Acre
Bebê de mulher com Covid que nasceu em parto de emergência no AC recebe alta e tem anticorpos contra a doença
Michele da Silva segue internada na UTI do Hospital do Juruá. Lucas Arthur recebeu alta há uma semana e a mãe o vê por videochamada.

Entre os significados do nome Lucas, está “iluminado” e parece ser uma boa característica para o pequeno Lucas Arthur Lima, que com menos de 20 dias de vida já enfrenta uma longa batalha. Mesmo pequeno e indefeso, o bebê ainda não pôde sentir o colo quentinho da mãe, Michele da Silva, de 32 anos.
enquanto sua mãe estava entubada devido à Covid. Veio ao mundo com 34 semanas de gestação, o que corresponde a quase 7 meses, pesando 2,160 gramas e medindo 44 centímetros. Ao nascer, ele teve uma parada cardíaca e foi reanimado.
Uma longa batalha para poucos dias de vida. Mas, agora o cenário começa a mudar para o pequeno. É que na última segunda-feira (17), ele recebeu alta e pôde ir para casa. Além disso, depois de três testes, foi constatado que ele não nasceu com Covid, mas desenvolveu anticorpos contra a doença.
Apesar de já estar em casa, Lucas ainda aguarda o retorno da mãe, que segue internada na UTI Covid do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Ela deu entrada no hospital no dia 1º de janeiro e desde então tem lutado pela vida dela e de Lucas.
Ela passou 16 dias inconsciente, mas esta semana foi extubada e conseguiu conhecer o filho por uma videochamada.
O marido dela, o agricultor Alexandre Lima, de 27 anos, contou que no boletim médico dela, atualizado nesse domingo (22), o estado de saúde dela melhorou em 50%. Ele conta que o pequeno Lucas é o mais novo de três filhos, de seis e quatro anos, e conta que tem contado com o apoio da mãe para dar conta dos meninos sem a companheira ao lado.
“Ela já está bem melhor. Esta semana mandamos áudio fortalecendo ela e conheceu o bebê por videochamada. Depois que ela passou a vê-lo melhorou bastante, segundo os médicos passaram pra gente. Eu ainda não consegui ver ela assim, mas a equipe médica faz as chamas e minha mãe mostra o Lucas por vídeo e manda fotos”, conta.
Para que a mãe pudesse cuidar do recém-nascido, Lima contou que foi para a casa, que fica no Seringal Profeta, perto de Rodrigues Alves, e levou os dois filhos mais velhos e um sobrinho. Ele conta que não tem sido fácil a vida longe da mulher, mas que tem feito o máximo para poupar os filhos.
“A bolsa com as coisas dela eu ainda não trouxe para casa para os meninos não ficarem chorosos e perguntando. Deixei o Lucas com minha mãe, que ela cuida muito bem, e aí vou visitar e também deposito dinheiro para as coisas que ele precisa. Os médicos ainda não falam em dia de alta, mas espero que no dia que eu trouxer a bolsa com as coisas dela, eu volte completo para casa, se Deus quiser”, diz emocionado.
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Bebê está morando com a avó paterna — Foto: Arquivo pessoal
Internação
Antes de ser diagnosticada com Covid, Michele tinha passado por algumas unidades de saúde porque estava com infecção urinária. Como estava grávida, no hospital de Rodrigues Alves, ela foi orientada a buscar atendimento na Maternidade de Cruzeiro do Sul.
Passou alguns dias na maternidade e quando teve alta do hospital, após alguns dias, passou mal e testou positivo para a doença. O marido acredita que ela tenha sido infectada durante esses atendimentos, porque na zona rural onde moram as casas são afastadas e, segundo ele, Michele se cuidava bastante devido estar grávida.
Ela também já tinha tomado duas doses da vacina quando se infectou.
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Parto ocorreu enquanto mã estava intubada da Covid — Foto: Arquivo pessoal
Parto de emergência
A mãe chegou ao Hospital do Juruá dias antes do parto e com agravamento do quadro foi levada para a UTI. Nas ultrassonografias de controle, ela estava com diminuição do líquido amniótico e o bebê estava iniciando um quadro de sofrimento fetal, segundo informou o pediatra que acompanhou o menino, Rondney Brito.
Logo após o nascimento, o bebê foi transferido para a UTI da maternidade, onde inicialmente foi intubado. Como a cesariana foi feita com a mãe em quadro de Covid, o bebê ficou em isolamento. Doze dias depois e com três testes negativos para Covid, o bebê recebeu alta, onde aguarda a alta da mãe na casa da avó.
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Acre
Bocalom ironiza pesquisa que o coloca em terceiro na disputa pelo governo do Acre
Prefeito minimiza números do levantamento e diz que “pesquisa que vale é a das urnas”
Durante a inauguração do Mercado Municipal do São Francisco, na noite desta segunda-feira (23), em Rio Branco, o prefeito e pré-candidato ao governo, Tião Bocalom, reagiu com ironia aos números da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa.
O levantamento aponta Bocalom na terceira colocação, com cerca de 15% das intenções de voto, atrás do senador Alan Rick, que lidera com mais de 40%, e da vice-governadora Mailza Assis, que ultrapassa os 20%.
Ao comentar o cenário, o prefeito evitou aprofundar a análise e voltou a questionar a credibilidade das pesquisas eleitorais. “Comentar pra quê? Eu a vida inteira fui vítima de pesquisa. Me mostra qual pesquisa dizia, antes da eleição, que o Bocalom tinha chance de ganhar. Nenhuma”, afirmou.
A declaração contrasta com levantamentos anteriores. Em agosto de 2025, também em pesquisa do Instituto Delta, Bocalom aparecia com 19,62% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação, enquanto Mailza tinha 13,63%.
Na comparação com o cenário atual, os dados indicam queda de aproximadamente quatro pontos percentuais para o prefeito, além da inversão de posições com a vice-governadora, que agora aparece à frente.
Apesar disso, Bocalom reforçou que não considera pesquisas como fator determinante. “Se eu fosse olhar pesquisa, nem candidato eu teria sido. Pra mim, pesquisa é o povo na rua, conversando. E no dia da eleição. Essa é a pesquisa que vale”, declarou.
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Acre
62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli
O Instituto Delta Agência de Pesquisa, contratado pela TV Gazeta, divulgou nesta segunda-feira, 23, uma pesquisa sobre a avaliação da gestão do governador Gladson Cameli, que deixará o cargo no dia 2 de abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo Acre.
De acordo com o levantamento, 62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli, 28,03% desaprovam, e 9,44% não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu 1.006 eleitores em 18 cidades do Acre entre os dias 16 e 21 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Acre é AC-08354/2026.
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Acre
“Sementes de Resistência”: força das mulheres da Transacreana ganha voz em documentário que estreia em Rio Branco
Documentário de curta-metragem sobre protagonismo de mulheres rurais da Transacreana será lançado no dia 26 de março, às 10h, no Museu dos Povos Acreanos
O documentário de curta-metragem “Sementes da Resistência” será lançado no próximo dia 26 de março, às 10h, no auditório Florentina Esteves, localizado no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento integra as ações do mês da mulher e contará com a participação de trabalhadoras rurais da região da Transacreana.
A produção destaca o papel fundamental das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana. O documentário evidencia a atuação dessas trabalhadoras na preservação de sementes e na manutenção de práticas agrícolas sustentáveis na Amazônia acreana.
O curta-metragem é resultado do projeto de pós-doutorado da professora Rosana Cavalcante, ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A produção foi construída em colaboração com mulheres agricultoras da região, reconhecidas como guardiãs de saberes tradicionais.
Documentário valoriza papel das mulheres – Segundo a professora Rosana Cavalcante, o documentário retrata trajetórias marcadas pela resistência e pelo protagonismo feminino no campo. “A produção apresenta agricultoras que, por meio de conhecimentos ancestrais, preservam sementes, fortalecem a segurança alimentar e enfrentam os desafios das mudanças climáticas com sabedoria”, destacou.
Produzido pela Orna Audiovisual, o documentário aborda temas como agrobiodiversidade, sustentabilidade, agricultura familiar, protagonismo feminino, políticas públicas e a invisibilidade das mulheres rurais, além da valorização de práticas intergeracionais.
O lançamento contará com a presença de protagonistas da obra, como as produtoras rurais e líderes de associação conhecidas da região: Roselina Queiroz Leite (Dona Rosa, moradora do Barro Alto) e Maria da Natividade Oliveira Cordeiro (Dona Lôra, que atua com plantas medicinais no Km 14 e vende no Mercado Elias Mansour), além da presidente da Cooperativa Beija-Flor, do Km 72 da Transacreana, Layane Furtado Mello.
A vice-governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, também participará do evento falando da roda de conversa que teve com as protagonistas durante a gravação do documentário, onde abordou temas importantes como as demandas das agricultoras e políticas públicas voltadas para a região.
Serviço
Evento: Lançamento do documentário curta-metragem “Sementes da Resistência”
Data: 26 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Auditório Florentina Esteves – Museu dos Povos Acreanos
Endereço: Av. Epaminondas Jácome, 2792, Centro, Rio Branco (AC)
Fotos: Neto Lucena/Secom





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