Acre
Apesar de esforço financeiro, Governo não garante pagamento do 13º salário no fim do ano
De acordo com o porta-voz do Governo, Leonildo Rosas, nenhum estado brasileiro pode hoje anunciar que tem o 13º garantido, mas que no Acre alguns ajustes estão sendo adotados
Da ContilNet
Mesmo com as medidas tomadas pelo Governo do Acre para reduzir gastos, como a diminuição de 20% em salários e o corte de 545 cargos comissionados, o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais pode não ser pago no fim do ano, segundo o porta-voz do governo, Leonildo Rosas.
De acordo com Leonildo, nenhum estado brasileiro pode hoje anunciar que tem o 13º garantido, mas que no Acre alguns ajustes estão sendo adotados para garantir o pagamento aos servidores até o fim do ano. O porta-voz alegou também que o atraso nos pagamentos de fornecedores seria o principal motivo da queda da arrecadação.
Leonildo explicou ainda, que houve uma queda de receita estimada em mais de R$ 1 bilhão nos últimos cinco anos e que em 2016 houve uma redução superior a R$ 300 milhões. De acordo com o porta-voz, ainda assim o governo estadual tem procurado honrar os pagamentos de serviços essenciais.
A representante da Secretaria de Gestão Administrativa (SGA), Sawana Carvalho, falou à reportagem da ContilNet que o estado precisa de um montante de aproximadamente R$900 milhões para ajustar finanças.
“O governador está empenhado para a realização do pagamento, ele tem trabalhado junto com outros governadores em reuniões em diretórios nacionais, Ministério da Fazenda e STF para garantir os recursos que são do estado”, finalizou.
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Acre
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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.


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