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Artigo: “Preservação da Memória do Poder Judiciário Brasileiro: Um Compromisso Inadiável”

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Em um cenário de constante evolução e avanços tecnológicos, a preservação da história e da memória do Poder Judiciário brasileiro emerge como um desafio cada vez mais premente e essencial. O Encontro Nacional da Memória do Poder Judiciário, estabelecido pela Resolução CNJ 316/2020, representa uma iniciativa crucial para fomentar a reflexão e o diálogo em torno da necessidade de preservar, administrar e inovar a memória deste Poder vital para a democracia.

Na edição deste ano, realizada na segunda semana de maio, o evento teve como tema central “Memória: preservação, gestão e inovação”, abordando questões fundamentais para a proteção do acervo histórico e cultural do Judiciário. Com a participação de especialistas renomados, magistrados, servidores do Poder Judiciário, representantes da sociedade civil e profissionais engajados com o tema, a discussão demonstrou a importância e a amplitude desse debate, que se mostra tão embrionário diante de um país que culturalmente ainda não sabe preservar como deveria, toda a sua história.

A palestra inaugural, conduzida pela renomada historiadora Mary Del Priore, sobre a “História das Mulheres e o Poder Judiciário”, lançou luz sobre um contexto marcado por desigualdades e pela luta pela igualdade de gênero ao longo dos anos. Essa abordagem crítica e reflexiva das questões de gênero na história judiciária é crucial para uma compreensão mais abrangente e inclusiva do papel das mulheres nesse contexto.

Mary Del Priore é uma das maiores historiadoras deste país e tem feito diversas abordagens da história trazendo fatos tão pertinentes e esquecidos, que ressaltam exatamente as mulheres em todo esse contexto de invisibilidade a qual sempre estivemos.

A coordenação do evento foi muito feliz na escolha dos temas abordados, entre os quais destaco a importância do futuro dos arquivos, bibliotecas e museus judiciários, a gestão dos espaços de memória, a evolução das relações do Judiciário ao longo da história e a necessidade de preservar, gerir e inovar a memória institucional.

As oficinas práticas também proporcionaram insights valiosos sobre o acesso e a pesquisa em processos judiciais históricos, a disseminação da memória para além do documento e a importância das visitas técnicas.

Dentre as discussões provocativas levantadas, a questão da memória armazenada na nuvem, o desafio de repensar o formato e conteúdo das exposições judiciárias, os investimentos necessários nos espaços de memória e a crescente importância da memória digital na preservação histórica, estiveram em pauta.

O Judiciário acreano participou de todos esses diálogos, certamente com muitas interrogações e apontamentos. Afinal, o Tribunal de Justiça do Acre tem ações de vanguarda quando se trata de política de preservação da memória e divulgação de sua história, mesmo antes da política nacional instituída pelo CNJ, o TJAC já tinha criado dois Centros Culturais que traz para a sociedade esse elo de aproximação e informação sobre a história do Acre. Entender a participação do Poder Judiciário na História de um povo é entender o quanto a resolução de conflitos, os registros judiciais e as decisões jurídicas interfere no entendimento dos fatos históricos.

O TJAC tem se mantido ativo e atual nessa jornada que não é fácil, buscando preservar seus espaços, tornando-os acessíveis, mas também buscando novas formas de preservar e compartilhar a nossa história.

Diante desse panorama desafiador, é crucial que a sociedade seja convidada a se envolver nesse debate e ações concretas para a preservação da memória do Judiciário brasileiro devem ser promovidas. O Encontro Nacional da Memória do Poder Judiciário emerge como um espaço privilegiado para essa reflexão coletiva e para a construção de estratégias inovadoras que garantam a preservação e a valorização da história dessa instituição fundamental para a democracia.

*Andréa Zílio é formada em Comunicação Social e atua na função de Diretora de Informação Institucional do Poder Judiciário do Estado do Acre 

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Nível do Rio Acre em Rio Branco apresenta leve queda, mostra boletim

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Foto: Jardy Lopes/ac24horas

O Rio Acre registrou leve recuo nesta quarta-feira (14), de acordo com o boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal. Às 18h, o manancial marcou 13,31 metros, uma diminuição de 1 centímetro em relação à medição anterior, mantendo-se abaixo da cota de alerta, que é de 13,50 metros.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, o nível do rio se manteve estável ao longo do dia, com 13,32 metros registrados nas medições das 6h20, 9h, 12h e 15h. Até o fechamento do boletim, não houve registro de chuvas na cidade, com índice acumulado de 0 mm nas últimas 24 horas.

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Rio Tarauacá permanece acima da cota de transbordamento e mantém cidade em situação de emergência

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Nível marcou 10,44 metros nesta quarta-feira (14); cheia já afeta mais de 10 mil pessoas no município

Foto: Diretoria de Defesa Civil de Tarauacá/divulgação

Com o rio Tarauacá fora do leito e impactando diretamente a população urbana e ribeirinha, a Defesa Civil Municipal divulgou, na tarde desta quarta-feira (14), nova atualização sobre o nível do manancial no município de Tarauacá, no interior do Acre. Os dados constam em informativo hídrico oficial e confirmam a continuidade do cenário de cheia que já afeta mais de 10 mil pessoas na cidade.

De acordo com a medição realizada às 15h, o nível do rio permaneceu em 10,44 metros, mantendo-se estável em relação à última aferição feita ao meio-dia. O volume segue bem acima da cota de transbordamento, fixada em 9,50 metros, e também supera com folga a cota de alerta, que é de 8,50 metros.

Com o rio acima do nível crítico, bairros inteiros continuam alagados, diversas ruas permanecem intransitáveis e ao menos duas famílias precisaram deixar suas residências. Segundo a Diretoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, equipes seguem monitorando as áreas mais vulneráveis e permanecem de prontidão para novas ocorrências.

A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os comunicados oficiais e a acionar os órgãos competentes em caso de necessidade ou agravamento da situação.

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Riozinho do Rola apresenta estabilidade no nível após chuvas em Rio Branco

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Principal afluente do rio Acre permanece em 11,30 metros; Defesa Civil mantém monitoramento por risco de rápida elevação

Foto: Casa isolada pela água no riozinho do Rôla I Josenir Melo/ac24horas

As medições mais recentes do riozinho do Rola, principal afluente do rio Acre em Rio Branco, indicam estabilidade no nível do manancial na manhã desta quarta-feira (14), mesmo após as chuvas registradas nos últimos dias na região. Os dados constam nas planilhas do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (Sace), do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

De acordo com o monitoramento hidrológico, entre 8h15 e 9h15, o nível do riozinho do Rola permaneceu em torno de 11,30 metros, sem variações significativas. O registro aponta um cenário de equilíbrio momentâneo, após elevações observadas no início da semana.

Nas últimas 24 horas, o acumulado de chuva na área monitorada foi de 7,4 milímetros, volume registrado principalmente entre a madrugada e o início da manhã de terça-feira (13). As precipitações provocaram resposta hidrológica no rio, mas não resultaram em nova aceleração do nível nas medições mais recentes.

Apesar da estabilidade, o rio segue acima da marca de 11 metros, patamar considerado sensível por técnicos, especialmente por se tratar do principal afluente do rio Acre na capital. Segundo especialistas, qualquer novo aumento no volume de chuvas pode provocar elevação quase imediata no nível do manancial.

A Defesa Civil de Rio Branco acompanha as medições em tempo real e mantém estado de alerta, uma vez que o comportamento do riozinho do Rola costuma antecipar alterações no nível do rio Acre na capital acreana.

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