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Após denúncia do CRM, falso cirurgião plástico é preso em unidade de saúde do AC; consulta custava R$ 100

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Marcelo Duarte atendia paciente quando foi preso. Saúde garantiu que suspeito não é servidor da unidade e vai abrir procedimento para apurar situação.

Página do Facebook de Marcelo Duarte tem fotos de pacientes das cirurgias plásticas (Foto: Reprodução)

Da redação com Marcus José

Sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), um homem foi preso dentro de um posto de saúde no segundo distrito de Rio Branco por exercício ilegal da profissão. Marcelo Penteado Duarte se apresentava como cirurgião plástico e consultava pacientes dentro da unidade.

Uma denúncia anônima ajudou o CRM a flagrar Duarte, que foi preso e levado para a Delegacia de Flagrantes (Defla). Ele foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrências (TCO) e deve aguardar em liberdade as investigações da Polícia Civil.

A reportagem tentou contato com o suspeito por um número de telefone disponibilizado no Facebook dele, porém, não obteve retorno até esta publicação. No perfil dele, Duarte também se apresenta como cirurgião, formado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e divulga o número para consulta e cirurgias.

Em uma postagem de 2015, Duarte chegou a esclarecer que trabalhava para um médico chamado dr. Toledo e apenas auxiliava as pacientes desse médico na recuperação.

Consulta por R$ 100

A reportegem, o assessor do CRM Ricardo Thomáz disse que além de consultar os pacientes dentro de uma unidade pública de saúde, Duarte cobrava cerca de R$ 100 por consulta. Após o procedimento na unidade, as cirurgias eram feitas em uma clínica na Bolívia.

“Ele divulgava nas redes sociais, através de um anúncio, cirurgias plásticas por um preço acessível. Se apresentava como Marcelo Plástico Duarte. Era assim que se anunciava. O anúncio dizia ‘cirurgias plásticas com valores acessíveis em Pando e Cobija. Realize seu sonho com um dos melhores profissionais de Santa Cruz de la Sierra’. Na hora da consulta, ele dizia que o valor da consulta seria descontado no valor da cirurgia”, explicou.

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O secretário de Saúde de Rio Branco, Oteniel Almeida, disse que teve conhecimento da situação nesta terça (6) e abriu um procedimento administrativo para apurar o caso.

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“O que me relataram é que o rapaz não é servidor de lá, mas estava lá ontem. A mãe dele é servidora da unidade, chegou e pediu a sala para conversar com uma pessoa enquanto esperava a mãe dele. A sala é um consultório e aconteceu a situação. Vou abrir um processo para apurar tudo e pedir imagens das câmeras de segurança para saber se ele estava por lá nos outros dias”, garantiu.

Em 2015, suspeito fez uma postagem no Facebook para explicar que apenas auxiliava as pacientes de uma pessoa chamada dr. Toledo (Foto: Reprodução)

Já conforme o assessor do CRM, o suspeito atendia os pacientes dentro de uma sala do Centro de Apoio Diagnostico (CAD) e, no momento do flagrante, fazia uma consulta. O assessor garantiu que Duarte não tem autorização para fazer cirurgias plásticas.

“Ele estava atendendo uma pessoa, quando essa pessoa saiu o doutor Virgílio entrou e constatou. Ele cobrava e já fazia uma consulta de avaliação. Ele não tem CRM, não é médico. Isso está comprovado. Ele falou que a mãe dele trabalha lá e facilitou o acesso”, acrescentou.

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O delegado que atendeu o caso na Defla, Roberto Lusena, confirmou que Duarte foi liberado após assinar um TCO. Segundo Lusena, o suspeito permaneceu calado durante o depoimento, mas garantiu que é formado em medicina.

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“Ele foi autuado pelo crime de exercício ilegal da profissão de médico. Ficou em silêncio, que é um direito constitucional. Disse que é formado em medicina, mas não tinha autorização”, concluiu.

Marcelo Penteado Duarte (39) foi conduzido à Delegacia de Flagrantes (Foto: reprodução)

O exercício ilegal da medicina é crime previsto no Art. 282 do Código Penal com pena de detenção por seis meses a dois anos. Tal crime é caracterizado pela realização de atos médicos por quem não esteja devidamente habilitado para exercer a profissão médica.

Segundo o CRM, a administração do CAD, Centro de Apoio ao Diagnóstico, será chamada para prestar esclarecimentos sobre o fato do falso médico usar as dependências do órgão público para realizar consultas com cobrança de valores.

Procedimento administrativo será aberto, diz secretário de Saúde

O secretário Municipal de Saúde, Oteniel Almeida, informou que vai abrir um procedimento administrativo para apurar o caso.

Ao contrário do que diz o CRM, Oteniel afirma que Marcelo Duarte não atendia na unidade. O secretário diz que o denunciado é filho de uma servidora do posto de saúde e que usou, nesta segunda-feira, uma das salas para “fazer uma conversa com uma pessoa”. Para o CRM tratava-se de uma consulta.

“Esse rapaz é filho de uma servidora da unidade de saúde. Ele pediu a sala, para naquele dia, no caso ontem, pra fazer uma conversa com uma pessoa enquanto aguardava a mãe dele sair do plantão, e quando chegou o pessoal lá do CRM, segundo eles, ele estava fazendo antedimento. Só que não era dentro da unidade. Nós estamos abrindo um processo administrativo para apurar a responsabilidade. Ver se houve envolvimento de algum servidor público pra que ele pudesse utilizar a sala, e aí nós vamos nos pronunciar a partir da conclusão do processo administrativo. Mas ele a princípio não atendia na unidade, não. Foi um caso ontem. Ele estava lá aguardando a mãe dele que é servidora da unidade”, afirma Oteniel Almeida.

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Damares pede vistoria em cela de Bolsonaro e faz comparação com Lula

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Damares Alves

Agência Senado

Após a queda de Jair Bolsonaro (PL) na cela que ocupa na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, a senadora Damares Alves (Republicanos) pediu vistoria institucional nas dependências do local utilizadas para custódia de presos.

No pedido, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (8/1), Damares ressalta que “a solicitação decorre do dever constitucional do Parlamento de zelar pela observância dos direitos e garantias fundamentais, especialmente no que se refere à dignidade da pessoa humana, à integridade física e psíquica dos custodiados e às condições materiais de cumprimento de medidas restritivas de liberdade, nos termos da Constituição Federal”.

A senadora argumenta que a ação se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa acerca do ex-presidente da República. “Trata-se de pessoa idosa, com histórico recente de diversos procedimentos cirúrgicos e condição de saúde que demanda atenção especial, circunstâncias que, por si só, impõem maior cautela e acompanhamento institucional quanto às condições do local de custódia”.

No pedido é dito ainda que a iniciativa não implica interferência nas atribuições legais da Polícia Federal ou do Poder Judiciário, mas somente ao exercício legítimo da função fiscalizatória e institucional do Senado Federal, por intermédio de sua Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa.

Damares, como presidente da Comissão de Direitos Humanos também encaminhou ofício ao superintendente regional da Polícia Federal, Alfredo Junqueira, com o pedido.

Comparação com Lula

Para justificar o pedido, foi citada ainda uma vistoria realizada na cela de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando este estava preso em Curitiba.

“Em 2018, quando, durante a custódia do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas dependências da Polícia Federal em Curitiba, parlamentares e a própria Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal realizaram diligência oficial para averiguar as condições de prisão, com autorização judicial e institucional, em estrita observância ao princípio da isonomia e à proteção dos direitos humanos”, alega a senadora no pedido.

Bolsonaro está preso em Sala de Estado Maior, na Superintendência da PF desde 22 de novembro. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenação em trama golpista.

Em 6 de janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que Bolsonaro (PL) caiu enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel. Ele precisou passar por exames que não apontaram complicações oriundas da queda.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Casal é preso suspeito de assaltar ciclista entregador no bairro Guiomar Santos, em Rio Branco

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Polícia Militar prendeu dupla no bairro Wanderley Dantas após roubo de celular; investigação apura possível ligação com outros crimes

Um casal suspeito de assaltar um ciclista entregador foi preso na tarde desta quinta-feira (8) por policiais da Força Tática do 3º Batalhão da PM no bairro Wanderley Dantas, na parte alta de Rio Branco. Segundo a polícia, a vítima foi abordada ainda pela manhã no bairro Guiomar Santos, onde os dois anunciaram o roubo e levaram o celular do trabalhador.

Após buscas na região, a guarnição localizou os suspeitos em frente a um supermercado no Wanderley Dantas e efetuou a prisão. A dupla foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil investiga o caso e apura possível envolvimento dos detidos em outros crimes semelhantes na capital.

O roubo que supostamente envolve o casal ocorreu nas imediações da distribuidora Campo Belo, e as imagens rapidamente passaram a circular nas redes sociais. O material audiovisual registra com nitidez toda a dinâmica do crime — desde a aproximação dos suspeitos até a fuga — onde contribuiu para a identificação dos envolvidos.

Veja vídeo do assalto:

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Sesacre notifica empresa por atraso no fornecimento de medicamentos à rede pública do Acre

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Inovamed Hospitalar recebeu duas notificações administrativas e pode sofrer sanções; empresa alega problemas logísticos e diz que itens já estão em entrega.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) publicou, na última quarta-feira (7), no Diário Oficial do Estado, duas notificações administrativas contra a empresa Inovamed Hospitalar Ltda por atraso no fornecimento de medicamentos destinados às unidades da rede pública estadual. As medidas referem-se a processos distintos e preveem a possibilidade de aplicação de sanções, conforme a Nova Lei de Licitações e Contratos.

A Notificação nº 2/2026, vinculada ao Processo nº 0019.015360.00001/2026-62, diz respeito ao Pregão Eletrônico SRP nº 376/2024 e à Ordem de Entrega nº 74600/2025. De acordo com a Sesacre, a empresa deixou de cumprir o prazo contratual para a entrega de grandes quantidades de medicamentos de uso recorrente na rede hospitalar. Entre os itens em atraso estão 14.200 unidades de simeticona 75mg/ml (emulsão oral gotas), 4.568 frascos de cloridrato de ambroxol 6mg/ml (xarope adulto 120ml) e simeticona 40mg, todos previstos no Contrato Administrativo nº 782/2025.

Já a Notificação nº 3/2026, relacionada ao Processo nº 0019.015360.00002/2026-15, é decorrente de uma dispensa de licitação e da Ordem de Entrega nº 74688/2025. Nesse caso, a Sesacre aponta a não entrega de 300 unidades de norfloxacina 400mg, antibiótico utilizado no tratamento de infecções, previsto no Contrato Administrativo nº 688/2025.

Segundo a secretaria, os medicamentos tinham como destino as unidades de saúde da rede hospitalar estadual. As notificações foram assinadas pela gestora de contratos substituta, Sebastiana Alves da Silva, e estabelecem prazo de cinco dias úteis, a contar do recebimento oficial, para apresentação de defesa prévia. Caso as justificativas não sejam aceitas, a empresa poderá sofrer sanções administrativas.

Procurada pela reportagem do ac24horas, a Inovamed Hospitalar informou, por meio de nota, que pretende concluir a entrega dos medicamentos pendentes. A empresa afirmou que os itens simeticona 75mg/ml, simeticona 40mg e norfloxacina 400mg já foram faturados e estão em trânsito para entrega.

Em relação ao cloridrato de ambroxol 6mg/ml (xarope adulto 120ml), a Inovamed declarou que houve envio parcial em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, e que o restante do quantitativo está em tratativas para envio. A empresa justificou os atrasos citando rupturas temporárias de estoque, causadas por atrasos de fabricantes durante o recesso de fim de ano, além de dificuldades logísticas provocadas pelo aumento da demanda nas transportadoras. Na nota, a Inovamed reiterou o compromisso com o abastecimento e a continuidade dos serviços de saúde no Acre.

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