Acre
Aníbal pede ao Incra devolução dos recursos de extrativistas da Resex Chico Mendes
O senador Aníbal Diniz (PT-AC) ocupou a tribuna do Senado para exigir que o Incra apresente explicações a respeito dos contratos de habitação dos extrativistas da Reserva Chico Mendes, situada na Região do Alto Acre, que já estavam com recursos liberados, depositados em conta e, de repente, foram estornados. A sede do órgão, em Brasiléia, está ocupada por centenas deles, desde a tarde desta segunda-feira (16), à espera de solução para o impasse.
“Quero apresentar aqui o clamor desses extrativistas. Eu não sei exatamente o que aconteceu, estou procurando falar com o presidente do Incra, para que ele se explique. Por que os recursos, depois de colocados na conta da Associação de Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes, de Brasiléia e Epitaciolândia (a Amoprebe), foram bloqueados e estornados para os cofres do Incra e do Governo Federal, deixando essas 152 famílias à espera dessa resposta?”, questionou o senador.
Ainda de acordo com o senador, os produtores enviaram documento à Superintendência Regional e à Direção Nacional do Incra exigindo uma explicação e a devolução desses recursos num total de R$ 18 mil por família, sendo R$ 15 mil para a construção de moradias e R$ 3 mil para a compra de equipamentos.
No documento, eles destacam que os recursos já depositados na conta corrente da Amoprebe, sejam devolvidos, uma vez que os contratos já estavam firmados e o recursos disponibilizados; que seja garantida a assinatura dos 152 contratos de habitação pelo Incra, com o mesmo valor que já estava depositado; que seja garantida a devolução dos juros correspondentes aos créditos já aplicados aos futuros em prol da comunidade; que seja garantido crédito apoio a 152 famílias que ainda faltam assinar o contrato, também com os recursos que já estavam depositados e foram estornados pelo Incra.
“Vale ressaltar que, com muita luta, os créditos foram aplicados até aqui, tendo em vista que as colocações são distantes e de difícil acesso”, acrescentou o senador.
Habitação Rural
Os produtores e extrativistas reivindicam também serem beneficiados pelo Programa Minha Casa Minha Vida, na versão rural, o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).
“É justo porque elas têm direito a esse crédito e não há por que serem excluídas desse benefício criado pelo Governo Federal, justamente para atender a essas famílias que fazem parte da agricultura familiar, que têm renda anual de até R$15 mil.”, ressaltou o senador Aníbal pedindo atenção especial da Caixa Econômica Federal para as famílias da Reserva Chico Mendes.
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Acre
Rio Acre apresenta queda gradual em Rio Branco e mantém nível abaixo do transbordo
Boletim da Defesa Civil aponta vazante com medições de 13,74 metros ao meio-dia; cota de alerta permanece em 13,50 metros.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
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Acre
Defesa Civil do Estado monitora rios e mantém ações preventivas

Conforme o boletim divulgado às 15h desta sexta-feira, 23, pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Defesa Civil, a capital acreana segue em cota de transbordamento. Enquanto em Cruzeiro do Sul, o rio Juruá apresenta vazante, mas segue acima da cota de alerta.
Em Rio Branco, o rio Acre marcou 14,36 metros, mas segue com tendência de vazante, indicando redução gradual do nível. A atuação contínua do Estado, por meio da Defesa Civil, garante o monitoramento em tempo real, o apoio às defesas civis municipais e a pronta mobilização das equipes para atendimento às famílias em áreas de risco.
Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá registrou 12,05 metros, permanecendo acima da cota de alerta e abaixo da cota de transbordamento, também em vazante.
Nos demais municípios monitorados, os rios permanecem abaixo das cotas de alerta, com predominância de vazante. Localidades como Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Porto Acre, Sena Madureira, Manoel Urbano, Porto Walter, Tarauacá, Feijó e Plácido de Castro apresentam cenário hidrológico estável.
O Riozinho do Rola, importante afluente do Rio Acre, também segue abaixo da cota de alerta e em queda, contribuindo para a redução gradual do volume de água na principal bacia do estado.
A Defesa Civil segue fazendo o monitoramento dos rios em todo o estado, além do acompanhamento das previsões de chuvas. Segundo o coordenador da Defesa Cìvil, coronel Carlos Batista, o alerta seguirá pelos próximos meses, fevereiro e março, visto que são períodos chuvosos. “Todo sistema está sempre em alerta pra agir por meio das defesas civis municipais.”
O coordenador também alertou a população sobre os riscos que as enchentes trazem. “Nesses períodos de vazante sempre há problemas de movimentação de solo. Por isso, se a população identificar que está tendo alguma agitação nos seus quintais, que apresentou rachadura numa árvore, parede, porta ou janela, é importante entrar em contato imediato com a Defesa civil ou corpo de bombeiros”.
O coordenador ressaltou a importância de acionar os serviços competentes e afirmou o compromisso do governo do Estado com a população atingida. “É importante você entrar em contato imediato com o corpo de bombeiros pelo número 193, para que uma equipe especializada possa ir ao local para fazer a devida análise. O governo do Estado está sempre com o objetivo de preservar bens e vidas”, salientou.
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Acre
Rio Acre registra 13,86 metros às 9h e segue em vazante em Rio Branco

Foto: Sérgio Vale
O nível do Rio Acre atingiu 13,86 metros às 9h deste sábado, 24, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal de Rio Branco. O dado confirma a tendência de vazante observada nas últimas medições, com redução gradual do volume de água ao longo da manhã.
Na leitura anterior, realizada às 5h45, o rio marcava 13,98 metros, o que representa uma diminuição de 12 centímetros em pouco mais de três horas. Apesar da queda, o manancial ainda permanece acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros, e abaixo da cota de transbordo, estabelecida em 14 metros.
De acordo com a Defesa Civil, não foi registrado volume de chuva nas últimas 24 horas, fator que contribui para a tendência de recuo das águas. O órgão segue monitorando o comportamento do rio e orienta moradores de áreas ribeirinhas a permanecerem atentos aos boletins oficiais.

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