Acre
Associação registra 2 mortes por uso de pesticida DDT neste mês no AC
Mortes ocorreram nos dias 19 e 22 deste mês em Rio Branco, diz Aldo Moura.
Ex-servidores foram intoxicados quando usavam DDT para conter malária.
Do G1 AC
A Associação DDT e Luta Pela Vida registrou a morte de mais dois ex-servidores da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) no Acre, devido ao contato direito com o pesticida Diclorodifeniltricloroetano (DDT) – usado para conter o mosquito da malária na região amazônica nas décadas de 70 e 90.
As mortes ocorreram nos dias 19 e 22 deste mês em dois hospitais de Rio Branco, conforme o representante da associação, Aldo Moura. Com isso, um levantamento do órgão aponta que, apenas este ano, seis pessoas morreram no estado acreano. “Temos outro [ex-servidor] passando mal no hospital e ainda os que se encontram enfermos em suas residências”, diz.
Moura fala que os dois que morreram passaram aproximadamente três meses em viagens para tratamentos médicos, porém, sem haver um diagnóstico específico sobre a causa da doença. Ele ressalta que, apesar de novos casos aparecerem com frequência, a associação contabiliza que outras cinco pessoas também estão doentes.
“Não descobriram realmente o que eles tinham, que doença os estava afetando. Nessa incerteza, eles findaram falecendo e não tem um diagnóstico correto. Acontece que quando falecerem, procuram um diagnóstico e colocam no atestado de óbito. É uma luta incansável e muito triste”, explica Moura.
Atualmente, a associação está levantando dados comparativos sobre mortes registradas também em outros órgãos federais. O intuito, de acordo com Moura, é comprovar que as mortes de pessoas que tiveram contato com o DDT superam as contabilizadas em outras instituições federais.
Ao G1, em 2015, o Ministério da Saúde alegou que a intoxicação pelo uso do produto não era comprovada. Porém, as três mortes registradas nos primeiros cinco meses de 2016, apontam porcentagem do veneno ainda no sangue das vítimas. Geralmente, os ex-servidores morrem quando os órgãos paralisam.
Também em 2015, o toxicologista de São Paulo Anthony Wong, informou que não só o DDT era o responsável pela intoxicação dos antigos guardas, mas também os solventes à base de petróleo usados na mistura para obter o veneno.
Em junho de 2015, um estudo de cinco décadas comprovou que mulheres que tiveram contato direto com o pesticida tinham mais facilidade de serem acometidas pelo câncer de mama.
O levantamento deve ser enviado a uma comissão em Brasília (DF), que luta pela aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC 17/2014) que prevê uma indenização de R$ 100 mil aos ex-servidores da extinta Sucam. “Em todos os estados estamos trabalhando nisso para levarmos subsídios”, acrescenta Moura.
Extinta Sucam tinha quase 600 servidores
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou que a extinta Sucam tinha 578 servidores, destes, 382 estão ativos, 115 aposentados e 81 saíram do órgão. Porém, nenhum dos ativos presta serviço para a Funasa, uma vez que foram redistribuídos para o Estado e municípios.
Sobre a possibilidade desses servidores terem sido intoxicados pelo DDT, o superintendente do órgão no Acre, Raphael Bastos, alega que não há nenhuma manifestação formal das administrações passadas, mas que já garantiu apoio à categoria. Além disso, foi a primeira superintendência que emitiu apoio e, de forma indireta, assumiu a responsabilidade do Estado no quadro de saúde dos ex-servidores.
“Já solicitei ao setor responsável uma análise aprofundada do tema e o que posso garantir é que, eu, particularmente, já me coloquei à disposição para ajudar no que for possível. É uma causa nobre porque essas pessoas e seus familiares devem ser reconhecidos pelo serviço que fizeram e que hoje compromete a saúde dos mesmos”, finaliza.
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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.










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