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Avião com 11 pessoas cai e explode em Rio Branco matando todos carbonizados

Da redação, com agências de noticias do acre
Um avião modelo Caravan de porte médio, considerado pela maioria que a utiliza, um dos mais seguros em sua categoria, decolou do aeroporto internacional de Rio Branco – capital do Acre, na manhã deste domingo, 29.
Após pouco instantes no ar, caiu na parte esquerda da pista após. Segundo foi informado, pelo menos 11 pessoas estavam na aeronave que caiu e explodiu em seguida. A informação foi confirmada pelo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Charles Santos para jornalistas que foram até o local.
A aeronave pertencia a empresa de Manaus, a ART Táxi Aero, com prefixo da aeronave PTMEE. Inicialmente teria dúvida que o avião pertencia a Ortiz Taxi Aéreo, mas, depois constataram que não seria.
Como o local da queda é de mata fechada, os bombeiros tiveram que levar extintores nas mãos para debelar as chamadas.
11 pessoas a bordo, dez adultos e uma criança, morreram todas carbonizadas. Todos estariam viajando com destino ao município de Eurinepé, no Amazonas (AM).
Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – CENIPA, deverá chegar no Acre nas próximas horas para iniciar a apuração do caso.
A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) já está trabalhando no acidente, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Acre. O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, e sua equipe, já estão no local.

Equipes da prefeitura juntamente com o prefeito Tião Bocalom, do Governo do Estado, na pessoa do Secretário Pedro Pascoal, estiveram no local para prestar auxílio caso as equipes do Bombeiros e SAMU necessitassem de apoio.

Modelo do avião, Cessna Aircraft Company, de fabricação americana que caiu e matou todos a bordo – Foto/Ilustrativa
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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