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Com deficit de R$ 540 milhões só este ano, governo do AC diz que reforma da Previdência é crucial

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Somente nos cinco primeiros meses de 2019, o deficit previdenciário superou R$ 200 milhões. Previdência deve fechar o ano com R$ 540 milhões de deficit.

Por Iryá Rodrigues

O estado do Acre vai ter sua própria alteração de regras previdenciárias, caso os estados e municípios sejam excluídos da proposta de reforma do governo federal, em tramitação na Câmara dos Deputados.

A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (6), pelo presidente do Instituto de Previdência do Acre (Acreprevidência), Francisco Alves de Assis.

“Na hipótese dos deputados retirarem os estados e municípios da reforma e aprovarem as regras somente para a União, o governador do Acre já se posicionou no sentido de fazer a reforma aqui no estado. A previsão do relator é apresentar o relatório dia 15 de junho e nesse dia teremos certeza se os estados e municípios serão retirados”, disse o presidente.

A proposta do governo para a reforma da Previdência prevê economia de R$ 3,2 bilhões em 10 anos para o estado do Acre – segundo estimativas do Ministério da Economia – se os servidores estaduais não forem excluídos das regras de aposentadoria previstas no texto. Em todo país, a previsão é de uma economia de R$ 350 bilhões.

O presidente do Acreprevidência ressalta que, se o estado não fizer uma reforma das regras previdenciárias, a situação financeira deve ficar insustentável. Segundo ele, o deficit mensal chega à casa dos R$ 40 milhões e somente nos cinco primeiros meses de 2019, o deficit superou os R$ 200 milhões.

A previsão, de acordo com Assis, é que o ano de 2019 feche com um deficit previdenciário de R$ 540 milhões.

“Para cobrir esse deficit, o Tesouro Estadual precisa retirar recursos de outras áreas, que poderiam ser utilizados para fazer investimentos no desenvolvimento do estado. Certamente, esse deficit, em algum momento, vai estrangular a capacidade financeira do Tesouro Estadual, podendo acarretar, até mesmo no atraso do pagamento dos aposentados e pensionistas. Essa reforma é necessária”, afirmou Assis.

Neste fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que gostaria que o Congresso mantivesse estados e municípios dentro da proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo. Ele ponderou, porém, que o “impasse” sobre o tema deve ser resolvido pelos parlamentares e, portanto, disse não ter “nada a ver com isso”.

Calamidade financeira

Não é a primeira vez que o governo se mostra a favor da reforma da Previdência. No começo de maio, Gladson Cameli se reuniu com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) e, durante entrevista, disse que se a reforma da Previdência não for aprovada, ele só tem como governar o estado até o mês de junho.

“No meu estado, no mês de janeiro, só o defcit da Previdência foi de R$ 40 milhões que eu tive que tirar dos cofres do estado. Se não for aprovada a reforma, eu só consigo governar até o mês de junho, eu vou ter que decretar estado de calamidade financeira”, afirmou na época.

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OAB dos Médicos: residência é caminho para resolver baixo desempenho, diz secretário do Ministério da Saúde

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Pasta de Felipe Proenço quer aumentar número de vagas e bolsas para residência médica
Valter Campanato/Agência Brasil – arquivo

Felipe Proenço aposta em capacitação dos médicos recém-formados na residência para garantir eficiência dos profissionais

A residência médica é apontada como o principal caminho para qualificar profissionais que apresentaram baixo desempenho nas avaliações do MEC (Ministério da Educação). A avaliação é do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.

Em entrevista exclusiva ao R7 Planalto, Proenço comentou o cenário da formação médica no Brasil após a realização do Enamed (Exame de Avaliação da Formação Médica) — chamado também de OAB dos Médicos, conhecido como a “OAB dos Médicos”. Os dados divulgados mostram que quatro em cada dez estudantes de medicina de instituições privadas não atingiram a nota mínima de proficiência.

Isso significa que esses estudantes acertaram menos de 60% das 100 questões da prova, aplicada no segundo semestre do ano passado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Segundo Proenço, mesmo sem alcançar a nota mínima, a legislação atual permite que o médico recém-formado exerça a profissão. “Por isso, a gente avalia que a residência médica é o grande caminho para enfrentar essa questão”, afirmou.

Apesar disso, o déficit de vagas de residência preocupa o Ministério da Saúde. “Em 2023, cerca de 32 mil estudantes concluíram o curso de medicina. Já em 2024, havia vagas de residência para apenas 16 mil desses novos médicos”, explicou.

Proenço acrescentou que essa falta de vagas ajuda a explicar a alta procura pelo Enamed no ano passado. “Dos mais de 89 mil inscritos, 39 mil eram concluintes do curso de medicina, enquanto outros 49 mil já eram médicos formados que buscavam uma vaga na residência médica”, disse.

Falta de investimento

Para o secretário, o problema está ligado à falta de investimentos em anos anteriores. Ele lembrou que a Lei do Mais Médicos, de 2013, previa a universalização das vagas de residência médica, com uma vaga para cada egresso do curso de medicina. No entanto, essa regra foi revogada em 2019, com a criação da lei do Médicos pelo Brasil.

Segundo Proenço, a mudança reduziu o número de vagas, já que deixou de existir a exigência de que novos cursos de medicina criassem vagas de residência equivalentes ao número de formandos. “Isso não foi fiscalizado. Muitos desses cursos, além de terem notas insatisfatórias, oferecem poucas vagas de residência para seus próprios egressos”, afirmou.

Ao R7 Planalto, Proenço adiantou que o Ministério da Saúde estuda a criação de até 5 mil novas bolsas de residência médica. “O atual governo retomou o investimento nessa área, abriu mais mil bolsas em 2024 e outras 3 mil em 2025. Agora, estamos avaliando a possibilidade de criar pelo menos 5 mil novas vagas, para reduzir esse desequilíbrio”, concluiu.

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Rivera “desiste” e New City é campeão Estadual de 2025

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Foto FEAB: Grandes partidas marcaram o Campeonato Estadual

A fase final do Campeonato Estadual de 2025 foi cheia de “imprevistos” e nesta sexta, 30, o filme acabou se repetindo. Os Dirigentes do Rivera, de Tarauacá, comunicaram a Federação Acreana de Basquete(FEAB) a falta de condições para se deslocar até Rio Branco e desta maneira a equipe não poderia jogar a final do Campeonato Estadual, no masculino. A decisão estava programada Neste sábado, 31, a partir das 13 horas, no ginásio do IFAC, e o New City fica com o título sem entrar em quadra.

Final no feminino

AAB e ABMAC decidem o título do Campeonato Estadual, no feminino. As duas equipes entram em quadra sem favoritismo e devem realizar uma final equilibrada.

Torneios programados

A FEAB vai promover torneios de 3 pontos, agilidade e enterradas durante a programação deste sábado, no IFAC.

“Tínhamos pensando em uma grande programação e vamos promover mesmo com a ausência do Rivera. O New City fará um amistoso contra a seleção do campeonato para podermos fechar a temporada de 2025”, declarou o diretor técnico da FEAB, professor Manieldem Távora.

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Wanderson Jordão é seleção da 6ª rodada do Paulistão A2

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Foto arquivo pessoal: Wanderson Jordão vive grande fase no Monte Azul

O acreano Wanderson Jordão pegou a seleção da 6ª rodada do Campeonato Paulista da A2. O atacante disputa a competição pelo Monte Azul em seis jogos, marcou um gol e deu duas assistências.

“Fui seleção em três das seis rodadas da competição. Venho trabalhando duro e o nosso objetivo é tentar o acesso. O campeonato é muito disputado, mas temos um time capaz de lutar pelos objetivos”, declarou o atacante acreano.

Mais duas temporadas

Wanderson Jordão vive grande e acabou de renovar seu vínculo com o Monte Azul por mais duas temporadas.

“A nossa estrutura é excelente e podemos trabalhar com muita tranquilidade. Tenho uma identificação com o clube e a torcida e isso acabou facilitando a renovação do contrato”, afirmou Wanderson Jordão

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