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Biden anuncia doação global de vacinas; Brasil receberá doses via Covax Facility
EUA apresentam detalhes de plano que doará até 80 milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19; primeira etapa destinará 25 milhões de unidades

Presidente dos EUA, Joe Biden, fala sobre programa de vacinação contra Covid-19 – Foto: Alex Wong
Murillo Ferrari, da CNN
A governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (3) os detalhes de seu plano para compartilhar pelo menos 80 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 com o resto do mundo até o final de junho, incluindo um plano específico para as primeiras 25 milhões de doses.
O Brasil será beneficiado por meio de doses recebidas através do consórcio internacional Covax Facility, aliança internacional coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para acelerar o desenvolvimento e a produção de vacinas contra o novo coronavírus e garantir o acesso igualitário aos imunizantes.
Pelo menos 75% dessas vacinas doadas pelo governo de Joe Biden serão compartilhadas com o consórcio Covax e 25% serão compartilhadas diretamente com países necessitados, explicou a Casa Branca.
“Pelo menos 75% dessas doses – quase 19 milhões – serão compartilhadas por meio da Covax, incluindo aproximadamente 6 milhões de doses para a América Latina e o Caribe, aproximadamente 7 milhões para o Sul e Sudeste Asiático e aproximadamente 5 milhões para a África, trabalhando em coordenação com a União Africana e os Centros Africanos para o Controle e Prevenção de Doenças”, detalha o comunicado.
Os EUA disseram que o objetivo da iniciativa é “preparar o terreno” para uma maior cobertura global de vacinas contra a Covid-19. “A alocação desta primeira parcela de doses doadas reflete o desejo dos Estados Unidos de responder a todas as regiões e estabelecer as bases para um maior fornecimento e acesso em todo o mundo.”
Além disso, a Casa Branca diz que a prioridade é ajudar países que ainda precisam imunizar profissionais da saúde – especialmente os que atuam na linha de frente contra a pandemia – e outras populações vulneráveis à doença.
“Estamos compartilhando essas doses não para garantir favores ou extrair concessões. Estamos compartilhando essas vacinas para salvar vidas e liderar o mundo para acabar com a pandemia, com a força do nosso exemplo e com os nossos valores”, disse o governo Biden.
Doses destinadas ao Brasil
O total de doses de vacinas que serão destinadas ao Brasil ainda não está claro – os EUA não informaram, separadamente, quantas unidades serão destinadas por país.
O comunicado da Casa Branca, porém, diz que o país está no grupo que receberá 6 milhões de unidades por meio da Covax. Além do Brasil, essas unidades serão divididas por Argentina, Colômbia, Costa Rica, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Haiti e outros países caribenhos, além da República Dominicana.
“As vacinas e as quantidades específicas serão determinadas e compartilhadas à medida que o governo trabalhar por meio dos parâmetros logísticos, regulatórios e outros específicos de cada região e país”, diz a nota do governo Biden.
“O compartilhamento de milhões de vacinas dos EUA com outros países sinaliza um grande compromisso do governo. Assim como nos Estados Unidos, agiremos o mais rapidamente possível, cumprindo os requisitos legais e regulamentares dos EUA e do país anfitrião, para facilitar o transporte seguro de vacinas através das fronteiras internacionais. Isso levará tempo, mas o presidente instruiu o governo a usar todas as possibilidades para proteger os indivíduos desse vírus o mais rápido possível.”
EUA definirão países que receberão vacinas por meio da Covax
À Kaitlan Collins, da CNN, o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, afirmou que, em “última instância”, os EUA terão a autoridade para decidir quais países receberão as primeiras 25 milhões de doses das vacinas.
Sullivan acrescentou que os EUA estão trabalhando com base em uma lista de países do programa e fizeram seleções “em coordenação com o consórcio, de modo que manter a palavra final em termos de para onde vão.”
“Mas, no final das contas, os Estados Unidos terão autoridade para dizer que essas doses estão indo para cá e não para lá. Mas isso será feito em estreita consulta e parceria com a Covax”, disse o conselheiro.
Sullivan acrescentou que isso será feito de acordo com a logística e entrega da Covax para “garantir que essas doses realmente se traduzam imunizantes aplicados no braço das pessoas”.
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Saiba quem é a influencer argentina acusada de injúria racial no RJ

Reproduçaõ/Redes sociais
A advogada Agostina Páez, de 29 anos, é a argentina acusada de cometer injúria racial contra o funcionário de um bar em Ipanema, Zona do Sul do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (14/1). Além de atuar na área jurídica, Páez é influencer nas redes sociais e filha de um empresário do ramo de transportes na Argentina.
Agostina Páez aparece em vídeo (veja abaixo) fazendo os gestos e sendo repreendida pelas amigas. Nesse sábado (17/1), a Justiça determinou que o passaporte da suspeita fosse apreendido, mas a turista fez a viagem ao Brasil somente com a identidade. Ela passou a usar tornozeleira eletrônica.
No TikTok, Páez conta com mais de 80 mil seguidores, mas seu perfil está desativado no momento. No Instagram, sua conta está suspensa. A advogada é natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina.
A argentina é filha de Mariano Páez, empresário do setor de transportes que responde por violência de gênero no país. De acordo com a mídia local, Mariano foi preso em novembro, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan.
Em dezembro, a Justiça argentina concedeu liberdade provisória ao empresário, impondo medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e monitoramento constante. O caso segue sob investigação.
Agostina Páez tem conflito com a ex-companheira de seu pai. Segundo o La Nación, Páez apresentou uma queixa contra Estefanía Budan, acusando ela de assédio, difamação e violência digital.
Relembre
A turista argentina se envolveu em uma discussão com o gerente de um bar, motivada por um suposto erro no pagamento da conta.
De acordo com a Polícia Civil (PCERJ), por causa disso, o gerente foi verificar as imagens de câmeras de segurança e pediu que a mulher permanecesse no estabelecimento até a resolução da situação.
Ainda segundo a PCERJ, nesse momento, a mulher iniciou xingamentos discriminatórios. Foi quando a vítima passou a gravar as atitudes criminosas da argentina.
O gerente foi até a 11ª DP (Rocinha) e relatou que a turista argentina teria lhe apontado o dedo e proferido ofensas de cunho racial.
Gestos
Pelas imagens, a mulher imitou gestos de macaco e reproduziu sons do animal. Ao tomarem ciência do fato, agentes da PCERJ iniciaram diligências para localizar a turista.
No decorrer das investigações, a unidade representou pela retenção do passaporte e pelo monitoramento eletrônico da mesma, medidas que foram deferidas pela Justiça.
Na manhã desse sábado (17/1), a turista argentina foi à delegacia prestar depoimento e as medidas foram cumpridas. A investigação segue em andamento para apurar todos os fatos.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Centrão indicou maioria do TCU, que agora julgará liquidação do Master

Reprodução/Direção Concursos
A maioria dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), que vai inspecionar a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master, foi indicada pelo Centrão no Congresso Nacional. Parte desses integrantes é vista como próxima ao empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição.
A Constituição estabelece que seis ministros do TCU sejam escolhidos pelo Congresso e três pelo presidente da República, desenho que ajuda a entender o perfil político predominante hoje na Corte.
O presidente do tribunal é Vital do Rêgo, ex-senador pelo MDB da Paraíba, indicado ao TCU em 2014 e eleito presidente da Corte no fim de 2024. Ele é irmão do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), aliado do presidente Lula (PT).
Em 12 de janeiro, o presidente da Corte afirmou que o Banco Central concordou com a inspeção do TCU e dará acesso aos documentos relacionados à liquidação do Banco Master.
“Ela (a inspeção) já está acontecendo, pela reunião que fizemos hoje (12/1). Definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatório – que só quem poderia liquidar era o Banco Central –, que estão à disposição já a partir de hoje. Nós temos um calendário que será ajustado pelas unidades técnicas”, informou o presidente do TCU
O ministro disse que “o ato de liquidação é administrativo e regulatório”. “É um modelo técnico que o TCU está acostumado a fazer”, completou.
Quem são os ministros do TCU
- Walton Alencar Rodrigues, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1999;
- Benjamin Zymler, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001;
- Augusto Nardes, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2005;
- Aroldo Cedraz, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2007;
- Vital do Rêgo Filho, indicado pelo Senado Federal, em 2014;
- Bruno Dantas, indicado pelo Senado Federal, em 2014;
- Jorge Oliveira, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2020;
- Antonio Anastasia, indicado pelo Senado Federal, em 2022;
- Jhonatan de Jesus, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2023;
Os nomes do Centrão no TCU
O ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal pelo Republicanos de Roraima, assumiu cargo no TCU em novembro de 2023. Filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a indicação dele foi apresentada pela liderança do partido na Câmara. A articulação política para a escolha dele teve o suporte direto do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Antes dele, entrou Antonio Anastasia, em 2022, a partir de indicação do Senado. Anastasia foi governador e senador por Minas Gerais e, historicamente, integrante da cúpula do PSDB.
Um dos principais aliados dele foi o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), na década de 2010. Antes de assumir o cargo no TCU, Anastasia trocou o PSDB pelo PSD.
Em 2007, tomou posse no TCU o ministro Aroldo Cedraz. Ex-deputado federal, ele foi indicado ao cargo pela Câmara dos Deputados. A trajetória política dele é associada ao grupo de Antônio Carlos Magalhães (DEM/hoje União Brasil), o ACM, da Bahia.
A corte tem ainda o ministro Augusto Nardes, que ingressou no TCU em 2005, após sucessivos mandatos como deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul.
Ainda em 2026, haverá uma nova indicação para o TCU. A disputa deve ficar entre o deputado Odair Cunha (PT-MG), que tem bom trânsito entre parlamentares do Centrão e tende a contar com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Tebet deve definir futuro após conversa com Lula no final de janeiro

Henrique Raynal | CC
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), vem sendo apontada como um nome viável para integrar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo nas eleições de 2026. A definição, no entanto, só deve ocorrer após uma conversa com o presidente, prevista para o final de janeiro.
Tebet esteve de férias até recentemente e ainda não há data marcada para o encontro com Lula. A reunião deve servir para discutir tanto o futuro político da ministra quanto sua possível saída do governo nos próximos meses, em razão do calendário eleitoral de 2026, que exige desincompatibilização de cargos no Executivo.
Apesar de seu nome ser especulado para disputar uma vaga em São Paulo, seja para o Senado ou para o governo estadual, Tebet não tem domicílio eleitoral no estado. Para concorrer, ela teria de transferir seu título, já que foi seu estado de origem é o Mato Grosso do Sul, estado pelo qual foi eleita senadora.
Conforme apurou o Metrópoles, a ministra se encontrou com a deputada federal Tabata Amaral (PSD-SP), onde a parlamentar teria demonstrado o interesse de puxar Tebet para o partido.
Obstáculo partidário para Tebet
- Filiada ao MDB, a ministra teria dificuldades para disputar o governo de São Paulo,
- O seu partido tende a apoiar a reeleição do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
- Para viabilizar uma candidatura própria no estado, Tebet teria de trocar de legenda.
Aliados afirmam, contudo, que os próximos passos da ministra seguem em aberto, e que tanto Mato Grosso do Sul quanto São Paulo permanecem como possibilidades.
Como mostrou o Metrópoles, aliados da ministra contrataram uma consultoria para testar o nome de Tebet na disputa pelo governo paulista em 2026. O levantamento, segundo relatos, tem circulado entre ministros do governo Lula, reforçando as especulações sobre uma possível candidatura no maior colégio eleitoral do país.
Desembarques do governo
A conversa entre Tebet e Lula deve ocorrer em meio a uma série de encontros do presidente com ministros que devem deixar o governo até abril deste ano para disputar as eleições de 2026. A maioria dos auxiliares é cotada para vagas no Legislativo, como o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que pretende concorrer ao Senado por Pernambuco e se reuniu com Lula na quarta-feira (13/1).
Como mostrou o Metrópoles, Costa Filho já tem atuado nos bastidores para emplacar em seu lugar o nº 2 do ministério, o secretário-executivo Tomé Barros Monteiro de Franca, embora o nome não seja unânime e alguns aliados de Lula prefiram o advogado Anderson Pomini, atual presidente do Porto de Santos, para o cargo.
No mesmo dia, Lula também se encontrou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um dos nomes preferidos do presidente para disputar o governo de São Paulo em 2026. Haddad, porém, tem se mostrado resistente à ideia e já afirmou que não pretende concorrer a cargo eletivo no próximo pleito. Ainda assim, o presidente tem tentado demovê-lo dessa posição.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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