Rocheco foi liberado sem ferimentos na tarde desta quarta, dia 7.
Alexandre Lima

O irmão do ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Acre, Ronaldo Polanco, que foi sequestrado na manhã desta terça-feira, dia 6, no município de Porvenir, distante cerca de 27km da capital do estado de Pando, Cobija, lado boliviano, foi libertado após quase 32 horas de tensão e medo.

Rocheco Ribeiro, de 53 anos, foi abordado por dois homens que saíram de trás de um mato armados com escopetas, na manhã desta terça, por volta das 10h45, quando chegava na colônia da família que é administrada por ele. A área que é herança do seu pai, que fica localizada as margens do rio Tahuamanu, onde cria pequenos animais e serve como área de lazer para a família.

Já em sua casa em Brasília, Rocheco na companhia de sua esposa (de azul) e irmãs, mais o irmão Polanco (d) e os primos que ajudaram no resgate.

Segundo ele, ficou tranquilo o máximo que pôde, sem reagir para que nada lhe acontecesse de mal. Rocheco foi jogado ao chão, teve suas mãos amarradas para trás e colocaram um saco na sua cabeça e depois colocado de volta dentro do carro e levado para um local incerto.

Foi quando chegou em um local, onde havia mais outras pessoas, cerca de cinco homens e todos falavam somente português, deixando claro que não havia nenhum boliviano entre eles. A partir daí se iniciou os contatos os familiares e pediram dinheiro para que fosse liberado.

Foi quando o irmão, o conselheiro Ronald Polanco, iniciou a negociação. A quantia paga e que não foi divulgada, foi bem menos que havia sido divulgada. Com valor e local defino, um primo levou o dinheiro para o Ramal Fontinele de Castro, na zona rural de Epitaciolândia, que faz divisa com a Bolívia.

Rocheco disse que tentará levar a como antes.

Cerca de 14 km por volta das 16 horas desta quarta-feira, dia 7, o primo Homer Polanco chegou com o dinheiro no local. Os bandidos já esperavam com Rocheco e fizeram a liberação da vítima que montou em uma moto e foi embora, quanto o primo o seguiu na camionete.

Já em casa com os irmãos, Rocheco contou que manteve a calma e apenas reclamava de dores no pulso, devido as cordas enquanto esteve amarrado. Já o irmão, conselheiro Polanco, disse que contou com o apoio das autoridades dos dois países desde quando chegou na fronteira.

“A tensão maior foi quando me abordaram e tentei ficar o mais tranquilo durante todo o tempo e não fui maltratado. Agora estamos bem. O susto passou, mas, não vou deixar nossa propriedade por esse fato”, disse Rocheco já em sua casa e foi visitar sua mãe.

Comentários