Acre
Bujari: MPAC promove primeira edição do projeto Pequeno Cidadão neste sábado
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa do Bujari, promove no próximo sábado (25) a primeira edição do projeto Pequeno Cidadão, que visa levar cidadania às crianças de até 12 anos de idade, com a oferta de diversos serviços. A ação será realizada das 8h às 14h, na Escola Estadual Edmundo Pinto, na zona urbana de Bujari.
O projeto, realizado no “Maio Laranja”, que chama atenção para o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, tem como foco a emissão da Carteira Nacional de Identidade (CNI) nas escolas públicas, com o objetivo de armazenar dados biométricos no cadastro nacional. Os dados possibilitam a localização de vítimas de tráfico de pessoas e exploração sexual, além de combater o sub-registro civil de nascimento e garantir o acesso aos demais serviços públicos desde a infância.
De acordo com o idealizador, promotor de Justiça Antonio Alceste Callil de Castro, a iniciativa ganha ainda mais importância em estados fronteiriços como o Acre, onde, em casos de desaparecimento de crianças, a polícia terá acesso a dados biométricos como fotografia e impressão digital, facilitando a busca em qualquer lugar do mundo.
“Essa é apenas a primeira edição do Projeto, pois pretendemos avançar com a realização de outras edições nas demais escolas de Bujari, tanto na zona urbana quanto na rural. A medida possui um caráter preventivo e aumenta consideravelmente a chance de localização de crianças desaparecidas”, destaca o promotor.
Segundo ele, na maioria dos casos os pais só se preocupam em buscar os documentos oficiais quando os filhos estão na adolescência ou nem mesmo nessa fase. “Basta comparar o sequestro de uma criança em que a polícia dispõe de fotos e impressões digitais com uma busca sem esses dados biométricos. No primeiro caso, a chance de êxito é incomparavelmente maior”, ressalta.
Sensível à questão do desaparecimento de crianças, o MPAC lançou a campanha “Saudade: essa dor pode acabar”, visando dar visibilidade ao drama enfrentado pelas famílias e sensibilizar a sociedade. Além disso, desde 2017 o MPAC integra o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (SINALID) por meio do Núcleo de Apoio Técnico-NAT.
Outros serviços
Além da emissão da CNI, que reúne outros documentos como CPF, carteira do SUS e comprovação de autismo (caso a criança já tenha laudo médico), o projeto Pequeno Cidadão oferece um dia completo de lazer, recreação e civismo.
A comunidade escolar terá acesso a serviços de saúde e atendimento odontológico, além de palestras e demonstrações da Polícia Civil, Polícia Militar, Bombeiros e Núcleo de Apoio Técnico Especializado da Criança e Adolescente (Nateca) do MPAC sobre temas como bullying, combate à exploração sexual infantil, segurança pública e enfrentamento a incêndios.
O evento ainda contará com a capacitação dos professores da escola pelo Nateca e Universidade Federal do Acre (Ufac), com a finalidade de reconhecerem, em sala de aula, os sinais de uma criança que sofra exploração sexual.
São parceiros na primeira edição do projeto a Prefeitura de Bujari, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Escola Edmundo Pinto e Cartório Bujari.
Fonte: Ministério Publico – AC
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Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça
Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos
Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:
- 3,81% para medicamentos com concorrência;
- 2,47% para medicamentos de média concorrência;
- 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.
Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.
Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.
“A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%.”
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A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.
“A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país.”
Entenda
O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e desconta o ganho de produtividade da indústria.
A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos.
A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte
