Acre
Com cheia no Juruá, famílias estão há mais de 30 dias em abrigos de Cruzeiro do Sul
Famílias desabrigadas só devem retornar para as casas quando o rio estiver abaixo da cota de alerta, que é de 11,80 metros.

Um grupo de pelo menos 300 pessoas desabrigadas pela cheia do Rio Juruá está em abrigos do município há mais de 30 dias. O rio voltou a transbordar no dia 15 de março, porém, as famílias já estavam nos abrigos desde o final de fevereiro, quando a prefeitura de Cruzeiro do Sul decretou situação de emergência.
“Temos aproximadamente 45 dias acima da cota de transbordo. O maior transtorno é a movimentação das pessoas que não têm como se deslocar de um lugar para outro e a falta, principalmente, de cestas básicas para quem está no local. Nós ainda temos mais de 300 pessoas em abrigos, que dá em torno de 90 famílias”, disse o coordenador da Defesa Civil do município, José Lima.
Ao todo, cerca de 28 mil pessoas foram atingidas pela cheia do rio que tem oscilado e chegou a cota de 13,49 metros nesta quarta-feira (6). A cota de transbordo é de 13 metros. As famílias desabrigadas só devem retornar para as casas quando o rio estiver abaixo da cota de alerta, que é de 11,80 metros.
Com esse tempo com a cota acima dos 13 metros, o coordenador disse que o rio tem oscilado e que é uma das primeiras vezes que fica tanto tempo sem apresentar uma vazante significativa.
“Acho que esta é uma das primeiras vezes em que ele fica tanto tempo acima da cota de transbordo com as pessoas em abrigos. Fica oscilando, baixa um pouquinho, depois sobre novamente. Mas, acredito que daqui para frente a gente espera que comece a baixar e as famílias retornarem. Uma das preocupações é que com esse período todo acima da cota é porque com ele cheio muito tempo a terra fica frágil no local e provavelmente pode ocorrer grandes desbarrancamentos, quando começar a baixar”, concluiu.
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Acre
Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026
O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.
Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.
No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.
Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.



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