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CNH acessível prevê curso teórico gratuito em plataformas do governo e instituições de ensino

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A proposta do Governo do Brasil que cria um novo modelo de formação de condutores e torna a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais acessível prevê a oferta gratuita do curso teórico, que poderá ser realizado online ou presencialmente, em plataformas do governo e instituições públicas de ensino, além das autoescolas. A ideia é ampliar o acesso e reduzir custos, que hoje variam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

Com mais flexibilidade na formação, espera-se diminuir as barreiras de entrada e combater a informalidade, já que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação. Após o encerramento da consulta, as contribuições serão consolidadas e avaliadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) do Ministério dos Transportes, que poderá ajustar a minuta da resolução antes da aprovação final.

PARTICIPE — A proposta tem despertado o interesse de cidadãos de todas as regiões do Brasil. Desde o lançamento da consulta pública, em 2 de outubro, mais de 62 mil contribuições foram registradas nas plataformas Participa + Brasil e Brasil Participativo . O prazo para envio de sugestões segue aberto até 2 de novembro.

A iniciativa busca modernizar e democratizar o acesso à CNH, ampliando as formas de ensino e reduzindo custos e burocracias do processo. O objetivo é tornar a formação de condutores mais acessível, inclusiva e alinhada às novas tecnologias de aprendizagem, sem abrir mão da segurança e da qualidade na avaliação dos candidatos.

Durante participação no programa Bom Dia, Ministro” da quarta-feira (29/10) o ministro dos Transportes, Renan Filho, reforçou que a autoescola continuará sendo uma opção para quem precisar de apoio. “A autoescola vai continuar porque, obviamente, vai ter alguém que não conseguirá passar na prova e precisará de apoio mais próximo. Aí faz a aula, se desejar”, afirmou.

RESERVA DE MERCADO — O titular dos Transportes classificou ainda a obrigatoriedade atual como uma “reserva de mercado” que desestimula outras formas de aprendizado e encarece o processo. “Se a gente desburocratizar isso, tirar a obrigatoriedade, quebrar a reserva de mercado, a própria sociedade se organiza para formar as pessoas, porque não haverá mais obrigatoriedade”, destacou. De acordo com o ministro, a proposta também inclui outras simplificações, como a permissão para o aprendizado e a realização do exame prático em carros automáticos, hoje restrito a veículos manuais.

CENTRO DO DEBATE — Mesmo com a consulta ainda em andamento, a Senatran já deu início à análise preliminar das manifestações enviadas pela sociedade. Os dados da plataforma Participa + Brasil mostram também que o debate alcançou cidadãos de todo o país, com contribuições vindas das cinco regiões. Até o momento, o Sul e o Sudeste lideram em número de participações, com 14.800 e 14.152 registros, respectivamente. Na sequência aparecem o Nordeste (7.296), o Centro-Oeste (2.140) e o Norte (446).

Entre os estados mais ativos, o Rio Grande do Sul é destaque. Com mais de 12 mil contribuições, o estado lidera a participação na consulta, interesse que parece refletir a realidade local: os gaúchos pagam hoje a CNH mais cara do país, com custo médio de R$ 4.951,35 para as categorias de moto e carro, segundo levantamento da Senatran.

Outros estados também aparecem com forte adesão à consulta, como São Paulo (6.602 participações até agora), Ceará (3.765), Rio de Janeiro (3.610) e Minas Gerais (3.408).

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Venezuelanos querem novas eleições e não aceitam Delcy Rodríguez

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Imagem colorida de vice-presidente da Vnezuela, Delcy Rodríguez - Metrópoles

Carolina Cabral/Getty Images

Pacaraima (RO) – Era por volta de 21h de domingo (4/1) quando Angis Marlyn, de 26 anos, tinha acabado de entrar no Brasil e aguardava a lotação do táxi para retornar a Boa Vista (RO). Ela foi em dezembro para sua cidade, Maturín (Monagas), passar as férias e as festas de fim de ano com a família. Segundo a auxiliar de contabilidade que já vive há cinco anos em Roraima a comemoração da prisão de Nicolás Maduro com os parentes foi contida.

“Ficamos em casa por resguardo e segurança das pessoas”, contou. “Externamente não teve festa. Internamente, as pessoas estavam muito felizes, era algo que esperávamos há anos”. Ela explica que a presença ostensiva de militares inibe qualquer manifestação pública. “As pessoas não conseguem ir para a rua comemorar. Dá medo de sair e não voltar. Se você sai para falar ‘graças a Deus que Maduro não está aqui’, existe a repressão. Os militares estão contra o povo.”

O relato é corroborado por Brenda Tavárez e Diniz Tavárez, respectivamente de 30 e 33 anos. Vindos de Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana vizinha a Pacaraima, o casal confirmou que a ordem informal é de silêncio. Segundo eles, as autoridades locais enquadram celebrações como crimes políticos.

“Estamos felizes, mas não podemos fazer festa agora. Se fizermos uma festa, podemos ser presos”, afirmou Brenda. Ela relatou ainda que a justificativa utilizada pelas forças de segurança para deter quem comemora é a acusação de estarem “incitando o ódio”.

“O pessoal está feliz, mas está feliz em casa. Em toda a Venezuela não se pode fazer festa”, completa Diniz. O casal destacou que, embora a região de fronteira esteja relativamente calma, as notícias que chegam de Caracas indicam uma capital “fechada” e fortemente militarizada.

Maduro

Angis e as outras pessoas no ponto de táxi, que preferiram não se identificar, acreditam que a Venezuela “não está livre”, apesar de um grande número acreditar nisso. A jovem acredita que o sistema e as pessoas que seguem a cartilha do ditador Maduro continuam no governo e em outros poderes do país.

Sobre a chavista Delcy Rodríguez ter assumido interinamente a presidência, a Angis considera “totalmente errado” e que “não faz sentido”. “Como que você reconhece uma pessoa sabendo toda a situação que aconteceu nas eleições anteriores?”, questionou.

Para o Métropoles, os migrantes ouvidos apontam que a medida para que eles acreditem na mudança é simples: “novas eleições, mais transparentes”, concluiu Angis.

Em Boa Vista, capital de Roraima, estado que tem a maior população venezuelana no Brasil, segundo o IBGE, os migrantes comemoram em praça pública no sábado (3/1). Há registros também de atos públicos em Manaus (Amazonas). Ambas as manifestações foram realizadas em apoio à intervenção militar do presidente norte-americano Donald Trump em capturar Nicolás Maduro.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Exército da Venezuela se movimenta na fronteira com o Brasil

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Exército da Venezuela se movimenta na fronteira com o Brasil - Metrópoles

Katarine Almeida/ Material cedido ao Metrópoles

Pacaraima (RR) – Diferente da calmaria na fronteira de domingo (4/1), militares da Venezuela se movimentaram nesta segunda-feira (5/1) após a chegada do general Roberto Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva. O militar estava acompanhado do general Viana Filho, chefe do Comando Militar do Amazonas.

Enquanto o comandante visitava o marco da linha divisória entre Brasil e Venezuela, a fotojornalista Katarine Almeida registrou imagens de veículos oficiais venezuelanos com metralhadoras e homens [imagem em destaque]. O material foi cedido ao Metrópoles.

“Ali eles podem ficar, não tem problema”, explicou Angrizani aos presentes. Não houve contato verbal entre as forças brasileiras e venezuelanas.

Foi observado, também, que os militares da Venezuela usavam rádios de comunicação. Além disso, um drone sobrevoou a área próxima à fronteira.

Além da movimentação de tropa, quatro militares venezuelanos armados com fuzis foram vistos próximos a divisão dos países. A movimentação foi diferente da registrada nesse domingo, quando apenas um militar esteve no local, sem armas.

Apesar de maior presença militar, em ambos os lados, a situação segue tranquila na fronteira, com circulação normal de pessoas, incluindo turistas entrando na Venezuela e migrantes vindo ao Brasil para trabalhar ou buscar residência.

Maduro detido em Nova York

Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país por forças dos Estados Unidos após ataques militares norte-americanos à Venezuela, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).

Desde então, ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanecerá enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.

O presidente da Venezuela se declarou inocente durante audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, coração de Nova York, nesta segunda-feira (5/1).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Acidente com carreta bi-trem carregada com madeira mata criança e adolescente e interdita BR-364

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Bi-trem carregado com madeira capotou no km 435,4 da rodovia durante a madrugada; duas pessoas da mesma família ficaram presas às ferragens e não resistiram

Em razão do acidente, houve interdição parcial da BR-364 no sentido crescente, com o tráfego operando no sistema PARE/SIGA. Foto: captada 

Um grave acidente na madrugada desta segunda-feira (5) na BR-364, em Rondônia, resultou na morte de uma criança e uma adolescente e deixou dois adultos feridos. O caso ocorreu no km 435,4 da rodovia, próximo à saída de Jaru no sentido Ariquemes.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, uma carreta bi-trem carregada com madeira capotou por volta das 3h30. As duas vítimas fatais estavam entre as cinco pessoas da mesma família que estavam no veículo e ficaram presas às ferragens. Os dois adultos foram resgatados e encaminhados ao hospital.

O acidente causou interdição parcial da BR-364, com tráfego operando no sistema PARE/SIGA e gerando lentidão no trecho. As causas do capotamento ainda serão investigadas.

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