Acre
Com a esperança da visão recuperada é que mais três pacientes passam por transplante de córnea na Fundhacre
O transplante de córnea representa uma significativa esperança de recuperar a visão para aqueles que enfrentam problemas nesse órgão . Essa intervenção oftalmológica oferece a oportunidade de superar deficiências visuais, proporcionando aos pacientes a esperança de uma visão restaurada e uma melhoria substancial na qualidade de vida.

Com a esperança da visão recuperada é que mais três pacientes passam por transplante de córnea na Fundhacre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
Nessa esperança três pacientes passaram pelo centro cirúrgico da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), nesta sexta-feira, 12, para realizarem o procedimento de transplante de córnea. Os tecidos oculares são provenientes do Ceará, já os receptores José Ribamar, 64 anos, procedente de Cruzeiro do Sul-AC, Raimunda Leite, 79 anos, procedente de Porto Acre-AC, e Auricélio de Souza, 44 anos, também procedente de Rio Branco-AC.

Tecidos oculares são provenientes do Ceará, já os receptores são de Rio Branco e Porto Acre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
“Continuamos empenhados em promover a melhor assistência por meio do serviço de transplantes e proporcionar aos nossos pacientes que aguardam por essa intervenção, qualidade de vida. O governo do Acre e a gestão Fundhacre vem trabalhando assiduamente com esse objetivo”, destaca a coordenadora de transplantes, Valéria Monteiro.

Atendimento aos pacientes antes da internação. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
Para viabilizar o processo de captação e de transplantes, é necessária a integração e envolvimento de uma equipe multidisciplinar, incluindo profissionais da Organização de Procura de Órgãos, vinculada à Central Estadual de Transplantes, com a coordenação da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que viabiliza a distribuição e logística para a chegada do órgão.
“Esse processo de captação e toda logística é fundamental para que o órgão chegue de maneira célere e com total cuidado para ser repassado aos profissionais que estarão executando o transplante. A doação é fundamental para que possamos continuar salvando vidas”, ressalta a coordenadora da Central de Transplantes, Celiane Medeiros.

“É preciso todo um acompanhamento no pré e no pós operatório, que é essencial”, disse a médica oftalmologista, Natalia Moreno. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
A médica oftalmologista, especialista em transplantes de córnea, Natália Moreno, explica que existe toda uma logística de acompanhamento antes de chegar no transplante. “Diante de todos os problemas oftalmológicos, a córnea tem uma parcela considerável, realizando o transplante a chance da visão voltar é muito grande. Estamos com uma expectativa boa e com toda estrutura para realizar os procedimentos. Lembrando que não é só realizar a cirurgia, é preciso todo um acompanhamento no pré e no pós operatório, que é essencial”, comenta a médica.
Transplante de córnea: Esperança da visão recuperada
“Fiquei muito feliz, achava que ia demorar, pra gente da família é motivo de alegria, ela se sentia muito mal pela falta de visão, e agora teve essa nova chance, e rápido”, disse, Thaís Ferreira, bisneta da paciente Raimunda Leite, que também estava acompanhada da filha, Marinete Leite.

Paciente Raimunda Leite, 79 anos, procedente de Porto Acre-AC ao lado da família. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
“Me sentido abençoando, pela oportunidade de realizar o transplante, só alegria”, comentou o paciente Auricélio de Souza Lima que trabalha na área da limpeza.

Auricélio de Souza, 44 anos, procedente de Rio Branco-AC. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
“Me sinto tranquilo, estou feliz e aliviado. Tenha fé em Deus que tudo dá certo”, afirma o transplantado José Ribamar do Nascimento, agricultor, que estava ao lado da sobrinha, Maria da Conceição.

Receptor José Ribamar, 64 anos, procedente de Cruzeiro do Sul-AC, Foto: Gleison Luz/Fundhacre
- Auricélio de Souza, 44 anos, procedente de Rio Branco-AC. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
- Receptor José Ribamar, 64 anos, procedente de Cruzeiro do Sul-AC, Foto: Gleison Luz/Fundhacre
- Tecidos oculares são provenientes do Ceará, já os receptores são de Rio Branco e Porto Acre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
- Com a esperança da visão recuperada é que mais três pacientes passam por transplante de córnea na Fundhacre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
- Atendimento aos pacientes antes da internação. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
- Paciente Raimunda Leite, 79 anos, procedente de Porto Acre-AC ao lado da família. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
- “É preciso todo um acompanhamento no pré e no pós operatório, que é essencial”, disse a médica oftalmologista, Natalia Moreno. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
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Acre
Saúde capacita profissionais dos 22 municípios para fortalecer vigilância contra dengue, zika e chikungunya no Acre
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), em parceria com a Coordenação-Geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, realiza de terça-feira, 3, a quinta, 5, em Rio Branco, a Oficina de Novas Tecnologias de Controle Vetorial das Arboviroses, com foco na implantação de ovitrampas – armadilhas utilizadas para coletar ovos do mosquito e medir a infestação do vetor. A estratégia fortalece a vigilância entomológica e qualifica o monitoramento do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A formação é realizada no Instituto de Educação Lourenço Filho e reúne representantes da vigilância epidemiológica, ambiental e entomológica (referente ao estudo dos insetos) dos 22 municípios acreanos.

A secretária adjunta de Saúde, Ana Cristina Moraes, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das ações de enfrentamento às arboviroses no estado: “Será um momento muito produtivo, com troca de experiências com o Ministério da Saúde, especialmente sobre a dengue, para que possamos atualizar nossos protocolos e cuidar cada vez melhor do nosso território”.

Durante a programação, técnicos federais conduzem atividades teóricas e práticas sobre o uso das ovitrampas. O pesquisador José Bento Lima, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explicou que a ferramenta contribui para tornar o combate mais estratégico. “A ovitrampa permite direcionar as equipes para as áreas com maior intensidade do vetor e, com isso, reduzir a infestação do mosquito e, consequentemente, os casos dessas doenças”, disse.
A utilização da tecnologia possibilita coleta mais precisa de dados, identificação precoce de áreas de risco e tomada de decisões mais adequadas pelas equipes municipais, especialmente nos períodos de maior incidência das doenças.

O coordenador de Vigilância em Saúde de Cruzeiro do Sul e participante da oficina, Leonísio Messias, ressaltou a importância da capacitação para o fortalecimento das ações nos municípios.
“É um momento gratificante e enriquecedor, em que estamos adquirindo conhecimento para compartilhar e sermos multiplicadores do aprendizado proporcionado pela oficina. A nossa missão é levar essas atualizações aos nossos colaboradores e aprimorar cada vez mais a qualidade do serviço prestado à população, contribuindo para a redução das doenças de transmissão vetorial”, afirmou.

De acordo com a organização, a oficina também busca padronizar procedimentos entre os municípios, otimizar fluxos de informação e ampliar a eficiência das ações de controle vetorial em todo o Acre, promovendo uma atuação integrada e baseada em evidências.

A chefe da Divisão de Vigilância Ambiental da Sesacre, Eliane Costa, destacou a mobilização conjunta dos municípios e instituições parceiras para fortalecer o enfrentamento às arboviroses no estado: “Serão dias muito produtivos para capacitar nossas equipes de campo, profissionais da atenção primária, agentes e coordenadores de endemias”.
Segundo a gestora, a integração entre os diversos atores é fundamental para garantir melhores resultados. “Reunimos aqui diferentes setores que atuam diretamente no combate às doenças, fortalecendo a atuação junto à população, que é quem recebe essas orientações e ações no dia a dia. O objetivo é melhorar os índices e avançar cada vez mais no controle das arboviroses no Acre”, observou.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, ressaltou que o investimento em qualificação técnica é uma das prioridades da gestão para proteger a população acreana: “Estamos fortalecendo nossa vigilância com base em ciência, tecnologia e integração entre Estado e Municípios. Capacitar nossas equipes é garantir respostas mais rápidas e eficazes no combate à dengue, zika e chikungunya. Nosso compromisso é agir de forma preventiva, antecipando cenários e protegendo a população antes que os casos aumentem”.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Inmet emite alerta de perigo para chuvas intensas no Acre
Aviso prevê volumes de até 100 milímetros por dia e ventos que podem chegar a 100 km/h até sexta-feira

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Acre
GovCast abre primeira edição de 2026 e destaca avanços do Programa Bem-Me-Quer no Acre
A delegada Juliana De Angelis, representante institucional de Políticas Públicas de Proteção a Grupos Vulnerabilizados da Polícia Civil do Acre (PCAC) e coordenadora do Programa Bem-Me-Quer, foi a convidada da primeira edição de 2026 do GovCast, apresentado por Jefson Dourado. O programa é exibido nas principais plataformas de comunicação do governo do Acre e marcou a abertura oficial da temporada deste ano.

Durante a entrevista, a delegada destacou o papel estratégico do Programa Bem-Me-Quer no fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Segundo Juliana, o projeto foi idealizado para garantir acolhimento humanizado, principalmente nos municípios que ainda não possuem Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
“Nos locais onde não há Deam, o Bem-Me-Quer entra com uma sala especialmente preparada, decorada e estruturada para oferecer um ambiente mais acolhedor e seguro às mulheres vítimas de violência”, explicou, ressaltando que nessas unidades o atendimento conta com equipe multidisciplinar formada por psicólogos e assistentes sociais, proporcionando suporte integral às vítimas, desde o registro da ocorrência até o acompanhamento psicossocial.
Atualmente, o Programa Bem-Me-Quer já alcança nove municípios acreanos, ampliando significativamente o acesso das mulheres a um atendimento mais humanizado e especializado.

Importância da denúncia
Durante o GovCast, Juliana reforçou a importância da denúncia como ferramenta fundamental para romper o ciclo da violência: “A mulher precisa entender que não está sozinha. É fundamental denunciar. Pode procurar qualquer delegacia de polícia para registrar a ocorrência”.
A delegada também destacou que as denúncias podem ser feitas de forma anônima, por meio do Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher. Além disso, reforçou a relevância das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, classificando-as como a maior inovação trazida pela legislação.
“As medidas protetivas salvam vidas. Dados mostram que mulheres que buscaram esse instrumento conseguiram interromper o ciclo de violência e preservar sua integridade”, observou.
Violência nos relacionamentos afetivos
Outro ponto abordado foi o fato de que os maiores índices de violência doméstica estão concentrados nos relacionamentos afetivos. A delegada explicou que, muitas vezes, a violência começa de forma sutil, com agressões psicológicas, controle excessivo e isolamento da vítima, evoluindo para agressões físicas. Por isso, é essencial saber identificar os diferentes tipos de violência: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.
Atuação contínua da Polícia Civil
A delegada também destacou que, semanalmente, a Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra agressores em todo o estado, reforçando o compromisso institucional no combate à violência doméstica. “Essa é uma determinação do delegado-geral, doutor José Henrique Maciel, para que todos esses agressores não fique impunes”, frisou.
Além da repressão qualificada, a PCAC desenvolve ações educativas, com palestras em escolas e empresas, levando informação e conscientização sobre o tema. O trabalho é realizado em parceria com diversos órgãos da rede de proteção, fortalecendo a atuação integrada no enfrentamento à violência contra a mulher.
Ao encerrar a entrevista, Juliana reforçou que a informação é uma das principais ferramentas de proteção: “Identificar os sinais da violência e denunciar são passos fundamentais para salvar vidas. A Polícia Civil está preparada para acolher e proteger cada mulher que procurar ajuda”.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE













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