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Brasil

Bolsonaro: queria ter poder de “investigar” TSE por fala de ministro

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Ex-presidente disse também que gostaria de ter acesso ao sigilo de Alexandre de Moraes para esclarecer respostas

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que gostaria de ter tido o poder que o ministro Alexandre de Moraes detinha como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022 para investigar o ministro Benedito Gonçalves. Durante a diplomação de Lula, Gonçalves teria dito a Moraes: “Missão dada é missão cumprida”.

Em entrevista à rede AuriVerde, Bolsonaro afirmou que não iria falar em “fraude” e chegou a “tranquilizar” o pessoal do TSE que “está me acompanhando na transmissão”. O ex-presidente também declarou que gostaria de ter acesso ao sigilo de Moraes para esclarecer questões que, segundo ele, seguem em aberto.

“Eu queria ter o poder que Alexandre de Moraes tem para investigar alguma coisa no TSE. Como, por exemplo, sentar em um banco para inquirir o ministro Benedito Gonçalves, que está no TSE. É aquele que, na diplomação do Lula, passou por Alexandre de Moraes e disse: ‘Missão dada é missão cumprida’. O que foi isso? Isso é golpe, pô. Isso foi um golpe que deram lá. Quebrar o sigilo de Alexandre de Moraes e de todo o seu entorno (gesto de faca no pescoço) e perguntar: ‘O que é isso aqui? Se fosse para o lado de cá, era matar alguém, mas, para o lado de lá, é o quê?’”, criticou.

Na época, a declaração de Benedito Gonçalves foi considerada uma quebra de protocolo na cerimônia. Tradicionalmente, durante a diplomação, dois ministros do TSE são responsáveis por conduzir o presidente eleito, enquanto outros dois acompanham o vice-presidente eleito até a mesa.

No caso de Lula, Alexandre de Moraes anunciou: “Solicito que suas excelências, o ministro Ricardo Lewandowski e o ministro Benedito Gonçalves, conduzam ao plenário o excelentíssimo presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva”.

Lewandowski, então ministro do STF, seguiu diretamente para cumprir o rito. Benedito, porém, parou ao lado de Moraes e fez o comentário: “Missão dada é missão cumprida”.

Na ocasião, ao Metrópoles, o TSE negou qualquer irregularidade na cerimônia. Apesar disso, parlamentares da direita utilizaram o caso na época para apontar favorecimentos na eleição.

Risco de prisão

Bolsonaro afirmou, na entrevista, que há possibilidade de ser preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e alegou “insegurança jurídica” no país.

O ex-presidente comentou uma reportagem publicada no Metrópoles, na coluna de Paulo Cappelli, sobre o envio, por parte do ministro Alexandre de Moraes, de um despacho à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar a necessidade de prisão preventiva.

“Até já avisei quem trabalha comigo, dirigindo meu carro, para nem passar perto de embaixadas. Alguns me criticaram lá atrás, achando que eu ia fugir para a Embaixada da Hungria […] A possibilidade [de ser preso] existe. Nós vivemos uma completa insegurança jurídica. Estou com várias cartas que chegam de presos políticos. Cada um tem um drama”, declarou Bolsonaro.

O ex-presidente também afirmou que não está “tranquilo”. “Da minha parte, estou aqui no Brasil. Lógico que você não fica tranquilo [com possibilidade de ser preso] com uma questão como essa, [porque] ninguém quer perder a liberdade, principalmente quem não cometeu crime nenhum. O que me dá forças são as pessoas que estão presas, como a Débora [pichadora da estátua da Justiça], e mais uma centena de pessoas por aí. A gente se apega acima disso, desses inocentes.”

Segundo a coluna, Moraes assinou o despacho em 18 de março ao analisar uma notícia-crime contra o ex-presidente, solicitando que a PGR avalie se sua prisão é necessária “a fim de garantir a ordem pública e a instrução processual”.

Prisões preventivas são decretadas pela Justiça antes do julgamento do réu e têm duração indeterminada.

O ministro quer que a PGR avalie se a prisão de Bolsonaro é necessária “a fim de garantir a ordem pública e a instrução processual”.

Além disso, o ministro determinou que a PGR opine se, ao convocar atos pela anistia, Bolsonaro “cometeu os delitos de obstrução de Justiça, incitação de crimes contra as instituições democráticas e coação no curso do processo”. São esses pontos, aliás, que justificariam o encarceramento do ex-presidente antes de eventual condenação pela Primeira Turma do Supremo.

Apesar disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ainda não se manifestou no processo.

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Manaus sofre com terceiro apagão em menos de um mês

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Foto: Portal do Holanda

Um apagão de energia elétrica e internet foi registrado, na noite desta quarta-feira (02), em todos os bairros de Manaus. É a terceira vez que ocorre em menos um mês.

A falta de energia elétrica começou por volta das 22h e afetou também os municípios de Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Parintins, Iranduba e Manacapuru no interior do Amazonas.

A empresa Amazonas Energia emitiu uma nota mas não explicou o que ocasionou o apagão. Apenas disse ter sido de origem no Sistema Interligado Nacional (SIN).

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Polícia desmantela esquema de loterias irregulares em Tocantins

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Um suposto esquema de loteria irregular foi desmantelado pela Polícia Civil em Guaraí, na região centro-norte do Tocantins. A investigação teve início quando um morador procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, afirmando que tinha ganhado um prêmio de R$ 43 mil, mas não havia recebido a quantia.

Na operação realizada nesta quarta-feira (2), as autoridades apreenderam milhares de bilhetes que estavam sendo vendidos ao público. Quatro indivíduos foram detidos, mas liberados para responder ao processo em liberdade, com seus nomes não revelados.

A ação, batizada de Operação Trapaça, envolveu equipes da 47ª e 48ª Delegacias da Polícia Civil e resultou na apreensão de cadernos com anotações e dinheiro. Os suspeitos foram encaminhados à 7ª Central de Atendimento da Polícia Civil. Todos foram ouvidos e liberados após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência.

 

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Homem é preso por pornografia infantil durante investigação de desaparecimento de jovem

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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu em flagrante um homem de 30 anos acusado de produzir, armazenar e comercializar material de pornografia infantil.

A prisão ocorreu durante as diligências para esclarecer o desaparecimento de três adolescentes – duas de 14 e uma de 15 anos –, registrado por familiares na última segunda-feira (31). Durante as buscas, a polícia encontrou primeiro K.S.D.S., 22 anos, que afirmou ter recebido as jovens em sua casa e depois as levado para um apartamento no bairro Senador Hélio Campos.

A análise do celular de R.N.D.S. revelou fotos e vídeos de crianças e adolescentes nus, além de grupos de venda de pornografia infantil. Entre os arquivos, havia registros clandestinos das adolescentes resgatadas, incluindo imagens delas tomando banho sem consentimento.

Em depoimento, as vítimas relataram que o acusado as viu nuas no banheiro e fez propostas de ganho financeiro em troca da produção de conteúdo pornográfico. Durante interrogatório, R.N.D.S. confessou armazenar os vídeos, mas alegou que teriam sido gravados por um primo. Admitiu ainda participar de redes de compra e venda de material de exploração infantil.

 

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