Acre
Após audiência pública, Eletrobras Distribuição Acre deve ir a leilão em maio, diz BNDES
Edital do leilão de privatização deverá ser publicado ainda esse mês. Banco anunciou leilão após audiência pública realizada no último dia 23 de fevereiro

Dívida de consumidores com a Eletrobras Distribuição Acre reduziu 5,4% em 2012 (Foto: Duaine Rodrigues/G1)
A Eletrobras Distribuição Acre deve ser leiloada até o início de maio, segundo informou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que assessora o processo de desestatização. Além do Acre, o leilão de privatização ocorre também com outras cinco distribuidoras.
A informação foi confirmada após a audiência pública realizada no último dia 23 de fevereiro. A reunião ocorreu no auditório da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC) e teve muita confusão e tumulto.
O vice-presidente do Sindicato dos Urbanitários no Acre, Marcelo Jucá, disse que os movimentos sindicais estão acompanhando o processo. Segundo ele, o grupo aguarda uma decisão judicial para barrar a desestatização.
“Estamos trabalhando na parte jurídica, questionamos várias questões. Acreditamos que o Tribunal de Contas vai suspender esse processo e pedir explicação do BNDES e da própria Eletrobras pelo valor que eles estão pedindo. Estão fazendo isso sem dar garantia nenhuma de que o serviço vai melhorar”, disse Jucá.
As seis distribuidoras que serão colocadas à venda são: Amazonas Distribuidora de Energia, que atende ao estado do Amazonas; Boa Vista Energia, que atende Roraima; Centrais Elétricas de Rondônia, que atende Rondônia, a Companhia de Eletricidade do Acre, que atende aos consumidores do Acre; Companhia Energética de Alagoas, que atua em Alagoas; e Companhia de Energia do Piauí.
O BNDES disse que o edital do leilão será publicado em até 15 dias úteis após a última audiência pública sobre a desestatização, realizada na terça-feira. Os investidores interessados deverão apresentar suas propostas no final de abril.
Para viabilizar o leilão, a Eletrobras decidiu assumir R$ 11,2 bilhões em dívidas das distribuidoras com a própria estatal, além de outros R$ 8,5 bilhões em créditos e obrigações que essas empresas têm com fundos do setor elétrico.
Cada uma das seis distribuidoras terá seu próprio leilão individual. Vencerá o leilão o investidor que apresentar o maior desconto na aplicação do adicional tarifário transitório concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a distribuição de energia elétrica.
“Os concorrentes também poderão oferecer 100% de desconto do adicional tarifário, juntamente com um valor a ser pago à União pela outorga. Nesses casos, será considerado vencedor o investidor que oferecer o maior valor de outorga”, disse o BNDES.
Segundo o BNDES, haverá incentivo cruzado para que os vencedores dos leilões da Eletroacre e Boa Vista Energia – que serão os primeiros a serem realizados – participem também dos demais. Os consórcios vencedores poderão participar diretamente da etapa de lances em viva-voz nas outras 4 disputas, mesmo que suas propostas econômicas estejam fora do intervalo mínimo previsto no edital.
Investimentos previstos
Segundo o Ministério de Minas e Energia, as empresas que assumirem as 6 distribuidoras terão que aplicar R$ 13 bilhões para cobrir dívidas e realizar investimentos previstos para os próximos anos
Cada um dos vencedores será obrigado a realizar um aporte inicial, e imediato, de recursos financeiros: Eletroacre, R$ 238,805 milhões; Ceron, R$ 241,099 milhões; Cepisa, R$ 720,915 milhões; Ceal, R$ 545,770 milhões; Boa Vista Energia, R$ 175,999 milhões; e Amazonas Energia R$ 491,370 milhões.
Ainda de acordo com as regras, os empregados e aposentados das distribuidoras poderão comprar até 10% das ações detidas pela Eletrobras antes do leilão, com um deságio de cerca de 10% do preço mínimo.
“Após três anos da mudança do controle acionário da distribuidora, o novo controlador terá a obrigação de recomprar as ações adquiridas pelos empregados e aposentados da companhia – caso estes queiram vendê-las – pelo valor de aquisição mais 10%, limitado a R$ 100 mil por empregado ou aposentado”, informou o BNDES.
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Acre
Governador Gladson Cameli exonerou seis gestores para disputa eleitoral em 2026
Entre os nomes estão os presidentes do Deracre, Saneacre, FEM e Funtac, além dos secretários de Saúde e de Esporte; substitutos já foram anunciados no Diário Oficial

O governador Gladson Cameli exonerou nesta quinta seis secretários e presidentes de órgãos estaduais
Seis secretários e presidentes de órgãos estaduais deixam governo do Acre para concorrer às eleições
O governador Gladson Cameli exonerou nesta quinta-feira (2) seis secretários e presidentes de órgãos estaduais. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial do Estado. Os gestores deixam os cargos para disputar as eleições deste ano.
Ao todo, seis nomes deixaram a linha de frente do governo: Pedro Pascoal – secretário de Estado de Saúde (Sesacre); Ney Amorim – secretário extraordinário de Esporte e Lazer; Sula Ximenes – presidente do Deracre; José Bestene – presidente do Saneacre; Minoru Kinpara – presidente da Fundação Elias Mansour (FEM); e João Paulo Bittar – presidente da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac).
Substitutos anunciados
Com as exonerações, o governo também anunciou os substitutos que passam a comandar as pastas e órgãos, alguns deles de forma interina:
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Saúde: a secretária adjunta Ana Cristina Moraes da Silva responde interinamente
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Esporte: Artemildon Matos de Brito assume como secretário extraordinário
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Deracre: Roberto Assaf de Oliveira é o novo presidente
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Saneacre: Geovani da Silva Soares assume a presidência
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Fundação Elias Mansour: Matheus Gomes de Sousa assume a presidência
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Funtac: Edson Martins de Siqueira Junior assume a presidência
Prazo eleitoral
As exonerações ocorrem dentro do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para que ocupantes de cargos públicos possam disputar as eleições deste ano.

Com as exonerações, o governo também anunciou os substitutos que passam a comandar as pastas e órgãos, alguns deles de forma interina. Foto: captada
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De ambulante a lojista no Brás: a trajetória da empreendedora acreana Denize Sacoleira
Natural de Cruzeiro do Sul, ela começou vendendo quibe de arroz nas ruas e hoje inaugura loja física em um dos maiores centros comerciais do país, em São Paulo

Tem histórias que não começam com grandes oportunidades, mas com coragem. Foto: captada
“Denize Sacoleira” leva negócio do Acre ao Brás e inspira mulheres empreendedoras
Tem histórias que não começam com grandes oportunidades, mas com coragem e determinação. A empresária Denize, natural de Cruzeiro do Sul, no Acre, representa uma delas. Professora e mãe de três filhas, ela nunca deixou de acreditar que era possível ir além, quebrando barreiras, mesmo quando tudo parecia difícil.
Conhecida como “Denize Sacoleira”, iniciou sua trajetória como vendedora ambulante. Ainda jovem, ajudava a mãe em casa vendendo quibe de arroz pelas ruas de Cruzeiro do Sul, momento em que despertou seu espírito empreendedor. Incentivada pela mãe, que sempre dizia que ela seria uma grande empresária, carregou consigo a vontade, a fé e a determinação de vencer.

Professora e mãe de três filhas, ela nunca deixou de acreditar que era possível ir além. Foto: captada
Recomeço em Rio Branco e construção da marca
Com o passar do tempo e após a perda da mãe, Denize decidiu recomeçar em Rio Branco. Na capital, criou a loja online DN Bolsas e Acessórios e passou a participar de feiras empreendedoras, construindo sua marca com muito esforço. Durante esse período, contou com o apoio de importantes iniciativas e parceiros, como o secretário de Educação Aberson Carvalho, que possibilitou a exposição de seus produtos na Secretaria de Educação.
A empresária também destaca a importância dos coletivos que abriram portas ao longo de sua caminhada, como Encontro das Brecholeiras, Feira Livre Acreana, Siribolo, Assemeart, Unissol, Coletivo Girassol e Ambulantes, no Horto Florestal. Posteriormente, também conquistou espaço no Casarão, junto aos coletivos Pérolas, AMEAC e Brechó Oficial.
Apoio ao empreendedorismo feminino
A DN Bolsas e Acessórios nasceu com o propósito de abrir fronteiras e novos caminhos. Ao longo dessa jornada, Denize encontrou mulheres que fortalecem o empreendedorismo feminino no estado, por meio de iniciativas como Elas Fazem Acontecer, com Lidiane Cabral; Compre de Uma Mamãe, com Edmirque Herculano; Empório&Arte – Gesse Aquiri Ateliê; e a Exposição CMEC, com Patrícia Dossa.

Denize atravessa o país para viver um novo capítulo ao lado do marido. Foto: captada
Nova fase: loja física no Brás
Hoje, ao lado do esposo, Denize atravessa o país para viver um novo capítulo: a inauguração da loja física no Brás, em São Paulo, um dos maiores centros comerciais do Brasil. O espaço está localizado no Bazar do Oriente, Box 27, 28, 29 e 30, e trabalha com vendas no varejo e no atacado, ampliando o alcance da marca e criando oportunidades para outras pessoas que, assim como ela, buscam independência e crescimento.
Raízes no Acre e futuro na capital
Mesmo com a expansão, Denize mantém suas raízes no estado do Acre. Especificamente em Rio Branco, o negócio segue ativo por meio da loja online Niva’s Presentes, coordenada por sua filha, a jovem empresária Deane, e sua neta Nicolly, que continuam participando de feiras empreendedoras e representando a marca no estado. A empresária também projeta, futuramente, a abertura de uma loja física na capital acreana.
A marca foi criada para valorizar a beleza e a autenticidade feminina, conquistando clientes que buscam estilo, confiança e identidade por meio dos acessórios.
A história de Denize é também a história de muitas mulheres do Acre: de um lugar pequeno, mas gigante em força, coragem e fé.

A marca foi criada para valorizar a beleza e a autenticidade feminina. Foto: captada
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Acre
Nível do Rio Acre recua em Rio Branco, mas segue acima da cota de alerta

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