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Após ataque de cão, acreana Natani Santos passa por reconstrução facial e faz alerta: “Donos precisam ser responsáveis”
Morando há nove meses em Ji-Paraná e natural de Rio Branco (AC), Natani vive com o marido, o filho de 8 anos e uma gata. Ela já teve outros animais de estimação e reforça que nunca considerou a eutanásia como opção para Jacke.

O caso, ocorrido em [inserir cidade/estado], reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos donos de animais e os riscos de ataques, mesmo por pets considerados dóceis. Foto: cedida
Uma técnica de enfermagem passou por uma delicada cirurgia de reconstrução facial após ser atacada por um cão de estimação. O episódio ocorreu no início de maio em Ji-Paraná (RO), reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos donos de animais e os riscos de ataques, mesmo por pets considerados dóceis.
A técnica de enfermagem Natani Santos, de 35 anos, enfrenta uma dura fase de recuperação após ter o rosto desfigurado ao ser atacada por seu cachorro de estimação, um chow-chow chamado Jacke, com quem vivia há cinco anos. Agora, ela se prepara para uma cirurgia de reconstrução facial realizada de forma gratuita por um projeto que atende pessoas de baixa renda com deformidades.
O procedimento será feito pelo Projeto Leozinho, coordenado pelo cirurgião bucomaxilofacial Raulino Brasil, em Santa Catarina. Enquanto aguarda a cirurgia, Natani está mobilizando uma campanha de arrecadação online para cobrir despesas com passagens, alimentação e o pós-operatório.
Apesar do trauma físico, Natani diz que o mais difícil tem sido lidar com a dor emocional: a perda da convivência com o animal que ajudou a apoiá-la em momentos delicados de sua vida, como uma fase de depressão profunda. “A dor do corpo dá para tratar com remédio. A do coração, não”, lamenta.
Ela conta que Jacke apresentou um comportamento estranho momentos antes do ataque, chegando a rosnar, mas a mordida foi rápida e inesperada. Após o ocorrido, por precaução e para proteger o filho do casal, o cachorro foi encaminhado ao centro de zoonoses da cidade. A hipótese de raiva foi descartada.
Mesmo com a separação dolorosa, Natani diz não guardar rancor do animal e pede para que sua experiência não seja motivo para abandono de outros pets. “Não quero que façam com seus animais o que não fiz com o meu. Só recomendo procurar ajuda profissional, como adestradores.”
Falta de prevenção e consequências graves
Testemunhas afirmam que o cão, da raça [inserir raça, se conhecida], não estava com focinheira e escapou do controle do dono momentos antes do ataque. Especialistas em comportamento animal alertam que qualquer pet, mesmo sem histórico de agressividade, pode reagir de forma imprevisível em situações de estresse ou medo.
O caso foi registrado na delegacia local, e as autoridades avaliam medidas legais. Enquanto isso, a técnica de enfermagem enfrenta um longo processo de recuperação, incluindo fisioterapia e acompanhamento psicológico.
Responsabilidade compartilhada
Organizações de proteção animal reforçam que a maioria dos incidentes poderia ser evitada com posse responsável:
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Uso de equipamentos de segurança (como coleiras e guias);
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Socialização e treinamento adequados;
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Identificação de sinais de estresse nos animais.
Impacto nas redes e julgamentos
A história ganhou visibilidade após Natani compartilhar vídeos explicando o que aconteceu. Embora tenha recebido muitas mensagens de apoio, também enfrentou críticas de pessoas que desconhecem sua relação de anos com Jacke. “Alguns comentários me machucaram, mas estou tentando levar com leveza. Minha mãe veio do Acre para me ajudar, e isso tem sido um alívio”, relata.
Morando há nove meses em Ji-Paraná e natural de Rio Branco (AC), Natani vive com o marido, o filho de 8 anos e uma gata. Ela já teve outros animais de estimação e reforça que nunca considerou a eutanásia como opção para Jacke.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do estado destacou que casos como esse reforçam a necessidade de campanhas educativas sobre convívio seguro entre pets e humanos.
Enquanto se recupera, a vítima espera que seu caso sirva de alerta: “Não quero que o animal seja punido, mas que as pessoas entendam que um descuido pode mudar vidas”.
Veterinários e especialistas que acompanharam vídeos antigos do cão afirmaram que ele demonstrava sinais de comportamento possessivo e ciúmes — inclusive, ele já havia tentado morder
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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial
MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro
A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.
A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.
A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.
Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.
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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional
Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne
O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.
A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.
No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.
Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado
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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.
Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.
Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.
Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.
Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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