Brasil
Bovespa fecha no vermelho; ação da Petrobras perde 18% na semana
O Ibovespa, principal indicador da bolsa, caiu 1,79%, aos 46.907 pontos.
É o menor patamar de fechamento desde março de 2014.
G1
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta sexta-feira (30), pressionada pelas perdas nas ações da Petrobras, depois que a estatal anunciou, na véspera, que pode não pagar dividendos a seus acionistas por causa dos desdobramentos das denúncias de corrupção envolvendo a estatal.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caiu 1,79%, aos 46.907pontos. Veja a cotação. Este é o menor patamar de fechamento desde o dia 19 de março de 2014, quando a bolsa fechou aos 46.567 pontos.
Na semana, a bolsa caiu 3,83% e no mês, 6,20%. No ano, há baixa acumulada de 6,20%.
As ações da Petrobras voltaram a cair. Veja cotação. Os papéis ordinários (com direito a voto) caíram 5,08%, cotados a R$ 8,04. Este é o menor valor desde 2004, quando, no dia 26 de agosto, as ações eram cotadas a R$ 8,02, de acordo com a Economatica.
Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos, mas sem direito a voto) recuaram 6,51%, para R$ 8,18. Este é o menor valor desde 2005, quando, no dia 16 de maio, as ações eram cotadas a R$ 8,03.
As ações preferenciais tiveram queda de 18,20% na semana e as ordinárias, de 15,55%. No ano, há desvalorização acumulada de 18,36% e 16,16%, respectivamente, de acordo com a Economatica.
Nos dois dias anteriores, os papéis a petroleira fecharam no vermelho. Na véspera, os ordinários caíram 1,85%, a R$ 8,47. Já os preferenciais perderam 3,10%, a R$ 8,75. Na quarta (28), as ações PN despencaram 11,21%, a R$ 9,03, e as ON, 10,48%, a R$ 8,63.
Na quinta (29), a petroleira admitu a possibilidade de não pagar dividendos a acionistas, dependendo da avaliação da situação financeira da companhia. Dividendos correspondem a parcela dos lucros da companhia que são distribuídos entre os acionistas.
Rebaixamento da Petrobras
Na noite da véspera, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou todos os ratings da Petrobras, citando preocupações com investigações sobre corrupção na estatal e possível pressão sobre a liquidez da companhia em função de atraso na divulgação de resultados financeiros auditados.
A avaliação de risco é um sistema de nota desenvolvido por agências de análise de riscos para alertar os investidores de todo o mundo sobre os perigos do mercado ou da empresa que eles escolhem para aplicar seu dinheiro. Entenda como funciona.
“O fato novo de hoje na bolsa é a Petrobras por causa do rebaixamento das notas e da possibilidade de não pagar dividendos. Mas temos tido diariamente uma boa quantidade de notícias complicadas e o mercado é um reflexo disso tudo”, disse à Reuters o especialista em renda variável Rogério Oliveira, da Icap Brasil.
Segundo ele, o mercado operava na defensiva, com a percepção de que assuntos que têm sido motivo de preocupação recentemente não vão mudar em breve: a situação da petroleira, a queda nos preços das commodities e a possibilidade de racionamento de energia e água no Brasil.
Bancos e energia
Diversas ações do setor de energia apareciam entre as maiores baixas do índice nesta sexta-feira. Estimativas iniciais para fevereiro do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontaram que as chuvas que devem chegar aos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste do país durante o mês serão de cerca de 52% da média histórica.
Já as ações da Vale tinham alta, apesar dos preços do minério de ferro no mercado à vista da China terem fechado janeiro com a maior queda desde maio de 2013. O mercado está na expectativa de que a mineradora revele qual será sua proposta de dividendos para 2015.
O dólar fechou em forte alta nesta sexa-feira, voltando a se aproximar de R$ 2,70, reagindo ao fraco crescimento econômico dos Estados Unidos no quarto trimestre e a declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy sobre o câmbio. A moeda norte-americana avançou 2,96%, a R$ 2,6894 na venda. Veja a cotação.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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