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Artigo: “Dia da Saúde Ocular: veja doenças que podem levar à cegueira”
O Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho, é uma data fundamental para conscientizar a população sobre a importância da saúde dos olhos e a prevenção de doenças que podem levar à cegueira. A visão é um dos sentidos mais importantes para a qualidade de vida, permitindo a realização de atividades cotidianas e a interação com o mundo ao nosso redor.
A conscientização e a educação sobre a saúde ocular são essenciais para incentivar as pessoas a adotarem práticas preventivas e a procurarem atendimento oftalmológico regularmente com um médico oftalmologista.
Entre as principais doenças oculares que podem levar à cegueira reversível, a catarata é uma das mais prevalentes. Caracterizada pela opacificação do cristalino, o que causa visão embaçada e dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz. Embora a catarata seja comum, especialmente entre idosos, ela pode ser tratada com cirurgia, que é altamente eficaz. A prevenção inclui a proteção contra raios UV e o controle de doenças sistêmicas, como o diabetes, que podem acelerar o desenvolvimento da catarata.

O glaucoma é outra doença ocular importante, muitas vezes chamada de “ladrão silencioso da visão”. Ele danifica o nervo óptico, geralmente devido a um aumento da pressão intraocular, e pode levar à perda irreversível da visão se não for tratado precocemente. O glaucoma frequentemente não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o que torna os exames oftalmológicos regulares, essenciais para a detecção precoce e acompanhamento correto. O tratamento pode incluir colírios, laser e em alguns casos, cirurgia para reduzir a pressão ocular.
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda de visão entre pessoas com mais de 60 anos. A DMRI afeta a mácula, a parte central da retina.Existem dois tipos de DMRI: seca e úmida, sendo a úmida a mais grave e rápida em sua progressão. A prevenção envolve manter uma dieta rica em antioxidantes, evitar o tabagismo e proteger os olhos dos raios UV. Os tratamentos disponíveis incluem suplementos vitamínicos e injeções intraoculares para controlar a progressão da doença.
A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que pode causar danos significativos à retina e levar à cegueira. Ela ocorre quando os níveis elevados de glicose no sangue danificam os vasos sanguíneos da retina. A melhor forma de prevenir a retinopatia diabética é através do controle rigoroso do diabetes, incluindo uma dieta balanceada, exercícios regulares e medicação adequada. Exames oftalmológicos regulares são fundamentais para detectar alterações precoces na retina e permitir o tratamento adequado, que pode incluir laser, injeções e até cirurgias.
Além de conhecer e prevenir essas doenças, é importante adotar cuidados gerais para a saúde ocular. Isso inclui a proteção contra raios UV, não fumar e beber, não coçar os olhos, manter uma dieta equilibrada rica em frutas e vegetais, além de fazer pausas regulares durante o uso prolongado de dispositivos eletrônicos. Consultas regulares ao médico oftalmologista são essenciais para a detecção precoce de problemas oculares e para garantir que qualquer condição seja tratada adequadamente.
O Dia da Saúde Ocular nos lembra da importância desses cuidados e da necessidade de valorizar nossa visão, adotando hábitos saudáveis.

*Núbia Vanessa Lima, médica oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. É Professora Titular de Medicina no Uniceub. Possui Graduação em medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997); Residência-médica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999). Fellowship em glaucoma pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001); Doutorado em oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2012); Pós Doutorado em Oftalmologia pela Unifesp EPM-SP (2018); Co-autora de livros em Oftalmologia.
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Fonte: Nacional
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Militares dos EUA apreendem outro petroleiro ligado à Venezuela

Militares dos Estados Unidos (EUA) informaram que apreenderam mais um petroleiro ligado à Venezuela nessa terça-feira (20) no Caribe, a sétima apreensão desse tipo desde o início da campanha de um mês do presidente Donald Trump, para controlar os fluxos de petróleo da Venezuela.
O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, que supervisiona quase uma dúzia de navios de guerra e milhares de soldados no Caribe, disse em comunicado que apreendeu o navio Sagitta “sem incidentes”.
“A apreensão de outro navio-tanque operando em desacordo com a quarentena estabelecida pelo presidente Trump, de embarcações sancionadas no Caribe, demonstra nossa determinação em garantir que o único petróleo que sairá da Venezuela será aquele coordenado de forma adequada e legal”, afirmou.
Trump concentrou sua política externa para a América Latina na Venezuela, inicialmente com o objetivo de tirar o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder. Depois de não conseguir encontrar uma solução diplomática, ele determinou que forças dos EUA voassem para o país para capturar Maduro e sua esposa em um ousado ataque noturno em 3 de janeiro.
Desde então, o presidente norte-americano disse que os EUA planejam controlar os recursos petrolíferos da Venezuela indefinidamente, pois buscam reconstruir a dilapidada indústria petrolífera do país em um plano de US$ 100 bilhões.
As embarcações interceptadas no passado estavam sob as sanções dos EUA ou faziam parte de uma “frota sombra” de navios que disfarçam suas origens para transportar petróleo dos principais produtores que receberam sanções — Irã, Rússia ou Venezuela.
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Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 55 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.962 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (20). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 55 milhões para o próximo sorteio.
Os números sorteados foram: 06 – 29 – 33 – 38 – 53 – 56.
72 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 30.333,06 cada
3.954 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 910,46 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (22), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
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Brasil registra recorde de feminicídios em 2025; quatro mulheres são assassinadas por dia
Foram 1.470 casos no ano, contra 1.464 em 2024, a maior marca até então. Tipificação foi criada em 2015, quando ocorreram 535 mortes – crescimento de 316% em 10 anos

Ao longo do ano, o Brasil registrou uma série de casos de feminicídio que expõem a violência extrema sofrida por mulheres, muitas vezes dentro de relações afetivas marcadas por ameaças. Foto: art
O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.
Os registros oficiais de feminicídios apontam para quatro mulheres mortas por dia no ano passado.
Os números devem crescer mais, com os dados de dezembro do estado de São Paulo, que ainda não foram atualizados na base do governo federal. As estatísticas são computadas pelos governos estaduais e enviadas pelo governo federal, que as divulga.
Mesmo sem os números do último mês de 2025, São Paulo é o estado com mais casos, com 233. Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104) aparecem na sequência.
Quantidade de vítimas de feminicídio por UF em 2025
Brasil registra recorde histórico de feminicídios em 2025; quatro mulheres são assassinadas por dia no país

Fonte: Sinesp • PB e SP não haviam enviado dados de dez/2025
Alta de 316% em uma década
A tipificação feminicídio, quando uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, foi criada em 2015.
Naquele ano, ocorreram 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Houve crescimento de 316% em 10 anos ao comparar com os números de 2025.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública
A alta é constante desde que o crime passou a ser registrado dos homicídios.
Ao todo, 13.448 mulheres foram mortas em dez anos pelo fato de serem mulheres, o que representa uma média de 1.345 crimes por ano.
São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) lideram as estatísticas. Roraima (7), Amapá (9) e Acre (14), registraram os menores números.
Em relação à taxa de mortes por 100 mil habitantes, Acre (1,58), Rondônia (1,43) e mato Grosso (1,36) têm os maiores números. Já Amazonas (0,46,), Ceará e São Paulo (ambos com 0,51) apresentam as menores taxas.
Especialista cita outros crimes para aumento nos feminicídios
Diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Samira Bueno aponta que os números de feminicídios ainda são subestimados. Para ela, ainda não é possível afirmar que há consolidação do tipo penal do feminicídio, o que interfere nos registros oficiais.
Isso ocorre porque o feminicídio pode ser registrado como homicídio, apesar de indícios apontarem para um crime de ódio contra a mulher por ser mulher. Samira aponta que há estados em que os feminicídios representam de 40% a 60% de todas as mortes de mulheres, enquanto em outros, variam de 15% a 20%.
“Se estamos diante de um recorde, esse número muito elevado, fato é que ele ainda é subestimado e, na prática, é maior do que podemos mensurar”, diz Samira.
Ela elenca que pesquisas recentes feitas pelo Fórum apontam para aumento generalizado de tipos de violências cometidas contra mulheres, como perseguições, espancamentos e estrangulamentos — tipos de crimes que podem culminar, no futuro, em feminicídios.
“Quando a gente junta os registros, os boletins de ocorrência e soma a outras evidências, a gente percebe que muito provavelmente estamos diante, de dato, de um aumento na violência contra a mulher”, afirma a especialista.
Mudança no código penal
Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que aumenta a pena para feminicídio e para crimes cometidos contra a mulher.
A nova lei prevê que condenados por assassinato contra mulheres motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero terá pena mínima de 20 anos, e máxima de 40 anos.
Antes, a lei previa que o feminicídio deveria ser punido com prisão de 12 a 30 anos.
As penas serão aumentadas em 1/3 caso a vítima estivesse grávida ou nos três meses após o parto, bem como quando as vítimas forem menores de 14 anos ou maiores de 60. A pena também será aumentada em 1/3 caso o crime tenha sido cometido na presença de filhos ou pais da vítima.

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