Acre
Caminhoneiro acreano fica dois dias preso em nevasca no Chile: “tive medo de morrer”

Por Leônidas Badaró
O acreano Marcelo Praxedes, de 33 anos, é natural de Rio Branco, mas está há mais de um ano morando em Foz do Iguaçú (Paraná), onde conseguiu um emprego de caminhoneiro em uma transportadora. Ele viaja para países do Mercosul e os últimos dias, viveu a maior aventura de sua vida.
Ele e outros caminhoneiros foram autorizados a subir a estrada na Cordilheira dos Andes em território chileno. Ocorre que o comboio de cerca de cem caminhoneiros brasileiros foi surpreendido com uma nevasca muito forte logo no início da viagem.
“O tempo tava aberto e a gente estava fazendo o percurso do Chile para a Argentina e depois para o Brasil. Do nada começou a ventar e nevar muito forte, escureceu tudo e começou a cair muita neve. O volume era tão grande que rapidinho começou a cobrir os caminhões. Eu nunca tinha visto tanta neve na minha vida”, diz Marcelo.
O acreano conta que a quantidade de neve foi tão grande que os caminhões pararam no meio da estrada e após passarem dois dias dentro dos veículos é que conseguiram ser socorridos pelo exército do Chile.
“Nós ficamos dois dias dentro do caminhão, não tinha como ir nem para frente, nem para trás. Ainda bem que o Exército do Chile nos resgatou. Foram quatro missões de resgate, já que não dava para ir todo mundo de uma vez. Nos levaram para um abrigo nos Andes onde nos deram comida, bebida e dormida”, conta.
Marcelo diz que temeu a morte ao enfrentar um frio de 11 graus negativos. “No primeiro dia nós ainda conseguimos ficar com os caminhões ligados e o aquecedor os protegeu. No segundo dia, tive que desligar o motor e foi desesperador. Não tinha como sair a pé, o jeito era esperar o resgate. Teve caminhoneiro que passou mal e teve que ser socorrido. O apuro foi grande e não tem cabra doido para esse frio não”, relata.
Após dez dias no abrigo, a história de Marcelo e os demais caminhoneiros teve um final feliz. Nesta terça-feira, 19, a estrada foi liberada e finalmente foi possível retomar a viagem de volta para o Brasil.
Clique na foto e veja o vídeo:
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Acre
“Sementes de Resistência”: força das mulheres da Transacreana ganha voz em documentário que estreia em Rio Branco
Documentário de curta-metragem sobre protagonismo de mulheres rurais da Transacreana será lançado no dia 26 de março, às 10h, no Museu dos Povos Acreanos
O documentário de curta-metragem “Sementes da Resistência” será lançado no próximo dia 26 de março, às 10h, no auditório Florentina Esteves, localizado no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento integra as ações do mês da mulher e contará com a participação de trabalhadoras rurais da região da Transacreana.
A produção destaca o papel fundamental das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana. O documentário evidencia a atuação dessas trabalhadoras na preservação de sementes e na manutenção de práticas agrícolas sustentáveis na Amazônia acreana.
O curta-metragem é resultado do projeto de pós-doutorado da professora Rosana Cavalcante, ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A produção foi construída em colaboração com mulheres agricultoras da região, reconhecidas como guardiãs de saberes tradicionais.
Documentário valoriza papel das mulheres – Segundo a professora Rosana Cavalcante, o documentário retrata trajetórias marcadas pela resistência e pelo protagonismo feminino no campo. “A produção apresenta agricultoras que, por meio de conhecimentos ancestrais, preservam sementes, fortalecem a segurança alimentar e enfrentam os desafios das mudanças climáticas com sabedoria”, destacou.
Produzido pela Orna Audiovisual, o documentário aborda temas como agrobiodiversidade, sustentabilidade, agricultura familiar, protagonismo feminino, políticas públicas e a invisibilidade das mulheres rurais, além da valorização de práticas intergeracionais.
O lançamento contará com a presença de protagonistas da obra, como as produtoras rurais e líderes de associação conhecidas da região: Roselina Queiroz Leite (Dona Rosa, moradora do Barro Alto) e Maria da Natividade Oliveira Cordeiro (Dona Lôra, que atua com plantas medicinais no Km 14 e vende no Mercado Elias Mansour), além da presidente da Cooperativa Beija-Flor, do Km 72 da Transacreana, Layane Furtado Mello.
A vice-governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, também participará do evento falando da roda de conversa que teve com as protagonistas durante a gravação do documentário, onde abordou temas importantes como as demandas das agricultoras e políticas públicas voltadas para a região.
Serviço
Evento: Lançamento do documentário curta-metragem “Sementes da Resistência”
Data: 26 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Auditório Florentina Esteves – Museu dos Povos Acreanos
Endereço: Av. Epaminondas Jácome, 2792, Centro, Rio Branco (AC)
Fotos: Neto Lucena/Secom
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