Acre
Brasileiros são espancados e torturados em presídios na Bolívia
A situação dos presos brasileiros transferidos recentemente do presídio Villa Busch da Cobija para o presídio de Santa Cruz é de preocupação para os familiares. Esta semana, um grupo especial da Polícia Nacional, conhecido “Rê-15”, teria invadido a cela onde se encontram os presos e aplicado uma surra nos brasileiros.
Segundo informações da funcionária pública de Epitaciolândia e representante das famílias dos presos brasileiros, Edite Monte do Nascimento, a invasão à cela ocorreu na noite de quarta-feira (5). Os presos foram espancados e alguns saíram com as costelas quebradas, braços hematomas pelo corpo.
Desde que os presos brasileiros chegaram ao presídio de Santa Cruz, segundo Edite Monte do Nascimento, eles estão passando por maus tratos e humilhações. Alguns dos detentos se encontram em estado grave de saúde e sem assistência médica, inclusive um preso brasileiro cirurgiado.
As famílias dos brasileiros, de acordo ainda com a representante, já temiam que isso viesse ocorrer, caso os presos fossem transferidos do presídio Villa Busch para o presídio de Santa Cruz. “Essa semana, a premonição dos familiares acabou se tornando realidade com a surra aplicada pela polícia nos brasileiros transferidos.”
Edite Monte do Nascimento informou nesta sexta-feira (7) que a preocupação dos familiares aumentou ainda mais com o anuncio de que os presos brasileiros de Santa Cruz retornarão para o presídio Vila Busch, de onde já saíram. O anuncio partiu da representante do consulado brasileiro, em Cobija.
As informações são de que a transferência será realizada já a partir da próxima semana. A família teme pela segurança de seus parentes, pois no presídio Vila Busch, os presos bolivianos não gostam dos brasileiros e se providencias não forem tomadas com relação a segurança, o massacre a presos brasileiros deve continuar como já ocorreu no passado bem recente naquele presídio.
Segundo a representante, as famílias dos presos apelam mais uma vez a intervenção das autoridades brasileiras nessa questão, pois temem pela vida de seus parentes.
Fonte: A Tribuna
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Criança de 6 anos e irmão adolescente são conduzidos à delegacia por chocolate de 3 reais não pago em Rio Branco
Adolescente se ofereceu para pagar o produto, mas segurança não aceitou e acionou a Polícia Militar; mãe contesta abordagem e diz que vai adotar medidas judiciais contra o supermercado

Os irmãos permaneceram na delegacia até a chegada da mãe. Foto: ilustrativa
Menores são levados à delegacia após esquecerem de pagar chocolate; mãe contesta abordagem
Uma criança de 6 anos e o irmão dela, de 13 anos, foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (Defla) na noite de ontem, terça-feira, dia 31, após um episódio registrado em um supermercado localizado na Rua Rio de Janeiro, no bairro Floresta, em Rio Branco.
De acordo com informações apuradas, os dois irmãos estavam no estabelecimento para fazer compras. O adolescente selecionou alguns produtos e efetuou o pagamento no valor de cerca de R$ 12. Durante a permanência no local, a criança pegou uma barra de chocolate, avaliada em pouco mais de R$ 3, e consumiu o item antes de passar pelo caixa, e o irmão esqueceu de pagar.
Abordagem e condução à delegacia
Após deixarem o interior do supermercado, os menores foram abordados por seguranças no estacionamento. Ao ser informado sobre o ocorrido, o adolescente se ofereceu para pagar pelo produto utilizando um cartão da mãe, que tinha saldo disponível. A proposta, no entanto, não foi aceita, e a Polícia Militar foi acionada.
Uma guarnição esteve no local e conduziu os dois à delegacia. Na unidade, eles foram colocados em uma sala de permanência junto com adultos presos por vários crimes. O procedimento foi revisto após a constatação da idade da criança.
O registro da ocorrência foi ajustado, e os irmãos permaneceram na delegacia até a chegada da mãe, sendo liberados em seguida mediante assinatura de termo.
A responsável pelas crianças contestou a condução do caso e informou que pretende adotar medidas judiciais contra o estabelecimento. Segundo ela, o filho mais velho tentou resolver a situação no momento da abordagem, mas não houve aceitação por parte dos funcionários.
Questões sobre procedimento com menores
O caso também levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados em situações envolvendo menores. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças não podem ser responsabilizadas criminalmente, e ocorrências desse tipo devem ser encaminhadas ao Conselho Tutelar.
Um funcionário do supermercado, que não quis se identificar, afirmou que a orientação interna é acionar a polícia em casos semelhantes. Ainda assim, ele declarou discordar da forma como a situação foi conduzida.

O procedimento foi revisto após a constatação da idade da criança. Foto: ilustrativa
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“Nada substitui a presença de um policial, por isso a importância da Guarda Municipal”, diz Samir Bestene após agressão no Restaurante Popular
Por Dell Pinheiro
O vereador Samir Bestene (PP) voltou a cobrar medidas mais efetivas na área da segurança pública após mais um caso de agressão registrado no Restaurante Popular da Capital. O desabafo foi feito na durante a sessão na Câmara de Rio Branco,
Segundo o parlamentar, o episódio que envolveu uma mulher agredida por uma pessoa em situação de rua, evidencia o agravamento da violência urbana e reforça a necessidade de fortalecimento da segurança no município.
“Isso agrava muito mais a questão da violência da nossa Capital e também levanta um questionamento sobre a atuação da guarda municipal”, afirmou.
Bestene destacou que o tema já vem sendo debatido de forma recorrente no Legislativo municipal e defendeu a criação da chamada polícia municipal, com base em mudanças recentes na legislação federal.
“A segunda mulher agredida ali no restaurante popular demonstra a importância da criação agora da polícia municipal. É mais uma força para contribuir com a Polícia Militar e dar uma sensação maior de segurança à população”, pontuou.
O vereador também ressaltou que, embora o videomonitoramento seja uma ferramenta importante no combate à criminalidade, ele não substitui a presença de agentes nas ruas.
“O videomonitoramento é importantíssimo para identificar ocorrências, mas nada substitui a presença física de um policial, que pode inibir agressões físicas ou verbais”, disse.
Para o parlamentar, o reforço no efetivo e a atuação mais próxima da população são fundamentais para garantir segurança tanto aos servidores públicos quanto aos cidadãos que utilizam os espaços públicos da cidade.
“Precisamos dar essa sensação de segurança para quem trabalha e para quem vive o dia a dia nos espaços públicos de Rio Branco”, frisou o progressista.
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