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Com 24,5 toneladas, PRF confirma maior apreensão de maconha do país

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Droga foi encontrada em uma carreta em Icaraíma, no noroeste do Paraná.
De acordo com a PRF, é a maior apreensão feita em toda sua história.

Do G1 PR

Mais de 24 toneladas de maconha foram encontradas dentro de um caminhão bitrem (Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal)

Mais de 24 toneladas de maconha foram encontradas dentro de um caminhão bitrem (Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal)

Após pesagem, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que 24,5 toneladas de maconha foram apreendidas na rodovia BR-487, no distrito Porto Camargo, em Icaraíma, no noroeste do Paraná.  De acordo com a PRF, é a maior apreensão de droga feita em toda sua história no país. A apreensão foi feita na segunda-feira (23), e a pesagem foi concluída no começo da madrugada desta terça-feira (24).

Ainda conforme a polícia, a maior apreensão havia sido registrada em 2010, quando 21,5 toneladas de maconha foram apreendidas em Santa Terezinha de Itaipu, no oeste do Paraná.

Na apreensão feita em Icaraíma, a maconha estava escondida em meio a uma carga que era transportada por um caminhão bitrem. À polícia, o motorista disse que carregou o veículo em Amambai (MS) e deixaria o caminhão próximo a Paranavaí.

Os policiais rodoviários federais suspeitaram da carga após examinarem a nota fiscal entregue pelo condutor. No documento, constava que o caminhão deveria transportar soja. Todavia, ao abrir a lona da carreta, grãos de milho começaram a cair no chão.

Nesse momento, os cães farejadores da PRF foram acionados para averiguar a carga. Dois deles atestaram a possibilidade de haver drogas na carreta. Ao mexer no milho, os policiais logo encontraram a carga de maconha.

O motorista reconheceu que sabia da droga e acabou preso. Ele disse que esperou começar a chover para tentar passar pelo posto de fiscalização da PRF. Ele acreditava que nenhum agente estaria na pista.

O caminhão com a droga foi levado para a cidade de Guaíra, no oeste do Paraná, onde a carga será analisada em detalhes na delegacia da Polícia Federal.

Tática repetida
Há duas semanas, no dia 11 de novembro, a PRF encontrou cerca de 6,5 toneladas de maconha em outra carreta. A apreensão aconteceu na cidade de Bauru, em São Paulo. A droga também estava escondida sob uma carga de milho. Dois homens, de 30 e 40 anos, estavam na cabine do caminhão.

Os dois foram parados ao apresentarem nervosismo quando viram os policiais. Ao serem presos, disseram que a maconha seria entregue na cidade de Amparo, também em São Paulo. Segundo os dois, a droga foi carregada na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Caminhão, drogas e motoristas foram levados à Polícia Federal de Guaíra, na região oeste (Foto: Divulgação/PRF)

Caminhão, drogas e motoristas foram levados à Polícia Federal de Guaíra, na região oeste (Foto: Divulgação/PRF)

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Xadrez eleitoral no Acre: alianças, vetos e disputas internas redesenham corrida ao governo e ao Senado

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Fontes indicam que a direção nacional do PL prioriza a eleição de senadores nos Estados, o que pode significar negativa de legenda a Bocalom no estado do Acre

Caso a aliança se confirme nos termos anunciados (PP/MDB), possível presença de nomes como Jéssica Sales na composição amplia o alcance regional e fortalece o discurso de unidade. Foto: captada 

Por Dell Pinheiro

A corrida eleitoral de 2026 no Acre entrou de vez na fase das articulações decisivas. Declarações recentes do governador Gladson Cameli (PP), revelam um cenário em que alianças estão praticamente seladas, mas ainda cercadas de condicionantes políticos e disputas internas que podem alterar o tabuleiro.

No centro da estratégia governista está a vice-governadora Mailza Assis (PP), apontada por Cameli como sua candidata natural à sucessão. Segundo o governador, o acordo com o MDB estaria fechado, restando apenas o anúncio oficial. A promessa inclui participação na chapa majoritária e apoio na formação das nominatas para deputado federal.

A consolidação de Mailza e o peso do MDB

Caso a aliança se confirme nos termos anunciados, Mailza inicia sua pré-campanha com musculatura reforçada, especialmente no Vale do Juruá — reduto estratégico que concentra lideranças influentes do MDB. A possível presença de nomes como Jéssica Sales na composição amplia o alcance regional e fortalece o discurso de unidade.

A orientação de Cameli para que Mailza mantenha o secretariado ao assumir o governo em abril revela uma tentativa clara de transmitir estabilidade administrativa e coesão política. A leitura é pragmática: evitar rupturas internas e impedir desgastes antes do período eleitoral mais sensível, quando a legislação impõe restrições à máquina pública.

No entanto, há um “abacaxi” a ser descascado: a segunda vaga ao Senado na chapa governista. Estão no radar nomes como Márcio Bittar (PL), Sérgio Petecão (PSD), Eduardo Veloso (UB) e Jéssica Sales (MDB). Qualquer escolha implicará perdas e possíveis dissidências.

Com a possibilidade de veto dentro do PL, Bocalom sinaliza que não recuará. Alternativas como AVANTE ou PSDB são cogitadas. O desafio, contudo, vai além da legenda. Foto: captada 

O impasse no PL e o futuro de Bocalom

Se no campo governista há tentativa de unificação, no PL o cenário é de tensão. O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, mantém pré-candidatura ao governo, mas enfrenta resistência interna.

Fontes indicam que a direção nacional do PL prioriza a eleição de senadores nos Estados, o que pode significar negativa de legenda a Bocalom. A disputa com o senador Márcio Bittar não é apenas pessoal; reflete o controle do partido no Acre e a estratégia nacional da sigla.

Mesmo diante da possibilidade de veto, Bocalom sinaliza que não recuará. Alternativas como AVANTE ou PSDB são cogitadas. O desafio, contudo, vai além da legenda: montar chapas competitivas para deputado estadual e federal, já que muitos nomes fortes estão comprometidos com outros blocos.

PSD entre o pragmatismo e o isolamento

O PSD vive seu próprio dilema. O senador Sérgio Petecão adota postura de “tudo ou nada”: só discutirá aliança após Mailza assumir o governo e exige representação na chapa majoritária. Sem espaço, o partido pode liberar seus candidatos ou buscar novo rumo.

A relação com o senador Alan Rick (Republicanos) é marcada por desconfiança. Parte da direção do PSD resiste a uma aproximação, enquanto alianças com a esquerda são consideradas improváveis. O resultado pode ser um partido fragmentado no apoio ao governo.

Republicanos e o fator Alan Rick

Alan Rick desponta como alternativa competitiva ao Palácio Rio Branco. Há movimentações nos bastidores indicando que lideranças governistas podem migrar para seu campo, caso percebam enfraquecimento na candidatura de Mailza.

Ao mesmo tempo, aliados de Alan torcem para que Bocalom não deixe a prefeitura para disputar o governo, avaliando que um cenário polarizado apenas entre Mailza e Alan favoreceria uma definição mais rápida, possivelmente em primeiro turno.

PP sob tensão interna

No PP, a posição do vice-prefeito Alysson Bestene — que declarou apoio à reeleição de Márcio Bittar independentemente do cenário — cria embaraço para a direção regional. A coerência disciplinar do partido passa a ser questionada, especialmente diante de punições cogitadas contra outros filiados por apoios diverge

O senador Sérgio Petecão adota postura de “tudo ou nada”: só discutirá aliança após Mailza assumir o governo e exige representação na chapa majoritária. Foto: captada 

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Prefeitura de Cruzeiro do Sul implanta mais duas escolas de ensino integral no município

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Os pais buscam muito essa modalidade onde os filhos ficam o dia todo na escola e tem três refeições por dia, incluindo almoço”, destacou a Secretária

Unidades Padre Arnoud e Francisca Lima da Silva passam por revitalização; alunos do 6º ao 9º ano serão remanejados com transporte garantido pela prefeitura. Foto: captada 

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da secretaria Municipal de Educação implantou o ensino integral em mais duas escolas do município: a Padre Arnoud na rodovia AC 405, bairro Nossa Senhora das Graças e a Francisca Lima da Silva que fica na Vila São Pedro.

As duas unidades de ensino, que irão atender aproximadamente 800 alunos, serão revitalizadas. Os alunos de 6º ao 9º ano que estudavam na escola Padre Arnoud serão remanejados para a Escola 7 de Setembro, no Igarapé Preto, através de uma parceria entre Estado e Município, onde o município cede o transporte desses alunos.

A Secretária Municipal de Educação, Rosa Lebre diz que a ampliação da modalidade de ensino integral em Cruzeiro do Sul deve seguir.

“Nossa ideia é cada ano ampliar o número de escolas em tempo integral e este ano foi possível mais duas escolas, que será a Francisca Lima, da Vila São Pedro e a Escola Padre Arnold, no bairro Nossa Senhora das Graças, estrada do aeroporto. São escolas irão atuar de 1º ao 5º ano. Os pais buscam muito essa modalidade onde os filhos ficam o dia todo na escola e tem três refeições por dia, incluindo almoço”, destacou a Secretária.

A modalidade de ensino integral do 1º ao 5º na rede municipal de Cruzeiro do Sul foi implantada em 2025 pela gestão do prefeito Zequinha Lima nas escolas Francisca Rita de Cássia, no bairro do Cruzeirão e Terezinha Saavedra, no Saboeiro onde estudam 330 alunos.

A secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, afirmou que a ampliação da modalidade de ensino integral em Cruzeiro do Sul deve seguir nos próximos anos. Foto: captada 

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Acre institui novas regras para produção e transporte de bananas no combate à Sigatoka Negra

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As empresas responsáveis pela higienização também deverão ter cadastro junto ao órgão. Não será autorizado o registro de casas de embalagem instaladas em centrais de abastecimento

O descumprimento das normas poderá resultar na retenção da mercadoria, retorno ao local de origem e aplicação de sanções administrativas. Foto: captada 

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) publicou nesta sexta-feira (20) a Portaria nº 47, que institui oficialmente o Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o controle da Sigatoka Negra no estado.

A medida estabelece normas para produção, beneficiamento e transporte de bananas, com o objetivo de conter o avanço do fungo Mycosphaerella fijiensis, causador da doença que provoca prejuízos significativos à bananicultura. A portaria é assinada pelo presidente do Idaf, José Francisco Thum.

Para integrar o SMR, o produtor rural deverá solicitar adesão ao Idaf, cadastrar a Unidade de Produção (UP), indicar um Responsável Técnico habilitado e registrar a casa de embalagem vinculada à produção.

As propriedades participantes deverão seguir as exigências da Instrução Normativa nº 17/2005 do Ministério da Agricultura, além das novas regras estaduais. Já os produtores que optarem por não aderir ao sistema terão de cumprir medidas fitossanitárias obrigatórias para evitar a disseminação da praga.

A norma prevê ainda que bananais abandonados e sem controle da doença poderão ser eliminados, sem direito a indenização.

O beneficiamento pós-colheita deverá ocorrer exclusivamente em casas de embalagem cadastradas no Idaf. Esses estabelecimentos precisarão atender requisitos mínimos de estrutura, como tanques de higienização, iluminação adequada e acompanhamento técnico.

As embalagens permitidas incluem madeira nova, papelão descartável ou caixas plásticas higienizadas por empresas credenciadas. As empresas responsáveis pela higienização também deverão ter cadastro junto ao órgão. Não será autorizado o registro de casas de embalagem instaladas em centrais de abastecimento.

Para o transporte intermunicipal e interestadual de bananas, será obrigatória a apresentação de nota fiscal, Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) e Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) ou Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC), quando a produção for oriunda de Unidade de Produção aderida ao SMR.

Também fica proibido o transporte de bananas em cacho e o uso de folhas de bananeira ou helicônia como proteção da carga. O descumprimento das normas poderá resultar na retenção da mercadoria, retorno ao local de origem e aplicação de sanções administrativas.

Com a implantação do sistema, o Idaf busca reforçar o controle fitossanitário e proteger a produção de banana no Acre.

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