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Avião da Chapecoense estava sem nenhum combustível ao cair, diz autoridade colombiana

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Aeronave caiu e resultou na morte de 71 pessoas; seis sobreviveram. Fato de aeronave ter batido em baixa velocidade explica a existência de sobreviventes. Pane seca é uma das hipóteses para acidente

A constatação da ausência de combustível se deu nas primeiras inspeções dos destroços do avião, afirmou Freddy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Colômbia. Diante das evidências, segundo ele, os investigadores trabalham com a hipótese de “pane seca”, quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave.

A tripulação do Avro RJ-85 da companhia aérea boliviana LaMia pediu prioridade para pousar em razão da falta de combustível às 0h48 (horário de Brasília). Quatro minutos depois, às 0h52, declarou emergência. Os destroços foram encontrados a 17 km do aeroporto José María Córdova.

Uma gravação divulgada pela imprensa colombiana nesta quarta mostra conversa entre um dos pilotos do voo em que ele pede prioridade à controladora de tráfego aéreo justamente em razão da falta de combustível. Bonilla afirmou que a equipe de investigação já tem todas as transcrições das conversas entre o voo da LaMia e o controle de tráfego aéreo.

Na última posição em que foi identificado pelos radares colombianos, ainda de acordo com Bonilla, o avião estava mais baixo do que deveria estar: 2.743 metros (9.000 pés), quando a altitude mínima a ser mantida na região era de 3.048 metros (10 mil pés). A necessidade de se manter a determinada altitude acontece em consequência das montanhas no entorno de Medellín.

A análise dos dados das caixas-pretas permitirá saber a razão pela qual o piloto estava fora da altitude correta. O equipamento registra as conversas a bordo da cabine de comando e também o o comportamento dos instrumentos e motores da aeronave nos momentos anteriores à queda.

Plano de voo
O plano de voo previa uma rota direta entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín. Essa opção da tripulação será objeto de apuração pelos investigadores colombianos. Isso porque a autonomia da aeronave, cerca de 3.000 km, era quase a mesma da distância entre as duas cidades. A legislação boliviana obriga um avião a ter combustível suficiente para chegar ao destino, a um aeroporto de alternativo e ainda mais 45 minutos de voo em altitude de cruzeiro.

Sobreviventes
Segundo Bonilla, o avião bateu em baixa velocidade contra a montanha, 250 km/h, o que permitiu ter havido sobreviventes –que estavam em posições diferentes da cabine de passageiros, disse. Questionado a respeito, ele acrescentou que não recebeu denúncias de irregularidades contra a LaMía, empresa cujo único avião era exatamente o que se acidentou. O comandante da aeronave, morto na queda, era um dos donos da companhia.

O avião havia sido fretado pela Chapecoense. Levava atletas, dirigentes, jornalistas e convidados para a partida contra o Atlético Nacional, pela final da Copa Sul-Americana. Em razão do acidente, a partida foi adiada.

Veja a lista de mortos na tragédia, que inclui 19 atletas e 21 jornalistas. Na última divulgação feita pelo governo colombiano, 45 dos 71 mortos haviam sido identificados.

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Indústria de alimentos movimenta R$ 2,1 bilhões e representa 6,7% do PIB do Acre, aponta ABIA

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Setor emprega 4,4 mil trabalhadores diretos e mantém forte integração com a produção agropecuária; 78,4% das matérias-primas vêm do campo

As exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões, valor ainda modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial. Foto: captada 

A indústria de alimentos no Acre movimenta cerca de R$ 2,1 bilhões em valor de produção, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com base em dados de 2025. O estudo, que traça um panorama do desempenho regional do setor no Brasil, revela que o segmento tem peso significativo na economia acreana, representando 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Os dados apontam que o estado possui 170 empresas do setor alimentício, responsáveis por aproximadamente 4,4 mil empregos diretos e 17,9 mil postos de trabalho indiretos ligados à cadeia produtiva. A indústria também tem forte presença na estrutura industrial local: 59,7% dos empregos da indústria de transformação do Acre estão concentrados nesse segmento, segundo o levantamento.

Integração com o campo

Outro destaque do estudo é a ligação direta da indústria alimentícia com a produção agropecuária. No Acre, 78,4% das matérias-primas utilizadas pelas indústrias do setor são adquiridas da produção rural do próprio estado, indicando forte dependência e integração com a atividade agropecuária local.

Comércio exterior

No mercado internacional, as exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões. O valor ainda é modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial, mas demonstra a participação do Acre no comércio exterior do setor.

Panorama regional e nacional

O estudo também traz um panorama da Região Norte, onde a indústria de alimentos registra R$ 66,7 bilhões em valor de produção, com 2,5 mil empresas e 103 mil empregos diretos, reforçando o papel do segmento no desenvolvimento econômico regional.

Em nível nacional, a indústria de alimentos é considerada a maior do país, com R$ 1,388 trilhão em valor de produção, 42 mil empresas e mais de 2,12 milhões de empregos diretos, além de exportações que chegam a US$ 66,7 bilhões para cerca de 190 países.

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Mulher será indenizada por ser chamada de véia no trabalho em GO

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imagem colorida sede tribunal de justiça do trabalho

Goiânia – Uma mulher de 45 anos deve ser indenizada após ser chamada de “véia” por colegas de trabalho, na capital goiana. A Justiça do Trabalho reconheceu a prática de assédio moral contra a profissional, que era algo de apelidos pejorativos relacionados à idade. Ela trabalhou na empresa de abril a outubro de 2024.

A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região manteve a condenação da empresa e o pagamento de indenização no valor de R$ 1,5 mil. A decisão confirmou que a trabalhadora era chamada de “véia” por uma colega e que a gerência da unidade manifestava resistência à contratação de pessoas com mais idade.

Além da reparação financeira, a Justiça reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho.

Etarismo

O processo, que tramitou originalmente na 9ª Vara do Trabalho de Goiânia, reuniu provas orais que comprovaram o tratamento discriminatório contra a mulher. Testemunhas relataram que a funcionária era a única do setor tratada por apelidos e que as ofensas causavam abalo emocional, já que ela chegava a chorar no local de trabalho.

A condenação da empresa havia sido decidida pela juíza Eunice Fernandes de Castro, da 9ª Vara do Trabalho de Goiânia, em outubro do ano passado, e agora foi confirmada pelos desembargadores da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região. Os magistrados reduziram, porém, a indenização por danos morais de R$ 3 mil para R$ 1,5 mil.

Em sua decisão, a juíza Eunice afirmou que o tratamento dado à funcionária, com a utilização de um apelido depreciativo relacionado à sua idade, de forma reiterada e em ambiente de trabalho, configura assédio moral.

“A situação é agravada pelo fato de que uma superior hierárquica proferiu comentário de cunho etarista, o que legitima e incentiva a prática discriminatória pelos demais colegas”, afirmou a magistrada.

Paralelamente ao assédio, a profissional pediu o reconhecimento da rescisão indireta – quando o empregado “pede demissão” por falta grave do empregador, mantendo o direito às verbas rescisórias integrais. A Justiça acatou o pedido com base no atraso reiterado dos depósitos do FGTS.

Segundo o entendimento firmado pelo colegiado, a ausência de recolhimento regular do Fundo de Garantia configura descumprimento contratual grave o suficiente para justificar o fim do vínculo por culpa da empresa.

Com isso, além da indenização por danos morais, a empresa foi condenada ao pagamento da multa prevista no artigo 477 da CLT, devido ao reconhecimento judicial da rescisão indireta.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Homem condenado por golpe de R$ 1,8 milhão contra o INSS é preso no ES

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Imagem colorida,Homem condenado por golpe de R$ 1,8 milhão no INSS é preso no ES- Metrópoles

De acordo com as investigações, Roa e o irmão, Ronaldo Soares, fraudavam Benefícios de Prestação Continuada (BPC), um auxílio concedido a pessoas de baixa renda ou com deficiência que nunca trabalharam.

Os criminosos usavam RGs e CPFs falsos para “inventar” idosos ou deficientes de baixa renda que precisavam do BPC, sacando o dinheiro da conta sem levantar suspeitas.

Assim, os irmãos receberam pelo menos 48 benefícios por um longo período. Ainda segundo as apurações, Roa e Ronaldo Soares emprestavam dinheiro a juros altos a moradores de Campos de Goytacazes (RJ).

Os irmãos aceitavam, exclusivamente, transferências via Pix.

“Diante dos fatos, ele (Roa) foi levado à Delegacia da Polícia Civil de Cariacica, onde foi confirmado um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Federal de Campos. Espécie de prisão: definitiva decorrente de condenação transitada em julgado pelos crimes de organização criminosa e estelionato”, informou o Disque Denúncia do Rio.

O homem cumpirá a pena após ser encaminhado ao sistema prisional, no Centro de Triagem de Viana (ES).

Ronaldo, irmão de Roa, encontra-se foragido da Justiça. O Disque Denúncia do Rio pede ajuda à população para quem tiver informações sobre o paradeiro dele e disponibiliza os seguintes números para atendimento com anonimato garantido:

 

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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