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Brasil vence Camarões por 4 a 1, fica em primeiro no grupo e garante vaga nas oitavas de final

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Com dois de Neymar, um de Fred e outro de Fernandinho, seleção bateu Camarões por 4 a 1 em Brasília. Oitavas serão em Belo Horizonte no sábado, às 13h.

O Globo

Fred recebe passe de David Luiz: de cabeça, atacante fez o terceiro gol do Brasil na partida - Jorge William / Agência O Globo

Fred recebe passe de David Luiz: de cabeça, atacante fez o terceiro gol do Brasil na partida – Jorge William / Agência O Globo

RIO — Na melhor atuação até agora na Copa do Mundo, o Brasil venceu Camarões por 4 a 1, no Mané Garrincha, em Brasília, e garantiiu a classificação para as oitavas de final. No sábado, no Mineirão, em Belo Horizonte, a seleção brasileira vai enfrentar o Chile, que ficou em segundo lugar no grupo B. Com dois gols na partida, Neymar chegou aos quatro e alcançou a artilharia do Mundial.

Esta foi a sétima derrota seguida de Camarões em Copas do Mundo, igualando o recorde negativo da Suíça, em 1966.

A partida começou em ritmo eletrizante: logo aos dois minutos de jogo, Daniel Alves fez belo lançamento para o Neymar, que acionou Hulk na direita. O atacante cruzou para Paulinho, que foi travado na hora do chute. Aos cinco, Hulk desceu novamente pela direita, mas desta vez Fred foi travado no momento da finalização. O jogo acontecia em alta velocidade e, aos nove minutos, Moukandjo bateu de fora da área após uma jogada pela esquerda, mas a bola estourou no peito de Marcelo. Pouco depois, Camarões assustou novamente: Choupo Moting recebeu nas costas de Daniel Alves, dentro da área, e cruzou, mas Thiago Silva afastou o perigo.

O gol da seleção brasileira saiu aos 17 minutos, em uma jogada que lembrou as atuações do time na Copa das Confederações. Luiz Gustavo apertou a marcação no meio, recuperou a bola e avançou pela esquerda. Na linha de fundo, cruzou para Neymar, que tocou de primeira e abriu o placar no Mané Garrincha: 1 a 0. O Brasil manteve a alta rotação e teve duas boas chances na sequência. Na primeira delas, Neymar bateu de primeira após um passe de Hulk, mas a bola foi em cima de Itandje. Logo depois, Paulinho tocou para Fred, dentro da área, mas a marcação chegou, e a bola sobrou para o goleiro.

O Brasil continuava cedendo espaços no meio, e Camarões ainda incomodava. Após uma cobrança de escanteio, Matip cabeceou no travessão. Depois de novo escanteio, a seleção camaronesa continuou no ataque e, em nova falha de Daniel Alves na marcação, Nyon passou com facilidade pelo lateral-direito e cruzou. David Luiz deixou Matip sozinho, e o zagueiro empatou a partida: 1 a 1.

FERNANDINHO ENTRA BEM NO SEGUNDO TEMPO

O Brasil piorou depois do gol sofrido, o meio-campo tinha dificuldades para criar, mas Neymar, novamente, aliviou a situação em um momento difícil. A defesa de Camarões cortou um lançamento da zaga brasileira, mas Marcelo aproveitou a rebatida e, de primeira, tocou para Neymar. O camisa 10 ganhou de Nyom na corrida, driblou Nkoulou e chutou de fora, no contrapé do goleiro. O gol animou o Brasil e, aos 35, Hulk chutou de fora da área, para boa defesa de Itandje. Antes do fim do primeiro tempo, nova chance: Neymar fez jogada de efeito, deu um balão no adversário e tocou pro Oscar. Após uma troca de passes entre o meia do Chelsea, Neymar e Fred, Hulk recebeu na área, mas se atrapalhou na hora da finalização

O Brasil começou a segunda etapa com o mesmo ritmo com que havia iniciado a partida. Logo no primeiro minuto, Fernandinho, que havia voltado do intervalo no lugar de Paulinho, encontrou Hulk, que foi travado na hora do chute. Na sequência, Fred chutou de fora da área, mas Itandje caiu e fez boa defesa. Três minutos depois, Fernandinho aproveitou uma rebatida da defesa e acionou David Luiz na esquerda. O zagueiro cruzou para Fred, que, de cabeça, marcou seu primeiro gol na Copa.

Após o 3 a 1 no placar, o Brasil diminuiu o ritmo e passou a trocar muitos passes. Felipão colocou William no lugar de Neymar aos 26 minutos, já que o atacante tem um cartão amarelo e poderia ficar fora das oitavas de final caso levasse o segundo. Com a partida resolvida, a emoção no segundo tempo ficou por conta da expectativa sobre o adversário das oitavas de final, Holanda ou Chile. O México vencia a Croácia por 3 a 0 e, naquele momento, tinha o mesmo número de pontos e o mesmo saldo de gols da seleção brasileira. O Brasil garantia a primeira posição graças ao segundo critério de desempate, o número de gols marcados. Mas, aos 39, Fernandinho, que fez excelente partida, tratou de garantir a liderança do grupo A. Oscar roubou uma bola no ataque e tocou para o volante do Manchester City, que deu o passe para Fred e correu para receber. O atacante do Fluminense tocou em profundidade, e a bola ainda passou pelos pés de Oscar antes que Fernandinho, de bico, fizesse o quarto da seleção. Aos 46, Willian quase ampliou, mas Itandje fez boa defesa.

CAMARÕES 1 X 4 BRASIL

Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)

Data/Horário: 23/06/2014, às 17h

Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Público: 69.112 torcedores presentes

Cartões amarelos: Enoh (10’/1°T), Mbia (34’/2°T)

Cartão vermelho: Não houve

Gols: Neymar (17’/1°T e 35’/1°T), Matip (26’/1°T), Fred (4’/2°T) e Fernandinho (39’/2°T)

CAMARÕES: Itandje; Nyom, Nkoulou, Matip e Bedimo; Nguemo, Mbia, Enoh e Moukandjo (Salli, 13’/2°T); Choupo Moting (Makoun, 35’/2°T) e Aboubakar (Webo, 26’/2°T) . Técnico: Volker Finke.

BRASIL: Júlio César; Danel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Paulinho (Fernandinho, intervalo); Hulk (Ramires, 17’/2°T), Oscar e Neymar (Willian, 26’/2°T); Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

 

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INSS, Master, TSE: André Mendonça amplia poderes em ano eleitoral

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Andre Mendonça foi indicado por Bolsonaro

A oito meses das eleições presidenciais de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça acumula poderes ao assumir a relatoria das investigações do caso Master e se torna uma peça-chave para a política e a Justiça.

O magistrado já é relator do caso que apura os desvios de recursos dos aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e será vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de junho, quando a presidência da Corte será trocada. Cármen Lúcia deixa a presidência do tribunal e Nunes Marques assume.

À frente do caso Master e da análise acerca das fraudes no INSS, os próximos passos de Mendonça vão passar a ser observados por diferentes setores do governo Lula, do Congresso Nacional e por colegas integrantes do STF. A lupa voltada a Mendonça será, em um primeiro momento, a fim de entender qual será a linha adotada por ele.

Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e classificado por ele como “terrivelmente evangélico”, Mendonça tem sido apontado no mundo jurídico como um magistrado que mantém um perfil “técnico” em suas decisões.

O ministro André Mendonça foi sorteado para o caso que apura a fraude financeira no Banco Master após um relatório da Polícia Federal (PF) apontar que o nome de Dias Toffoli aparecia em citações nos celulares apreendidos de investigados, como o de Daniel Vorcaro. Com a pressão política, Toffoli deixou a relatoria do caso.

Nome comemorado por alas do Congresso

Desde que Mendonça foi anunciado como relator do caso Master, alas do Congresso ligadas à oposição e à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS comemoraram. Como mostrou a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a notícia também foi bem recebida pela cúpula da PF.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse a interlocutores ter “ótima” relação com Mendonça. Na sexta-feira (13/2), um dia depois de assumir a relatoria, o ministro se reuniu com integrantes da PF que estão cuidando do caso Master. No encontro, foi apresentado um panorama da situação atual das investigações.

A PF teve uma crise com Toffoli enquanto ele foi relator do caso. Como mostrou o Metrópoles na coluna de Manoela Alcântara, a crise entre os dois lados teve rápida escalada e foi ponto determinante para a saída do magistrado da relatoria.

O que leva Brasília a ficar atenta a passos de Mendonça

Com poder acumulado, Mendonça tem a classe política atenta às suas ações à frente dos dois casos mais sensíveis em Brasília no momento. Tanto no caso do INSS como no do Master, o governo Lula, membros do Centrão e integrantes da oposição esperam os desdobramentos que podem desencadear na campanha eleitoral.

Os casos têm indícios de participação de políticos de diferentes espectros: do petismo ao bolsonarismo, passando pelos partidos do Centrão. Apesar do ataque público nas redes sociais, que fazem diferentes coros entre oponentes, a classe política tem ciência de que as investigações tem potencial de ameaçar grupos políticos.

Para além da política, o mundo jurídico também acompanha o comportamento de Mendonça depois do desgaste de imagem que o STF teve com Toffoli no comando do caso Master. A condução do ministro no caso dará pistas de como será seu estilo como vice-presidente do TSE.

Representações contra Lula devem ser analisados antes de junho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou alvo da oposição no TSE depois de ter ido acompanhar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fez um enredo em sua homenagem. A oposição acusa o petista de propaganda eleitoral antecipada.

As representações sobre esse caso devem ser analisadas pelo tribunal antes da mudança da presidência em junho, quando Mendonça assumirá como vice. Porém, essas petições receberão o voto de Mendonça, pois ele já faz parte da Corte.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Cláudio Castro se reunirá com Flávio e com PL para decidir seu futuro

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Agência Brasil
Cláudio Castro

O governador do Rio de Janeiro (RJ), Cláudio Castro (PL), afirmou na segunda-feira (16/2) que se reunirá com o deputado federal e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), e com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para decidir seu futuro político.

O bolsonarista ainda deve decidir se permanecerá no cargo de governador até a data limite para renúncia a fim de concorrer a uma cadeira no Senado Federal.

“Em primeiro lugar eu preciso ter uma garantia que quem vai ficar no meu lugar seja uma pessoa capaz de administrar um estado com um déficit orçamentário de R$ 19 bilhões este ano”, disse a jornalistas ao chegar para o segundo dia de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no Rio (RJ).

O governador reafirmou nesta semana que o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, é o nome que apoia para assumir o comando do Estado. Apesar da indicação, destacou que caberá à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tomar a decisão final por meio de votação indireta, ressaltando a autonomia do Legislativo no processo.

A eleição indireta será realizada porque o Estado está sem vice-governador. Eleito na mesma chapa de Castro, Thiago Pampolha deixou o cargo após ser indicado para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

A Alerg aprovou, em 11 de fevereiro, uma proposta que estabelece regras para eleições indiretas a fim de escolher um nome para concluir os últimos meses de mandato do governador do RJ.

O projeto prevê uma flexibilização ao prazo para que candidatos deixem cargos públicos e estabelece que a votação ocorrerá de forma aberta — com registro público de votos.

Com os dois postos vagos, a legislação prevê que os deputados estaduais do Rio de Janeiro devem escolher um nome para a conclusão do mandato — processo chamado de eleição indireta.

Homenagem a Lula no Acadêmicos de Niterói

Quanto ao desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Castro se conteve ao comentar. “Nesses camarotes institucionais a gente fica mais recebendo as pessoas que assistindo a desfiles. Não vi nem a Niterói como as demais escolas”, declarou.

Questionado do porquê não desceu à pista para receber as agremiações ao lado de Lula e do prefeito Eduardo Paes (PSD), que deve concorrer ao cargo de governador, Castro se limitou a dizer que estava em “reunião”.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Receita se manifesta sobre operação da PF que apura vazamento de dados

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Reprodução/Receita Federal
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A Receita Federal se manifestou nesta terça-feira (17/2) após a operação da Polícia Federal (PF)  que investiga o vazamento de dados envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parentes. A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido do Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em nota, a Receita afirma que “não tolera desvios”, sobretudo relacionados ao sigilo fiscal. O órgão também informou que já havia determinado um procedimento investigatório no início do ano, em parceria com a autoridade policial.

“Em 12 de janeiro deste ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa”, diz a Receita.

Ainda de acordo com a nota, a auditoria segue em andamento, e desvios detectados foram informados ao ministro relator do caso no STF.

“Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, informou.

Por fim, a Receita informa que desde 2023, ampliou o controle de acesso a dados, com “forte restrição aos perfis de acesso e ampliação de alertas”. Também afirma que até o momento, foram concluídos 7 processos disciplinares, que resultaram em três demissões e sanções aplicadas aos demais. “O mesmo rigor orienta e orientará todo o processo”, finaliza.

Operação

A PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, na manhã desta terça-feira (17/2). As identidades dos alvos das buscas não foram divulgadas.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna da Andreza Matais, investigações apontam que o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado indevidamente.

Além dela, o filho de outro ministro do Supremo teve a declaração de Imposto de Renda acessada sem autorização. As investigações ocorrem dentro do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

A Corte também determinou o cumprimento de medidas cautelares, que incluem o afastamento da função pública, o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de se ausentar do país e o cancelamento de passaportes.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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