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Após casos confirmados de meningite no AC, especialista fala sobre os riscos da doença
Saúde confirmou, neste sábado (22), seis casos de meningite e duas mortes pela doença no Acre em 2019.

Acre tem 21 casos notificados de meningite. Arquivo — Foto: Reprodução/TV TE
Por G1 AC — Rio Branco
Após a confirmação de seis casos de meningite e duas mortes pela doença no estado, em 2019, a médica infectologista Cirley Lobato conversou com uma equipe da Rede Amazônica Acre e alertou sobre os riscos da doença.
“Os casos de meningite ocorrem, principalmente, nos extremos de idade, ou seja, em criança ou idoso. Isso não quer dizer que um jovem ou adulto não pode pegar a doença. As principais complicações e sequelas são a surdez, cegueira, ou seja, são mais manifestações neurológicas. E, muitas vezes, dependendo do grau do comprometimento do cérebro, o paciente pode ter alguma deficiência de movimento”, afirma Cirley.
A especialista destaca que a melhor maneira de prevenir a doença continua sendo a vacina. Além disso, evitar ambientes aglomerados e fazer a higiene pessoal também é importante.

“Nós observamos muito mais a ocorrência da doença no inverno e primavera. Uma coisa interessante na nossa região e que é um fator que precisamos estar atentos, são essas mudanças bruscas de temperatura. Essa frente fria que vem e todo mundo gosta, pode facilitar a disseminação de uma bactéria ou vírus”, explica a especialista.
A rede pública oferece as vacinas que previnem a doença, porém, apenas no calendário vacinal infantil. Após isso, é oferecida para pacientes que tenham deficiência imunológica, ou seja, baixa defesa, como os idosos, pessoas que possuem HIV, Aids, pacientes em tratamento contra câncer, ou hepatite.
A rede particular também oferece. A vacina A, C, W e Y, que serve para 4 tipos da doença, por exemplo, custa em média R$ 450. E a vacina B pode chegar até R$750.
Casos da doença em 2019
Após a internação de um paciente com meningite bacteriana em Rio Branco, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou, neste sábado (22), um boletim epidemiológico com os casos notificados, confirmados, e mortes pela doença no estado.
O material mostra os casos registrados na semana epidemiológica 24, que terminou no dia 15 deste mês, e foram, ao todo, 20 casos notificados e cinco confirmados. Ainda no documento, é citado o caso do paciente de Senador Guiomard, registrado já na semana epidemiológica 25, que iniciou dia 16 e encerra neste sábado (22).
Com isso, o Acre tem 21 casos notificados de meningite e seis confirmações da doença. A Saúde ressaltou que os dados podem sofrer alterações conforme os municípios do interior vão enviando os dados.
Ainda segundo o boletim, houve duas mortes pela doença no estado desde o início do ano. Uma delas foi de uma adolescente, em março, na capital acreana, Rio Branco, por meningite bacteriana não especificada. A segunda morte foi de uma criança em Tarauacá.
Casos em 2018
Embora não tenham sido divulgados pela Sesacre, em 2018, o Acre recebeu mais de 60 notificações da doença. Destas, 29 casos foram confirmados o que representa uma incidência de 3,3 casos por 100 mil habitantes.
Foram 14 de meningite não especificadas, 11 de bacteriana, duas de viral e outras duas de outras etiologias.
Meningite
A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos).
A meningocócica é uma meningite bacteriana e, junto com a pneumocócica, é considerada uma das formas mais graves e preocupantes da doença.
A meningite tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos 6 meses depois da doença.
Transmissão
A meningite é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável.
Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio dos ônibus, por exemplo. Por isso, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar são ideais para o contágio, e a doença costuma se espalhar muito no inverno.
Sintomas e diagnóstico
Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por um leigo apenas ao baixar a cabeça – só um médico pode avaliar o quadro corretamente.
O diagnóstico “padrão ouro” ocorre pelo exame do liquor, líquido que banha o sistema nervoso. A cor do liquor já indica se a meningite é por bactéria ou vírus.
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Homens armados abandonam motocicleta em frente ao Teatro do Náuas, em Cruzeiro do Sul
Dupla fugiu em outro veículo; moto deixada no local foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil

Dois homens armados abandonaram uma motocicleta em frente ao Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul, na noite de quarta-feira (11), e fugiram em outro veículo.
Uma testemunha acionou a Polícia Militar e relatou que os suspeitos deixaram no local uma motocicleta modelo Biz ainda ligada. Em seguida, subiram em outra moto e seguiram em direção ao portal da cidade, tomando rumo ignorado.
Ao chegar ao endereço informado, a PM encontrou o veículo abandonado no meio da via pública. De acordo com relatos de testemunhas, os dois indivíduos trafegavam em motocicletas distintas — um deles conduzia uma moto de maior porte, enquanto o outro pilotava a Biz, que foi deixada para trás. Após o abandono, ambos seguiram na motocicleta maior.
Durante consulta no sistema, não foi constatado registro de roubo ou furto vinculado à placa da moto abandonada. O veículo foi recolhido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
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MPF recorre contra decisão que rejeitou ação sobre direitos de migrantes na fronteira do Acre
Órgão aponta falhas no acolhimento e cobra medidas estruturais permanentes da União, Estado e municípios

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu de decisão judicial que rejeitou uma ação civil pública voltada à garantia de direitos de migrantes que ingressam no Brasil pela fronteira do Acre. Para o órgão, a sentença não considerou a gravidade da situação enfrentada por pessoas em condição de vulnerabilidade e a necessidade de medidas estruturais permanentes por parte do poder público.
Segundo a assessoria, a ação foi proposta contra a União, o Estado do Acre e os municípios de Rio Branco, Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, após o MPF identificar falhas no acolhimento, na oferta de vagas em abrigos e na organização dos fluxos de atendimento. De acordo com o órgão, a região de fronteira historicamente enfrenta sobrecarga nos serviços públicos em períodos de aumento do fluxo migratório, o que exige planejamento prévio e atuação coordenada entre os entes federativos.
“Busca-se, assim, a inserção do migrante na sociedade que o acolhe, com o estabelecimento de direitos e promoção de políticas públicas necessárias a esta parcela da população”, afirma trecho do recurso assinado pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias.
Urgência e risco de danos
No recurso, o MPF sustenta que a urgência das medidas decorre da condição dos migrantes, muitos em extrema pobreza, sem documentação regular e com necessidade imediata de alimentação, abrigo e atendimento de saúde. Para o órgão, cabe ao poder público estruturar políticas capazes de responder a crises migratórias de forma eficaz.
“De outro lado, a presença do perigo de dano decorre de que a cada dia que se passa, direitos são violados e o sofrimento se acumula. O que tem se verificado nesses últimos meses é a presença de grupos compostos por mulheres, crianças e idosos; pessoas vulneráveis, migrantes, pobres e sem assistência de políticas públicas, que não se estabelecem em local fixo e apenas buscam alternativas de sobrevivência”, destaca o procurador.
O MPF também alerta que mudanças nas políticas migratórias de países vizinhos podem provocar aumento repentino no número de pessoas que entram pela fronteira acreana, o que demanda ações preventivas — e não apenas respostas emergenciais.
Medidas solicitadas
Entre os pedidos apresentados no recurso estão:
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Ampliação da capacidade de acolhimento nos municípios de fronteira e na capital;
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Garantia de alimentação adequada e culturalmente compatível;
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Disponibilização de equipes técnicas permanentes para atendimento em campo;
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Elaboração de plano de contingência interinstitucional para emergências migratórias;
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Acesso efetivo a serviços de saúde, assistência social e educação;
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Regularização documental e organização dos fluxos de atendimento e interiorização.
Para o MPF, a ausência de estrutura adequada pode resultar em violações de direitos fundamentais e no agravamento da situação humanitária na região.
O recurso foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que ficará responsável por analisar o caso.
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PGE do Acre abre concurso para concessão de bolsas visando participação na ExpoDireito Brasil 2026
Edital prevê 18 auxílios financeiros para procuradores e servidores da área jurídica participarem do evento em Brasília

Foto: Procuradoria-Geral do Estado do Acre
A Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC) publicou nesta sexta-feira, 13, o Edital PGE/CEJUR nº 007/2026, que torna público o concurso para concessão de bolsas de ajuda financeira destinadas a procuradores do Estado e servidores da área finalística da instituição. O objetivo é viabilizar a participação na ExpoDireito Brasil 2026, marcada para os dias 29 e 30 de maio, em Brasília.
A iniciativa integra o programa continuado de atualização, aperfeiçoamento e capacitação profissional do quadro de pessoal da PGE, diante da crescente complexidade das atividades de representação judicial e consultoria jurídica desempenhadas pelo órgão.
O edital prevê a concessão de 18 bolsas de ajuda financeira, divididas da seguinte forma: nove bolsas para procuradores do Estado, no valor máximo de R$ 7 mil cada, e nove bolsas para servidores da área finalística (assessores jurídicos), no valor máximo de R$ 5 mil cada.
As bolsas serão distribuídas entre diversas unidades da instituição, incluindo Procuradoria Judicial, Fiscal, do Patrimônio Imobiliário, do Meio Ambiente, Administrativa, de Pessoal, de Precatórios, Procuradoria Regional em Brasília e o Centro de Estudos Jurídicos (Cejur).
A ajuda financeira poderá cobrir despesas com inscrição no evento, passagens aéreas ou terrestres, hospedagem, alimentação e locomoção. Os valores referentes à inscrição e transporte serão reembolsados mediante apresentação de comprovantes. Já os gastos com hospedagem e alimentação seguirão os parâmetros de pagamento de diárias adotados pela Administração Pública estadual. O total das despesas não poderá ultrapassar o teto estabelecido para cada categoria.
Os interessados devem encaminhar requerimento à Chefia do Cejur, via Sistema Eletrônico de Informações (SEI), até o dia 18 de fevereiro de 2026. Após análise do Centro de Estudos Jurídicos, o processo será submetido à decisão da Procuradora-Geral do Estado.
Caso o número de inscritos seja superior ao total de bolsas disponíveis, serão considerados critérios como produtividade, eficiência, assiduidade, participação em grupos de trabalho e atividades acadêmicas, tempo de serviço e idade. Persistindo empate, a escolha será definida por sorteio.
Os contemplados deverão comprovar a participação no evento e compartilhar os conhecimentos adquiridos, seja por meio de palestra, aula ou oficina na sede da PGE, com apoio do Cejur, ou pela apresentação de relatório circunstanciado detalhando os conteúdos e sua aplicabilidade às atividades institucionais.

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