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Acre

Com 903 focos de queimadas, Feijó é a cidade com mais registros no Acre

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Corpo de Bombeiros e brigadistas atuam juntos no combate aos incêndios em Feijó — Foto: Arquivo/Brigadistas de Feijó

A cidade de Feijó, interior do Acre, é a região com mais focos de queimadas no estado. Dos 2.835 focos registrados entre janeiro até esta segunda-feira (29) no Acre, 903 foram atendidos em Feijó. Um total de mais de 31% de todas as ocorrências.

Os dados são captados diariamente através do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com ajuda do satélite de referência Aqua.

Entre 1º e 29 de agosto, Acre tem um acumulado de focos de queimadas de 2.385. Desse total, 815 foram registrados apenas em Feijó. A cidade tem uma população estimada de mais de 34 mil habitantes.

Ainda segundo o levantamento, as cidades de Feijó, Tarauacá, Acrelândia, Manoel Urbano, Bujari, Cruzeiro do Sul, Jordão e Rio Branco têm o maior número de focos por quilômetro no território acreano.

Feijó é a cidade com mais focos de queimadas  no Acre — Foto: Arquivo/Brigadistas de Feijó

Feijó é a cidade com mais focos de queimadas no Acre — Foto: Arquivo/Brigadistas de Feijó

Na cidade feijoense, o combate ao fogo é feito por brigadistas e bombeiros. O coordenador dos brigadistas, Auricélio Dantas, falou que o número de ocorrências aumentou bastante nas últimas semanas.

“Estamos trabalhando muito, não damos conta. Às vezes, atendemos uma ocorrência por dia porque o fogo é de grandes proporções e temos pouco transporte. Estamos com dois caminhões tanque e três caminhonetes e ficamos sem conseguir fazer muita coisa”, lamentou.

Brigadistas e bombeiros atuam juntos no combate aos incêndios em Feijó — Foto: Arquivo/brigadistas de Feijó

Brigadistas e bombeiros atuam juntos no combate aos incêndios em Feijó — Foto: Arquivo/brigadistas de Feijó

O município conta com seis brigadistas, que atua como complemento do serviço dos bombeiros. Já o Corpo de Bombeiros da cidade é composto por 19 profissionais.

“É uma equipe com três brigadistas e os bombeiros, mas quando tem um incêndio grande a gente chama os outros [de folga], os bombeiros também de folga para ajudar. Tem dia que entram todos os brigadistas e bombeiros e ainda não damos conta. Aqui o costume de limpar os terrenos é colocar fogo. Colocam fogo, sai do controle e chamam a gente”, concluiu.

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Acre

Defesa Civil do Estado monitora rios e mantém ações preventivas

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Conforme o boletim divulgado às 15h desta sexta-feira, 23, pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Defesa Civil, a capital acreana segue em cota de transbordamento. Enquanto em Cruzeiro do Sul, o rio Juruá apresenta vazante, mas segue acima da cota de alerta.

Em Rio Branco, o rio Acre marcou 14,36 metros, mas segue com tendência de vazante, indicando redução gradual do nível. A atuação contínua do Estado, por meio da Defesa Civil, garante o monitoramento em tempo real, o apoio às defesas civis municipais e a pronta mobilização das equipes para atendimento às famílias em áreas de risco.

Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá registrou 12,05 metros, permanecendo acima da cota de alerta e abaixo da cota de transbordamento, também em vazante.

Nos demais municípios monitorados, os rios permanecem abaixo das cotas de alerta, com predominância de vazante. Localidades como Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Porto Acre, Sena Madureira, Manoel Urbano, Porto Walter, Tarauacá, Feijó e Plácido de Castro apresentam cenário hidrológico estável.

O Riozinho do Rola, importante afluente do Rio Acre, também segue abaixo da cota de alerta e em queda, contribuindo para a redução gradual do volume de água na principal bacia do estado.

A Defesa Civil segue fazendo o monitoramento dos rios em todo o estado, além do acompanhamento das previsões de chuvas. Segundo o coordenador da Defesa Cìvil, coronel Carlos Batista, o alerta seguirá pelos próximos meses, fevereiro e março, visto que são períodos chuvosos. “Todo sistema está sempre em alerta pra agir por meio das defesas civis municipais.”

O coordenador também alertou a população sobre os riscos que as enchentes trazem. “Nesses períodos de vazante sempre há problemas de movimentação de solo. Por isso, se a população identificar que está tendo alguma agitação nos seus quintais, que apresentou rachadura numa árvore, parede, porta ou janela, é importante entrar em contato imediato com a Defesa civil ou corpo de bombeiros”.

O coordenador ressaltou a importância de acionar os serviços competentes e afirmou o compromisso do governo do Estado com a população atingida. “É importante você entrar em contato imediato com o corpo de bombeiros pelo número 193, para que uma equipe especializada possa ir ao local para fazer a devida análise. O governo do Estado está sempre com o objetivo de preservar bens e vidas”, salientou.

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Acre

Rio Acre registra 13,86 metros às 9h e segue em vazante em Rio Branco

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Foto: Sérgio Vale

O nível do Rio Acre atingiu 13,86 metros às 9h deste sábado, 24, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal de Rio Branco. O dado confirma a tendência de vazante observada nas últimas medições, com redução gradual do volume de água ao longo da manhã.

Na leitura anterior, realizada às 5h45, o rio marcava 13,98 metros, o que representa uma diminuição de 12 centímetros em pouco mais de três horas. Apesar da queda, o manancial ainda permanece acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros, e abaixo da cota de transbordo, estabelecida em 14 metros.

De acordo com a Defesa Civil, não foi registrado volume de chuva nas últimas 24 horas, fator que contribui para a tendência de recuo das águas. O órgão segue monitorando o comportamento do rio e orienta moradores de áreas ribeirinhas a permanecerem atentos aos boletins oficiais.

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Acre

Cemaden aponta risco moderado de inundação em áreas ribeirinhas do Acre

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Foto: Defesa Civil de Feijó/divulgação

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classificou como moderada a possibilidade de inundação gradual em áreas ribeirinhas do Acre neste sábado (24). O alerta considera a propagação das ondas de cheia nos rios principais e afluentes, somada à previsão de chuvas bem distribuídas na região.

De acordo com o boletim de riscos geo-hidrológicos divulgado pelo órgão, as áreas sob atenção incluem as Regiões Geográficas Intermediárias de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, onde há possibilidade de extravasamento de rios e igarapés, afetando comunidades ribeirinhas e áreas mais baixas.

O Cemaden destaca que o cenário atual é influenciado pela elevação dos níveis dos rios e pela continuidade das chuvas previstas, o que pode provocar alagamentos graduais, especialmente em locais com histórico de cheias. Apesar do risco classificado como moderado, o órgão reforça a necessidade de monitoramento constante por parte das autoridades locais e da população.

O boletim faz parte do sistema nacional de monitoramento de desastres naturais e considera dados hidrológicos atuais aliados às previsões meteorológicas para definir os níveis de risco. No Acre, o período chuvoso tem provocado elevação dos rios nas últimas semanas, com impactos em áreas urbanas e rurais.

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