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Austríaca recusa herança de R$ 22 bilhões por acreditar que não seria feliz com todo esse dinheiro

Marlene Engelhorn desistiu de herança de mais de R$ 22 bilhões
REPRODUÇÃO YOUTUBE/MOMENT MAGAZIN
Jovem diz não merecer a fortuna da família e faz parte de um movimento que propõe a renúncia de bens pelos mais ricos
A jovem austríaca Marlene Engelhorn, de 29 anos, é herdeira de uma fortuna acumulada por sua família ao longo de quase 200 anos. No entanto, ela se recusou a herdar os mais de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões) a que tem direito por lei.
“Não é que eu não queira ser rica, é que eu não quero ser tão rica assim”, disse Marlene.
Ela estaria disposta a abrir mão de 90% de sua herança.
Marlene é estudante de língua e literatura na Universidade de Viena e é descendente de Friedrich Engelhorn, que fundou a empresa química Badische Anilin-und Soda-Fabrik, mais conhecida pela sigla Basf, uma das maiores do mundo.
Apesar da trajetória da família, ela está convencida de que não fez “nada” para merecer os milhões de dólares de sua família, então propôs que o Estado assumisse o dinheiro.
Segundo a BBC, a jovem teve uma vida como “garota rica privilegiada”, foi educada nas melhores escolas e conviveu com a alta sociedade, porém está ciente de “como a economia é tendenciosa”.
“Eu não posso ficar sentada esperando por alguém, em algum lugar para fazer alguma coisa”, disse ela. “Chegamos ao fim do caminho, quando mais 250 milhões de pessoas serão empurradas para a pobreza extrema este ano.”
Redistribuição de riqueza e impostos sobre milionários
Marlene é uma ativista social e promove o movimento Tax Me Now, que sugere a renúncia dos herdeiros de grandes fortunas em favor de uma alíquota de impostos mais alta para os ricos.
Em maio deste ano, durante o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), a jovem se reuniu com outros militantes para pedir sistemas tributários mais justos em todo o mundo.
Algumas das mudanças que o movimento busca gerar são redistribuição de riqueza, impostos sobre milionários e mudanças estruturais importantes em altos cargos. Dessa forma, uma maior equidade social seria alcançada.
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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial
MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro
A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.
A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.
A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.
Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.
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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional
Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne
O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.
A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.
No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.
Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado
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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.
Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.
Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.
Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.
Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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