Acre
Autoridades bolivianas não cumprem prazo e camioneiros fecham fronteira

Motoristas ameaçam fechar as duas pontes de acesso à Bolívia caso não seja cumprido o acordo – Foto: Alexandre Lima
Alexandre Lima, de Brasiléia/Acre
O que era pra ser cumprido nesta terça-feira, dia 31, não passou de uma promessa vazia por parte das autoridades da cidade de Cobija (Pando/Bolívia), no caso do motorista brasileiro, Moises Evaristo de Souza Neto, de 39 anos, que se envolveu num acidente quando dirigia uma carreta no lado boliviano.
A boliviana, Mauricia Calixto Oliva, teria batido com sua moto na traseira da carreta e sofrido ferimento numa de suas pernas. Por isso, Moises foi detido e condenado num prazo de três dias, a cumprir pena de 30 dias no presídio de Villa Bush, além de pagar uma quantia de $10 mil dólares americanos, exigidos pelos advogados daquele país.
Revoltados com o descaso, principalmente por parte das autoridades do Brasil no consulado brasileiro na Bolívia, resolveram fechar o acesso às duas pontes que ligam os países pelas cidades de Brasiléia e Epitaciolândia.
Com a intervenção do delegado de Brasiléia, Sérgio Lopes, ficou acordado que as pontes seriam liberadas até esta terça-feira, dia 31, quando Moises seria libertado. Fato esse que não aconteceu.
Revoltados, amigos e parentes trancaram novamente a ponte da Amizade, que dá acesso pela cidade de Epitaciolândia por volta das 14 horas. A ponte Wilson Pinheiro também seria interditada até o final do dia para veículos de médio e grande porte.
Durante entrevista, amigos receberam uma ligação de que o caso do brasileiro seria revisto somente na quinta-feira, dia 2. A revolta era maior, pelo fato de haver uma acordo reconhecido em cartório, onde a vítima retirava todas as queixas contra o brasileiro, dando-lhe motivos para fosse liberado no prazo firmado.
“Iremos fechar as pontes até quinta-feira, quando liberem Moises. Desconfiamos que querem mantê-lo por cerca de 30 dias e se isso acontecer, será os dias com as pontes interditadas”, disse um dos amigos.
Tratamento no presídio
A esposa de Moises, senhora de 39 anos da Silva Andrade, denunciou o descaso e desrespeito por parte das pessoas que querem visitar alguém no presídio de Villa Bush, onde passam por momentos de humilhação e cobranças de ‘taxas’ para poder entrar.
No caso dela, ficou sem poder visitar seu esposo desde sábado passado, por alegarem que sua foto na carteira de identidade, estaria velha. Denunciaram ainda que, amigos tem que pagar uma taxa de B$ 200 bolivianos, além de terem de comprar refrigerantes e lanches para os policiais.
“Tive que me ajoelhar no sábado para poder entrar no presídio. Ficaram rindo de mim quando viram minha foto na carteira de identidade e teria que tirar uma nova para poder entrar”, me senti um lixo pelo deboche deles.
Ivanete apresentava sinais de cansaço e implorou às autoridades do Brasil, que intercedam no caso e ajudem na liberação do seu esposo que está sendo tratado como bandido no lado boliviano.
Veja vídeo reportagem com Marcus José abaixo.
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Acre
Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026
O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.
Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.
No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.
Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.
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Ciclista morre atropelado no dia do aniversário na Baixada da Sobral, em Rio Branco
Vítima ainda foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da ambulância
O ciclista Rizomar Nascimento de Almeida, de 44 anos, morreu na noite deste domingo (22) após ser atropelado no bairro Bahia Velha, na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco. A tragédia aconteceu no mesmo dia em que ele comemorava aniversário.
Segundo informações apuradas no local, a vítima trafegava de bicicleta pela Rua Mende Sá quando tentou atravessar a via e foi atingida por um caminhão vermelho que seguia no sentido centro-bairro.
Com o impacto, a bicicleta ficou presa debaixo do veículo e há suspeita de que as rodas do caminhão tenham passado sobre o abdômen do ciclista, provocando um grave trauma abdominal, além de possível fratura na região do quadril.
Populares prestaram os primeiros socorros e acionaram a Polícia Militar do Acre e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Duas ambulâncias, sendo uma de suporte básico e outra de suporte avançado, foram enviadas ao local. As equipes médicas realizaram manobras de reanimação, mas, apesar dos esforços, Rizomar não resistiu e morreu dentro da ambulância.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos.
O Policiamento de Trânsito isolou a área para os trabalhos da perícia. Após os procedimentos, o motorista do caminhão foi preso e conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde deverá prestar esclarecimentos.
A bicicleta da vítima foi entregue aos familiares.
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Rio Branco recebe mutirão de cirurgias voltado à saúde da mulher

O governo do Acre, por meio da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) e da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), realiza neste domingo, 22, um mutirão de cirurgias voltado à saúde da mulher. A ação integra o programa nacional Mais Especialistas, do Ministério da Saúde, e ocorre em alusão ao Mês da Mulher.
A iniciativa ocorre de forma simultânea em todo o país, envolvendo unidades hospitalares públicas, privadas e filantrópicas. O objetivo central é ampliar o acesso da população a procedimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na Fundhacre, os atendimentos foram concentrados no centro cirúrgico da unidade, beneficiando pacientes previamente reguladas. Ao todo, foram executados procedimentos de diversas especialidades, visando garantir agilidade e reduzir as filas de espera.
Durante a mobilização, estão sendo executados procedimentos de diversas especialidades, como tireoidectomia total, plástica mamária não estética, reparo de manguito rotador, ressecção de cisto sinovial e tratamento de varizes. A ação contempla também demandas ginecológicas, incluindo histerectomias e curetagens, garantindo agilidade no atendimento e redução das filas de espera.
Antonia Neide, paciente contemplada pela ação relata. “Eu sentia muita dor no ombro e, quando trouxe os meus exames, o médico recomendou a cirurgia imediatamente. Graças a Deus, esse procedimento será realizado hoje. Esses mutirões são muito importantes, porque ampliam o acesso aos atendimentos. No meu caso, como eu trabalhava fazendo movimentos repetitivos, acabei desenvolvendo alguns problemas no ombro”, afirmou.
A inclusão da Fundhacre na mobilização nacional foi viabilizada após agenda institucional junto ao Ministério da Saúde, no início de março. O alinhamento reforça o compromisso do Estado com estratégias nacionais de atenção especializada e atendimento humanizado.





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