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Acre

Caminhoneiros têm prejuízo de até R$ 600 por dia com greve da Suframa

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Principal gasto de trabalhadores é com combustível, alimentação e higiene.
Segundo sindicato, greve continuará por tempo indeterminado no Acre.

G1

Greve da Suframa causa prejuízos para caminhoneiros (Foto: Quésia Melo/G1)

Greve da Suframa causa prejuízos para caminhoneiros (Foto: Quésia Melo/G1)

A greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em Rio Branco, deflagrada no dia 21 de maio têm causado prejuízos a caminhoneiros. Vindos de vários estados do país, eles dizem que estão há mais de cinco dias com os caminhões parados em frente ao órgão aguardando a liberação de mercadorias.

O caminhoneiro Léo Mário, de 73 anos, veio do Rio Grande do Sul e está com uma carga de salada de frutas parada. Ele explica que não recebe diária do contratante pelo tempo que fica aguardando a liberação, ou qualquer ajuda de custo. Ele explica que o maior gasto é com o combustível, pois precisam deixar o veículo ligado para não perder a carga. Além disso, para que o carregamento fique seguro chegam a pagar até R$ 50 para passar a noite em um estacionamento.

“Não podemos fazer nada, temos que ficar aqui parados esperando pelo atendimento e perdendo ao menos R$ 600 por dia. Nos deram uma previsão de que talvez na sexta-feira (29), a minha carga seja liberada, mas não há nenhuma certeza. Nossa situação é muito difícil, pois tenho mais de uma carga para entregar. Alguns caminhoneiros estão entregando a carga aos clientes para que depois eles venham liberar na Suframa, mas o meu cliente não aceitou essa opção”, disse.

Com uma carga de caixas d’água trazida de São Paulo, o caminhoneiro Luiz Terneira, de 64 anos, diz que há pelo menos três dias aguarda o descarregamento da mercadoria. Ele conta que ao chegar no local, na quinta-feira (21), recebeu uma senha, mas até a manhã desta segunda não havia sido atendido. Terneira destaca que os gastos com alimentação e higiene aumentam a cada dia e um simples banho chega a custar R$ 3.

“Não deram nenhuma previsão e estão descarregando só dois caminhões por dia. Estamos gastando quase um salário para ficar parado, mas não recebemos nenhuma comissão se ficarmos aqui sem fazer nada. A gente só recebe o dinheiro se entregar a mercadoria, mas não temos como fazer isso por causa da greve. Gasto R$ 600 só com a manutenção do caminhão e uns R$ 100 com alimentação, higiene e estacionamento”, contou.

Caminhoneiro Luiz Terneira, de 64 anos, (de branco), aguarda há três dias por atendimento (Foto: Quésia Melo/G1)

Caminhoneiro Luiz Terneira, de 64 anos, (de branco), aguarda há três dias por atendimento (Foto: Quésia Melo/G1)

Greve segue por tempo indeterminado
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Renato Santos, a greve que foi deflagrada na quinta-feira (21), continuará por tempo indeterminado. O movimento é para tentar derrubar o veto da Medida Provisória 660, referente ao Plano de Cargos e Carreiras (PCC) do servidores, realizado no último dia 8 de maio pela Presidência da República. No Acre, a Suframa conta com 27 funcionários. A greve ocorre em todo Brasil.

Segundo Santos, na terça-feira (26), haverá uma reunião com representantes do governo onde serão discutidas as reivindicações dos trabalhadores e propostas de acordo. Ele explica também que ao menos 30% dos serviços oferecidos pelo órgão estão em funcionamento, mas que haverá atraso na entrega das mercadorias.

“Nesses serviços que estamos realizando, estamos dando prioridade para medicamentos hospitalares e alimentos perecíveis. Por dia estamos atendendo 122 notas que dão entrada na Suframa. Quando chegamos a essa cota, os próximos motoristas precisam esperar pelo atendimento”, explicou.


 

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Acre

Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia

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Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.

De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.

No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.

O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.

Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.

O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.

A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.

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Acre

Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza

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Márcio Neri morreu afogado em Fortaleza nesta quinta-feira (15) — Foto: Reprodução

Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu

O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.

De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.

O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.

Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.

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Acre

Revista nacional levanta suspeitas de que Jorge Viana faz tráfico de influência na presidência da Apex

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Publicação aponta que, ao levar investidores internacionais para conhecerem fazendas de café no Acre, o executivo acreano mostrou a “Colônia Floresta”, de sua propriedade, o que caracteriza lobby privado com recursos públicos

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