Acre
Aleac realiza sessão solene em homenagem aos 55 anos do 7º Batalhão de Engenharia de Construção
A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na manhã desta quinta-feira (13) sessão solene em comemoração aos 55 anos do 7º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), fruto do requerimento Nº 60-2024 de autoria da Mesa Diretora com o objetivo de homenagear a data celebrada anualmente em 06 de junho.
A solenidade, que teve início às 10h, foi presidida pelo deputado Chico Viga (PDT), segundo-secretário da Mesa Diretora e foi bastante prestigiada por membros da corporação, e do alto comando como o tenente-coronel Abelardo Silva de Faria Filho, atual comandante do batalhão, o ex-comandante Ruiter Colin, além de militares homens e mulheres que dedicam suas carreiras ao batalhão e familiares.
Ao abrir a sessão e dar as boas-vindas aos presentes, o deputado Chico Viga falou da honra de celebrar a data e lembrou parte da história do 7º BEC, criado em 6 de junho de 1969, com sua primeira sede no Acre situada em Cruzeiro do Sul.
“Este Poder e seus 24 deputados reconhecem a inestimada contribuição do 7º Batalhão de Engenharia de Construção que, ao longo de mais de meio século de serviços prestados vem participando ativamente do Plano de Desenvolvimento Nacional, colaborando assim com a integração do Estado do Acre ao restante do país”, disse inicialmente.
Em seguida, o deputado lembrou a comunidade Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, construída pelo 7º BEC na década de 80. “Marcada pela chegada de imigrantes mineiros que tiveram que deixar seu estado de origem devido a uma grande enchente e vieram habitar o projeto de assentamento Santa Luzia que se tornou vila e hoje possui uma população e uma estrutura que superam a de vários municípios do Estado. Cito esse episódio com grande honra, pois tive a oportunidade de servir ao Exército Brasileiro naquela época, em 1984, quando o Exército teve uma significativa contribuição na construção da Vila Santa Luzia”, lembrou, destacando “a dedicação, coragem e comprometimento dos integrantes desse tradicional quartel de armas de engenharia do exército no exercício de suas funções”, parabenizou.
Homenagens e reconhecimento

Deputado Chico Viga e o tenente-coronel Abelardo Filho
A sessão solene também foi marcada por homenagens e discursos em reconhecimento às contribuições do batalhão para o desenvolvimento do Acre e para a integração da região amazônica ao restante do país.
O presidente do parlamento acreano, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), mesmo não estando presente registrou: “O 7º BEC tem desempenhado um papel importante na infraestrutura do nosso estado, contribuindo significativamente para a construção de estradas, pontes e outras obras essenciais. Esses homens e mulheres são verdadeiros heróis, que se dedicam diariamente ao progresso e à segurança do nosso estado. A presença do 7º BEC no Acre é uma prova de que a engenharia militar vai além da construção, representando um compromisso contínuo com o desenvolvimento e o bem-estar da população acreana”, concluiu Gonzaga.
O comandante do 7º BEC, o tenente-coronel Abelardo Silva de Faria Filho fez a leitura de um breve histórico dos feitos do batalhão no Acre e enfatizou a gratidão da corporação pelo reconhecimento demonstrado pelo Poder Legislativo ao realizar a sessão solene.
“Na semana passada, 6 de junho, fez 55 anos de história aqui dentro do Estado do Acre e dentre esses feitos executados, feitos realizados, nós temos várias obras em contribuição para o desenvolvimento do nosso Estado. E essa sessão, ela vem materializar, concretizar para nós o reconhecimento do Estado do Acre para com o nosso batalhão. Com isso, a gente tem a certeza que o nosso batalhão está fazendo o nosso papel, tanto como o Exército Brasileiro, como instituição e contribuindo para o nosso processo de desenvolvimento regional”, comemorou.
Ao final da solenidade, foram entregues placas comemorativas e diplomas de reconhecimento aos integrantes do 7º BEC. A cerimônia encerrou com um sentimento de gratidão e respeito pelos serviços prestados pelo batalhão ao longo de mais de meio século de existência no Acre.
Texto: Lamlid Nobre e Mircleia Magalhães
Fotos: Sérgio Vale
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Acre
Prefeita de Cobija anuncia início de obras estruturais no Rio Acre para prevenir enchentes
Ana Lucia Reis destaca que projeto visa proteger áreas vulneráveis e reduzir impactos das cheias na fronteira com o Brasil

Em janeiro o vice-ministro alertou sobre o risco crescente de o nível das águas subir durante o período de chuvas e afetar a população ribeirinha de Cobija. Foto: captada
A prefeita de Cobija, Ana Lucia Reis (MAS), anunciou nesta quarta-feira (2) o início das obras de construção de medidas estruturais às margens do Rio Acre, que divide a Bolívia do Brasil (Cobija/Brasiléia). O projeto tem como objetivo principal mitigar os efeitos das enchentes que anualmente afetam a região fronteiriça do acre, com Departamento de Pando.
O vice-ministro falou à reportagem. “Fizemos um sobrevoo sobre o rio Acre na companhia dos irmãos da República Federativa do Brasil, pudemos observar primeiro todos os locais onde o estudo técnico da nossa intervenção nos mostrou que são pontos críticos no Rio Acre, onde está sendo feita a dragagem, onde está prevista a construção de algumas comportas de ambos os lados do rio acre”, relatou Calvimontes.

O vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, disse que projeto para a segurança e o bem-estar das populações vulneráveis na região de fronteira de Cobija. Foto: cedida
O vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, expressou grande impressão com a construção em andamento na cidade de Brasiléia, no Acre, especialmente no que diz respeito ao projeto de encostas que está sendo erguido na orla do município.
O projeto, que visa melhorar a infraestrutura e proteger as áreas ribeirinhas contra o avanço das águas do rio Acre, servirá como referência para proposta similar em Cobija, capital do Departamento de Pando, na Bolívia.
Calvimontes revelou que o projeto na Bolívia começará ao lado do Quartel Naval de Pando e se estenderá por diversos bairros ribeirinhos de Cobija, com foco especial na comunidade do bairro Manpajo, o maior da região. O bairro, assim como outras áreas vulneráveis, tem sido seriamente impactado pelo período de chuvas, que, neste ano, tem registrado um clima chuvoso em toda a Bolívia.
As intervenções incluirão:
- Construção de diques de contenção
- Sistema de drenagem pluvial
- Reforço das margens em pontos críticos
- Instalação de alertas hidrológicos
“Estamos investindo em infraestrutura permanente para proteger nossas famílias ribeirinhas e o comércio local que tanto sofre com as cheias do Rio Acre”, declarou a prefeita Ana Lúcia durante o anúncio realizado no bairro Manpajo, uma das áreas mais afetadas de Cobija.
O projeto, orçado em aproximadamente 90 milhões de Bolivianos, com distribuição de 5 milhões por etapa, terá execução faseada ao longo de 18 meses e contará com assessoria técnica de engenheiros hidráulicos de pando, como do centro do pais. A primeira etapa já começou pelas proximidades da Ponte da Integração, bairro Manpajo principal ligação com Brasileia, no Acre.

Moradores das áreas ribeirinhas comemoraram a iniciativa, mas cobram agilidade: “Todo ano perdemos móveis, eletrodomésticos e temos que reconstruir nossas casas. Esperamos que desta vez seja diferente”. Foto: arquivo
Contexto Histórico:
Nos últimos 13 anos, Cobija, Brasileia e Epitaciolândia registrou:
- 4 enchentes severas (2012, 2015, 2023 e 2024)
- Prejuízos superiores a US$ 25 milhões
- 45 mil pessoas afetadas diretamente
A prefeitura estabeleceu parceria com o governo departamental de Pando e busca cooperação técnica com o Brasil para monitoramento binacional do rio. O cronograma prevê conclusão das obras prioritárias antes da próxima estação chuvosa, que começa em novembro de 2026.

O projeto tem como objetivo principal mitigar os efeitos das enchentes que anualmente afetam a região fronteiriça. Foto: captada
Moradores das áreas ribeirinhas comemoraram a iniciativa, mas cobram agilidade: “Todo ano perdemos móveis, eletrodomésticos e temos que reconstruir nossas casas. Esperamos que desta vez seja diferente”, relatou Juan Mendoza, líder comunitário.
A prefeitura criou um canal de acompanhamento das obras através do aplicativo “Cobija Digital”, onde serão publicados relatórios quinzenais de progresso e do investimento na ‘Orla’ do rio acre.
Veja vídeo:
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Acre
Acre registra 3.021 mortes violentas em 10 anos, com facções e tráfico respondendo por 42% dos casos
Dados do Ministério Público apontam Rio Branco como epicentro da violência (57,2% dos casos); 2024 teve menor número em nove anos

O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte. Foto: arquivo
O Acre contabilizou 3.021 mortes violentas intencionais nos últimos dez anos, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI), do Ministério Público do Estado. Conflitos entre facções criminosas e o tráfico de drogas foram responsáveis por 42,2% das ocorrências no período.
O ano mais violento foi 2017, quando foram registradas 531 mortes. Em contrapartida, 2024 teve o menor número de casos nos últimos nove anos, com 178 ocorrências. Até 1º de abril de 2025, já foram registrados 23 casos no estado.
Relatório Especial: Uma década de violência no Acre (2015-2025)
Panorama Geral:
- Total de mortes violentas: 3.021 em 10 anos
- Principal motivador: Conflitos entre facções e tráfico de drogas (42,2% dos casos)
- Ano mais violento: 2017 (531 mortes)
- Menor registro: 2024 (178 casos) – menor número em nove anos
- 2025 (até 1º de abril): 23 ocorrências
Perfil Geográfico:
Rio Branco: 1.728 casos (57,2% do total)
Cruzeiro do Sul: 236 (7,81%)
Tarauacá: 136 (4,5%)
Santa Rosa do Purus: 6 (menos de 0,2%)
Características das Vítimas:
Gênero:
- Homens: 90,96%
- Mulheres: 9%
Raça/Cor:
- Não identificada: 51,87%
- Pardos: 42,9%
- Brancos: 2,18%
- Faixa etária mais afetada: 20 a 34 anos
Modus Operandi:
- Armas de fogo: 66,63% dos casos
- Armas brancas: 24,4%
Horário com maior incidência:
- Noite: 43,56%
- Tarde: 21,98%
- Madrugada: 17,81%
Dias mais violentos:
- Domingo: 19,4%
- Sábado: 16,42%
- Segunda-feira: 14,46%
Metodologia:
O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) considera nove categorias de crimes:
- Homicídio consumado
- Feminícidio
- Latrocínio
- Estupro seguido de morte
- Extorsão mediante sequestro com morte
- Lesão corporal fatal
- Maus-tratos com resultado morte
- Morte decorrente de intervenção policial
Análise:
Os dados revelam uma concentração urbana da violência (Rio Branco responde por mais da metade dos casos) e um perfil específico das vítimas: homens jovens, predominantemente pardos. A redução em 2024 pode indicar efeitos de políticas públicas ou mudanças no cenário do crime organizado, mas especialistas alertam que o primeiro trimestre de 2025 mantém uma média preocupante.
Perspectivas:
O MP-AC destaca a necessidade de estratégias diferenciadas por município, com atenção especial aos finais de semana, quando ocorrem 35,82% dos casos. A predominância de armas de fogo aponta para a urgência no controle de armamento ilegal.
O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte, extorsão mediante sequestro e morte, lesão corporal com resultado morte, maus-tratos com resultado morte e morte decorrente de intervenção policial.
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Acre
Auxiliar de limpeza atacada por cães rottweiler recebe alta de hospital em Rio Branco: ‘Chora quando lembra’, diz filha
Adriana da Silva Souza, 45 anos, recebeu alta após três dias internada; marido também foi ferido ao tentar defendê-la. Caso expõe riscos com animais de grande porte

Adriana foi internada na última sexta (28) após o ataque sofrido no bairro Alto Alegre, Parte Alta da capital. Foto: cedida
A auxiliar de limpeza Adriana da Silva Souza, 45 anos, recebeu alta do Pronto-Socorro de Rio Branco nesta terça-feira (1º) após sofrer um violento ataque de dois cães da raça rottweiler no bairro Alto Alegre. O incidente, ocorrido na última sexta (28), resultou na perda parcial da orelha esquerda e de parte do couro cabeludo da vítima.
Adriana acompanhava o marido, que prestava serviços de pintura em uma residência na Rua Juarez Távora, quando os animais romperam a cerca de proteção e avançaram contra ela. O esposo, que já havia trabalhado anteriormente no local e conhecia os cães, também foi mordido ao tentar defender a mulher.
“Ela está bem, mas chora quando lembra. A consulta com o cirurgião é semana que vem”, relatou Adrialle Correira, filha da vítima. Segundo ela, a auxiliar de limpeza deverá iniciar acompanhamento psicológico e consultas com otorrinolaringologista para avaliar os danos permanentes.
Detalhes do ataque:
- Era a primeira vez que Adriana visitava a propriedade
- O proprietário havia prendido os animais antes de sair
- Os cães quebraram a cerca e atacaram sem provocação
- O marido, que já conhecia os rottweilers, sofreu mordidas na tentativa de resgate
A família aguarda o parecer médico para entender a extensão dos danos e o tratamento necessário para a recuperação de Adriana, que estava de folga no dia do ataque.
Ainda segundo Adrielle, a auxiliar de limpeza deve começa acompanhamento psicológico e também fará consultas com um otorrinolaringologista.
Ataque
Era a primeira vez que Adriana ia na residência. Contudo, o marido já tinha feito outros serviços na propriedade anteriormente e conhecia os animais. Ele foi mordido pelos cães quando tentou ajudar a mulher.
“Ela estava de folga do trabalho e foi acompanhar ele no trabalho. O dono de lá é patrão dele, já conhecia o local. Estava pintando, terminando uma reforma e o proprietário da casa não estava, mas prendeu os cachorros antes de sair”, explicou a filha.
A auxiliar de limpeza foi mordida quando os cachorros quebraram a cerca de proteção e correram na direção dela.
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