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Brasil

ANA define prioridades para saneamento básico em 2025 e 2026

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Resolução nº 227 estabeleceu a agenda regulatória para o setor de saneamento básico, explica Nathalia Lima Barreto, sócia do escritório Razuk Barreto Valiati 

Curitiba, 24/01/2025 – Já estão estabelecidas as prioridades de temas que serão analisados e podem ser transformados em Resoluções pela Agência Nacional das Águas (ANA) em 2025 e em 2026. A Resolução nº 227 foi publicada em 10 de dezembro do ano passado e definiu temas preferenciais para aportes de recursos para o setor neste período, divididos entre grandes eixos de atuação, incluindo o saneamento básico.

“Este é um instrumento fundamental de planejamento da atividade regulatória, sendo estratégica a participação das empresas do setor, pois as normas impactam diretamente as licitações e os contratos de saneamento básico. A participação se dá pelo acompanhamento e elaboração de contribuições nos processos de consultas públicas”, explica Nathalia Lima Barreto, presidente da Comissão de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Direito Regulatório e sócia do escritório Razuk Barreto Valiati.

Os assuntos refletiram a Tomada de Subsídios nº 02/2024 e da Consulta Pública nº 05/2024, no qual foram ouvidos os player’s do setor e outros interessados.

Temas que interferem no presente e no futuro

Um olhar mais apurado para a Resolução auxilia a determinar o que será foco de atuação ainda em 2025, com assuntos relevantes. No primeiro semestre deste ano, destacam-se:

  • Definição de modelos de regulação de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas;
  • Estabelecer procedimento de ação arbitral;
  • Estabelecer norma de referência sobre estrutura tarifária para os serviços de abastecimento de água e esgoto. “Este tema se conecta se relaciona diretamente com a Lei nº 14.898, que instituiu a Tarifa Social de Água e Esgoto em todo o país em junho do ano passado”, diz Nathalia Lima Barreto.

Para o segundo semestre:

  • Elaborar norma de referência para redução progressiva e controle das perdas de água;
  • Revisão sanitária de serviços de abastecimento de água e esgoto;
  • Padrões e indicadores operacionais dos serviços de manejo de resíduos sólidos;
  • Critérios de contabilidade regulatória para os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário;
  • Padronização de instrumentos negociais na prestação de serviços de saneamento, voltado à melhoria e à estruturação dos processos licitatórios.

“Estes temas podem até soar distantes de nossa realidade, mas eles não são. A regulação de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas auxiliam a controlar, direcionar e trata a água da chuva nas cidades. São esses cuidados que dão suporte à prevenção de inundações, proteção das estruturas locais e preservação da saúde pública”, esclarece Nathalia Lima Barreto.

Nathalia Lima Barreto, presidente da Comissão de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Direito Regulatório.

Se muitos pontos ainda não são vistos, serão importantes para o futuro, como a redução progressiva e controle de extravios de água. Conforme levantamento do Instituto Trata Brasil, 37,8% da água foi perdida antes de chegar às residências brasileiras no último ano. Este volume seria o equivalente para abastecer a população do Rio Grande do Sul por cinco anos.

“As normas da ANA visam criar métricas e padronizações para solucionar este problema, tornando o saneamento básico mais eficientes, e também trazendo mais segurança jurídica para os contratos vigentes e futuros, acrescenta a advogada.

Uma curva de aprendizado colocada em prática

Nos últimos anos, a ANA consolidou os procedimentos para a publicação das normas de referência, desde que assumiu a condição de agência reguladora dos serviços de saneamento básico, com a atualização do Marco Legal do Saneamento em 2020. “A ANA conseguiu ser mais objetiva em relação aos assuntos que devem ser prioritários e ao tempo que essas discussões tomam até evoluírem adequadamente. Isso faz parte de um processo de aprendizado para todos do setor”, completa a especialista.

 

Eduardo Betinardi

P+G Trendmakers

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Brasil

Aviator é destaque entre jogos de cassino online em site de apostas

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Os jogos de cassino online ganharam forte popularidade entre os brasileiros nos últimos anos. Com a expansão das plataformas digitais e a regulamentação do setor no país, diferentes categorias passaram a atrair milhões de usuários.

Um levantamento divulgado por um site de apostas mostrou quais são os títulos e estilos mais procurados pelos jogadores, revelando tendências de comportamento e preferências dentro do mercado.

Entre os destaques do ranking aparece o jogo de aposta Aviator, que se consolidou como um dos títulos mais conhecidos do segmento de crash games. A lista também inclui diversos slots e outros jogos tradicionais de cassino digital, que continuam dominando boa parte da atividade dos apostadores.

O jogo de aposta Aviator lidera a categoria de crash games, considerada atualmente a segunda mais popular entre os usuários da plataforma analisada. Nesse tipo de jogo, o multiplicador cresce continuamente até que a rodada termine de forma repentina, exigindo que o jogador decida o momento de encerrar a aposta antes do “crash”.

Estudos internos divulgados pela operadora indicam que cerca de 40% dos entrevistados apontam o Aviator como seu crash game favorito, colocando o título à frente de outros jogos do mesmo gênero. Entre os fatores citados pelos usuários estão a facilidade de compreensão das regras, a dinâmica rápida e a possibilidade de multiplicadores elevados.

Outro indicador relevante é o retorno teórico ao jogador (RTP) do Aviator, certificado em 97%, valor considerado competitivo dentro do segmento. Em comparações com outros crash games presentes na plataforma, o jogo mantém uma base de usuários significativamente maior e apresenta níveis de engajamento superiores em diferentes períodos analisados.

O desempenho do jogo de aposta Aviator também aparece em rankings mensais divulgados pelo site de apostas KTO. Segundo levantamentos recorrentes da plataforma, o título costuma figurar entre os mais jogados em diferentes períodos, reforçando sua presença constante entre os favoritos dos usuários brasileiros.

O histórico de popularidade do Aviator no país acompanha a expansão dos jogos do tipo crash no mercado digital. Popularmente conhecido como “jogo do aviãozinho”, o título ganhou espaço nas plataformas de cassino online e se tornou um dos exemplos mais citados quando se fala na popularização desse formato de aposta no Brasil.

Além do destaque do Aviator, dados divulgados pela KTO mostram quais foram os jogos e categorias mais populares em 2025 dentro da plataforma. Os slots dominaram o ranking geral, com títulos como Fortune Tiger, que registrou média de popularidade de 39,29%, seguido por Fortune Rabbit, com 33,70%, e KTO Big Bass Splash, com 26,45%.

Outros jogos também apareceram com frequência nas preferências dos usuários, incluindo diferentes variações de slots temáticos e títulos conhecidos do catálogo internacional de cassinos online. A diversidade de opções ajuda a explicar a expansão do mercado, que hoje reúne desde jogos simples de rodada rápida até experiências mais complexas com múltiplos recursos.

O crescimento do setor também se reflete nos números da arrecadação pública. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o Gross Gaming Revenue (GGR) do mercado regulado no Brasil chegou a cerca de R$ 37 bilhões, com uma arrecadação federal estimada em aproximadamente R$ 9,95 bilhões em 2025.

Ainda segundo o balanço oficial, o governo também arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em outorgas pagas por operadores autorizados, além de aproximadamente R$ 95,5 milhões em taxas administrativas relacionadas à operação das plataformas.

Os dados indicam que o setor de apostas online continua em expansão no país, impulsionado pela regulamentação e pelo aumento do interesse dos usuários. Nesse cenário, títulos como o jogo de aposta Aviator permanecem entre os mais reconhecidos pelos jogadores e ajudam a ilustrar as tendências atuais do mercado digital de cassinos.

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Acre tem a terceira maior perda de água do país, aponta Instituto Trata Brasil

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Estado perde 62,25% da água na distribuição, quase 22 pontos percentuais acima da média nacional; Rio Branco está entre as dez piores capitais

Dados do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, mostram que o Acre está entre os estados com maior perda na distribuição de água. São 62,25% de perdas. Foto: captada 

O Acre está entre os estados brasileiros com os maiores índices de perda de água na distribuição, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. Com 62,25% de perda, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de Alagoas (69,86%) e Roraima (62,51%).

Os dados são referentes a 2023 e foram divulgados no final do ano passado. A média nacional de perda na distribuição fechou em 40,31%, o que significa que o Acre perde quase 22 pontos percentuais a mais que a média do país.

Cenário nacional

O levantamento revela uma profunda desigualdade regional na infraestrutura hídrica brasileira. Enquanto estados do Norte e Nordeste lideram os rankings de perda, unidades da federação das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam os melhores desempenhos.

Goiás (25,68%), Tocantins (30,96%), São Paulo (32,66%), Paraná (33,11%) e o Distrito Federal (31,46%) têm os menores índices de perda. Na sequência aparecem Santa Catarina (35,31%), Minas Gerais (36,22%), Rondônia (37,03%), Paraíba (37,53%), Mato Grosso do Sul (38,58%), Espírito Santo (38,70%) e Rio Grande do Sul (40,14%).

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional”, destacam os pesquisadores.

O estudo aponta que estados com altos índices de perda são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência.

Rio Branco entre as piores capitais

Quando se analisa os dados municipais, a capital acreana também figura entre as posições mais críticas. Rio Branco ocupa o 96º lugar no ranking de perda na distribuição entre as cidades brasileiras, com índice de 56,06%.

O percentual coloca a capital acreana entre as dez piores do país, evidenciando os desafios estruturais enfrentados pelo sistema de abastecimento local.

Os dados reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e modernização da gestão hídrica no Acre, tanto na capital quanto no interior, para reduzir as perdas e garantir o acesso universal à água tratada.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda. Foto: captada 

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência”, destacam os pesquisadores.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda, ocupando o 96º lugar no ranking de melhores e piores índices de perdas na distribuição.

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Indústria de alimentos movimenta R$ 2,1 bilhões e representa 6,7% do PIB do Acre, aponta ABIA

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Setor emprega 4,4 mil trabalhadores diretos e mantém forte integração com a produção agropecuária; 78,4% das matérias-primas vêm do campo

As exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões, valor ainda modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial. Foto: captada 

A indústria de alimentos no Acre movimenta cerca de R$ 2,1 bilhões em valor de produção, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com base em dados de 2025. O estudo, que traça um panorama do desempenho regional do setor no Brasil, revela que o segmento tem peso significativo na economia acreana, representando 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Os dados apontam que o estado possui 170 empresas do setor alimentício, responsáveis por aproximadamente 4,4 mil empregos diretos e 17,9 mil postos de trabalho indiretos ligados à cadeia produtiva. A indústria também tem forte presença na estrutura industrial local: 59,7% dos empregos da indústria de transformação do Acre estão concentrados nesse segmento, segundo o levantamento.

Integração com o campo

Outro destaque do estudo é a ligação direta da indústria alimentícia com a produção agropecuária. No Acre, 78,4% das matérias-primas utilizadas pelas indústrias do setor são adquiridas da produção rural do próprio estado, indicando forte dependência e integração com a atividade agropecuária local.

Comércio exterior

No mercado internacional, as exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões. O valor ainda é modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial, mas demonstra a participação do Acre no comércio exterior do setor.

Panorama regional e nacional

O estudo também traz um panorama da Região Norte, onde a indústria de alimentos registra R$ 66,7 bilhões em valor de produção, com 2,5 mil empresas e 103 mil empregos diretos, reforçando o papel do segmento no desenvolvimento econômico regional.

Em nível nacional, a indústria de alimentos é considerada a maior do país, com R$ 1,388 trilhão em valor de produção, 42 mil empresas e mais de 2,12 milhões de empregos diretos, além de exportações que chegam a US$ 66,7 bilhões para cerca de 190 países.

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