre no período de 2017 a 2019.
Em janeiro de 2021, foi designado para a função de chefe da Delegacia de Polícia de Imigração da PF-AC. Este ano, chegou a ser nomeado, interinamente, como superintendente regional da PF. Atualmente Feghali ocupava o cargo de delegado regional executivo do órgão no estado.
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Acre
Chuva intensa coloca região em alerta de perigo, diz Inmet
Aviso meteorológico prevê fortes chuvas e ventos de até 100 km/h entre esta quarta (11) e quinta-feira (12), aumentando o risco de transtornos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso meteorológico de chuvas intensas com grau de severidade classificado como “perigo”. O alerta passou a valer às 9h35 desta quarta-feira, 11, e segue até as 23h59 de quinta-feira (12).
Segundo o comunicado do órgão, a previsão é de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo atingir acumulados de 50 a 100 milímetros por dia. Também são esperados ventos intensos, com velocidade entre 60 e 100 km/h.
As condições climáticas aumentam o risco de transtornos provocados pelo mau tempo, principalmente em áreas mais vulneráveis. Entre os possíveis impactos estão quedas de árvores, alagamentos e danos em estruturas.
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Operação apreende mais de 200 quilos de skunk e prende seis pessoas em Senador Guiomard
Ação conjunta da Polícia Federal e Gefron interceptou esquema de transporte de drogas na região de fronteira
Uma operação realizada pela Polícia Federal do Brasil em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), ligado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, resultou na prisão em flagrante de seis pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas nesta terça-feira (10), no município de Senador Guiomard.
Durante a ação de combate aos crimes transfronteiriços, as equipes de segurança identificaram e interceptaram uma logística utilizada para o transporte de entorpecentes na região de fronteira.
Ao todo, foram apreendidos 213 quilos de skunk, uma variedade de maconha com alta concentração de THC. Além da droga, dois automóveis que estavam sendo utilizados no transporte do entorpecente também foram apreendidos pelas equipes.
Os seis suspeitos presos durante a operação, juntamente com o material apreendido, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, onde foram realizados os procedimentos legais.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.
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MP investiga desmatamento de 114 hectares e dano de R$ 1,4 milhão em propriedade rural em Feijó
Inquérito do Gaema apura sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural e suspeita de irregularidades para obtenção de crédito agrícola

Foram identificadas sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada ao longo do tempo. Foto: ilustrativa
O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou inquérito civil para investigar indícios de desmatamento ilegal e possíveis fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de uma propriedade localizada no município de Feijó, no interior do estado. A informação consta no diário eletrônico da instituição de segunda-feira (9).
De acordo com levantamento técnico realizado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, a área apresenta um passivo ambiental de 114,51 hectares de vegetação nativa suprimida, o que representa um dano estimado em R$ 1,4 milhão. O cálculo considera a emissão de carbono decorrente do desmatamento.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e aponta ainda suspeitas de uso indevido de informações ambientais para obtenção de crédito rural.
Alterações no CAR
O relatório técnico que embasou a abertura do procedimento identificou sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade ao longo do tempo, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada.
A análise também revelou alertas de supressão de vegetação nativa registrados entre os anos de 2008 e 2025, inclusive em períodos posteriores à obtenção de financiamentos rurais vinculados à área — o que levanta suspeitas sobre a regularidade ambiental exigida por lei para acesso a esse tipo de crédito.
Prazo, esclarecimento e documentos
Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público oficiou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Ibama para verificar a existência de autos de infração, embargos ambientais ou processos administrativos relacionados à área investigada.
O proprietário do imóvel foi notificado e terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentos.
O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão. Durante esse período, o MPAC deverá aprofundar a análise técnica para definir possíveis medidas administrativas, judiciais ou extrajudiciais relacionadas ao caso.




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