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Artesanato acreano alcança volume de negócios acima de R$ 239,7 mil no 17º Salão do Turismo e supera vendas da exposição do ano passado

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O volume de vendas da produção do Acre exposta no 17º Salão do Artesanato, em Brasília, superou R$ 239,7 mil, o que representa mais de R$ 41,7 mil em relação aos R$ 198 mil registrados no salão passado, quando o estado foi campeão de vendas no evento. A feira foi realizada de 8 a 12 deste mês.  Os números são parciais e o resultado oficial deverá ser divulgado na próxima semana.

Artesanato acreano, com uso de produtos da floresta, encantou visitantes do 17º Salão do Artesanato, realizado em Brasília. Foto: Dilma Tavares

A informação é de Terezinha Messias, chefe do Departamento de Artesanato da Secretaria de Turismo e Empreendedorismo (Sete). A participação dos artesãos acreanos no evento teve o apoio do governo do Estado, por meio dessa pasta, com o suporte do Programa REM Fase II – que abrange a cooperação financeira entre os governos do Acre, da Alemanha e do Reino Unido por meio do banco alemão de desenvolvimento KfW. 

Terezinha Messias, da Secretaria de Turismo e Empreendedorismo, destaca o sucesso do artesanato acreano no 17º Salão do Artesaanto, em Brasília. Foto: Dilma Tavares

“Esse é o resultado do trabalho de excelência dos artesãos acreanos, aproveitando o material local, da nossa identidade cultural, preservando a natureza e contribuindo para manter a floresta em pé”,  diz Terezinha. Ela também destacou, além do Programa do Artesanato Brasileiro, o apoio do governo do Estado, “dando condições para que os artesãos consigam trazer seus produtos com ajuda de custo”. A ação também contou com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Acre.

Peças feitas de fibras e sementes da floresta foram algumas das expostas no 17º Salão do Artesanato, em Brasília. Foto: Dilma Tavares

“O artesanato acreano é composto por uma rica diversidade de matérias-primas, suas cores e texturas refletem a nossa valiosa floresta. O Programa REM apoia o artesanato florestal, essa fonte de desenvolvimento sustentável”, reforçou a diretora de Empreendedorismo da Sete, Bianca Marques, lembrando que essa feira foi uma de várias a serem realizadas ainda este ano no país, em que o artesanato acreano também estará presente.

Bolsas de marchetaria foram produzidas com aproveitamento de madeiras da Amazônia descartadas pela natureza. Foto: Dilma Tavares

Ao todo, sete artesãos participaram da feira – seriam oito, mas um não pôde participar por problemas de saúde. Entre os produtos negociados estavam peças de marchetaria, látex e cestaria utilizando cipós como o timbó e fibras de buriti, além de biojoias com sementes da floresta, como açaí e jarina – o marfim vegetal. 

Canadense Karen Fisher (à direita) comprou produtos da artesã Claudia e elogiou artesanato do Acre. Foto: Dilma Tavares

Vendas para o Brasil e o exterior

O artesanato acreano foi vendido para brasileiros e pessoas de diversos países como Austrália, Nova Zelândia, Cazaquistão e Canadá. Sobre a escolha dos produtos acreanos, os compradores destacaram especialmente o fato de serem produtos da natureza, unindo qualidade e beleza. É o caso, por exemplo, da canadense Karen Fisher, que comprou produtos da artesã Maria Barroso – conhecida como Cláudia, que produz biojoias. 

Visitantes destacaram o aproveitamento de materiais da natureza, a qualidade e a beleza do artesanato acreano. Foto: Dilma Tavares

“Eu adoro ver artesanato bonito”, disse Karen. Ela frisou que os artesãos “criam peças lindas” usando “materiais tradicionais”, citando o exemplo das biojoias com o uso de sementes naturais da floresta, que mostra “como podemos achar coisas lindas na natureza, para criar lindas joias”. Para Cláudia, isso é motivo de satisfação profissional. “É gratificante fazer um trabalho desse e ver as pessoas gostarem dele”, disse.

Porfessor Marcelo Melo comprou sapato de látex do Doutor da Borracha e destacou a importância de valorizar a Amazônia. Foto: Dilma Tavares

Já o professor Marcelo Melo comprou sapatos de látex do artesão José Rodrigues – o Doutor da Borracha -, por indicação de familiares que haviam adquirido esse tipo de calçado, e ressaltou a importância da valorização dos produtos da Amazônia. “Eu acho que a Amazônia tem que ser valorizada e uma forma de valorizar é consumir o que se produz na região”, opinou.

Professora de música Mércia Pinto, (à direita), que já lecionou no Acre, comprou colar da artesã Socorro Tavares e ressaltou o uso de produtos da floresta. Foto: Dilma Tavares

A professora de música aposentada da Universidade de Brasília (UnB), Mércia Pinto – que já deu aulas no Acre -, comprou um colar da artesã Maria do Socorro Tavares para presentear uma amiga que vive no exterior e também falou sobre o diferencial do produto acreano. “Lá tem muitas sementes diferentes, da floresta”, lembrou.

Secretário de Micro e Pequenas Empresas do Ministério do Desenvolvimento visitou estande do Acre e posou com peça de marchetaria do artesão Maqueson Pereira, com Terezinha Messias. Foto: cedida

O 17º Salão do Artesanato: a Mãe de Todas as Artes teve apoio do Programa Brasileiro do Artesanato. O secretário nacional do Artesanato e do Microempreendedor Individual do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Milton Coelho, também visitou o estande do Acre e posou com um cântaro de marchetaria produzido pelo artesão Maqueson Pereira. A peça foi exposta no Palácio do Itamaraty durante a abertura do evento, realizada naquele local.  

Artesanato de látex expostos no 17º Salão do Artesanato, realizado em Brasília, capital do País. Foto: Dilma Tavares

 Próximas feiras

O 17º Salão do Artesanato: Mãe de Todas as Artes foi a primeira de cinco grandes feiras nacionais de artesanato a serem realizadas este ano no país. A próxima será a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), dias 3 e 4 de junho, em Pernambuco, que também contará com a participação de artesãos acreanos, informou Terezinha Messias.  “Foi lançado um edital em que constam todas essas feiras e cada período de inscrição, seguindo-se a curadoria para a definição dos participantes”, explicou. 

Fonte: Governo AC

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Acre

Apreensão de armas de fogo no Acre cai 11,5% em 2025, mas último trimestre tem pico de 165 unidades retiradas

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Estado fechou o ano com 514 armas apreendidas; pistolas, espingardas e revólveres são os tipos mais comuns
    A Polícia Civil vai rastrear a origem das armas (comércio legal, contrabando, fabricação caseira) para identificar rotas de entrada no estado. O Ministério Público pode propor ações de destruição dos armamentos apreendidos.

O Acre registrou 514 armas de fogo apreendidas em 2025, uma redução de 11,53% em relação ao ano anterior (581). Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) mostram que, apesar da queda geral, o último trimestre do ano teve o maior volume de retiradas, com 165 armas recolhidas entre outubro e dezembro.

Novembro foi o mês com mais apreensões (56), seguido por outubro (55) e dezembro (54). As armas mais frequentes foram pistolas (116), espingardas (111) e revólveres (105), além de 160 registradas como “outras armas”. Também foram apreendidos um fuzil, um rifle e 20 carabinas.

O período de menor atividade foi em setembro, com 32 apreensões. A redução anual acompanha tendência de maior controle e ações integradas de segurança, mas os números ainda apontam para a circulação significativa de armamentos irregulares no estado.

Evolução mensal (2025):
  • Pico: Novembro (56) e Dezembro (54)

  • Vales: Setembro (32) e Junho (33)

  • Média mensal: Cerca de 43 armas apreendidas

O Apre apreendeu 514 armas de fogo em 2025, uma queda de 11,53% em relação a 2024, quando foram retiradas de circulação 581 armamentos. Os dados, do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp)

Tipologia das armas:
  • Outras armas (não especificadas): 160

  • Pistolas: 116

  • Espingardas: 111

  • Revólveres: 105

  • Carabinas: 20

  • Fuzil/rifle: 2

As apreensões ocorrem principalmente em:
  • Blitzes da Polícia Militar e operações integradas;

  • Cumprimento de mandados de busca e apreensão;

  • Apreensão em flagrantes de roubo, tráfico e homicídio.

A redução anual pode refletir tanto a diminuição do número de armas em circulação quanto a mudança nas táticas criminosas (uso mais restrito ou ocultação). Já o aumento no final do ano está associado a operações de Natal e Ano-Novo e à maior movimentação de criminosos durante as festas.

A presença de fuzil e rifle (armas de guerra) entre os itens apreendidos, ainda que em pequena quantidade, acende um alerta sobre o potencial de letalidade do crime organizado no estado – equipamento que, em geral, é usado em confrontos entre facções ou ataques a cargas

Os dados, do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mostram que, apesar da redução anual, o último trimestre registrou os maiores volumes. Foto: captada 

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Caminhoneiro alerta sobre trecho da BR-364 que cedeu 2 metros por erosão entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul

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Imagens registrada nesta quarta (22) mostra risco de desbarrancamento; falta de sinalização aumenta perigo para motoristas à noite

Muitos motoristas têm usado o acostamento para desviar de buracos na pista, prática que se torna ainda mais perigosa com a erosão avançada. Foto: captada 

O caminhoneiro Felipe Araújo, conhecido como “De Menor”, registrou imagens e publicou em suas redes sociais alertando o sinistro nesta quarta-feira, dia 22, mostrando um trecho da BR-364 que cedeu cerca de dois metros devido à erosão nos bueiros, a aproximadamente 25 km de Tarauacá, no sentido para Cruzeiro do Sul. Segundo ele, o desbarrancamento ocorreu de terça para quarta e pode piorar, com risco de interdição da rodovia.

Felipe destaca a falta de sinalização no local, o que aumenta o perigo principalmente para quem trafega à noite e não conhece a região. A manutenção do trecho é de responsabilidade da empresa LCM, contratada pelo DNIT. O caminhoneiro pede providências urgentes, ao menos com a instalação de sinalização temporária.

Caminhoneiro registrou imagens do desbarrancamento de 2 metros entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul; ausência de sinalização aumenta risco de acidentes noturnos. Foto: captada 

As imagens tem circulado entre motoristas, principalmente caminhoneiros, que costumam usar o acostamento para desviar de buracos na pista. A reportagem entrou em contato com o DNIT e aguarda posicionamento sobre intervenções no local.

A manutenção do trecho é responsabilidade da empresa LCM, contratada pelo DNIT. Foto: captada 

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Conselho Estadual de Saúde suspende chamamento público para gestão do Hospital Raimundo Chaar

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De acordo com a deliberação, o chamamento público foi instaurado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) sem a prévia disponibilização ao Conselho das justificativas técnicas

O Conselho Estadual de Saúde reafirmou que qualquer mudança no modelo de gestão de serviços públicos de saúde, especialmente em hospitais estratégicos para a população acreana. Foto: captada 

O Conselho Estadual de Saúde do Acre (CES/AC) decidiu, na última terça-feira (21), suspender o Chamamento Público nº 005/2025 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que visava selecionar uma Organização Social de Saúde (OSS) para gerenciar o Hospital de Clínicas do alto Acre Raimundo Chaar, em Brasiléia. A deliberação foi tomada durante a 17ª Reunião Ordinária do conselho.

A decisão foi tomada durante a 17ª Reunião Ordinária do CES, realizada no exercício de suas competências legais e regimentais, conforme previsto nas Leis Federais nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, além da Lei Complementar Estadual nº 263/2013. O Conselho atua como instância colegiada, deliberativa e permanente do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a deliberação, o chamamento público foi instaurado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) sem a prévia disponibilização ao Conselho das justificativas técnicas, estudos, processos administrativos e demais documentos que embasaram a decisão de alterar o modelo de gestão da unidade hospitalar.

Diante disso, o CES/AC determinou que a suspensão do chamamento permaneça em vigor até que todo o conjunto documental seja apresentado, garantindo ao colegiado a análise detalhada das justificativas técnicas e legais que fundamentam o processo, além de outros documentos que o Conselho julgue necessários.

O CES/AC determinou que a suspensão do chamamento permaneça em vigor até que todo o conjunto documental seja apresentado. Foto: captada

Em nota oficial, o Conselho Estadual de Saúde reafirmou que qualquer mudança no modelo de gestão de serviços públicos de saúde, especialmente em hospitais estratégicos para a população acreana, deve obedecer rigorosamente aos princípios da legalidade, transparência, publicidade e participação social, conforme estabelece a Constituição Federal e a legislação do SUS.

O CES/AC destacou ainda que o controle social é elemento essencial para assegurar decisões responsáveis, democráticas e alinhadas ao interesse público no âmbito da saúde.

Veja nota:

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