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Acre

Câmara deve avaliar conduta de vereador que apalpou seio de vizinha

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Presidente da Câmara diz que trabalho deve ser feito após recesso.
Vereador Carlos Portela foi fotografado tocando no seio de uma vizinha.

Madona, cantora em Epitaciolândia, e o vereador Carlos Portela em foto que gerou polêmica (Foto: Maruca Portela/Arquivo Pessoal)

Madona, cantora em Epitaciolândia, e o vereador Carlos Portela em foto que gerou polêmica
(Foto: Maruca Portela/Arquivo Pessoal)

G1/AC

A Câmara Municipal de Epitaciolândia, distante 230 km de Rio Branco, deve avaliar a conduta do vereador Carlos Portela (PPS-AC), fotografado apalpando o seio da vizinha, uma cantora da cidade, que se identifica apenas como Madona, de 38 anos.

A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marco Ribeiro (PSB-AC).

Segundo Ribeiro, o trabalho deve ser feito após o recesso parlamentar, cuja data de término é dia 15 de fevereiro. O presidente da Casa afirma que, até o retorno das atividades, nenhuma providência deve ser tomada. Para ele, ainda é cedo dizer se houve ou não quebra de decoro.

“Eu não conversei com o vereador [Carlos Portela] ainda e tenho que saber todas as versões dos fatos para ver se foi alguma denúncia ou uma brincadeira. Temos que fazer todo um levantamento para que seja tomada alguma posição”, diz.

O presidente da Câmara de Epitaciolândia acrescenta que conhece a cantora e que ela é reconhecida por ser “brincalhona”. “Eu conheço aquela mulher [Madona] e ela é bastante extrovertida e muito brincalhona, tem esses tipos de brincadeiras que, quando se tornam públicas, fica escandaloso”, fala.

Ribeiro ressalta que somente depois da análise do caso e mediante o regimento interno, a Casa deve tomar uma decisão a respeito da conduta de Portela.

“O regimento tem algumas restrições sobre o comportamento do vereador. Temos que observar bem, porque a quebra de decoro é mais dentro da Casa legislativa. Por isso, não se pode tomar nenhuma posição sem estudar bem o regimento em relação a isso”, acrescenta.

Entenda o caso
Uma foto em que o vereador Carlos Portela (PPS-AC) aparece tocando o seio da vizinha acabou gerando polêmica. Portela disse que a fotografia foi tirada pela própria esposa, Maruca Portela, na casa dele e que tudo era apenas uma brincadeira, que acabou sendo compartilhada por algum amigo.

“A Madona é minha vizinha há 25 anos, ela é muito popular e extravagante. No dia da foto, estava minha esposa, filhos, a empregada, todos estavam em casa. Era uma coisa interna, não fui quem postou. Foi brincadeira”, justificou.

Ao G1, a mulher que aparece na imagem disse que um amigo de Portela teria brincado ao dizer que ele ‘pulava a cerca’ e pediu para a esposa tirar a foto. Ela garante que tudo foi em tom de brincadeira, sem qualquer malícia.

“[Portela] é um vizinho, uma pessoa que considero como irmão. Já morei na casa deles, conheço as filhas dele desde criança. As pessoas só querem sujar a imagem dos outros. Nem sabia que isso ia chegar tão longe”, falou Madona.

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Acre

Rio Juruá atinge 13,61 metros e já impacta 6,6 mil pessoas em Cruzeiro do Sul

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Defesa Civil monitora situação e prepara abrigos, mas ainda não há retirada de famílias

 

O nível do Rio Juruá atingiu 13,61 metros nesta terça-feira (31), em Cruzeiro do Sul, impactando cerca de 6.600 pessoas em 26 bairros, comunidades rurais e vilas, segundo a Defesa Civil Municipal. Até o momento, não houve necessidade de retirada de famílias de suas residências.

Entre os bairros afetados estão Remanso, Várzea, Olivença, Miritizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho, São Salvador, Saboeiro e Centro.

Também foram atingidas comunidades rurais como Centrinho, Tapiri, Humaitá do Moa, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz, Lago do Sacado, Simpatia e Ramal do Escondido.

As vilas Lagoinha, Assis Brasil e Santa Rosa também registraram pontos de alagamento.

Além do Juruá, outros rios da região apresentam nível elevado, como o Rio Croa, o Juruá Mirim e o Rio Valparaíso.

Na manhã desta terça-feira, o coordenador de desastres da Defesa Civil Municipal, Iranilson Neri, informou que equipes da Prefeitura se reúnem para alinhar medidas de apoio às famílias atingidas. Em seguida, devem ser anunciados os primeiros locais que poderão servir como abrigo, caso haja necessidade de remoção de moradores.

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Prefeitura de Rio Branco abre créditos suplementares de R$ 766 mil no orçamento de 2026

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Recursos serão destinados às áreas de finanças, infraestrutura e procuradoria, com foco em manutenção, obras e desapropriações

A Prefeitura de Rio Branco publicou, nesta terça-feira (31), três decretos que autorizam a abertura de créditos suplementares ao orçamento municipal de 2026, totalizando R$ 766.579,16. Os recursos serão utilizados para reforçar dotações em diferentes áreas da administração pública.

O Decreto nº 605 prevê a abertura de crédito no valor de R$ 1.479,16 para a Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), destinado à manutenção do Sistema de Gestão Tributária – Simples Nacional. O montante será compensado por anulação de dotações voltadas à modernização da administração tributária, garantindo a continuidade de serviços e suporte ao sistema.

Já o Decreto nº 606 autoriza a liberação de R$ 530 mil para a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra). Os recursos serão aplicados em obras de pavimentação de vias urbanas e na modernização do transporte público, incluindo a aquisição de equipamentos e materiais permanentes para a RBTrans. A compensação ocorrerá por meio de remanejamento interno da própria secretaria.

O Decreto nº 607, por sua vez, abre crédito suplementar de R$ 235.100,00 para a Procuradoria Geral do Município (PGM), com foco na aquisição e desapropriação de imóveis. O valor será compensado por anulação de dotações da Seinfra anteriormente destinadas à construção de equipamentos públicos.

Segundo a gestão municipal, as medidas mantêm o equilíbrio orçamentário e permitem o ajuste de recursos conforme as demandas prioritárias da administração.

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Imac e Sema regulamentam embargo remoto para combater desmatamento no Acre

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Nova norma utiliza tecnologia de satélite para agilizar fiscalização ambiental e responsabilizar infratores

O Instituto de Meio Ambiente do Acre e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente publicaram, nesta terça-feira (31), a Instrução Normativa Conjunta nº 1, que regulamenta o procedimento administrativo de embargo remoto em áreas com desmatamento, exploração florestal ou uso irregular do fogo em imóveis rurais no estado.

A medida tem como objetivo estabelecer critérios técnicos e fluxos operacionais mais ágeis, garantindo maior eficiência, transparência e celeridade nas ações de fiscalização ambiental.

A norma se baseia em dispositivos legais como o artigo 225 da Constituição Federal, a Lei nº 9.605/1998 e o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), além de legislações estaduais, como a Lei nº 4.395/2024 e o Decreto nº 9.025/2018.

Monitoramento por satélite

De acordo com a instrução normativa, o embargo remoto será realizado com base em geotecnologias e sensoriamento remoto, utilizando imagens de satélite e cruzamento de dados de sistemas oficiais como o Cadastro Ambiental Rural, SIGEF, MapBiomas Alerta, INPE, SINAFLOR e SNCI.

A medida tem caráter preventivo e busca interromper infrações ambientais, evitar ganhos econômicos ilegais, prevenir novos danos e garantir a recuperação das áreas degradadas, além de responsabilizar administrativamente os infratores.

Como funciona o procedimento

O processo tem início com a identificação de desmatamento, degradação ou queimadas, por meio de monitoramento remoto ou denúncias. Após validação técnica, é elaborado um Laudo Técnico de Constatação, que fundamenta o embargo e a notificação dos responsáveis.

Nos casos de imóveis cadastrados no CAR, os proprietários ou possuidores podem apresentar defesa administrativa. Caso a defesa seja rejeitada ou não apresentada, o embargo se torna definitivo, com aplicação de Auto de Infração e possível comunicação ao Ministério Público.

Já em áreas sem cadastro ou com autoria não identificada, o Imac poderá aplicar embargo preventivo, com publicação de edital e prazo de 20 dias para manifestação de interessados.

Todos os polígonos embargados passam a integrar a base pública do sistema eletrônico do Imac e são monitorados continuamente por satélite.

Regularização e suspensão do embargo

A norma também prevê a possibilidade de suspensão temporária do embargo mediante adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) ou assinatura de Termo de Compromisso Ambiental (TCA), desde que o responsável inicie a recuperação da área ou regularize a atividade.

A revogação definitiva do embargo só ocorrerá após comprovação técnica da recuperação ambiental e cumprimento das obrigações legais.

Áreas prioritárias

Entre as áreas consideradas prioritárias para aplicação do embargo remoto estão:

  • Locais com desmatamento recente e acelerado;
  • Unidades de conservação e áreas de preservação permanente;
  • Territórios de povos e comunidades tradicionais;
  • Regiões com alta incidência de infrações ambientais;
  • Áreas de difícil acesso, onde a fiscalização presencial é limitada.

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