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Brasil fica de fora de maior acordo comercial dos últimos 18 anos

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Acordo sobre tecnologia de informação teve quase 20 anos de negociações.
Serão 201 produtos e componentes livres de tarifas de importação.

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G1

O Brasil ficou de fora do mais importante acordo comercial multilateral dos últimos 18 anos, que reduz tarifas para uma longa lista de componentes de informática. Anunciado pela Organização Mundial do Comércio depois de entendimento entre Estados Unidos e China, o acordo sobre tecnologia de informação abrange volume ainda maior do que o comércio do setor automotivo.

O acordo saiu depois de quase 20 anos de negociação na OMC. No total, 201 produtos e componentes eletrônicos, como GPS e tela sensível ao toque, vão ficar livres de tarifas de importação.

Dos 161 países que fazem parte da OMC, 54 assinaram o acordo. Isso quer dizer que só estes países aceitaram importar produtos estrangeiros sem cobrar tarifa. Nas lojas deles, produtos nacionais e importados vão competir de igual para igual. O outro grupo de países vai continuar taxando os produtos importados. O Brasil está nessa.

Pior para quem está pensando em comprar um eletrônico aqui. “Você compra um telefone celular ou um aparelho de vídeo e áudio no Brasil pelo dobro do preço que outros países vendem. Então isso encarece para nossa população. O Brasil estar fora de um acordo como esse significa um atraso de tecnologia, um atraso de integração econômica e internacional, um atraso na indústria eletroeletrônica brasileira”, diz o economista e empresário Roberto Giannetti.

O governo diz que ficou de fora porque os termos do acordo não eram os melhores para o país. “O Brasil não podia excluir produtos de sua cobertura e ao mesmo tempo não recebeu a oportunidade de incluir aqueles produtos que nós exportamos. Por isso, não havia vantagem em fazer esse tipo de acordo”, explica Paulo Estivallet de Mesquita, diretor do Departamento Econômico do Itamaraty.

O representante do Itamaraty diz que o Brasil já está no lucro. Isso porque os nossos produtos e o de todos os integrantes da OMC podem ser vendidos sem imposto para os 54 membros que assinaram o acordo. “O Brasil ganha na medida em que as reduções tarifárias que foram acordadas valem também para o Brasil. E o Brasil não perde nada porque nada nos impede de reduzirmos as nossas tarifas se for julgado conveniente”, completa Mesquita.

O Brasil tem ido na contramão da principal tendência de comércio internacional da última década, que tem sido a procura por acordos intrablocos, entre blocos e bilaterais em todas as regiões do mundo.

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Sebrae abre inscrições para credenciamento de consultores e instrutores

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Áreas de atuação incluem gestão empresarial, finanças, gestão de pessoas, sustentabilidade, marketing e vendas

O Sebrae no Acre está com inscrições abertas para o credenciamento de fornecedores para serviços de consultoria e instrutoria. O objetivo é formar um cadastro de profissionais e empresas aptos a atuar em ações voltadas ao fortalecimento dos pequenos negócios no estado ao longo de 2026.

Podem se credenciar empresas, cooperativas, associações, organizações do terceiro setor e Microempreendedores Individuais (MEI) que atendam aos critérios estabelecidos no edital. Os serviços poderão ser prestados de forma presencial ou online, em regime de não exclusividade, conforme a necessidade das ações desenvolvidas pela instituição.

O credenciamento contempla duas modalidades de atuação: consultoria, voltada à orientação técnica especializada e à melhoria da gestão empresarial, e instrutoria, direcionada à capacitação por meio de cursos, oficinas, palestras e treinamentos.

De acordo com analista do Sebrae no Acre, Maria Vieira, as áreas de atuação incluem empreendedorismo, gestão empresarial, finanças, planejamento estratégico, gestão de pessoas, inovação, sustentabilidade, qualidade e produtividade, legislação aplicada aos pequenos negócios, marketing e vendas, dentre outras.

“O processo de credenciamento ocorre em etapas, que incluem a análise da documentação apresentada, a comprovação de qualificação técnica e a avaliação de integridade. Vale ressaltar que o credenciamento não garante contratação imediata, mas habilita os profissionais e empresas a participarem do rodízio de seleção sempre que houver demanda por serviços”, explicou Maria.

O edital completo foi publicado no dia 30 de janeiro de 2026 e apresenta a lista de documentos obrigatórios, a relação detalhada das áreas e subáreas de conhecimento. O credenciamento não possui prazo final definido. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio do sistema eletrônico do Sebrae (clique aqui). Mais informações sobre o edital e inscrições no site sebrae.com.br/acre

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Governo intensifica apoio aos municípios no atendimento a famílias afetadas por enchentes no Acre

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) tem intensificado o apoio técnico e operacional aos municípios acreanos no atendimento às famílias atingidas por situações de emergência decorrentes das fortes chuvas. A atuação ocorre de forma integrada com as equipes municipais de assistência social, com foco no fortalecimento da capacidade de resposta nos territórios impactados e na garantia da proteção social às populações em situação de vulnerabilidade.

Entre as principais atribuições da SEASDH está a orientação técnica quanto ao atendimento às famílias atingidas, incluindo o funcionamento, a organização e a gestão de abrigos provisórios, assegurando que esses espaços atendam aos critérios de proteção, dignidade e segurança. A Secretaria também apoia os municípios na identificação e no cadastramento das famílias, considerando os perfis socioeconômicos, as vulnerabilidades específicas e os territórios afetados, garantindo que os serviços contemplem quem mais precisa.

Governo intensifica apoio aos municípios no atendimento a famílias afetadas.Foto: Pedro Devani/Secom

A SEASDH também atua no cofinanciamento estadual das ações socioassistenciais, orientando as gestões municipais quanto à adequada aplicação dos recursos e à concessão de benefícios eventuais, conforme a legislação vigente. O trabalho técnico desenvolvido contribui para a produção e a sistematização de informações estratégicas que subsidiam a tomada de decisão da gestão estadual e fortalecem as respostas intersetoriais.

“Cada família afetada pelas enchentes é uma prioridade para o governo do Estado. Estamos ao lado dos municípios e das comunidades, trabalhando para que ninguém se sinta sozinho neste momento difícil. Nosso compromisso é garantir acolhimento, cuidado e dignidade às famílias, fortalecendo a rede de assistência para que o apoio chegue a quem mais precisa”, afirmou a vice-governadora e titular da SEASDH, Mailza Assis.

Atuação integrada

Com base nos dados levantados, secretarias municipais e estaduais atuam de forma articulada com instituições como Defesa Civil, Ministério Público, Conselhos de Assistência Social e demais órgãos públicos, fortalecendo o planejamento e a execução das ações emergenciais. A integração entre as instituições possibilita respostas mais ágeis e eficazes às demandas da população atingida.

Dessa forma, a SEASDH reafirma seu compromisso com a proteção social, com a garantia de direitos e com o cuidado com as famílias em situação de vulnerabilidade, antes, durante e após os eventos extremos.

Cenário de eventos extremos no Acre

Nos últimos anos, o Acre tem enfrentado um ciclo recorrente de cheias e secas intensas, em decorrência da variabilidade climática da região amazônica e dos impactos das mudanças climáticas. Durante o período chuvoso, rios como Acre, Purus e Tarauacá frequentemente ultrapassam as cotas de transbordamento, afetando áreas urbanas e rurais e atingindo milhares de famílias.

Em março de 2015, o Rio Acre atingiu 18,40 metros em Rio Branco, a maior cheia já registrada, afetando mais de 100 mil pessoas e tornando-se referência histórica para episódios climáticos extremos posteriores. Em 2023 e 2024, o estado voltou a registrar cheias significativas, com níveis do Rio Acre acima de 17,70 metros, resultando em decretos de situação de emergência em diversos municípios.

Entre o final de 2025 e o início de 2026, as fortes chuvas elevaram novamente os níveis desses rios. O governo do Estado decretou situação de emergência em municípios como Rio Branco, Feijó, Plácido de Castro, Santa Rosa do Purus e Tarauacá, com o objetivo de agilizar a resposta às inundações e ampliar o apoio humanitário às famílias afetadas. Em várias localidades, houve retirada preventiva de moradores de áreas de risco e mobilização de abrigos e serviços socioassistenciais.

Paralelamente às enchentes, o estado também enfrenta períodos de seca severa, quando a redução do nível dos rios compromete o abastecimento de água e as atividades produtivas, especialmente em comunidades rurais.





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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Com foco na sustentabilidade, governo do Acre e Sebrae iniciam capacitação para fortalecer a cadeia do cacau

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Para potencializar os conhecimentos técnicos de diversas instituições, o governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), iniciou nesta segunda-feira, 2, o curso especializado em Sistema de Produção e Classificação de Cacau.

Realizada no centro de pesquisa da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura, a formação ocorre até o dia 14 de fevereiro na cidade de Marituba no Pará. A formação reúne um grupo estratégico de 27 técnicos de diversas instituições fundamentais para o desenvolvimento rural do estado do Acre.

Formação reúne um grupo estratégico de 27 técnicos de diversas instituições fundamentais para o desenvolvimento rural do estado do Acre. Foto: cedida

A iniciativa é considerada um marco histórico para a agricultura acreana, a qual visa a estruturação técnica de uma das cadeias produtivas mais promissoras da região.

Desde o início da atual gestão, o titular da Seagri, Luís Tchê, tem pautado o debate sobre o potencial da produção do cacau, tanto o nativo quanto o de cultivo. A ação está inserida no programa Cacau Socioambiental Sustentável, executado por meio da Rota do Cacau no Acre.

“Tudo o que está acontecendo hoje é fruto de uma parceria sólida entre o governo do Acre e o Sebrae, que tem sido o nosso parceiro número um desde o primeiro ano de gestão. Estamos unindo forças para transformar o potencial do nosso cacau em realidade econômica”, destacou o secretário.

O treinamento conta com representantes da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Sebrae, Embrapa, Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e Universidade Federal do Acre (Ufac).

Fortalecimento

Os organizadores do curso de formação têm como objetivo direto a melhoria da qualidade e o aumento da capacidade de atendimento aos produtores rurais, povos originários e extrativistas. Ao capacitar os técnicos que atuam na ponta, o governo garante que a assistência chegue com mais eficiência ao campo.

Ações de fomento de conhecimento técnico colaboram para a recuperação ambiental, pois, o cacau pode ser cultivado para a recuperação de áreas alteradas. Foto: cedida

Com a formação, pretende-se aumentar a geração de emprego e renda, com a movimentação da economia local por meio da comercialização de amêndoas de alta qualidade.

Além disso, as ações colaboram para a recuperação ambiental, pois, o cacau pode ser cultivado para a recuperação de áreas alteradas e ainda estimular os sistemas agroflorestais que mantêm a floresta em pé.

Com foco na sustentabilidade, o treinamento aborda desde as técnicas de manejo no plantio até a classificação rigorosa das amêndoas, fator determinante para o valor agregado do produto.

Para o governo, o fortalecimento da cacauicultura representa um caminho seguro para o desenvolvimento econômico que respeita a identidade amazônica e promove a autonomia das comunidades tradicionais e dos agricultores familiares.










 

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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